O PASSADO NEGRO DE COLLOR DE MELLO,CASO ANA LIDIA

tire não sabia deste podre do COLLOR DE MELLO,alias  se tivessem divulgado isso na epoca em que ele se candidatou a presidente, o do LULA fizeram,aqule caso de que ele teria mandado uma ex companheira a fazer aborto,mas vamos ao caso:

BRASILIA 1973,a menina ANA LIDIA, de apenas 7 anos,foi sequestrada morta e estuprada,os supeitos foram seu próprio irmão e alguns filhos de politicos ,entre os suspeitos pasmem, COLOR DE MELLO,  na epoca com pouco mais de15 anos.

todos foram acobertados,o video do caso não sei se foi mostrado no linha direta da globo,mas ja não ta mais nos arquivos.

sobre o caso vc fica sabendo aqui   http://pt.wikipedia.org/wiki/Ana_L%C3%ADdia_Braga   na pagina tem mais dois links,falando sobre os suspeitos e outro com fótos da menina e da familia.

pois é ,eu não sabia disso,vcs sabiam ,fiquei sabendo hoje numa comunidade do orkut, ta vendo como a net é poderosa ? e le eainda quer voltar a ser presidente, vc votaria nele de novo,sabendo disso agóra ?


noticias do dia:

Desde o dia 1º de julho, pessoas consideradas suspeitas e que estiverem sem fazer nada nas ruas da cidade de Assis, estão sendo abordadas pela polícia e, se não comprovarem que têm alguma ocupação profissional, são consideradas desocupadas.

Os contraventores são cadastrados na delegacia, passam por um exame médico para avaliar sua capacidade de trabalho e assinam um termo se comprometendo a procurar emprego. Em um prazo de 30 dias devem procurar trabalho ou demonstrar que estão se esforçando para encontrar ocupação lícita. Depois desse período, se a pessoa for encontrada em atitude suspeita pode ser autuada em flagrante por vadiagem, com pena prevista de 15 dias a três meses.

A ação integra o programa “Tolerância Zero”, implantado para conter a criminalidade no município, que tem 100 mil habitantes e 104 anos de existência. Até agora já foram cadastradas 51 pessoas nessa situação em Assis.

Entretanto, a aplicação desta lei está causando polêmica entre os moradores. Alguns defendem a ação, enquanto outros reforçam que é preciso ter critério ao abordar as pessoas e oferecer emprego aos desocupados.

A dona de casa Maria Aparecida de Moraes, 53 anos, disse apoiar a lei porque a cidade está um caos por causa da criminalidade. Para ela, muitas pessoas que ficam nas ruas realmente estão procurando emprego, mas outras são desocupadas e até planejam crimes.

“Outro dia quase roubaram um cordão de ouro do meu pescoço. Só não conseguiram porque eu percebi antes. Então, eu aprovo a lei porque muitas pessoas são de bem. Pelo menos os que são bandidos vão diminuir porque vão ficar com medo de ser presos”, opinou.

A gerente de um restaurante da cidade, Ana Rita Spessoto, 39 anos, disse que é ótimo que tirem da rua todas as pessoas que estão “à toa”, mas considera errada a aplicação da lei porque pessoas de bem, que não trabalham, podem ser confundidas com vadios. “E se ela não precisa trabalhar, tem um bonde de dinheiro e está passeando na rua, não tem carteira de trabalho ainda? A polícia vai fichar essa pessoa só por isso? Eu acho errado. Não é todo mundo na rua que precisa trabalhar.” Para ela, é preciso encontrar uma maneira de diferenciar as pessoas antes de aplicar a lei. (basta que se analise um por um,quem ta com medo então vai catar latinhas,papelão,se vira, se a pessoa ta com dinheiro no bolso,mas não ta agindo em atitude supeita ,nãomtem de ser detida só por não ter carteira de trabalho,basta que se comprove o que ela faz.Em dúvida)

 

Os trabalhadores com pouca escolaridade e menor renda foram os mais afetados pela crise econômica mundial, perdendo espaço no mercado de trabalho formal no ano passado. Os dados estão na radiografia do emprego formal divulgada anualmente pelo Ministério do Trabalho – a Rais (Relação Anual de Informações Sociais) – que registrou a criação de 1,834 milhão de vagas com carteira assinada em 2008.

Os números refletem o efeito devastador da crise no último bimestre do ano, quando as demissões bateram um patamar histórico. Apesar disso, o total de trabalhadores formais cresceu 4,88%. Chegou a 39,442 milhões de pessoas em 2008.

A redução do emprego para os trabalhadores menos qualificados e com menores salários foi acompanhada de um aumento na oferta de vagas para pessoas com maior escolaridade e nível de renda. A Rais mostra que houve elevação do emprego para todas as faixas com escolaridade a partir de Ensino Médio incompleto.

Abaixo dessa linha, no entanto, todos os níveis de escolaridade apresentaram queda no nível de emprego. "Na crise, perdeu quem ganhava menos e tinha menos escolaridade. Isso é um alerta sobre a importância da qualificação", disse o ministro Carlos Lupi (Trabalho).

Por conta do crescimento da mão de obra mais qualificada e mais bem remunerada e da redução dos trabalhadores com renda mais baixa e menor escolaridade, a renda média do trabalhador cresceu no ano passado acima da inflação. O ganho real foi de 3,52%. O salário médio passou de R$ 1.443,77 para R$ 1.494,66.

A análise da Rais revela ainda que houve uma ligeira diminuição na diferença de renda entre homens e mulheres, mas a força de trabalho masculina ainda recebe melhores salários. Isso ocorre mesmo com o avanço da mão de obra feminina no mercado de trabalho. Em 2008, aumentou 5,5% o emprego para as mulheres. Para os homens, o crescimento foi de 4,4%.

A Rais é um registro do mercado formal mais abrangente que o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgado mensalmente pelo governo. A relação, além dos trabalhadores com carteira assinada, inclui os servidores públicos, os trabalhadores temporários e os autônomos.

No ano passado, o Caged registrou a geração de 1,454 milhão de empregos. Para o ministro, a Rais de 2009 ficará abaixo de 2008, mas ultrapassará 1 milhão de novas vagas. ( deste pessoal quantos entraram para o bolsa esmola do MULINHA ? o bolsa não absolve todos e ainda tem gente perdendo emprego pra crise,que dizem que esta acabando ,hummm ,agóra ta ai, quem é sózinho se vira ,duro é quem fez filho.Desanimado)  

Everton Airton Braz de Lima, de 19 anos, prestou depoimento e foi liberado

Um dos acusados de espancar o segurança Rodrigo Francisco de Campos, de 26 anos, às 5h do último dia 24, é o mesmo que participou da agressão ao metalúrgico Fabiano Dias Rodrigues, na madrugada do dia 1º de junho de 2008, na saída de uma casa noturna.

Everton Airton Braz de Lima, 19 anos, se apresentou à Polícia Civil na última terça-feira (04), prestou depoimento e foi liberado. Ele e outros três acusados já se apresentaram, não tiveram seus nomes divulgados e estão livres. Apenas um dos agressores não compareceu ao 2º DP.

A tentativa de homicídio ocorreu quando Rodrigo e um amigo saíram de uma boate, na Vila Hortênsia. O segurança teve ferimentos graves em decorrência dos socos e chutes que recebeu, foi socorrido e internado em estado de coma na UTI do Hospital Regional

 (o caso FABIANO,foi mostrado em rede nacional, pra vc que não se lembra veja ai o video que mostra a agressão   http://terratv.terra.com.br/templates/channelContents.aspx?channel=2481&contentid=202628    FABIANO, teria sido agredido por denunciar jovens se drogando no banheiro da boate, cuja fóto tirada por mim vcs podem ver ai ,agóra novamente temos um dos seus agressores envolvido em outro espancamento.

e como sempre deve ter papai na jogada,ele foi liberado,até a hóra em que ele acabar matando alguem, FABIANO ainda tenta se recuperar, se é que não vai ficar sequelas,o segurança esta em coma ,se não morrer.

o seu agressor esta em casa dormindo com certeza nesta mesma hóra em que digito este fato, ESTE É O BRASIL Nervoso)

Foram inúmeras as vezes que você ouviu, só no semestre passado, que linhas com cerol usadas por quem empina pipas, podem matar. As crianças e adolescentes também, mas nem por isso abandonam a prática.

Nesta semana o BOM DIA conversou com menores que soltavam pipas em dois pontos distintos de Sorocaba e em ambos o cortante estava presente.
 
No bairro Júlio de Mesquita Filho, por exemplo,  dois adolescentes, de 14 e 15 anos, usavam a mistura de cola com vidro moído. Eles disseram que compraram o produto pronto em uma “lojinha”, sem revelar qual. Intimidados pela reportagem,    recolheram as pipas, mas não se livraram das linhas.

Na avenida Ipanema, próximo à entrada da Vila Helena, novo flagrante. Gabriel, 11, disse que foi a primeira vez. “Achei um pedaço de linha com cerol e emendei na minha”, justifica. “Só estou usando porque é um pedaço pequeno.”

Embora flagrantes ainda existam, a orientação através de campanhas ou da família atinge garotos como Vitor, 10, e Vicente, 14. “Posso matar alguém e minha mãe vistoria a linha todo dia”, diz o menino mais novo.  Já Vicente só deu atenção à proibição após uma amiga de sua irmã morrer degolada quando dirigia uma moto pela Raposo Tavares.

Nesse ano nenhuma morte por cerol foi registrada em Sorocaba, mas as ações de prevenção estão sendo intensificadas em razão do clima quente, quando as crianças brincam mais com  pipas.

Como denunciar o uso de cerol
Telefones: 156 ou 199

Tratamento de choque e multa pesada
Policiais militares, guardas municipais e representantes da fiscalização da prefeitura e do Conselho de Segurança Norte participaram nesta quinta-feira de uma operação de abordagem para flagrar o uso de cerol e conscientizar sobre os  perigos.

Logo no início do trabalho, um garoto de 9 anos foi surpreendido no bairro do Mineirão usando a linha com cortante.
 
Ele estava em frente de sua casa e seus pais foram abordados e multados. “Ele é fogo. Não dá para segurar. Já falei para ele não usar cerol”, diz o pai Alexandre Santos.

Ao garoto foram mostradas fotos chocantes, com pessoas que foram feridas ou mesmo mortas pelo cerol. “Não quero mais usar isso, prometo”, diz  o menino, que chorou vendo as imagens.

As patrulhas contra o cerol estão sendo realizadas periodicamente. Os responsável por crianças que usam a linha com cortante  podem ser multados em R$ 1.065.
 
Em 2009 já foram aplicadas 14 autuações.(
gostei da parte de mostrar fotos para um garoto e ele chorar dizendo que nunca mais vai usar cerol,eles tem, de saber que podem atingir até um parente do amiguinho ou alguem de sua familia mesmo,até mesmo se a pessoa estiver apenas andando,mas tem uma turma barra pesada que não ta nem ai,em caso de morte ja deveria ir pra fundação casas.Nervoso)


O BANHO DA SAMAMBAIA NA FAZENDA

A Fazenda: musa "capricha" no fio dental para banho  se tirarem a SAMAMBAIA da fazenda é pq o povo não gosta de mulher mesmo,isso se o povo realmente é que decide quem sai, mas vamos supor que o programa é quem decide, tirar ela e dar um tiro no pé em audiência,ainda mais agóra que segundo diz a net o programa ja incomoda o no limite, bem cliquem e vejam o banho desta maravilha de mulher,ahhhhh comom eu queria estar ali dando banho nela e vc ?


SE DERRUBARAM A BASTILHA,DERRUBA O CONGRESSO.

 
 em 1789,( pelo menos a história é esta ) ,o povo da FRANÇA,cansado da miséria,chutou o pau da barraca,sairam as ruas dispostos a revolução , ejm uma destas derrubaram a BASTILHA,simbolo de poder da epoca.
durante 4 horas houve o maiór quebra pau,enfim tomaram o lugar,depois guilhotinaram o rei ,a rainha e afins.
imagine isso sendo feito hoje no congresso ? claro que não precisamos matar ninguem ,apenas botar pra correr,mais de 100 milhões de pessoas desesperadas,cansadas de sofrerem nas mãos deste desgoverno.
mas pena que nos faltam homens de coragem pra isso,alais falta povo mesmo,que prefere apenas ficar nos botecos da vida ,bebendo,falando de assuntos inuteis e vazios.
REVOLUÇÃO não pode ficar para traz,tem de ser feita sempre.

NOTICIAS DO DIA
 

Reprodução http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2009/08/07/ult5772u4863.jhtm  veja aqui tudo sobre a gerra ao cigarro ,a lei ja ta valendo,veja o que pode o que não pode,as leis anti fumo em outros paises,então cliquem ai e se liguem.( vamos ver quanto tempo dura isso,a lei seca ja ta caindo em ladeira abaixo.Em dúvida)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quinta-feira (6) lei que tipifica como crime o ingresso de celulares, rádios ou similares, sem autorização legal, em penitenciárias. O texto altera o Código Penal para incluir pena de três meses a um ano de detenção para quem "ingressar, promover, intermediar, auxiliar ou facilitar" a entrada desses aparelhos em presídios.

Em relatório favorável ao projeto, o senador Romeu Tuma (PTB-SP) afirmou que a proposta "se dirige às visitas e aos agentes penitenciários, principalmente, que incorrerão no crime proposto, caso tentem repassar qualquer tipo de aparelho de comunicação a pessoa em cumprimento de pena". A categoria dos agentes de segurança penitenciária, contudo, considera que outras medidas são necessárias para minimizar o problema.

"É importante, mas não basta uma lei punindo", afirma Rozalvo José da Silva, secretário-geral do Sindasp (Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária do Estado de São Paulo). Ele cita outras medidas que podem melhorar o controle do acesso de objetos aos presos, como a criação de um cadastro de visitantes e a proibição de se entrar com produtos nos presídios. "Por mais que se faça uma revista minuciosa, faltam funcionários e equipamentos. Sempre que a gente pega alguma coisa, tem um percentual que já passou".

O representante do sindicato considera que, mesmo se todas as medidas fossem adotadas, ainda assim iriam apenas minimizar o problema. "Acabar mesmo, eu acho que só com a visita sem nenhum contato com o preso, separada por uma tela, e sem entrar com mercadoria nenhuma no presídio. Aí a gente ia saber que, se entrasse alguma coisa, seria por meio de um funcionário. E somos a favor de que todo servidor pego com qualquer ilícito dentro do presídio tem que ser punido".

Punição para o detento
Outro projeto voltado a inibir o uso de aparelhos de comunicação em presídios está em tramitação no Senado Federal. A matéria estabelece pena de reclusão de dois a cinco anos para presos que utilizarem os aparelhos para comunicação com outros presos ou com o ambiente externo "com o fim de planejar ou cometer delitos". Se o crime for cometido por um funcionário público, a pena deverá aumentar em um terço.

A proposta ainda deverá ter um longo caminho no Legislativo, pois terá de ser analisada por duas comissões do Senado antes de ser enviada para a Câmara dos Deputados.

Na opinião de Rozalvo Silva, contudo, este tipo de punição para o detento "já deveria estar em vigor há muito tempo". "Hoje, quem é pego com celular responde apenas a uma punição administrativa de seis meses. E, muitas vezes, os presos escolhem um ‘laranja’ para apontar como dono do celular, para que a punição não atrapalhe se ele estiver indo, por exemplo, para o regime semiaberto". ( falta é vergonha na cara  e vontade,se o preso estivesse trabalhando como deveria estas coisas não aconteceriamNervoso


UMA TARDE NA CRACOLÂNDIA

O psicólogo Tiago Calil coordena um projeto de “redução de danos” junto a usuários de crack no centro de São Paulo. O trabalho de campo, na Cracolândia, consiste em orientar os viciados sobre os riscos à saúde envolvidos no uso da droga. Além de folhetos, os usuários recebem piteiras de silicone, manteiga de cacau e preservativos. O projeto conta, no momento, com apoio da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo.

Mauricio Stycer/iG
Tiago Calil e Jorge Ferreira Moreira, do É de Lei

Tiago Calil e Jorge Ferreira Moreira, do É de Lei

Os viciados fumam o crack em cachimbos feitos com antenas de carro. O metal, quente, provoca feridas nos lábios. Passando o cachimbo de boca em boca, a chance de transmissão de doenças cresce muito. Daí o projeto de distribuição de piteiras, para uso individual, e manteiga de cacau, para evitar o ressecamento dos lábios e diminuir o surgimento de ferimentos.

Da mesma forma que a distribuição de seringas para viciados em drogas injetáveis, de forma a evitar a contaminação pelo vírus HIV, a ajuda aos viciados em crack é um trabalho polêmico, que a ONG É de Lei desenvolve já desde 2004, quando o drama da Cracolândia começou a ganhar dimensão incontrolável.

Antes de distribuir piteiras, o É de Lei, com o apoio do Ministério da Saúde, testou um programa de troca dos cachimbos de metal por um de madeira, de melhor qualidade, com o mesmo objetivo de tentar diminuir os ferimentos nos lábios dos viciados. O projeto fracassou porque um resíduo do crack, que é raspado depois do uso, saía junto com a madeira do cachimbo, levando os usuários a preferirem o de metal.

Na segunda-feira, 3 de agosto, a reportagem do iG acompanhou o trabalho de campo de Tiago Calil, na Cracolândia. Tiago tem 27 anos e trabalha em dupla, sempre, com Jorge Ferreira Moreira, 58 anos, desde 1984 envolvido em projetos sociais com pessoas que vivem na rua.

Encontro-os na sede da ONG, numa salinha na Galeria Presidente, no centro de São Paulo. Como eles, logo visto uma camiseta da É de Lei, numa cor berrante (abóbora), com o símbolo da instituição estampado à altura do coração. O objetivo é chamar a atenção mesmo – tanto dos usuários quanto da polícia – que eles estão ali a trabalho.

Calil e Moreira ainda não haviam lido o “Estadão” daquela segunda-feira, que trazia uma entrevista com Andrea Matarazzo, secretário das Subprefeituras de São Paulo e um dos idealizadores do projeto de reurbanização do centro da cidade, cujo alvo declarado, entre outros, é acabar com a Cracolândia. Em resposta à pergunta se “é a favor da política de redução de danos”, Matarazzo afirmou ao jornal:

“Acho que é uma das alternativas, mas não como vinha sendo feito. Tinha uma ONG que levava um estojinho com seringa, cachimbo, água destilada e manteiga de cacau e distribuía para as crianças. Isso é um absurdo”.

Calil e Moreira carregam estojinhos com piteiras e manteiga de cacau. Também portam folhetos sobre prevenção de doenças transmissíveis e preservativos. Cruzamos a avenida Ipiranga e andamos pela avenida Rio Branco. Ao longo do caminho, vemos pessoas enroladas em mantas e cobertores dormindo embaixo de marquises e em pontos de ônibus.

AE
Presença policial na Rua Helvétia, no centro de São Paulo, em foto de julho de 2009
Presença policial na Rua Helvétia, no centro
de São Paulo, em foto de julho de 2009

São 16h30. Eles comentam que desde o início de uma nova ação da Prefeitura de São Paulo, há um mês, com o objetivo de intensificar a repressão ao consumo de crack e tentar retirar os usuários da rua, os viciados estão mais dispersos na região.

“Recolhem os caras na Cracolândia, levam para um abrigo, dão banho e soltam ele lá. Daí o cara passa o dia voltando para o Centro”, diz Calil.

Entramos na avenida Duque de Caxias e vamos até a praça Julio Prestes. De lá observamos uma concentração de carros da Polícia Militar, estacionados em frente à Sala São Paulo. Contornamos a praça, passamos pela antiga Rodoviária, desapropriada pelo Estado. Reflexo da ação da policia, o local, um dos pontos de encontro dos usuários de crack, está vazio.

Caminhamos pela alameda Cleveland, entramos na alameda Glete e dobramos à direita na alameda Barão de Piracicaba. As ruas ainda ostentam os nomes que remetem à época áurea do bairro de Campos Elíseos, mas o que vemos são apenas sobrados mal cuidados ou abandonados, transformados em cortiços, e muitas pessoas mal vestidas, vagando pelas ruas, assustadas ou perdidas, enroladas em mantas e cobertores. 

Na Barão de Piracicaba encontramos uma concentração de gente. Cerca de 40 usuários fumam e negociam pedras de crack encostados junto a dois sobrados. “Me dá dois contos de pedra”, pede uma menina a Calil, confundindo-o com um traficante. “Eles são da saúde”, avisa um outro, que já os conhece.

“Tio, me dá a manteiguinha”, pede um garoto, não mais que 13 anos, a Moreira. Calil agacha-se para conversar com um homem, de cerca de 30 anos. Tenta convencê-lo a visitar o centro de convivência da É de Lei, para receber mais informações sobre os riscos do crack. “Estou aqui só de passagem”, ele diz. “Meu lance é muamba”, continua. O homem vende cachimbos, feitos de pedaços de antena e plástico, para os usuários.

Há pessoas de todas as idades no local. Homens, mulheres, idosos, jovens e crianças. Duas mulheres grávidas consomem crack. “Estou há duas semanas sem usar”, uma dela diz, nitidamente sem graça de ser vista ali, fumando crack.

Moreira aproxima-se de uma mulher mais velha, com o seu kit. Ela aparenta ter 60 anos. Aceita a manteiga de cacau, mas recusa a piteira. Tira um objeto do bolso, mostrando que já tem a sua. “TB”, ela diz.

“TB” quer dizer “tuberculose”. A mulher quis informar a Moreira que utiliza a piteira para evitar a doença. “São retornos como esse que me animam”, diz depois Moreira. “Sei que isso é apenas meio tijolinho numa construção, mas se o trabalho tiver continuidade…”, suspira.

Recostado numa bicicleta, um garoto de não mais que 15 anos negocia crack. Mostra pequenas pedras na mão e cobra R$ 5. Um homem mais velho tenta vender restos de uma pedra por R$ 2.

Um usuário aproxima-se para conversar. Diz que tem 38 anos e um filho de 17. “Não quero ver um neto meu aqui”, fala. Ele critica a distribuição de marmitas com alimentos para os mais necessitados na região. “O pessoal vende a marmita. Também vende os cobertores. Pra comprar pedra”.

Moreira e Calil reconhecem que os preservativos que distribuem também podem acabar servindo de moeda de troca nos comércios que ocorrem nas ruas da Cracolândia. Alguns usuários nem aceitam a camisinha. “Minha relação é com ela (a pedra)”, diz um.

Começa a cair água do sobrado onde estão concentrados os usuários de crack. Eles são obrigados a se movimentar. Saem andando pela Barão de Piracicaba. Estamos bem na esquina da rua, com a Alameda Northman quando um carro da Guarda Civil Metropolitana chega a toda velocidade, com a sirene apitando.

Três policiais saem do carro com as armas apontadas para nós três. Gritam para encostarmos na parede e não nos mexermos. Em poucos segundos, no entanto, constatam o equívoco. “Pensei que vocês eram traficantes”, diz um deles. Pedem desculpas, educadamente, e voltam para o carro.

“Já levei muitas batidas, mas nunca vi o buraquinho do revólver apontado para a minha cara”, conta Calil. Passado o susto, seguimos em direção à rua Guaianases, do outro lado da avenida Duque de Caxias.

Um homem enrolado num cobertor passa por mim reclamando. “Não joga água em mim, tia. Sou cliente”. Ele se dirige a uma senhora que mantém um pequeno comércio na rua. “Por isso mesmo”, responde ela, justificando por que, para afugentá-lo, jogou água em sua direção.

No caminho, perto da Estação da Luz, um carro da Polícia Militar aproxima-se de um grupo de usuários. Nervoso, um PM desce da van com o cassetete na mão e grita: “Só quero pegar um!!!” Como moscas, os usuários saem correndo e se espalham.

Alcançamos a rua Guaianases. São 18h e as lojas que vendem autopeças estão começando a fechar. O ponto é muito frequentado por usuários de crack, mas anda com menos movimento devido à repressão policial e dos próprios lojistas.

O segurança de uma loja caminha com um porrete de madeira na mão e, para assustar os viciados, bate violentamente com a arma na grade de uma loja já fechada. Calil e Moreira param para conversar e atender alguns usuários. Uma delas conhece-os tão bem que, olhando para mim, pergunta: “você é novo, né?”

Neste momento, Moreira encontra Danilo (nome fictício), um garoto de rua, hoje com mais de 20 anos, que ele conhece já há 12, 15 anos. “A primeira vez que eu vi o Danilo foi num SOS Criança. Ele tinha menos de 10 anos. Foi parar lá porque estava abandonado, não tinha pais”, conta Moreira. “Depois, foi passando de abrigo em abrigo, indo pra rua, voltando pra abrigo”, prossegue. “Uma vez, ele estava com a perna quebrada, quando o encontrei. Não aceitou atenção. Falou que prefere a rua”.

Emocionado, enquanto voltamos para a sede do É de Lei, Moreira continua. “E agora, o que vamos fazer com esses meninos?”, pergunta. “O mínimo é saber que está vivo, está conseguindo se manter vivo. Mas até quando? E como?”

AE
Usuários de drogas se reúnem na praça Júlio de Mesquita, centro de São Paulo, em foto de julho de 2009

Usuários de drogas se reúnem na praça Júlio de Mesquita,
centro de São Paulo, em foto de julho de 2009

Chegando à sede, conversamos sobre o trabalho de campo. “Nosso objetivo é fomentar o auto-cuidado no local de uso. É um trabalho lento e demorado”, diz Calil. “O crack provoca uma inversão de valores. O usuário deixa de lado todas as outras esferas da vida dele, como saúde e higiene, e só se preocupa com o crack. Mudar essa cultura no local de uso é muito difícil.”

O psicólogo tem consciência que o programa de redução de danos “é um complemento, uma alternativa, ao tratamento”. Mas acrescenta: “se o usuário não quer parar, não adianta internar. Podemos ajudar mostrando ao usuário que não quer parar que aquilo está fazendo mal.”

Calil percebe a dificuldade em fazer o seu trabalho ser compreendido. “Meus pais, mesmo, demoraram a entender o que eu faço. O preconceito que a gente mais enfrenta é acharem que redução de danos é um incentivo ao uso. Não é”, diz.

Em 2008, o É de Lei fez 1.797 atendimentos de campo. Distribuíram 2.358 protetores labiais e 1.332 piteiras. “É difícil quantificar os resultados do trabalho”, diz Calil. “Mas vejo pequenas coisas que fizemos dar resultado. É um trabalho de formiguinha mesmo”. ( realmente é trabalho de formioga mesmo,estes bravos rapazes realizam um trabalho,sacrificam suas vidas,seu tempo,por um resultado incerto, conversei uma vez com uma moça que trabalha numa unidade da FEBEM, ela me disse:

-SE pelo menos um não voltar mais ta bom, quer dizer ela se contenta em recuperar apenas um ,pois é falta uma ação de todos,falta vontade e vergonha na cara não só dos politicos mas de todo o povo.Nervoso)


noticias do dia:

O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, e o ministro do Esporte, Orlando Silva, tinham um discurso afinado em 2007: não haveria dinheiro público na reforma ou na construção de estádios para a Copa do Mundo de 2014, que será realizada no Brasil. Mas a ficção sucumbiu à realidade.

Em entrevista na segunda-feira ao jornal O Estado de S. Paulo, Ricardo Teixeira deixou claro que recursos públicos serão injetados em pelo menos oito dos 12 estádios que vão ser reformados ou construídos para o Mundial. "Esses estádios são do governo. Necessariamente, (a reforma deles) vai ter que envolver governo", explicou. 

Ricardo Teixeira também comentou que sobre o novo projeto de reforma do Morumbi, que será apresentado a uma comissão da Fifa, em seminário entre os dias 17 e 21 de agosto, no Rio. Para atender as exigências da entidade, houve adaptações na localização da tribuna de imprensa e no estacionamento, enquanto o nível da arquibancada teve de subir. ( claro que todos nós teremos que bancar esta coisa né,afinal os cartólas nada bancarão  de seus bolsos,apenas ficarão esperando seus lucros com o pão e circo ,por isso que eu digo é mais vantajoso uma vitória aqui no BRASIL em 2014,pois será uma anestesia gigante para o povo e muitos e sem falar nos proveitos politicos,afinal será ano eleitoral tb.

se bobear  LULA voltará,afinal povo anestesiado é isso.Nervoso


piadas:

um velhinho está comendo no balcão de um restaurante de estrada, quando entram três motoqueiros ” Hell Angels” (aqueles caras que vestem roupas de couro preto, cheias de broches cromados e que gostam de mostrar sua força quando estão em bando).
O primeiro, vai até o velhinho, apaga o cigarro em cima do bife dele e vai sentar na ponta do balcão.
O segundo, vai até o velhinho, cospe no copo dele, e vai sentar na outra ponta do balcão.
O terceiro, vira o prato do velhinho, e também vai sentar na outra ponta do balcão.
Sem uma palavra de protesto, o velhinho levanta e vai embora. Depois de um tempo, um dos motoqueiros diz ao garçom:
– Esse sujeito não era homem!
O garçom responde:
– E nem bom motorista. Acabou de passar com o SCANIA dele em cima de três motos…

Madame, estou precisando de um aumento.
A senhora muito chateada pergunta:
– Maria, porque você acha que merece um aumento?
– Você só está aqui há 3 meses.
– Madame, há três razões porque eu acho que mereço um aumento.
– Em primeiro lugar eu passo as roupas melhor do que a senhora.
– Quem foi que disse isso?
– Foi o patrão quem disse. Em segundo lugar eu cozinho melhor do que a senhora.
– Que absurdo, quem disse isso?
– Foi o patrão quem disse. Em terceiro lugar eu sou melhor na cama que a senhora.
– Filha da Puta. Foi meu marido quem disse isso também?
– Não madame, foi o motorista…
– QUANTO VOCÊ QUER DE AUMENTO??

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3 comentários em “O PASSADO NEGRO DE COLLOR DE MELLO,CASO ANA LIDIA”

  1. Na época do caso Ana Lídia eu estudava bem perto em uma escola de padre, anos depois um jornalista chamado Gogó das 7, trouxe a tona este assunto e foi morto, por tentar fazer algumas denúncias, procure informações quanto a este assunto. Um horror!!!

  2. estas noticias me enojaram efico com vergonha de ser brasileiro que sinismo destes politicos criminosos ,quando soube do caso ana lidia fiquei pensando,sera que Deus existe para punir estes assassinos ,cinicos ,sera que eles dormen tranquilos que senao e este que apoiam estes assassinos ,aqui fico com vontade de suicidar me

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