greve de onibus em SOROCABA, o teatro de todo ano.

Desde sexta-feira motoristas estão em estado de greve e mantém os faróis dos ônibus acesos, mesmo durante o dia, como forma de pressionar os donos de empresas a negociar o atendimento de suas reivindicações.

Desde sexta-feira motoristas estão em estado de greve e mantém os faróis dos ônibus acesos, mesmo durante o dia, como forma de pressionar os donos de empresas a negociar o atendimento de suas reivindicações.

Nesta terça-feira (31), em uma assembleia que será dividida em sessões às 10h e 18h, integrantes do Sindicato dos Condutores de Sorocaba decidirão se o transporte público vai parar em Sorocaba e Votorantim a partir da madrugada desta quarta-feira. Nesta segunda-feira (30), em reunião com os donos de empresas de ônibus, diretores do sindicato receberam uma proposta que nesta terça-feira (31) será votada pela categoria. Se não for aceita, à meia-noite os motoristas iniciarão oficialmente sua paralisação.

Nesta segunda-feira (30), por quase três horas,  representantes do sindicato e diretores das cinco empresas  (STU, Reunidas, Jundiá, Rosa, São João e Votur) que possuem ônibus atendendo a Sorocaba e Votorantim se reuniram na sede do Sindicato dos Condutores para tentarem um acordo.

O encontro foi intermediado por representantes da Urbes – Trânsito e Transporte. Ao final da reunião a portas fechadas, ambas as partes afirmavam que a conversa havia avançado consideravelmente. Prova disso é o fato da diretoria do sindicato sujeitar a proposta à assembleia nesta terça-feira. Antes do encontro, o vereador e vice-presidente do sindicato, Francisco França, disse que a proposta só seria avaliada se fosse “plausível e decente”. Caso contrário, estaria mantida a greve já para a madrugada desta terça-feira. 

Otimistas /Para o presidente do Sindicato dos Condutores, Paulo João Estausia, a proposta oferecida pelos donos de empresas de ônibus tem grandes chances de ser aceita em assembleia. “Caberá aos motoristas bater o martelo. Se eles optarem pela greve, cumpriremos, mas acredito que a proposta é boa.”

André Luís Abi Chedid, dono da empresa Jundiá, afirma que nesse ano as negociações caminharam melhor que em 2010, quando a empresa teve de entrar na Justiça solicitando que o Tribunal Regional do Trabalho arbitrasse o valor do dissídio para os motoristas. “Desta vez me parece que o bom senso das partes está prevalecendo.”

A principal reivindicação dos motoristas diz respeito ao reajuste salarial da categoria. Enquanto eles  exigem aumento de 10,6%, até  a semana passada os donos de empresas de ônibus ofereciam 7,3%. Nesta segunda-feira (30), no entanto, a nova proposta atingiu o patamar dos 9% de reajuste. A proposta também contempla R$ 700 de participação nos lucros e resultados (contra R$ 800 reivindicados) e ticket refeição  de R$ 14 (atualmente são R$ 13 e os motoristas pediam R$ 15).

Outra exigência do sindicato é a contratação de 100 agentes de bordo, que têm como função auxiliar a população e evitar a evasão através da ação dos pula-catracas. Os donos de empresas propuseram a contratação de metade, entre janeiro e março do próximo ano.

Menos usuários
Segundo a Urbes – Trânsito e Transportes, entre 1997 e 2010 o sistema público de transporte em Sorocaba acumulou queda de 11% no número de usuários. No ano passado 4,4 milhões de pessoas foram transportadas. Esse número leva em conta o número de viagens, ou seja, se uma pessoa vai e volta do trabalho, são contadas duas viagens. Segundo a Urbes,  não há como contabilizar o percentual da população que utiliza o transporte público diariamente.

À sombra da greve, Joice pensa no pior
Dependente dos coletivos, dona de casa afirma estar “sofrendo de véspera” só pelo fato de se lembrar de paralisações dos últimos anos

“Quando o transporte falta é que nos damos conta do quanto somos dependentes dele. Fico em casa, sem conseguir ir ao banco, levar minha filha ao médico, presa”. O relato é da dona de casa Joice Correa Ferreira, 24 anos, que nesta segunda-feira (30) carregava a filha de quatro anos no colo após deixar o Terminal Santo Antônio. Assim como as demais pessoas que dependem do transporte público, ela fica assustada com a mera possibilidade de paralisação.

O temor, quase sempre, vem acompanhado de indignação: “Não é possível que os motoristas não sejam sensíveis à realidade  do cidadão que não possui outra condução. A vida de quem fica sem ônibus vira de pernas para o ar”, relata a faxineira Vanusa Mendes, 42.

O presidente do Sindicato dos Condutores, Paulo João Estausia, afirma que caso a greve chegue a acontecer, 30% da frota deverá ser mantida nas ruas. “Com os dias, no entanto,  o movimento poderia evoluir para uma paralisação total.”

Veículos nas ruas /Em 2009, quando motoristas das empresas TCS e STU pararam, o trânsito de Sorocaba tornou-se mais caótico que o normal. Sem ônibus, usuários do transporte coletivo urbano que possuem veículos tiraram seus carros e motos da garagem, reduzindo a fluidez do tráfego na cidade como um todo mesmo fora dos horários de pico. Se a situação se repetir, a parcela da frota total de 300 mil veículos que passa alguns dias da semana na garagem ganhará as ruas como opção de locomoção.

O pintor Jeferson Mendonça, 43, tem um carro, mas só o utiliza aos finais de semana. “Normalmente uso bicicleta, mas sem ônibus, tenho de guiar o carro para levar os filhos para a escola, uma vez que minha esposa não sabe dirigir.”

A comerciária Maria de Fátima Ildefonso, 40, relembra que em uma das greves teve de andar em lotações clandestinas para conseguir chegar ao trabalho. “Meu chefe não aceita a greve como justificativa para atrasos e faltas. Paguei do meu bolso para manter o emprego.” (todo ano é esta palhaçada em SOROCABA, ensaiam greve, depois conseguem aumento e consequentemente aumenta a tarifa, enfim, o usuário é quem acaba bancando tudo no final.

 greve mesmo só se não houver acordo, mas geralmente acaba havendo e depois pra cima do povo.

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ambulantes o caos em SOROCABA

Eles são conscientes do risco de perder as mercadorias, mas preferem se manter na atividade, ao invés de procurar outra ocupação – Por: Pedro Negrão
Mais fotos…
 
Notícia publicada na edição de 30/05/2011 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 7 do caderno A – o conteúdo da edição impressa na internet é atualizado diariamente após as 12h.
 
Os camelôs continuam atuando clandestinamente em locais proibidos de Sorocaba, parte deles vendendo produtos ilegais: falsos ou provenientes de contrabandos. São cigarros, CDs, DVDs com filmes ou jogos piratas, peças de roupas, e até alimentos caseiros, como sonhos ou coxinhas.
 
 Adolescentes com menos de 18 anos oferecem cigarros de origem ilegal. Todos são facilmente vistos, principalmente no período da tarde, no local que no passado ficou conhecido como “camelódromo”, a via que dá acesso da rua Álvaro Soares ao terminal de ônibus Santo Antônio. A Prefeitura divulga que para evitar a prática em áreas proibidas, promove fiscalização e apreensões. Mas diariamente eles estão em locais proibidos.Na tarde da quarta-feira, dia 25, os ambulantes começaram a deixar as imediações do Terminal Santo Antonio com a chegada da fiscalização. Mas a venda dos cigarros prosseguiu discretamente, já que, esse produto não fica exposto.
 
É ofertado verbalmente a quem passa. Ali os cigarros de origem duvidosa e muito mais barato do que os comercializados regularmente são oferecidos por adolescentes com menos de 18 anos, conforme confirmou um dos próprios jovens que recusou dar entrevista. O comércio de cigarros ilegais também ocorre no entorno do relógio existente no Mercado Municipal, mas ali, na quarta-feira, os vendedores aparentavam ter mais de 18 anos. Segundo a Prefeitura, qualquer um que comercialize produtos ilícitos fica passível às penalidades criminais, caso seja flagrado. Mesmo na condição de não serem identificados, apenas um dos camelôs das proximidades do Terminal Santo Antônio aceitou falar com a reportagem. Alegou que é difícil arrumar um emprego porque tem quase 60 anos de idade, mas precisa sustentar seis filhos e dois netos no porão onde mora. Mesmo evitando responder acabou declarando que consegue lucrar cerca de R$ 600 ao mês com a venda de produtos piratas. Reclamou que as apreensões dos fiscais diminuem a lucratividade, mas não revelou qual é a periodicidade dessas fiscalizações. 10 apreensões por mês
 

Apesar de ficarem em lugares conhecidos, a Prefeitura divulga que houve 40 apreensões de janeiro a abril deste ano, o que corresponde a uma média de dez apreensões mensais. A própria Fiscalização informa onde os ilegais permanecem: imediações do Terminal Santo Antônio, área central, proximidades de hospitais e, principalmente, em eventos com grande aglomeração de pessoas. Nem todos os camelôs são clandestinos. Atualmente há 370 ambulantes cadastrados na Prefeitura atuando em diversos pontos do município, sempre em área particular. Atuam irregularmente os que não são cadastrados ou vendem, mesmo produtos legais, em área proibida da cidade.

A atividade de ambulante em Sorocaba é proibida no primeiro anel viário, sendo possível a liberação de licença aos demais locais. O primeiro anel viário compreende parte da praça Dom Tadeu Strunck, avenida Dom Aguirre até a Praça Lions, avenida Afonso Vergueiro, avenida Eugênio Salerno até a praça Nove de julho, segue pela avenida Moreira César até a praça Tancredo Neves e avenida Presidente Juscelino Kubistchek de Oliveira, até a praça Dom Tadeu Strunck.

Segundo a Prefeitura, as mercadorias dos que atuam clandestinamente são apreendidas. Nos casos em que o ambulante solicita a devolução, a eles são aplicadas multas no valor de R$ 120,72 e taxa de apreensão e estocagem de R$ 80,21. Os reincidentes pagam multas mais altas e a partir da terceira apreensão, as mercadorias não são mais devolvidas. O ambulante cadastrado que comete irregularidade deve ser notificados e, posteriormente, autuados. As mercadorias que deixam de ser retiradas são doadas para instituição de caridade da cidade.
 
Os cadastrados
 

O vendedor de rua autorizado pela Prefeitura deve portar o alvará de credenciamento, sempre exposto em local visível, quando estiver em atividade. Os ambulantes cadastrados devem exercer apenas uma atividade (carrinho de lanches, churrasquinho, caldo de cana, entre outros), comercializando exclusivamente o que lhe foi autorizado e em local permitido. Eles têm a obrigação de se recadastrar todos os anos e trabalhar de acordo com as leis.

Para ser cadastrado em Sorocaba o ambulante precisa pagar uma taxa anual de R$ 106,99 para o serviço de Fiscalização de Instalação e Funcionamento anual. Os interessados em legalizar-se devem comparecer ao setor de Fiscalização de Feiras e Ambulantes munidos de requerimento, acompanhado de documentos pessoais, atestado de saúde, atestado de antecedentes criminais, comprovante de endereço, xerox de IPTU do local da atividade e autorização do proprietário, se imóvel de terceiros. ( é o velho problema nem todos aceitam pagar taxa pra trabalhar legalmente , ainda mais os pirateiros que vendem musica e filmes, violando direitos autorais, e olha que a taxa é anual mas…

 
e tb pelo crscebnte numero deles, mesmo legalizamndoma ida haveriam outros, como acontele em SP, onde ilegais atuam na mesma area dos legalizados.
 
agora um senhor de 60 anos, sustentando 6 filhos e 2 netos ? os filhos faem o q ? alem de fazer netos ?)  

o vicio do jogo em SOROCABA.

Como drogas, elas viciam, mas não precisam estar dentro do organismo. As máquinas de caça-níqueis e videobingos seduzem pela possibilidade de ganhar dinheiro. “O que torna tudo ainda mais excitante, principalmente aos viciados, é que o jogo é proibido por lei. Ou seja, para poder participar a pessoa tem que se arriscar, ir a lugares impróprios. Quando chega no local vê luzes, letreiros luminosos piscando incessantemente e com eles, a excitação em jogar e faturar uma grana”.

A introdução acima faz parte de uma entrevista que o BOM DIA fez com uma empresária que será tratada como Leonor e que há mais de 20 anos frequenta várias casas de jogos clandestinas  espalhadas por Sorocaba.

Segundo ela própria, as máquinas de caça-níqueis são como uma epidemia que nunca será contida efetivamente pela polícia. “Se eles estouram e fecham uma casa de jogos na sexta-feira, na semana seguinte ela já está apta para reabrir as portas e, por muitas vezes, no mesmo endereço.”

Segundo a empresária, os donos das casas de jogos muitas das vezes são empresários conhecidos de Sorocaba que acabariam até ganhando uma certa conivência das autoridades. “A rede de jogos clandestinos já tomou proporções complexas demais para ser extinta de uma hora para outra. É preciso uma ação eficaz e constante sobre o problema, desde os caça-níqueis em bares de bairros até os de casas glamourosas, escondidas áreas nobres da cidade.”
Prejuízo sem alvo
Leonor ressalta que o vício não escolhe classe social. “Ele vai do desempregado ao advogado e médico bem sucedidos.”

O exemplo citado pela empresária vem da vivência em casas de jogos clandestinos.

Lá, ela afirma que já viu de tudo, desde advogados e empresários ricos que gastam dinheiro a noite toda, até casais que garantem frequentar as casas e jogar moderadamente, só por diversão.

Uma das piores situações, segundo Leonor, vem dos casos onde a pessoa devasta não só a própria vida, como também a de toda sua família. “Já vi os filhos de um patriarca precisarem intervir para que ele parasse de jogar compulsivamente. E, por muitas das vezes, voltavam para a casa chorando, desesperados em não conseguir tirar o vício do pai.”

Em outra situação, a empresária presenciou o contrário. “O pai de uma moça que se perdeu também no vício do jogo proibiu todas as casas de jogos clandestinos de recebê-la pois ela tinha perdido totalmente o controle sobre seu ritmo de apostas.”

Em um terceiro caso, Leonor fala de um trabalhador que, no fim da noite, deixou o salão de jogos totalmente destruído, fisicamente e psicologicamente. “Ele não parava de repetir que havia perdido todo o seu salário em uma só noite. Ele começou ganhando e se empolgou. Quando percebeu, estava correndo atrás da dívida que havia feito naquele momento e, para tentar se recuperar do prejuízo, gastou tudo o que havia ganho em um mês.”

A empresária ressalta também a situação alarmante dos caça-níqueis de bares e outros tipos de estabelecimentos comerciais, que visam classes econômicas menos favorecidas. “Aí está o verdadeiro crime. Essas máquinas são compradas com 50% do lucro já garantido para o proprietário do bar. Não há como ganhar nelas e, muitas das vezes, um pai, uma mãe de família, passa o dia todo lá jogando o prato de comida que precisa por na mesa no dia seguinte.”
‘Controlados’
Leonor garante que jamais perdeu o controle sobre suas apostas. Toda semana, ela vai com o marido às casas clandestinas de jogos eletrônicos e garante que só gasta o programado. “Enquanto eu tiver jogando na máquina com o dinheiro da banca, eu fico a noite toda. Nos dias que perco tudo de uma vez só [em média R$ 50], eu paro e vou para a casa. É uma forma de lazer para quem sabe se controlar. O problema é que poucas pessoas tem essa consciência.”

Seduções
Se o vício dos jogos não pega o usuário pelo organismo, pega pelos olhos.

A empresária afirma que as casas de jogos clandestinos de Sorocaba disponibilizam serviços que vão de segurança e buffet a transporte gratuito. “Todo um esquema é montado para atender e receber o cliente que vai gastar. Já vi uma van, por exemplo, que trazia vários empresários da região para jogar em Sorocaba. No fim da noite, ela levava todos de volta para casa. Tudo por conta da empresa.”

Dentro, mesas de comidas comparadas às grandes festas da alta sociedade em Sorocaba, com direito a todo tipo de bebida. “Todas pessoas muito bem vestidas e dondocas apostando alto para chamar a atenção dos outros para sua máquina. O clima e o ambiente são feitos exclusivamente para que a pessoa vá em direção ao vício. Cai na rede quem fraqueja.”

No fim da entrevista, o celular da empresária toca. Do outro lado da linha, a gerente de uma das casas de jogos clandestinos avisa que em determinado dia e local ele estará recebendo os convidados para uma sessão de jogos. “Com um tratamento VIP deste, quem resiste?”, finaliza.
Polícia fecha o cerco ao crime
As autoridades de Sorocaba sabem o quanto é difícil combater o jogo clandestino, mas não desistiram de fechar o cerco contra esse tipo de crime.

De acordo com os dados divulgados pela Polícia Militar nesta semana, de janeiro a maio de 2011  foram apreendidas 504 máquinas, entre  caça-níqueis e videobingos. Média de 4,2 máquinas por dia.

A maior apreensão do ano aconteceu na rua Aparecida, Santa Rosália, quando em uma casa foram apreendidas 41 máquinas de jogo de azar.

O caso que mais repercutiu no entanto, ocorreu no ano passado, quando a Polícia Civil estourou uma casa clandestina de bingos no andar superior de um bar na região central de Sorocaba.

O local era um esconderijo completo, contento até mesmo uma passagem secreta para que clientes e funcionários pudessem fugir, saindo por um bar no andar de baixo.

O delegado titular da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), José Humberto Urban Filho, garante que a ação contra bingos e caça-níqueis é efetiva e já surte resultados. “O número de apreensões mostra o quanto Sorocaba combate hoje esse tipo de crime.”

Urban cita que grande parte de bares e demais estabelecimentos comerciais já foram fiscalizados e as máquinas apreendidas, mas reconhece que é cada vez mais difícil combater as casas de jogos clandestinos escondidas em bairros, muitos deles, nobres. “O nosso serviço de investigação não para. Estamos trabalhando em cima desses casos quase todos os dias.”
Aumento nas denúncias
O coronel da Polícia Militar de Sorocaba, Vitor Gusmão, ressalta a participação da população da cidade no combate aos jogos ilícitos. “O número de denúncias anônimas cresceu muito nos últimos meses. Hoje, as casas de jogos clandestinos dividem as chamadas com as denúncias sobre tráfico de entorpecentes”, diz.

O último levantamento da PM aponta 883 ligações anônimas compreendidas no período de um ano.

Para ele, o resultado mostra a conscientização do sorocabano com relação ao crime. “Hoje é cada vez mais visível que o vício em jogos proibidos incentiva outros tipos de crimes, como o tráfico de drogas e a compra de armas de fogo”, finaliza.
Viciados ainda não têm auxílio
De um lado o fácil acesso às casas de jogos, bares com caça-níqueis e compra de máquinas – o que hoje pode ser feita até pela internet. Do outro, o triste e tortuoso caminho para recuperar um viciado em jogos de azar.

Para a psicóloga Sabrina Maciel, Sorocaba já está atrasada em um ponto fundamental: ainda não possui um grupo de jogadores anônimos que possa promover a  troca de experiências entre pessoas que precisam se ajudar durante um tratamento psicológico.

“É fundamental que o viciado em jogos tenha contato com pessoas que vive ou viveu as mesmas situações, para que tire benefícios dessa troca de ideias”, diz Sabrina.

Hoje, na cidade, o único recurso é o tratamento psicológico, que deveria, quase que obrigatoriamente, ser acompanhado dessas reuniões entre pessoas que têm os mesmos problemas.

A psicóloga explica que o principal inimigo do apostador é falsa ideia de lucro fácil, a possibilidade de mudar de vida. “Na cabeça de uma pessoa viciada, ela sempre ganha. Nunca ela está perdendo e, se perde, vai recuperar tudo nas próximas vezes que apostar.”

Sabrina cita o jogo de cartas como exemplo, onde o viciado, de uma forma direta, teria mais controle sobre sua “sorte”. A situação piora com relação aos caça-níqueis e bingos. Eles já saem de fábrica com 50% do lucro programado para a casa. Isso reduz significativamente as chances de uma pessoa conseguir sair com dinheiro de um cassino de jogos clandestinos.
Punição
Tanto a psicóloga Sabrina Maciel quanto o delegado José Humberto Urban Filho e o coronel Vitor Gusmão, concordam que a lei ainda é branda no Brasil para os jogos de azar.

Hoje, se uma casa de jogos é estourada pela polícia, seus proprietários pouco sofrem as consequências da lei. Quem joga também é levado para a delegacia para depoimento, mas depois é liberado. ( pra legalizar isso ai, teriam que ser casas 100% honestas, mas mesmo em paises onde o jgo é legalizado, dificilemente se produz bastante ganhadores, afinal quem é dono de cassino, não permite que todos ganhem tão facilmente e grandes quantidades.

é uma loteria,um aqui outro ali, mas o que temos aqui é só o proprietárioganhando encima dos otários.)

saci pererê, vilão das drogas

Usuários de crack lotam praça Julio Prestes após dois prédios usados por eles para consumir a droga serem fechados
Usuários de crack lotam praça Julio Prestes após o fechamento de 2 prédios usados por eles para usar a droga

Um panfleto do governo paulista para alertar usuários de crack sobre os perigos da nova droga óxi usa uma imagem do personagem Saci, de cachimbo na boca, desenhada pelo cartunista Ziraldo.

Produzido pela Secretaria da Saúde, o panfleto traz, ao lado da imagem do Saci, a frase “Nem tudo é o que parece…”, aludindo à confusão que usuários fazem entre as drogas, vendidas em forma de pedra. De acordo com o governo, o material foi feito com base nas experiências com usuários de crack, que têm o costume de chamar uns aos outros de “sacizeiros”.

O agente de Ziraldo, Mario Gasparotti, diz que ele desconhecia o contexto em que o desenho de seu Saci foi usado e que o estúdio jamais liberaria uso da imagem nesse contexto.  ( o CAVALEIRO SEM CABEÇA, seria mais apropriado, ah mas é americano, então colocamos um peronagem de nosso folclore, nesta desisteligência do desgoverno estadual )

dança e estupro em quarteis do RS

soldados dançam hino nacional ao som de funk, o caso aconteçeu no RS, a pena para os desrespeito ao hino é de 1 a 2 anos de cana. 

tb no RS:

soldados estupram recruta em quartel, O caso aconteceu na cidade de Santa Maria (RS). Os suspeitos já foram identificados e ouvidos, mas continuam na ativa, já que não houve flagrante. A vítima havia ingressado na carreira militar três meses atrás. http://noticias.r7.com/videos/exercito-investiga-quatro-soldados-suspeitos-de-estuprar-recruta-em-quartel/idmedia/4ddee71f3d149291b5c06115.html (não houve flagrante , se condenados podem pegar de 6 meses a 1 ano, vejam ai , estuprar é menos grave que dançar ? 

o exército discrima gays, mas admite isso ai ? se não fosse divulgado, ficaria impune então ?)

homossexuais são vetados do programa A FAZENDA

 

Em reunião a portas fechadas na tarde desta quinta-feira os bispos da Record decidiram reduzir drasticamente o número de gays na próxima edição da “Fazenda”. A filha da cantora Gretchen, Thammy Miranda, e o colunista social da TV Gazeta Marcelo Bandeira estão fora do jogo.Os dois já haviam se submetido aos exames médicos necessários para entrar no programa. Com isso, a presença de Luiza Marilac também é incerta no reality show.

Ninguém soube explicar ao certo os motivos que levaram os bispos a tomar tal decisão. Acredita-se que as questões políticas tenham pesado na decisão da emissora. Na quarta-feira, a bancada evangélica no Congresso pressionou a presidente Dilma Roussef que acabou determinando a suspensão da produção e distribuição do kit anti-homofobia, que estava sendo produzido pelo Ministério da Educação.

( era de se esperar, que os radicais, aqueles que querem decidir o que vc deve ver, aprontassem mais esta,na verdade querem empurra tudo pra baixo do tapete,ja que a violência contra os homosexuais vai continuar.

não querem que seus filhos vejam, saibam de certas coisas do mundo, preferem manipular a cabeça e ditar regras sociais só pra satisfazer interesses , pelo jeito tem inicio a uma caça aos homo das tvs, vão querer mandar em todos os programas agora ?)

13% dos meninos se dizem incomodados com gays

quase 13% dos meninos disseram que ficariam incomodados “se tivesse[m] como parente ou colega de escola ou de trabalho uma pessoa homossexual” — essa informação foi retirada dos questionários socioeconômicos do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio)aplicados entre 2004 e 2008. Entre as meninas, o percentual é de quase 4%. A tabulação dos dados foi feita por Josafá Moreira da Cunha e Araci Asinelli da Luz, ambos do programa de pós-graduação em educação da UFPR (Universidade Federal do Paraná).

Para a pesquisadora Claudiene Santos, da UFS (Universidade Federal de Sergipe), o fato de o grupo de meninos ser tão maior é esperado. “Tanto homens quanto mulheres são conduzidos à heterossexualidade, mas o cerceamento em relação à atitude dos meninos é maior”, explica. Por isso, os garotos tendem a ser mais intolerantes à presença de gays.

Discriminação homofóbica entre concluintes do Ensino Médio

 

Ao se observar o histórico dos dados, é possível perceber que os percentuais dos inscritos ao Enem incomodados com a presença de homossexuais diminuem. O ano com maior número de respostas positivas foi 2005, quando 16,9% dos meninos declararam preferir manter-se longe de homossexuais; a porcentagem de meninas que deram essa mesma resposta foi de 5,1%.  

No decorrer do tempo, as taxas diminuem — chegando a 12,8% entre os meninos que se sentem incomodados com a presença de gays e a 3,8% entre as garotas. 

“Hoje em dia, os comportamentos de gênero são mais flexíveis: você vê time de futebol de meninas [uma atividade atribuída ao padrão masculino de ação], mas encontrar menino fazendo balé é mais difícil”, diz Claudiene. “Os meninos não podem mostrar afeto, eles se socializam na gressividade.”

Segregação

O estudo analisou mais duas perguntas relacionadas ao tema: “Você já sofreu discriminação por ser (ou parecer ser) homossexual?” e  “Você já presenciou discriminação contra homossexuais?” 

Os homens também são maioria entre os que afirmaram ter sofrido discriminação por ser (ou parecer ser) homossexual. No ano de 2008, o percentual de respostas positivas masculinas chegou a 5,6%. Já entre os alunos que afirmam ter presenciado episódios de discriminação homofóbica, as meninas são a maioria, com 67,8% de respostas positivas em 2006, ano com maior incidência de casos.

Esse preconceito pode existir dentro e fora da escola — no caso de aparecer dentro do ambiente educativo, é preciso analisar se docentes e direção estão preparados para trabalhar com o assunto. “Muitas vezes a escola perpetua a definição dos papéis de gênero [ao estabelecer algumas de suas regras, como proibir que meninos usem brincos ou gloss]”, comenta Claudiene.

“Em 12 anos de docência no ensino superior, eu só encontrei no ano passado minha primeira aluna [assumidamente] homossexual”, conta Claudiene. “Eu me pergunto: onde estão os travestis e os transsexuais? Eu me preocupo a invisibilidade em que esse grupo se encontra.” Isso pode significar que esses grupos — por causa da discriminação — não conseguem acessar a escola, a educação. 

Kit gay

Durante a semana que passou, o kit Escola sem Homofobia, também chamado de kit gay ou kit anti-homofobia, foi suspenso pelo governo. Houve pressão de grupos religiosos na Câmara dos Deputados, que considerou a suspensão uma vitória. Já o governo nega que a decisão tenha sido política. As frentes evangélica e católica haviam prometido convocar o ministro Antonio Palocci a explicar a multiplicação de seu patrimônio e abrir uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) contra o MEC (Ministério da Educação).

A presidente Dilma Rousseff declarou que não aceitaria “propaganda de opções sexuais”. Ela disse que assistiu aos vídeos e não gostou do material. Segundo o ministro Fernando Haddad (Educação), ela teria considerado “inadequada” uma frase de um dos vídeos do kit que haviam vazado na internet.  Na história “Probabilidade”, o personagem principal comenta que o fato de desejar “ficar com meninos e meninas aumenta a [sua] probabilidade” de encontrar alguém. ( se criar escolas só para gays ?, ai eles teriam melhor educação sem se preocuparem com o BULLYNG ? é isso que querem, ou este tipo de escola seria atacasdo, ou teria de ser num lugar afastado da cidade ?

este tipo de atitude de meninos vem de casa, dai surge  machão , agressor, assassino de mulheres, homofóbico, intolerante, preconceituoso em geral)