policia x estudantes da USP

Manifestantes foram surpreendidos pela PM de madrugada; pelo menos 66 pessoas acabaram detidas e levadas para a delegacia. Foto: Reprodução

O delegado Leonardo Simonato afirmou na manhã desta terça-feira (8) que os 70 manifestantes detidos no 91º DP só serão liberados após pagamento de fiança. Segundo ele, ainda não é possível estipular o valor porque a perícia não está completa. Ele afirmou que, segundo o que foi possível observar, houve desobediência civil, dano ao patrimônio e dano ambiental.

Simonato disse também que é preciso apurar se houve crime relacionado ao uso de produto restrito (por causa das bombas caseiras encontradas) e se eles podem ser enquadrados no crime de formação de quadrilha.

Na manhã de hoje, 70 pessoas foram detidas durante a reintegração de posse da reitoria da USP (Universidade de São Paulo). Os estudantes estavam no prédio desde o dia 2.

A reitoria da USP foi deixada com sujeira e pichações. Na paredes, havia frases de protesto como “”Ocupe a reitoria que existe em você. Aqui é um lugar de pensamento livre entendeu?”. A PM também encontrou sete bombas caseiras e seis caixas de foguetes. 

Em duas das salas havia uma identificação de onde os estudantes dormiram — eram placas de “alojamento” e “dormitório”. Colchões, colchonetes e objetos pessoais, como mochilas e bolsas foram deixados para trás, dando a impressão de que os manifestantes foram surpreendidos pela polícia.

Havia sujeira pelo chão e garrafas vazias de bebidas e vasilhames de cerveja em alguns cantos. Numa das salas havia também um conjunto de primeiros socorros e produtos para higiene pessoal, como pasta de dente e absorventes.

Logo na entrada, havia cadeiras e móveis empilhados, como para fazer uma barreira de resistência.

Reintegração de posse

A reintegração de posse da reitoria da USP terminou por volta das 7h20 da manhã desta terça-feira. Segundo a Maria Yamamoto, coronel da PM, “não houve resistência; eles foram pegos de surpresa”. Até uma estudante com uma garrafa de vinagre foi detida. Os policiais militares pensaram que a garrafa nas mãos da mulher era uma bomba caseira. A identidade da mulher não foi divulgada.

O prazo para os estudantes deixarem o edifício venceu na noite de segunda (7), às 23h. Em assembleia realizada ontem, os estudantes optaram por permanecer no prédio. Havia cerca de 600 estudantes na reunião.

Os alunos ocupam o local desde a madrugada da última quarta-feira (2), em manifestação contra a presença da Polícia Militar no campus da USP no Butantã e contra processos administrativos envolvendo funcionários da USP.

Debate sobre a PM

O debate sobre a presença da PM no campus voltou à pauta na quinta-feira (27), quando policiais abordaram três estudantes que estavam com maconha no estacionamento da faculdade de História e Geografia. A detenção gerou confusão e confronto entre estudantes e policiais –que culminou com a ocupação da FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas) e, posteriormente, da reitoria. 

A presença dos policiais no campus –defendida pelo reitor, João Grandino Rodas, e pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB)– passou a ser mais frequente e em maior número após a morte do estudante Felipe Ramos de Paiva, em maio deste ano. Em setembro, o reitor e o governador assinaram um convênio, autorizado pelo Conselho Gestor do Campus, para regulamentar a atividade da PM na USP.

Os contrários à PM no campus dizem que a medida abre precedente para a polícia impedir manifestações políticas –que comumente ocorrem dentro do campus– e citam o episódio de junho de 2009, quando a Força Tática da PM entrou na universidade para reprimir um protesto estudantil e acabou ferindo os estudantes e jogando bombas dentro de unidades.

Como alternativa à PM, o DCE defende que a segurança do campus não seja militarizada, isto é, que seja de responsabilidade da Guarda do Campus. A entidade defende que haja mais iluminação das vias do campus e que a USP mais seja aberta à comunidade externa, aumentando a circulação de pessoas.

Uma parcela dos alunos –sobretudo da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) e da Escola Politénica– defende a presença da PM, argumentando que isso aumenta a segurança dos frequentadores do campus.

Os estudantes deixaram diversas marcas nas paredes da reitoria da USP e danificaram equipamentos da instituição. Foto: Edson Lopes Jr./Terra

( tudo isso começou depois que 3 estudantes foram detidos com maconha, proibido, não se discute liberar , tabu , ai temos isso , a policia na USP, tudo pago com dinheiro publico, o tempo dos pms, viaturas, balas etc, pareçe que voltamos aos anos 60, mas os protestos não são por liberdade e sim por querer fu7mar maconha em qualquer lugar.

eis o futuro do pais, se é que temos futuro, os ideias de liberdade, justiça social morreram dando lugar a protestos pra defender interesses de alguns.)

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