USP,a grana veio rápido não ?, queria ver se fosse baderna numa escola de periferia

Reitoria da USP foi encontrada suja e com as paredes pichadas após a retirada dos estudantes

A advogada da Conlutas (Coordenação Nacional de Lutas), Eliana Lúcia Ferreira, afirmou que a organização já reuniu o dinheiro para pagar a fiança de 72 manifestantes presos após a operação de reintegração de posse na reitoria da USP (Universidade de São Paulo). Segundo ela, estão disponíveis R$ 39.240 (R$ 545 por manifestante).

Apesar de a polícia afirmar que são 73 os presos, a Conlutas trabalha com o número de 72. O dinheiro, segundo ela, foi arrecadado entre membros da organização em todo o país. A fiança, no entanto, só pode ser paga após todos os manifestantes assinarem o termo circunstanciado de ocorrência, processo que deve terminas nas próximas horas.

Há também um pedido de habeas corpus coletivo tramitando na Justiça. O advogado dos manifestantes, Vandré Ferreira, pediu a liberdade dos manifestantes na tarde desta terça.

Redução de fiança

A Polícia Civil anunciou que o valor da fiança para liberação dos estudantes detidos após a reintegração de posse, que ocorreu na manhã de hoje, foi reduzido de R$ 1.050 para R$ 545. A polícia também se corrigiu e informou que 73 alunos foram detidos -inicialmente, a corporação havia informado que eram 70.

Edvaldo Faria, coordenador da central de flagrantes da terceira delegacia da seccional oeste, disse que a decisão de reduzir o valor da fiança foi tomada “por se tratar de estudantes”. “Analisamos prós e contras e decidimos pela redução do valor. Alguns teriam de se sacrificar para pagar [a fiança]”, disse.

Indagado se a decisão foi influenciada pela manifestação que ocorre do lado de fora do 91º DP, na qual cerca de 150 estudantes pedem a liberação dos detidos, o delegado foi taxativo. “Isso foi decidido antes”, disse. O delegado também negou as acusações de que os estudantes estão sofrendo perseguição política.

Liberação

A assessoria de imprensa da Polícia Militar negou na noite desta terça-feira (8) que tenha liberado qualquer dos 73 detidos após a operação de reintegração de posse da reitoria da USP (Universidade de São Paulo), ocorrida na madrugada de hoje. , confirma também que ninguém foi liberado, assim como a Polícia Civil.

A informação da liberação foi dada pelo chefe da 3ª delegacia seccional oeste de São Paulo, Dejair Ribeiro. Segundo ele, não havia indício de participação dos três nos supostos crimes investigados (desobediência civil, dano ao patrimônio e dano ambiental). Por isso, o número de detidos permanece em 73.

Reintegração de posse

A reintegração de posse da reitoria da USP terminou por volta das 7h20 da manhã desta terça-feira. Segundo Maria Yamamoto, coronel da PM, “não houve resistência; eles foram pegos de surpresa”. Até uma estudante com uma garrafa de vinagre foi detida. Os policiais militares pensaram que a garrafa nas mãos da mulher era uma bomba caseira. A identidade da mulher não foi divulgada.

O prazo para os estudantes deixarem o edifício venceu na noite de segunda (7), às 23h. Em assembleia realizada ontem, os estudantes optaram por permanecer no prédio. Havia cerca de 600 estudantes na reunião.

Os alunos ocupam o local desde a madrugada da última quarta-feira (2), em manifestação contra a presença da Polícia Militar no campus da USP no Butantã e contra processos administrativos envolvendo funcionários da USP.

Debate sobre a PM

O debate sobre a presença da PM no campus voltou à pauta na quinta-feira (27), quando policiais abordaram três estudantes que estavam com maconha no estacionamento da faculdade de História e Geografia. A detenção gerou confusão e confronto entre estudantes e policiais -que culminou com a ocupação da FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas) e, posteriormente, da reitoria. 

A presença dos policiais no campus -defendida pelo reitor, João Grandino Rodas, e pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB)- passou a ser mais frequente e em maior número após a morte do estudante Felipe Ramos de Paiva, em maio deste ano. Em setembro, o reitor e o governador assinaram um convênio, autorizado pelo Conselho Gestor do Campus, para regulamentar a atividade da PM na USP.

Os contrários à PM no campus dizem que a medida abre precedente para a polícia impedir manifestações políticas “que comumente ocorrem dentro do campus” e citam o episódio de junho de 2009, quando a Força Tática da PM entrou na universidade para reprimir um protesto estudantil e acabou ferindo os estudantes e jogando bombas dentro de unidades.

Como alternativa à PM, o DCE defende que a segurança do campus não seja militarizada, isto é, que seja de responsabilidade da Guarda do Campus. A entidade defende que haja mais iluminação das vias do campus e que a USP mais seja aberta à comunidade externa, aumentando a circulação de pessoas.

Uma parcela dos alunos ¿sobretudo da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) e da Escola Politénica¿ defende a presença da PM, argumentando que isso aumenta a segurança dos frequentadores do campus. ( rapidinho conseguiram fiança não ? e pra onde vai a grana paga ? hum ? e quem vai arcar com o preju causado na USP ? o povo de novo ?)

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