crime do JARDIM BETÂNIA (SOROCABA) familia se revolta com sentença de juiz

 A condenação de um criminoso a 30 anos de reclusão por ter matado duas crianças, de 9 e 10 anos, com requintes de brutalidade, em vez de ser comemorada pela família das vítimas, provocou reações de revolta, insatisfação e críticas à justiça brasileira.

Anteontem, em sentença de 12 páginas, o juiz Marcos José Corrêa, da 2ª Vara Criminal de Sorocaba, condenou o réu Wellington Themistocles, 20 anos, por ter assassinado a facadas as meninas Maiara Natali da Silva e Nicoli Mayara da Silva Nogueira. As duas garotas tinham 9 anos no dia do crime, 11 de julho de 2011. O cenário foi a cozinha de uma casa da rua Serafim de Souza, no Jardim Betânia, zona oeste de Sorocaba. 

Era pela manhã e as meninas estavam sozinhas, dormindo. Wellington entrou na casa para furtar R$ 80 que estavam sobre um balcão da cozinha. Os ruídos de sua presença acordaram Maiara, que era sua cunhada. Ela quis saber o que ele fazia na casa e recebeu 21 facadas. Nicoli, que era amiga de Maiara, surgiu na cozinha durante o ataque e foi assassinada com 17 facadas. A faca usada por Wellington estava sobre uma mesa de café.

 Reverter a decisão

“Vamos tentar reverter essa decisão”, disse ontem à noite a costureira Nerci Cuchera da Silva, 49 anos, mãe de Maiara, sobre a sentença judicial. Ela afirmou, ainda surpresa com a sentença, que a família não tinha definição do caminho a percorrer com o objetivo de contestar os anos de reclusão aplicados contra Wellington. As possibilidades imaginadas são protesto via internet, contatos com o Ministério Público e até mesmo com o juiz que é o autor da sentença, se ele receber os familiares de Maiara. 

Sobre o conteúdo da sentença, Nerci criticou: “Eu achei bem absurdo. Devido à gravidade dos fatos, eu acho que 30 anos é muito pouco. Ele praticamente foi julgado por um crime só, uma das meninas vai ficar em vão, ele não vai ser punido por isso? O juiz não considerou que foram duas mortes só porque foi no mesmo local, eu acho um absurdo.” 

“Nós estamos indignados”, disse a comerciante Jadilma Franciana da Silva, 37 anos, prima de Maiara. Jadilma foi direto às comparações: “Se a vítima fosse um filho de um juiz, quantos anos ele daria de sentença? Trinta anos. Ele (Wellington) matou duas crianças, ele matou, esperou elas darem o último suspiro. O Brasil tem que mudar as leis, elas são muito benevolentes.” 

Reflexões do juiz 

A reportagem procurou às 19h, no Fórum, o juiz Marcos José Corrêa para ele comentar estas reações, mas funcionários informaram que ele já não estava. Na sentença, ele comentou a questão do período de condenação: “Considerando que a pena-base foi estabelecida no máximo legal, impossível novo aumento, sob pena de se ferir o princípio da legalidade, ultrapassando limites objetivamente previstos na lei penal.” 

A sentença também refletiu sobre a “correta capitulação” dos fatos: “Se um único crime, pois, um patrimônio era visado; se dois crimes de latrocínio, pelos resultados agravadores; ou a ocorrência de um crime de latrocínio, em detrimento de Maiara, e um crime de homicídio em relação à vítima Nicoli, o que determinaria a remessa dos autos à Vara do Júri local.” Ele considerou que houve latrocínio (roubo seguido de morte). 

No seu raciocínio, Corrêa afastou a possibilidade de que o crime praticado contra Nicoli possa ser classificado como homicídio. Para isso, ele considerou que durante o tempo que durou o crime Wellington ficou no imóvel com o objetivo de executar “subtração patrimonial” da família de Maira: “Ainda quando golpeou Nicoli, o fez para garantir a ocultação do crime de latrocínio, daí a unicidade de elemento subjetivo.” 

O juiz elogiou o trabalho da polícia. Utilizou palavras como “eficiência” e “credibilidade” no momento em que se referiu ao trabalho da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), comandada pelo delegado Acácio Aparecido Leite. A polícia encontrou objetos pessoais de Wellington num terreno baldio próximo ao local do crime, o que permitiu que ele fosse diretamente investigado até admitir a prática do crime. As peças encontradas foram uma calça suja de sangue, uma caneta, um molho de chaves e um flaconete vazio “certamente usado para acondicionar cocaína”. 

O molho de chaves pertencia à esposa de Wellington, chamada Luciene, irmã de Maiara. Luciane tinha como rotina entrar todos os dias na casa da irmã, preparar o café para ela e liberá-la para ir à escola, enquanto a mãe, Nerci, saía para trabalhar. No dia anterior ao crime, um domingo, Nerci tinha dito a Luciene que deixaria R$ 80 sobre o balcão da cozinha para ela pagar uma conta de telefone. Nesse instante, Nerci estava na porta da casa e Wellington estava deitado no sofá. Ele ouviu a informação sobre o dinheiro.

 ( 30 anos é o tempo maximo que o atual código penal prevê, não importa quantos vc tenha matado, a não ser que vc seja considerado completamente louco, vc vai para o manicômio judiciário, de onde talvez nunca mais saia.

o maniaco do parque pode um dia sair ? talvez sim ou não, depende da justiça, o maniaco da luz vermelha, logo demonstrou que não tinha condições de ser solto, acabou sendo morto, LINDENBERG ALVEZ pegou 98 anos, mas o máximo é 30 e notem que nem chegam a cumprir os 30,   1/3 de bom comportamento, já garante o semi aberto.

SUZANNE RICHTHOFEN só não conseguiu isso por ser considerada incapaz de ser solta , concluem que ela é louca, ou machismo vai saber, o acusado ai matou pq era viciado em drogas, o cara só não sai se for considerado completamente louco, mas quem garante isso hj em dia ? , não da pra prever a (justiça?) vc acha que fulano ficará completamente preso mas de repente ) 

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