bairros de SOROCABA sem carteiros, e contratar nada ?

 

Edson Santos, do Jardim Santa Rosa – Por: Luiz Setti

a média de 17,1 mil correspondências deixa de ser entregue nas casas dos sorocabanos pelos Correios mensalmente, segundo o diretor da subsede em Sorocaba do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Similares de São Paulo (Sintec-SP), Gilmar Gomes da Silva. São cartas destinadas para bairros que nunca tiveram o serviço de entrega de porta em porta. Nestes casos os próprios moradores precisam dirigir-se a uma unidade dos Correios na Casa do Cidadão mais próxima para retirar a carta ou a encomenda por meio programa denominado Posta Restante. Elas se acumulam por cerca de 30 dias e a maioria acaba sendo devolvida aos remetentes. De acordo com o diretor do Sindicato isso ocorre porque os Correios não têm carteiros suficientes para sequer fazer a distribuição nos bairros já atendidos pelo serviço. A Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) foi consultada no final da tarde de ontem, mas não confirmou esse número de cartas não entregues nos domicílios.


“Eu sou um anônimo sem endereço, parece que moro em Belém do Pará”, queixa-se o morador do Jardim Santa Rosa, zona norte da cidade, Edson Santos, 43 anos. Ele diz que não informa o seu endereço verdadeiro quando faz cadastro porque senão fica sem receber as correspondências. Sempre informa endereços de amigos ou parentes, onde sempre vai retirar as correspondências. “Fico ligando e buscando, duas ou três vezes por semana”, reclama. Diz que enfrenta essa situação há cinco anos e já desistiu de reivindicar o serviço. “Já fui na Prefeitura, na Central do Correio, em jornais, em tudo quanto é lugar e os carteiros nunca passaram aqui”, diz desanimado.

A situação afeta principalmente alguns bairros das zonas leste e norte de Sorocaba, penalizando os moradores que perdem tempo e dinheiro para ir às Casas do Cidadão, onde reclamam da demora para serem atendidos. De acordo com o que apurou o sindicato dos carteiros, a média mensal de correspondências acumuladas nas agências dentro das unidades da Casa do Cidadão, pelo programa Posta Restante, é de 7 mil na Casa do Cidadão Éden; 4.600 na Casa do Cidadão Itavuvu; 3.500 na Casa do Cidadão Ipanema e 2 mil na Casa do Cidadão Brigadeiro Tobias. O sindicato prevê que mensalmente há 4,2 milhões de entregas entre correspondências e encomendas em Sorocaba. As 17,1 mil que precisam ser retiradas pelos próprios destinatários correspondem a 0,41% do que é entregue, segundo o Sintec-SP.

O diretor do sindicato ressalta que 17,1 mil é uma quantidade muito grande de correspondências, o que gera reclamação dos sorocabanos não atendidos e gera questionamentos tanto dos vereadores a respeito do problema, como da Prefeitura, que cobra dos Correios mais agilidade no atendimento dentro das Casas do Cidadão. 

Segundo Gilmar, a falta da distribuição domiciliar atinge hoje os bairros Jardim Horizonte, Jardim do Pássaro, Jardim Topázio, Jardim Eliana, Jardim Azaleia, Morada das Flores, os jardins Paulistano 1, 2 e 3, Santa Paula, Jardim das Rosas e parte do Parque São Bento. Segundo Gilmar da Silva, todos são bairros com placas nas ruas e números nas casas, o que os torna aptos para receber o serviço de entrega de porta em porta. O Cruzeiro do Sul constatou também problemas no Jardim Santa Rosa, Monte Alpino, Residencial da Flores e Jardim Topázio.

O aposentado Décio Martins, 60 anos, outro morador do Jardim Santa Rosa diz que a esposa dele gasta cerca de R$ 25 com passagens de ônibus ao mês para ir em postos dos prestadores de serviços, como o de telefonia, ou na Prefeitura para retirar segundas vias. “Enquanto na Casa do Cidadão a informação é a de que a conta não chegou, os prestadores de serviços dizem que já nos enviaram”, declara Décio, dizendo que a esposa dele já vai direito aos prestadores de serviços para não enfrentar filas e continuar sem acesso às contas. Décio enfatiza que o gasto com o ônibus para retirar as contas fica mais caro do que a conta de água que paga mensalmente.

No Residencial das Flores, bairro da Zona Leste, na região do Éden, a operadora de produção, Paula Cristina Barbosa de Almeida, 30 anos, diz que se mudou para lá e mantém todas as correspondências no endereço da avó, porque no bairro não chega. “Eu não sei para quem reclamar e acho essa situação bem desagradável”, declara. No Jardim Topázio, mesma região, o vigilante Luiz Carlos Pereira dos Santos, 30 anos, diz que o bairro tem quatro anos e dependendo da época do mês tem que ir várias vezes por semana na Casa do Cidadão do Éden para não deixar a conta vencer. “Fui reclamar e disseram que não tem carteiro e que para contratar é preciso de autorização de Brasília”, declarou.

O diretor do Sintec-SP, Gilmar Gomes da Silva, orienta aos líderes comunitários de bairros que não têm a coleta de porta em porta a fazer a solicitação da entrega de correspondências na agência dos Correios Reven 2, localizada na rua Francisco Mucciolo, 300, bairro Jardim Gonçalves. Segundo ele, essa agência repassa o pedido à regional dos Correios em Bauru. No entanto Gilmar disse que a maioria dos bairros que não é atendida já tomou essa iniciativa e aguardam ser atendidas pelos Correios. ( fique sem pagar alguma conta ai um belo dia aapreçe cobrança judicula na sua porta, ai teve carteiro né ?)

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