SOROCABA, a desordem do crescimento.

 

– Por: Emídio Marques
 
A população em Sorocaba cresceu 18,66% em dez anos segundo a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) e a consequência é a redução do espaço para ocupar e circular com tranquilidade para quem nela reside. Há dez anos, em 2001, havia 1.118,51 pessoas por quilômetro quadrado (km2), enquanto no ano passado eram 1.327,17 por km2. Ou seja, se toda área pública e privada pudesse ser ocupada e dividida em partes iguais entre os sorocabanos, cada um teria direito a 753 metros quadrados (m2) entre áreas de uso privado e de uso compartilhado. É o equivalente a um terreno de 15 metros de frente por 50 metros de cumprimento: espaço inferior ao de uma piscina olímpica, cuja medida oficial é de 1.250 m2.

Mas os espaços compartilhados pela população, principalmente as menos privilegiadas, são muito menores, principalmente no interior das residências, onde chega a ter famílias com cinco pessoas compartilhando um único cômodo de poucos metros quadrados. “Dentro do modelo capitalista liberal adotado desde Dom Pedro I, só tem direito a posse quem pode pagar por ela”, observa o doutor em geografia humana e professor da Universidade de Sorocaba (Uniso), Paulo Celso da Silva. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Sorocaba tem a área de 448,9 milhões de m2. Ainda conforme estimativa da Seade, em 2001 eram 502.343 habitantes e no ano passado 596.060: quase 94 mil pessoas passaram a viver em Sorocaba.

O delegado regional do Conselho de Corretores de Imóveis (Creci-Sorocaba), Luiz Otávio Landulfo, diz que a zona norte de Sorocaba foi a área que mais se expandiu na última década, mas na opinião dele, a região do bairro Campolim foi a que mais se adensou nos últimos anos por causa dos inúmeros prédios residenciais que abrigam muitas pessoas por m2 de terreno. Ele inclusive considera que a maioria dos espaços em parte dos bairros distantes é maior do que no Campolim, já que hoje o tamanho mínimo do terreno para que o lote seja aprovado é de 175 m2 enquanto um apartamento no Campolim é a partir de 60 m2 e a maioria tem 90 m2. De acordo com o IBGE, em bairros localizados atrás do Aeroporto, como a Vila Barão e Jardim Esperança, há mais pessoas vivendo em residências muito pequenas.
O geógrafo Paulo da Silva enfatiza que a cidade não é igual para todos, já que, enquanto em alguns condomínios há residências com 3 mil m2 para quatro pessoas, nas áreas menos privilegiadas famílias grandes dividem 40 m2.

Diferentes realidadesO limpador de vias públicas, Antônio Pacheco da Silva, 54 anos, e a esposa Maria Pacheco da Silva, 50 anos, vivem em uma residência cujo terreno tem 125 m2 no Parque São Bento. Na residência deles moram sete pessoas, o que dá uma média de 18 m2 por pessoa. Moram no bairro há 15 anos e dizem que viram crescer muito, já que antes havia apenas cinco famílias no quarteirão onde moram e hoje há mais de 60 casas. Morador do mesmo bairro há 30 anos, o estoquista Vlamir Willian Nascimento, 40 anos, diz que o bairro e imediações cresceram cerca de dez vezes nesse período, mas para ele isso foi bom, porque as ruas foram asfaltadas e junto com a população vieram muitos estabelecimentos comerciais. Com ruas e calçadas largas, o Parque São Bento também tem casas maiores, como a existente no terreno de quase 340 metros, onde mora a técnica em enfermagem, Carolina Del Carmem Millan Vasquez, 31 anos. Ela mora no local há 21 anos e disse que a residência com três quartos e dois banheiros tornou-se grande depois que seus irmãos deixaram de morar ali, já que até então a residência era dividida por seis adultos.

A parte alta do bairro Campolim é formada principalmente por prédios residenciais e terrenos. Em um dos apartamentos com 90 m2 reside apenas o aposentado Cícero Timóteo, 53 anos e a esposa, o que resulta na média de 45 m2 por pessoa. Diz que morava em uma casa grande e mudou-se para lá depois que os filhos casaram-se. Afirma que fez uma boa opção porque considera que o bairro está próximo a tudo, mas como a densidade de pessoas por terreno é grande para as ruas do bairro, enfrenta dificuldades no trânsito e diz que chega a demorar até dez minutos para conseguir fazer o retorno e passar no viaduto sobre a rodovia Raposo Tavares. Outro casal formado pelo representante comercial Carlos Bertoni, 38 anos, e a enfermeira Paula Monticelli Bertoni, 34 anos, mora em um apartamento de 135 m2 (67,5 m2 por pessoa) com dois cães há uma semana. Recém-chegados dizem que a única dificuldade que encontram para sair do bairro é no trânsito.

Na Vila Barão as residências menores, algumas com apenas um cômodo, contrastam tanto com a realidade do nobre Parque Campolim como do Parque São Bento 2, onde as ruas, calçadas e parte das residências são espaçosas para comportar as famílias maiores. A dona de casa Eliana da Silva, 20 anos, mora em um cômodo que ela não soube dizer quantos metros tem. Ali estão cinco pessoas, sendo três delas crianças. Declara que a residência pequena não garante conforto e o fato das crianças passarem muito tempo na rua a preocupa por causa do grande fluxo de veículos.

A também dona de casa Maria Aparecida dos Santos, 52 anos, afirma que mora na Vila Barão desde jovem. Comemora que aumentou o tamanho da residência para cinco cômodos no terreno com 360 m2, mas recorda de quando vivia em 12 pessoas no tempo em que a casa tinha apenas um cômodo. Ela reclama que o aumento da população no bairro fez com que o trânsito de veículos deixasse as ruas perigosas e do tempo que leva quando vai ao comércio local, já que segundo Maria dos Santos, quase sempre enfrenta demoradas filas( e pensar que tem zé ruela que não enxerga a realidade, que vai faltar gente no BRASIL, que isso aqui será um pais de velhos, que a previdência vai entrar em colapso etc etc, que a população tem de crescer.

 
falar em controle de natalidade é TABU, falam que vc é nazista coisa e tal, ta ai olha ai , o jornal que ta falando , não sou eu, eu alerto na net e o jornal repete.)

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