O tráfico de drogas perto das escolas e em espaços de lazer e cultura é visto por sorocabanos ouvidos pela reportagem como o maior problema da segurança pública na cidade nos últimos anos. Eles foram ouvidos em enquete do Cruzeiro e temem ainda o aumento dos casos de homicídios (30,3%) no município divulgados em setembro pela Secretaria de Estado da Segurança Pública.

Para maioria das pessoas entrevistadas, o consumo e a venda de drogas, muitas vezes, são a base de outras ações criminosas listadas no ranking da Secretaria, como os roubos, furtos e inclusive os assassinatos. A Prefeitura de Sorocaba garante que o patrulhamento da Guarda Civil Municipal (GCM) tem coibido o tráfico de drogas nas imediações de unidades escolares e praças. E que em dez meses, a Guarda prendeu 436 suspeitos de tráfico e apreendeu 18 mil porções de entorpecentes. 

“Os adolescentes e jovens entram para o mundo das drogas por causa da facilidade de encontrá-la perto das escolas”, alerta a técnica de futsal Luisa Arnoud Leite, 56 anos. Ela, que mora na Vila Fiori, coordena um time de futsal e quer levar os garotos para partidas em outros bairros, mas teme a falta de segurança nas áreas de lazer da cidade para realizar os jogos. “Precisam pensar o seguinte: assim como a cidade cresce, aumenta a violência. Tem que acompanhar o desenvolvimento. Precisa construir centros de convivência e lazer. Deve-se ampliar a segurança na cidade inteira, senão tudo sai fora dos eixos”, opina.

Em Sorocaba, segundo a estatística divulgada pela Secretaria de Estado da Segurança Pública no mês passado, o tráfico de entorpecentes aumentou 18,6% em relação ao ano passado. Eram perto de 69 casos e subiram para quase 85 por mês neste ano. Apesar disso, e da preocupação das pessoas com o tráfico, foi o menor crescimento entre os crimes. O maior aumento foi nos casos de lesão corporal culposa (42,5%), seguido pelas tentativas da homicídios (30,3%); estupro (29%); lesão corporal culposa por acidente de trânsito (28,9%), roubos de veículos (27%), furtos de veículos (24,3%).

Para o autônomo Eduardo Cristiano dos Santos, 21 anos, a morte da irmã, com apenas 17 anos, vítima de bala perdida, é a maior prova da falta de segurança. A tragédia aconteceu há cerca de seis meses e foi noticiada pelo jornal Cruzeiro do Sul. O homicídio foi na rua Estanislau Camargo Sampaio, jardim Luciana Maria, na zona norte, perto da escola Estadual “Mário Guilherme Notari”. “A gente passava perto do bar e vimos a briga entre um rapaz e um homem. O rapaz de repente sacou a arma e atirou. E o tiro acertou minha irmã”, relembra. Santos diz que o assassino da irmã estava sob efeito de drogas, por isso, acredita que uma ação eficiente contra o tráfico, principalmente, perto das escolas poderia ter evitado o crime.
 
Risco infantil 
“Tem muito tráfico em frente das escolas. É necessário uma intervenção rápida. Mas não é só prender. É preciso criar projetos que mudem essa realidade. Tem criança nas drogas, tem de ser feito alguma coisa”, alerta a operada de caixa Janaina Correia de Oliveira, 23 anos, moradora da Vila Carvalho.

Para o aposentado Marino Machado, 62 anos, as crianças, os adolescentes e os jovens estão expostos aos piores tipos de violência com o tráfico de drogas nas portas das escolas. Ele mora no bairro Campolim e só vê solução para o problema caso haja uma ação conjunta entre as policias. “A coisa está ficando feia. Ninguém mais está mais seguro”.

Segundo a Secretaria de Comunicação da Prefeitura (Secom), a Guarda Civil Municipal (GCM) busca inibir esse delito e concorda que o tráfico de drogas serve como porta de entrada para outros crimes. A ação efetuada pela ronda da GCM visa coibir o tráfico e também o consumo, integrando outras forças de segurança, com o auxílio de um sistema de videomonitoramento. De acordo com informações da Secom, de janeiro a setembro deste ano, foram registradas a detenção, por tráfico de drogas, de 436 pessoas e a apreensão de cerca de 18 mil porções de entorpecentes.

Segundo a Secom, a Prefeitura tem investido na Guarda Civil com a compra de equipamentos, tecnologia, qualificação profissional, aumento do efetivo e até o fim do ano, 52 novos guardas devem reforçar o patrulhamento. ( quem tem de ir nas escolas e fiscalizar os filhos sãos os pais, não adianta esperar que a policia vá lá, o diretor(a) , não manda na escola, pois ela é do povo, tem de tere scola integral, o aluno entra de manhâ e só sai a tarde e câmeras até nos banheiros.) 

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