motorista que atropelou idosa no PARQUE MANCHESTER é encontrado

Jeferson não tem habilitação e fugiu do local do acidente – Por: Aldo V. Silva
 
A família da aposentada Lindalva Fernandes Silva Rocha, 61 anos, achou o motorista que a atropelou e matou e indicou a polícia o endereço. O porteiro Jeferson Mendes dos Santos, 28 anos, não tem carteira de habilitação e havia escondido o carro, o Santana Quantum, na chácara onde mora a irmã, no distrito de George Oeterer, em Iperó. 

Jeferson chegou algemado ao 4º Distrito Policial. Foi interrogado, indiciado por homicídio culposo com agravante de fugir sem prestar socorro e não ficou preso. Os filhos de Lindalva não concordam que ele responda ao processo em liberdade e consideram o atropelamento um crime e não acidente.

Lindalva morreu atropelada na rua Amélio José de Arruda, Parque Manchester, no início da madrugada do dia 25, terça-feira. Ela tinha ido cumprimentar ex-vizinhos na noite de Natal e foi atingida pelo Santana, cujo motorista a teria arrastado por cerca de 30 metros. Havia pessoas nas calçadas que viram o atropelamento. Jeferson estaria em alta velocidade e não parou para prestar socorro. Ele disse ontem à delegada Marta Ayres Cardum que ficou com medo de ser linchado. 

Pedaços do para-choque do Santana ficaram no local do atropelamento e foram recolhidos. No choque, o radiador do carro estourou, mas Jeferson pôde dirigir até chegar em casa no Jardim Itanguá. 

A família de Lindalva passou então a procurar o carro e o motorista. Ninguém anotou a placa, mas a descrição do veículo ajudou na busca. Segundo o filho da vítima, Walfrido Rocha, o primeiro passo foi procurar por imagens de câmeras de segurança nas imediações, mas não deu resultado.

Um policial amigo da família ajudou na investigação paralela e foi feito contato com lojas de autopeças e pessoas que poderiam saber quem era o dono do Santana Quantum azul metálico. Jeferson comprou um radiador para consertar o carro e levá-lo até George Oeterer. Essa informação permitiu à família de Lindalva saber onde Jeferson morava e avisaram a Polícia Militar.

De acordo com o sargento Carlos Silva, perguntado sobre o carro, Jeferson disse que havia vendido havia uma semana. O sargento insistiu e questionou-o novamente, de como podia ter feito isso se atropelou Lindalva com o Santana na terça-feira. Ele então confessou, conforme Silva.

Antes de indicar aos PMs onde estava o Santana, em Iperó, Jeferson levou-os a outros lugares. Percebendo que a estratégia não daria certo, decidiu finalmente mostrar o lugar onde escondeu o carro. 
Jeferson não tem antecedente criminal e no interrogatório afirmou que está arrependido, não bebeu e que não parou após o atropelamento por medo de que pudessem agredi-lo. Ele disse à delegada Marta que soube da morte de Lindalva pelo noticiário e pensou em se apresentar à polícia.

O porteiro também disse que não jogou a garrafa de vinho espumante pela janela, mas jogaram a garrafa no carro. Segundo a delegada, testemunhas do atropelamento serão ouvidas semana que vem e a versão apresentada por Jeferson poderá ser confrontada. A filha de Lindalva, Viviane, tinha ido com ela ao Parque Manchester.

Parentes revoltados com caso

Filhos e outros parentes de Lindalva Fernandes Silva Rocha estiveram ontem à tarde em frente ao 4º Distrito Policial, no bairro Trujillo, e ficaram decepcionados com o fato de Jeferson Mendes dos Santos não ter ficado preso. Para o filho da vítima, Walfrido Rocha, houve uma sucessão de irresponsabilidades do porteiro e que configuram crime de trânsito.

“Não foi uma mera fatalidade. Num acidente, o motorista para e não continua acelerando, arrastando a pessoa por mais de 30 metros”, diz Walfrido. “O que ele fez não se faz com um cachorro”, compara. “Até quando se atropela um cachorro o motorista para. E há pessoas que levam o animal ao veterinário.”

Walfrido ressalta que Jeferson nem podia estar dirigindo, por não ter habilitação. Além de dirigir com velocidade incompatível e na noite de Natal, em que havia pessoas e crianças nas ruas, ele não parou nem se apresentou depois à polícia, diz Walfrido. “Ele ainda consertou o carro e o escondeu.”

A família pretende promover uma campanha, pela internet e outros meios, a fim de não deixar impune a morte de Lindalva. Segundo Walfrido, a família deve contratar um advogado de acusação para acompanhar o processo. ( pobre nunca tem mel, quando tem se labuza, o cara tava correndo com tudo, ai é natural querer fugir pq tava com medo de ser linchado, claro, vinha com tudo.)

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