alem de despejarem pessoas, ainda se apropriam de seus bens, né NOVA PIRÂMIDE ?

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Passados cerca de dois meses da reintegração de posse de uma área no Jardim Iporanga 1, que deixou 15 famílias desabrigadas, 12 delas enfim conseguiram um local para morar, após serem contempladas pelo projeto de Aluguel Social, da Prefeitura de Sorocaba. Porém ainda existe um empecilho, para que elas possam usufruir desse direito e passar a residir de vez em suas novas casas. No momento do cumprimento da reintegração de posse, os pertences de cinco famílias, como móveis e roupas, foram levados até um galpão na avenida Ipanema, mantido pela empresa proprietária da área desocupada, a Nova Pirâmide Empreendimentos Imobiliários e Participações Ltda., e permanecem até hoje nesse local. Com isso, as famílias reclamam de que não podem se mudar para suas novas casas, já que estão sem os seus pertences e não possuem dinheiro para comprar novos. Segundo a Nova Pirâmide, a empresa ficou como fiel depositária dos bens móveis dessas famílias, portanto somente a Justiça poderia autorizar a devolução dos mesmos, assim que as famílias fizerem uma petição ao juiz responsável pelo caso. 

A família do pedreiro Sebastião Luiz Gonçalves, 49 anos, está hospedada, desde que foi despejada do Jardim Iporanga 1, em um abrigo do Movimento de Mulheres Negras de Sorocaba (Momunes). Essa alternativa deveria ser provisória, de apenas duas semanas, porém como a família não havia conseguido nenhum outro local para morar, eles acabaram ficando por lá até hoje. Como Sebastião, sua mulher e seu filho foram beneficiados pelo Aluguel Social há aproximadamente 15 dias, eles até poderiam finalmente deixar o abrigo do Momunes, porém a burocracia estaria impedindo a retirada de seus pertences do galpão empresa Nova Pirâmide. 
“A gente sente que está incomodando o pessoal do Momunes, que nos tratou muito bem nesse tempo. Mas como nós vamos para esse local sem os móveis?”, indaga Sebastião. 

O seu outro filho, o ajudante geral Rodolfo Augusto Mariano Gonçalves, 20, também conseguiu um benefício no valor de R$ 500 pelo Aluguel Social, para morar separadamente de seus pais – como já fazia no Jardim Iporanga 1, antes da reintegração de posse -, e passa pelo mesmo drama. “Eu consegui uma casa em Terras de Arieta (loteamento na região do Cajuru) e fui até lá, limpei a casa, mas não compensa ficar lá, porque não tenho meus móveis”, relata. 

De acordo com o cunhado de Sebastião, o pedreiro Antonio Ramos, 43, que também está no Momunes, até mesmo os seus documentos se encontram no galpão, o que está lhe trazendo prejuízos. “Eu perdi um trabalho de R$ 4 mil porque estava sem meus documentos. Eles estão de palhaçada com a gente”, afirma. A diarista Zilda Maria do Nascimento, 44, que era moradora do Jardim Iporanga 1, relata que seu marido está passando por uma situação parecida com a de Antonio. “Todas as ferramentas do meu marido estão lá no galpão, então por causa disso ele está parado, não está podendo trabalhar.”

Petição judicial

Conforme informações da empresa Nova Pirâmide, os bens móveis das cinco famílias que ficaram sob responsabilidade da empresa só poderão ser retirados assim que os antigos moradores do Jardim Iporanga 1 ingressarem com uma petição ao juiz da 4ª Vara Cível, responsável pelo caso, por meio de um advogado. Dada a autorização judicial, a Nova Pirâmide garante que a devolução dos móveis, roupas e demais objetos será feita “imediatamente”. 
Em contato com Antonio Ramos, antigo morador da área onde foi executada a reintegração de posse, ele informa que, juntamente com outras quatro famílias, irá solicitar um advogado na Defensoria Pública do Estado, para entrar com a petição de devolução de seus pertences. 

Reintegração
No dia 21 de fevereiro, equipes da Polícia Militar, Guarda Civil Municipal e oficiais de Justiça foram até uma área do Jardim Iporanga 1 para cumprir dois mandados de reintegração de posse emitidos pelas 2ª e 4ª Vara Cível de Sorocaba. Cerca de 200 pessoas, entre adultos e crianças, viram seus lares – 14 barracos de madeira – serem destruídos naquele dia e ficaram desabrigados. Alguns dos moradores foram para abrigos fornecidos pela Prefeitura, como no Momunes, e outros foram para casas de familiares. De acordo com informações dos moradores, eles adquiriram as terras há cerca de 10 anos e possuem documentos comprovando a posse da área, inclusive com a escritura dos imóveis. Porém a empresa Nova Pirâmide alegou que o documento que os moradores despejados afirmam ter, que comprovaria a compra das terras, possui “indícios de falsificação”. A Nova Pirâmide ressaltou ainda que é a “legítima” proprietária das áreas desde 6 de dezembro de 1998.( ta pegou sua área de volta, mas pq se apropria dos bens das pessoas despejadas, a empresa não precisa, isso é falta de boa fé, é pra castigar os invasores ? pq não cercaram sua área tempos atras ? assim ninguém invadia.

pobre nasce pra levar na cabeça mesmo, não sei pq é teimoso de se multiplicar pra servir de massa de manobra para abutres do capitalismo.)

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