PÁTIO CIANÊ, agora tem rachaduras nos imóveis vizinhos.

Érica e Simone estão entre os reclamantes – Por: Pedro Negrão
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Vizinhos do futuro shopping Pátio Cianê alegam que o serviço de construção do empreendimento está abalando as estruturas de suas casas. Os imóveis, que ficam na rua Francisco Scarpa, no Centro, estão apresentando rachadoras nas paredes cujas fendas a cada semana ficam mais abertas e visíveis.

Segundo os moradores, os sinais de trincas nas paredes das residências surgiram em agosto do ano passado, mas acreditam que as aberturas começaram a ficar maiores no final do ano, de novembro em diante, quando máquinas de grande porte passaram a escavar o solo do antigo complexo Cianê, ao lado do Terminal Santo Antônio, para edificação do estacionamento subterrâneo do centro de compras.

A construtora Fonseca e Mercadante, responsável pela construção do shopping, informa que recebeu apenas dois donos de imóveis que reclamaram de rachaduras nas paredes das casas após o início das obras. E que uma equipe técnica foi até os imóveis, mas concluiu que as ocorrências não tinham nenhuma relação com o empreendimento. A empresa esclarece ainda que antes do começo das obras do shopping foi realizada uma vistoria nos imóveis vizinhos e elaborado um documento chamado “Laudo dos Lindeiros”, com informações sobre o estado de conservação deles e isso foi registrado no cartório.

A esteticista Érica Daniela Butião, 34 anos, conta que já foi quatro vezes até a administração do shopping para reclamar das rachaduras que apareceram nas paredes da sua casa. E que apenas na primeira vez foi atendida. “Um engenheiro entrou na casa e fez foto de tudo. Igual fizeram antes de começar a obra, ou seja, quando não tinha nenhuma rachadura. Mas depois disso ninguém retornou mais aqui e nem me atendem mais no escritório”, ressalta Érica. Ela conta que há rachaduras profundas nas paredes de vários cômodos. E que as fendas no teto da cozinha e no piso da sala – que fica no andar de cima do sobrado – são as mais afetadas pelas vibrações provocadas pela movimentação do maquinário no canteiro de obras.
“Não desejo dinheiro da empresa, mas sim a restauração dos cômodos da casa que moro. Ela é alugada e a dona mora na cidade de Franca”, argumenta.

Outros moradores que reclamam de trincas nas paredes de suas casas por causa da obra do shopping são a auxiliar de produção, Simone Marcondes Martins, 36 anos, e os aposentados Nelson Novakue, 60 anos, e Aristeu Rocha, 61 anos. Nas residências deles, as trincas também começam já na calçada. “Tem alguma coisa errada e eles não dão ouvido para gente”, frisa Novakue. ( será que teremos de presenciar, novo desabamento pra acordarem de vez ? já não basta o inquérito até agora não ter sido concluído sobre a tragédia do final do ano passado e agora isso.)

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