manifestantes x aumento do ônibus em SOROCABA.

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Em meio a protestos marcados por badernas e excessos, a nova tarifa do transporte coletivo de Sorocaba, reajustada em 5,49% e com isso agora fixada em R$ 3,15, começou a vigorar ontem. Estudantes secundaristas, universitários e representantes de movimentos sociais como o “Domínio Público” e o “Linha 7” ocuparam a via de acesso ao Terminal Santo Antonio e, ali, buscaram conscientizar os usuários.

Com faixas, narizes de palhaço e apitos eles ocuparam a rua e impediram a passagem dos ônibus. Dessa forma, muitos carros saíram com atraso. A Guarda Civil Municipal (GCM) e a Polícia Militar (PM) acompanharam à distância o movimento, mas não houve necessidade de intervenção. Representantes de entidades que convocaram o ato disseram que muitos dos jovens que lá estavam souberam da mobilização pela rede social Facebook.

“Não temos controle sobre quem veio até aqui. Nossa intenção foi protestar contra uma situação vergonhosa que se arrasta há 16 anos. Temos, sim, críticas, pontos discordantes, mas não compactuamos com o que algumas pessoas fazem”, disse Igor Tanaka. Entre tantas palavras de ordem sobraram até ofensas de ordem pessoal dirigidas ao prefeito Antonio Carlos Pannunzio (PSDB) e ao presidente da Urbes, Renato Gianolla.

Um dos gritos ouvidos que mais chamaram a atenção repetia a frase “puxa, mas que vergonha! O busão está mais caro do que a maconha!”. Além do barulho, os manifestantes também desferiram chutes e socos na divisória de metal colocada sobre a calçada pela empresa que constrói o Shopping Pátio Cianê. A confusão que por pouco não provoca um confronto entre polícia e participantes da atividade foi, mesmo assim, apoiada por quem anda de ônibus.

Anderson Luiz Ramos disse que considera um absurdo ter de pagar tão caro por um transporte ruim como o oferecido na cidade. “Para ajudar, agora os motoristas deram de sair com pressa do local de parada e quase provocam acidentes. Eu tenho problema na perna e, esses dias, por pouco não me machuquei. A gente reclama e ainda ouve desaforos. Mas, não dá para concordar com essa bandalheira de subir o ônibus. Nosso salário não chegou a tanto. Pobre só sai perdendo mesmo”.

A aposentada Nilza Meira de Souza, 72, apesar de não pagar passagem, disse estar condoída com o drama daqueles que ainda pagam. “Eu só tenho esse benefício por causa da idade. Mesmo assim, viajo mal acomodada, sem conforto nenhum, como se estivesse numa lata de sardinha. Nem a lei que garante o assento preferencial eles cumprem. Tenho de, nessa altura da vida, pedir para ocupar uma cadeira. É demais”, reclamou.

Roseli Aparecida Santos era mais uma entre muitos inconformados. “É triste conviver com isso. Na eleição, prometem tanta coisa, dizem que vão olhar pela gente. Depois, é o mesmo sofrimento de sempre. Imagine eu que tenho de pagar por mim e uma irmã. Nem fiz as contas, mas, com certeza, vai pesar no final do mês. Isso sem falar que não vale o preço cobrado. Como passageiros, somos levados como lixo. Aliás, acho que até lixo é melhor acomodado”.

Nervosa e revoltada, Selma Rodrigues conversou com a reportagem caminhando apressada. “Nem me peça para falar o que eu tenho vontade, porque senão vou dizer desaforo. Eu estou por conta com esse governo. A saúde é uma droga, falta creche, a violência aumenta a cada dia. A cidade está paralisada, a dengue aumenta a cada dia. Para ajudar, a passagem aumenta. Olha, eu vou parar por aqui para não explodir. É uma vergonha, uma roubalheira!”.

Com o aumento que entrou em vigor ontem, a tarifa social passou de R$ 2,95 para R$ 3,15; o vale-transporte de R$ 3,15 para R$ 3,35 e a tarifa estudante, de R$1,50 para R$ 1,55. Para praticar a mudança de valores, a Urbes considerou a elevação dos custos operacionais do transporte, diante do aumento salarial e benefícios concedidos aos motoristas (variação de 9,74%) e, ainda, a reposição da variação de preços de insumos que compõem tais custos, como combustíveis e lubrificantes (15,91%), materiais de rodagem (10,51%), capital imobilizado e veículos (6,48%) e despesas administrativas e operacionais (7,99%).
 
Também foram considerados os impactos das medidas do Governo Federal, que desoneraram os custos dos encargos de INSS incidentes sobre a folha de pagamento (5,17%), e a desoneração das alíquotas do PIS e do Cofins (3,65%), que passaram a vigorar a partir de 1º de junho.( primeiramente protesto com baderna não combina, manifestar sim, mas na ordem, depois não venha  gritar que a policia excedeu.

afinal policial já é estressado por natureza, com tanta coisa pra lidar, a turma reclama, mas e na hora de ir ao cinema, baladas etc, pegam o busão , então só andem se for realmente necessário, qualquer pum já pega ônibus. 

demora, anda super lotado ? bem SOROCABA cresce sem controle populacional, e a frota de carros só aumenta, qualquer zé ruela agora quer ter carro, isso ninguém fala né ?)

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