PM robocop X manifestantes em SOROCABA no 7 de setembro

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Um protesto no Dia da Independência do Brasil, no Centro de Sorocaba, na tarde deste sábado (7), terminou em enfrentamento entre manifestantes e a Polícia Militar e a detenção de seis pessoas – um deles adolescente. A confusão ocorreu quando manifestantes interditaram a avenida Dom Aguirre e a Polícia Militar deteve uma pessoa ligada ao movimento punk. Os outros manifestantes que já caminhavam em direção à Prefeitura de Sorocaba retornaram e houve a confusão. Manifestantes acusaram a Polícia Militar de agir com violência, com chutes, empurrões, gás pimenta e agressões com cassetetes. Dois manifestantes ficaram feridos com machucados no rosto e na cabeça, fruto de golpes de cassetete. O capitão da Polícia Militar, Rogério Lima, que comandou a operação, disse que foi necessário o emprego da força diante da baderna instaurada, com ameaças aos motoristas, ofensas aos policiais e agressões com pedaços de madeira e também skates. Segundo a PM, quatro policiais saíram feridos diante de agressões.

A concentração começou na Praça do Canhão e aproximadamente 80 manifestantes estavam no local, com bandeiras do Brasil e máscaras. Uma bandeira do Brasil foi pichada no local, pouco antes dos manifestantes começarem a descer a rua Souza Pereira, no Centro. Parte das pessoas que estavam na praça preferiram não seguir a manifestação. Um grupo de aproximadamente 50 pessoas, alguns mascarados, com bandeiras do movimento punk e do anarquismo, começou a interditar a rua Souza Pereira. Já na esquina com a Leopoldo Machado ocorreu o primeiro conflito, entre manifestantes e a Guarda Civil Municipal (GCM). Dois manifestantes pararam um ônibus e tinham uma lata de spray nas mãos. Antes disso, um manifestante com máscara pichou a porta metálica de um estabelecimento comercial. Um dos mascarados disse ao jornal Cruzeiro do Sul que a manifestação era contra a corrupção e o péssimo serviço público prestado na área da saúde e educação.

A Polícia Militar chegou neste momento e começou acompanhar a movimentação. Manifestantes pegaram um conteiner e arrastaram até o cruzamento com na rua Leopoldo Machado. Novamente o clima ficou tenso e manifestantes gritavam palavras de ordem contra a Polícia Militar, inclusive com alguns insultos. Parte do manifestantes chegou até a avenida Dom Aguirre, embaixo da ponte Francisco Delosso e interditou o trânsito. Policiais acompanhavam no gramado, na calçada da rua Leopoldo Machado. Um dos manifestantes, de cabelo moicano, discutiu com um motorista e chegou a acertar o veículo com o cabo de uma bandeira vermelha e negra, símbolo do anarquismo. Enquanto parte dos manifestantes se dirigia à Prefeitura de Sorocaba, pela avenida Dom Aguirre, a Polícia Militar abordou o manifestante e o clima voltou a ficar tenso. Os outros manifestantes voltaram para impedir a prisão do colega e o enfrentamento começou.

A Polícia Militar usou cassetetes e dois manifestantes acabaram atingidos. Uma das manifestantes foi em direção ao namorado que era imobilizado por policiais e tentou impedir sua prisão, já que ele estava ensanguentado, com ferimento na cabeça. Ela levou um chute e um empurrão do policial, caindo no canteiro central da avenida.

O gás de pimenta foi lançado pelo menos em duas ocasiões.

Neste momento, três manifestantes já estavam presos e os outros voltaram a ofender os policiais. O “não violência” foi gritado várias vezes.

Um manifestante chutou e bateu numa das bicicletas públicas, estacionada na estação da Integrabike, da Prefeitura de Sorocaba. Ele foi seguido, imobilizado e detido na ponte Francisco Delosso.

Outro manifestante também foi preso e imobilizado, após gritar palavras contra os PMs. Uma manifestante gritou palavrões calão no momento em que o capitão da PM, Rogério Lima, dava entrevista a imprensa. “Mentiroso, mentiroso, polícia despreparada”, gritou.”Tenho que fazer mais prisões”, disse o PM à imprensa, ao interromper a entrevista. “Essa moça de cabelo vermelho está presa”, disse o capitão aos seus comandados. A manifestante tentou fugir, mas foi detida pela PM e assim como os demais levada para a viatura.

O manifestante Iago Silva, de 18 anos, que estava sem máscaras, foi um dos que levou um golpe de cassetete no rosto. Com ferimentos abaixo do olho esquerdo, ele estava revoltado. “Estava no meio da avenida gritando palavras de ordem e ele (PM) veio na minha direção para me agredir. Levei pancadas com o cassetete no rosto e na parte de traz da cabeça”, disse ele, que estava com o rosto ensanguentado.

Outro integrante do movimento punk, que não quis se identificar, foi conversar com o comando e queixou-se da atuação da PM. O capitão da PM, Rogério Lima, disse que foi necessário fazer o uso de força e detenção de pessoas diante de uma baderna iniciada por um grupo de anarquista. “Sem dúvida era necessário chegar a esse ponto e tenho policiais feridos. Eu mesmo estou ferido nas mãos, teve paulada, começaram a bater em veículos e quebraram bicicletas públicas.”

O capitão argumentou que foram detidas seis pessoas e foi utilizado uma força moderada, com uso de cassetete e imobilização para algemamento. “Tenho quatro policiais com ferimentos superficiais que levaram pauladas e skatadas na hora do confronto. Os manifestantes foram presos por desacato, agressão, ameaça contra policiais e pessoas que estavam no local.”

Dez viaturas da PM e três da GCM estavam no local. Parte dos manifestantes deitaram na rua Leopoldo Machado, quando o trânsito já estava parado e protestaram contra a ação da PM. O estudante Luis Gustavo de Lima Cuter, de 17 anos, desaprovou tanto a ação da PM como a do grupo de punks. Só que para ele, a atuação da PM foi decepcionante, já que os policiais representam o Estado e têm o dever de defender à população. “Eles têm que proteger e não agredir os jovens como fizeram hoje. Eles deitaram os punks na rua com agressões e nós deitamos na rua pacificamente para protestar”, criticou.

 ( dizem que foram 100 policia contra 50 manifestantes, bem se foi isso precisava toda esta violência ? a ordem é bater mesmo, afinal PM é robocop do estado, apenas cumpre ordens.)

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