comércio enfia a faca dos preços altos na gringaiada da copa

‘Paguei R$ 15 em uma caipirinha e achei o Metrô caro’, disse um torcedor russo / Mauricio Maranhao/Diario SP

Uma dose de tequila por R$ 24, latas de cerveja a R$ 5, uma vaga em quarto comunitário de hostel por R$ 110 a diária e uma corrida de táxi da Vila Madalena à Paulista por US$ 20 (ou R$ 44,60). Esses são alguns dos preços que turistas estrangeiros relataram ter pago nos seus dias de estadia na capital para os jogos da Copa.

A impressão que fica ao conversar com eles é que os preços inflaram com o Mundial. E quem mais é prejudicado pela política de aumento de preços são os estrangeiros, que não estão acostumados com o custo de vida no país e não têm como verificar se o preço é exagerado ou não. Para evitar abusos, o Procon-SP lançou um site e uma cartilha que contêm recomendações (veja mais abaixo).

“Achei tudo aqui muito caro. A gente deu sorte de ficar na casa de um amigo em São Paulo, porque sei que iríamos gastar muito”, disse a equatoriana e professora de inglês Alexandra Moran, de 47 anos. Pesquisando na internet, ela viu que Brasília tem o custo de vida parecido com São Paulo. Na capital brasileira ela gastou US$ 1 mil pelo aluguel de uma casa por três dias. “Graças a Deus temos um conhecido em São Paulo. O custo de uma viagem para cá está mais alto do que ir à Europa ou Estados Unidos”, afirmou.

O mexicano Miguel Ángel Gutiérrez, de 43 anos, que mora na Cidade do México, foi à Vila Madalena para assistir ao jogo do Brasil e decidiu tomar uma tequila. Quase passou mal, mas não foi pela qualidade da bebida e sim pelo preço dela: R$ 24. “Para beber aqui em São Paulo a gente gasta bastante dinheiro. Já gastei uns R$ 300 só nisso em três dias”, conta Gutiérrez.

O colombiano Álvaro Pajaro Rada, de 48 anos, veio com um colega e com o filho, Johan, de 16, para assistir a todos os jogos da Colômbia. Anteontem, eles foram à Fifa Fan Fest e ficaram impressionados com os preços da cerveja. “Uma lata pequena custava R$ 5. E a gente até saiu da área reservada do evento para tentar comprar fora, em um bar, mas todos os bares dos arredores cobravam a mesma coisa.”

Procon-SP lança cartilha e site para visitantes durante a Copa

A Fundação Procon-SP, órgão vinculado à Secretaria Estadual da Justiça e da Defesa da Cidadania, lançou na manhã de ontem  o hotsite Procon na Copa e a cartilha “Direitos do Consumidor Turista”.

O hotsite Procon na Copa (www.procon.sp.gov.br/proconnacopa) tem como finalidade atender às demandas dos turistas, tais como bagagens extraviadas, problemas com transporte, queixas sobre hospedagem, alimentação ou telefonia, dúvidas com segurança e operações bancárias e demais imprevistos que possam importunar o consumidor turista.

A cartilha é um guia de 200 páginas com todas as informações para o consumidor turista, desenvolvido em português, inglês e espanhol. Também serão distribuídos panfletos em aeroportos, rodoviárias e hotéis da capital e das cidades que receberão seleções, com QR Code que dará acesso à cartilha. Os coordenadores dos Procons das cidades que receberão delegações participantes da Copa também participaram de capacitações específicas para o Mundial.

( ah mas tb quem mandou virem pra cá ? brasileiro enfia a faca mesmo até o talo, e não é apenas na copa, todo feriadão, quando os manés brazukas  sofrem pra chegar na praia , encontram preços altos tb)

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