usuários de crack ocupam imóveis abandonados na zona norte de SOROCABA.

Grupos de dependentes de crack ocupam imóveis abandonados e terrenos com vegetação, em que montam barracas, e se transformam em territórios cujas regras são ditadas pela droga. Na zona norte de Sorocaba há pelos menos quatro lugares conhecidos como minicracolândias por moradores da vizinhança. Nas imediações é alta a incidência de roubos e furtos, praticados pelos viciados para poder comprar a droga e sustentar o vício.

 

Chamados de “noias”, os depedentes dormem, comem e consomem crack nesses locais. Policiais militares têm conhecimento dessas concentrações e fazem batidas, mas só podem levá-los para a delegacia sob acusação de algum crime ou quando alguém for procurado. A droga costuma ficar escondida e quando encontrada é em pequena quantidade, o que na maioria das vezes não configura tráfico.

 

Os quatro lugares da zona norte ocupados por viciados em crack são uma casa abandonada na avenida Ulisses Guimarães, próximo ao número 900, no Parque Laranjeiras; uma área verde entre o Parque Paineiras e Jardim Santa Paula, conhecida como “caverna”; um galpão abandonado na Vila Helena, próximo à Área de Transferência da avenida Ipanema; e outro terreno com vegetação entre a alameda Itaporanga e a avenida Ipanema, na Vila Nova Sorocaba.

 

No terreno da alameda Itaporanga, um grupo montou uma barraca sob árvores e ontem à tarde, por volta das 16h, PMs da 2ª Companhia foram verificar se um suspeito de roubo foi para lá. Havia cerca de dez homens na barraca, alguns com sinais de que haviam fumado crack. Não acharam o suspeito, mas ao pesquisar os antecedentes de todos descobriram um procurado da Justiça.

 

O procurado, com mandado de prisão por furto, expedido pela Justiça de Junqueirópolis, foi levado para a delegacia do plantão norte. Na delegacia, A. afirmou à reportagem que é viciado em crack e tem vontade de se libertar da droga, mas que nunca pôde ir para uma clínica de recuperação. Disse que tinha esperança de, ao ser preso, ser encaminhado para tratamento.

 

O que chama a atenção é que nos grupos de dependentes de crack da zona norte, a maioria é formada por adultos e geralmente com idade acima de 30 anos. Há casos de pessoas com 60 ou mais, dizem policiais. Em alguns dos grupos não são vistos adolescentes. O homem capturado ontem disse que ele e outros não permitem que jovens fumem crack nesses lugares e os mandam embora. “Não quero que fiquem viciados como eu”, segundo A. Ele contou que quando começou a se envolver com a droga, se trancava no banheiro para os filhos não o verem.

 

Os moradores vizinhos a essas áreas convivem com o problema, sem ver uma solução. Em pelo menos um desses lugares já houve reclamações. Apesar do monitoramento pela polícia, não há como coibir todos os roubos – geralmente de carteiras e celulares – ou furtos de objetos levados de quintais e áreas de serviços de casas em que os moradores estão ausentes. Além da criminalidade, existem questões sociais que se tornam aparentes nas ruas próximas a esses lugares, como prostituição, brigas e alcoolismo.

( os donos dos terrenos deveriam ser intimados ou dar um jeito ou vender o terreno, até mesmo serem desapropriados pela prefeitura.

tb existe a solução de s elibarara o crack fora das cidades, onde o usuário pode usar a vontade seu crack fornecido pelo estado.)

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