deputado fundamentalista Anderson Ferreira x feministas

Grupo que prepara ação pela legalização do aborto em casos de microcefalia foi o mesmo que conseguiu que Supremo autorizasse aborto em caso de anencefalia

© Copyright British Broadcasting CorporationGrupo que prepara ação pela legalização do aborto em casos de microcefalia foi o mesmo que conseguiu que Supremo autorizasse aborto em caso de anencefaliaO deputado Anderson Ferreira (PR-PE), um dos principais expoentes da bancada conservadora do Congresso, disse que apresentará nesta terça-feira um projeto de lei específico sobre abortos em casos de gestantes infectadas por zika – doença que vem sendo associada ao aumento do nascimento de bebês com microcefalia.

Em entrevista à BBC Brasil, Ferreira explicou que seu objetivo é tentar eliminar qualquer “brecha” que dê espaço para que o Supremo Tribunal Federal (STF) legalize a interrupção da gravidez nesses casos.

O movimento é uma reação a iniciativa do grupo feminista Anis, que pretende apresentar em breve ao STF uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) com objetivo de legalizar o aborto de fetos afetados por zika.

“Eu acho que o movimento feminista está indo na contramão da sociedade, aproveitando de um momento de epidemia no nosso país para fincar uma bandeira pró-aborto. Isso é inadmissível. Como parlamentar, fico indignado”, disse Ferreira – também autor da polêmica proposta de Estatuto da Família, que tramita na Câmara e busca limitar a definição de família a casais heterossexuais.

O deputado estuda propor um aumento de pena para o crime de aborto em casos de microcefalia e quer também obrigar o Estado a pagar um benefício para as famílias que tiverem um bebê afetado por zika durante a gestação.

Atualmente, no Brasil, só é permitido interromper uma gravidez em caso de risco à vida da mãe, quando a concepção foi resultado de um estupro ou quando o feto é anencéfalo.

O grupo que prepara a ação pela pela legalização do aborto em casos de microcefalia foi o mesmo que conseguiu em 2012 que o STF liberasse abortos de fetos anencéfalos (sem cérebro).

Agora, a Anis argumenta que a mulher não deve ser punida por uma falha das autoridades em controlar o mosquito transmissor da doença,Aedes aegypti, o mesmo da dengue. Além disso, também sustenta que a ilegalidade do aborto e a falta de políticas de erradicação doAedes ferem a Constituição Federal em dois pontos: direito à saúde e direito à seguridade social.

Para Ferreira, a mulher não tem direito a escolher sobre a interrupção da gravidez porque “sua vida não está acima da do feto”. E cita argumento religiosos para justificar sua visão: “Não cabe a ela escolher quem vive ou quem deixa de viver. Isso cabe a Deus”, defende.

BBC Brasil – Qual o objetivo de criar uma lei específica sobre aborto em casos de microcefalia?

Anderson Ferreira – Veja só, aborto é crime no nosso país. O movimento feminista está tentando criar uma interpretação junto ao Supremo por meio de uma Adin (para liberar o aborto em casos de microcefalia). Então, vou criar um projeto de lei que deixe claro que o caso de interrupção da gravidez na microcefalia é crime, para não deixar fresta.

Eu estou sentado com uma equipe jurídica para ter todo um embasamento constitucional nesta questão. Estamos estudando propor aumento de pena e também obrigar o governo a pagar um benefício às famílias que tiverem esse problema de uma criança com microcefalia.

BBC Brasil – Então o objetivo é não deixar brechas para que o Supremo possa de alguma forma permitir esse procedimento?

Ferreira – Isso. Por meio de uma Adin, mesmo caminho que tomaram na questão dos (fetos) anencéfalos.

BBC Brasil – O movimento feminista argumenta que é uma questão de direito à escolha. Por que o senhor acha que a mulher não deve ter esse direito?

Ferreira – Porque não cabe a ela escolher quem vive ou deixa de viver. Isso cabe a Deus. A partir do momento que você faz uma escolha como essa, no caso uma seleção dos seres humanos que vêm à Terra, o que estão querendo fazer é uma pré-seleção. Então, se a criança vai ter algum tipo de deficiência, a mãe ter o direito de interferir nessa gravidez ou não. Isso eu acho que está acima de todos nós.

Eu defendo a vida. Então, não poderia deixar de maneira alguma uma interferência do Supremo junto ao Poder Legislativo, porque somos eleitos representantes legais do povo e temos autonomia de legislar.

Acho que o movimento feminista está tomando um caminho perigoso porque hoje a grande maioria da sociedade não comunga desse pensamento, e o Parlamento também não comunga. O movimento feminista, para você buscar os direitos das mulheres, é um movimento digno, mas não poderia aproveitar de um momento como esse, um momento de epidemia no mundo, não só no Brasil, para tentar fincar uma bandeira indo de encontro com o todo o princípio da vida.

BBC Brasil -O movimento feminista sustenta que o Estado é laico e que o argumento religiosos não poderia ser usado porque não há provas da existência de Deus. É uma questão de fé individual.

Ferreira – A minha argumentação, dentro do meu projeto, em nenhum momento é uma argumentação religiosa. Eu estou defendendo com o Código Penal e a Constituição brasileira.

Defendo os meus princípios, eu sou cristão e não abro mão da minha fé. Interfere no meu caráter e nas minhas escolhas como parlamentar, mas eu defendo os meus princípios com a Constituição e com o Código Penal. Então, não é por eu ser cristão que eu estou indo na contramão da sociedade.

Eu acho que o movimento feminista, ele sim é que está indo na contramão da sociedade, aproveitando de um momento de epidemia no nosso país para fincar uma bandeira pró-aborto. Isso é inadmissível.

BBC Brasil – Há uma leitura jurídica de que uma das funções do Supremo é justamente garantir os direitos das minorias. A gente sabe que historicamente nem sempre o que a maioria crê em determinado momento é o certo. A escravidão já foi permitida, por exemplo. Não pode haver uma evolução de entendimento?

Ferreira – É que essa evolução de entendimento tem que ser feita nas devidas casas. Só cabe ao Legislativo elaborar leis que regem a sociedade, e ao Judiciário cabe interpretar o que é constitucional.

BBC Brasil – O movimento argumenta que o Estado não está sendo eficiente no combate ao mosquito e está deixando as mulheres numa situação vulnerável, que lhes causa sofrimento. O senhor não se sensibiliza também com a condição das mulheres?

Ferreira – Tanto nos sensibilizamos que estamos acolhendo dentro do nosso projeto a previsão de um benefício que possa dar assistência a esse tipo de família. Mas eu não posso ser um assassino para querer tirar a vida por conta que nasce com esse tipo de problema.

BBC Brasil – Outro argumento do movimento feminista é essa questão de que, na prática, quem tem uma renda mais alta consegue fazer aborto no país e que a criminalização prejudica principalmente as mulheres mais pobres.Muitas morrem ao fazer procedimentos inseguros.

Ferreira – Se tem dinheiro para fazer clandestino, está sendo um criminoso. O aborto é crime. A gente não pode entrar nesse mérito. Então vão dizer: “olha, cocaína é crime, mas tem quem use cocaína porque é o valor de uma droga cara”. Então por isso vai liberar a cocaína? Não tem muito sentido.

A obrigação do governo é dar assistência a essas famílias, obrigação de governo não é matar. A gente vai voltar aqui à época de Hitler, para fazer a seleção de um ser humano que tem que formar a nossa sociedade?

BBC Brasil – Mas o movimento feminista não trata a questão como eugenia, mas como direito à escolha da mulher sobre o seu corpo e sua vida.

Ferreira – Mas como eu posso ter a escolha de tirar a vida de outro ser humano?

BBC Brasil – Na visão desse movimento trata-se de um potencial de uma vida, que ainda não está desenvolvida.

Ferreira – Há casos de adoções. Você não tem obrigação para criar essa família. O que eu não posso é comungar com uma linha de raciocínio de um movimento feminista de dizer que o direito à vida da mulher está acima de outra vida. Então, se tem um vizinho que me incomoda, eu não posso conviver com ele, eu vou matar ele porque o meu direito está acima de todos?

BBC Brasil – Mas o vizinho tem uma vida autônoma fora do corpo da mulher. É totalmente diferente de um feto.

Ferreira – Sim, mas eu não tenho um convívio dentro de uma sociedade? Então quando a criança nascer, que ela possa ter o direito de adoção. Ela não é obrigada a criar, se ela não quiser. Agora, para ela criar ela teria que ter uma ajuda do Estado. É isso que eu estou propondo.

( meu caro deputado pq mulher rica não é punida então se fizer aborto pq tb corre risco de ter um filho com microcefalia ? h ele tem dinheiro, poder então pra ela não da em nada, só pobre que toma na tarraqueta, seria essa sua resposta ?

agora vejamos, já trabalhamos pra pagar bolsa família( esmola) pra muitos ai, teremos de pagar ajuda para mulheres que tiveram bebês com micro ? ajuda do estado com nossos impostos ?   

pq o senhor não propõem que seja liberado vasectomia e laqueadura sem limite de idade e vantagens pra quem evitar filho então, já que é contra aborto ? DNA público pra facilitar na caça aos irresponsáveis que fazem filhos e pulam fora .

se o pobre ver que terá muito mais vantagens se não fizer filho ele vai querer deputado, quem não quer mais vantagens ?

mas não , prefere manter o machismo travestido de religião pra continuar sub-julgando as mulheres .)

BRUNA LIZMEYER X machistas e cia

Bruna Linzmeyer é a Belisa de"A Regra do Jogo", novela da Globo

Bruna Linzmeyer é a Belisa de”A Regra do Jogo”, novela da Globo

 

A página oficial da atriz Bruna Linzmeyer, a Belisa de “A Regra do Jogo”, está sendo alvo de comentários agressivos por conta de sua posição a favor do aborto. Na maioria deles, ela é chamada de “assassina” e “abortista (sic) hipócrita”.

Recentemente, ela e outros atores da Globo, como Julia Lemmertz e Nanda Costa, participaram de um vídeo a respeito do tema. Em , o papel da mulher na sociedade é colocado em xeque junto com a possibilidade de ser mãe e as mudanças que a maternidade traz.

Assim como milhares de mulheres protestaram nas últimas semanas contra o projeto de lei 5.069/2013, de autoria de Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados, que restringe o atendimento médico a mulheres vítimas de estupro e dificulta o aborto legal, a atriz também postou foto de cartazes com os dizeres “Meu útero é laico” e “Podemos substituir o Cunha por uma pílula do dia seguinte”.

 

 

( o corpo é laico, o útero tb, mas querem pq querem mandar na mulher até o fim da vida dela, não pode abortar nem se for estuprada, até isso querem tirar dela, afinal precisam de pobres para serem escravos das futuras elites né ? por iso não pode vasectomia e laqueadura sem limite de idade, querem dificultar o acesso a  pilula do dia seguinte.

 

enfim a mulher corre risco de perder todos seus direitos que são poucos e se submeter ao machismo imposto pelo sistema, e pior apoiado até por outras mulheres alienadas tb)

médicos defendem aborto até a 12 semana

A proposta de dar à mulher a opção de interromper a gravidez até a 12ª semana, ampliando os casos previstos de aborto legal, ganhou o apoio de conselhos de medicina.

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A posição é inédita e respalda o anteprojeto da reforma do Código Penal entregue ao Senado no ano passado, de acordo com o CFM (Conselho Federal de Medicina).

O entendimento foi aprovado pela maioria dos conselheiros federais de medicina e dos presidentes dos 27 CRMs (Conselhos Regionais de Medicina) reunidos em Belém (PA) no início do mês. Antes disso, o tema foi debatido internamente por dois anos.

“Defendemos o caminho da autonomia da mulher. Precisávamos dizer ao Senado a nossa posição”, diz Roberto D’Ávila, presidente do CFM.

O anteprojeto, preparado por uma comissão de advogados e especialistas, propôs a ampliação das situações previstas para o aborto legal.

Inclui casos de fetos com anomalias incompatíveis com a vida e o aborto até a 12ª semana da gestação por vontade da mulher –neste caso, desde que médico ou psicólogo constate falta de “condições psicológicas”.

Os conselheiros vão além do anteprojeto e rejeitam a necessidade do laudo desse do médico ou psicólogo.

A posição será encaminhada à comissão especial do Senado que analisa a reforma do Código Penal. A previsão era que o parecer final dessa comissão fosse apresentado este mês. O prazo, porém, foi suspenso para dar mais tempo para debates e análises.

Em 2005, o governo federal estimou em 1 milhão o total de abortos induzidos por ano no país.

DESCRIMINALIZAÇÃO

A posição adotada não significa apoiar o aborto ou a descriminalização irrestrita da prática, afirma D’Ávila.
Mesmo assim, o entendimento não teve unanimidade entre os conselheiros. “Cerca de um terço foi contra”, afirma João Batista Soares, presidente do CRM-MG.

Soares está no grupo que foi contra a proposta. E diz que o conselho mineiro aprovou um texto contrário à posição e o enviou ao CFM.

“Não é uma questão religiosa. Enquanto médicos, entendemos que nossa obrigação primeira é com a vida. Existem situações especiais que justificam [o aborto]. Agora, simplesmente porque a mulher não quer ter aquele filho, aí somos contra.”

Para Soares, o apoio ao anteprojeto pode passar o recado que o médico está liberado para praticar o aborto.

D’Ávila discorda. “Não estamos liberando o aborto. Vamos continuar julgando os médicos que praticam o aborto ilegal, até que, um dia, o Congresso Nacional torne o aborto não crime.”

Editoria de Arte/Folhapress

( sempre lembrando que existe outros meios, como camisinha, pilula a pq não a vasectomia e laqueadura sem limite de idade,a final quem quer quer biscateiros, zoeira, que faça uma operação antes ai pode transar a vontade sem gerar novos pobres, acomodados e explorados pro amanhã.

mas claro que machistas, religiosos entre outros se levanram pra impedir o avanço e deixar o BRASIL continue sendo um ÍNDIA COM HAITI.)