boate kiss, sobrou pra dois bombeiros a responsabilidade da tragédia

Um ano após a tragédia da boate Kiss, Santa Maria homenageou os 242 mortos no incêndio. A prefeitura decretou luto oficial.©

Foto: Luca Erbes/Futura Press/Estadão Um ano após a tragédia da boate Kiss, Santa Maria homenageou os 242 mortos no incêndio. A prefeitura decretou luto oficial.

PORTO ALEGRE – A Justiça Militar condenou nesta quarta-feira, 3, dois bombeiros e inocentou seis no julgamento sobre o incêndio da boate Kiss, em janeiro de 2013. O tenente-coronel da reserva Moisés Fuchs e o capitão Alex da Rocha Camilo foram sentenciados a um ano de prisão por inserção de declaração falsa. Um terceiro oficial, dois sargentos e três soldados foram inocentados. As defesas dos condenados prometem recorrer da sentença. 

O julgamento dos militares réus no processo sobre o incêndio na boate Kiss, há dois anos, no Rio Grande do Sul, começou nesta terça-feira. Eram oito os acusados na esfera militar – todos bombeiros – que respondiam pelos crimes de prevaricação, inobservância da lei e inserção de declaração falsa em documento público. Com exceção deste último, todos ocorreram antes da tragédia. São irregularidades na concessão do alvará de funcionamento da boate, que incendiou no dia 27 de janeiro de 2013, matando 242 jovens e deixando 630 feridos.

Na manhã desta quarta, segundo dia de julgamento, o MP (Ministério Público) havia pedido a absolvição de cinco bombeiros. “A norma não era clara, dava margem de interpretação”, disse,  justificando que os soldados e os sargentos foram induzidos ao erro. Entretanto, ele pediu a condenação dos três oficiais que assinavam os alvarás de liberação para os estabelecimentos. 

O tenente-coronel da reserva Daniel da Silva Adriano, que comandava a SPI (Seção de Prevenção a Incêndio), foi absolvido do crime de falsidade ideológica pelos juízes.

Os magistrados também seguiram o pedido do MP, e absolveram todos os bombeiros julgados por inobservância da lei, regulamento ou instrução, que eram os responsáveis pelas vistorias: Gilson Martins Dias, Marcos Vinícius Lopes Bastide, Vagner Guimarães Coelho, Renan Severo Berleze e Sérgio Roberto Oliveira de Andrade.

( os familiares nunca foram protestar na frente do congresso, ou até la dentro, o resultado é isso ai, gastar dinheiro público num julgamento pra dar nisso, mais fácil dizer que a culpa é dos jovens que foram em grande número a boate.)

a culpa é da comoção então ?

os 4 acusados da tragédia da boate kiss de SANTA MARIA (RS)  foram soltos , causando protestos nas famílias das vitimas, o desembargador que deu a sentença de soltura alega que não existe mais a comoção popular que justifique a prisão.

quer dizer que por causa da comoção que os caras estavam presos, a culpa é da comoção então ?  o casal NARDONI só foi condenado devido a comoção ? na época do caso JOÃO HÉLIO ,  a ministra HELEN GRACIE disse que não dava pra discutir penas mais duras para os bandidos pq o pais estava em comoção.

a comoção atrapalha mesmo ? puxa, quer dizer que a justiça age de acordo com a comoção popular ? ou seria a mídia que explora demais certos casos que lhes dão total audiência ?  então mata-se um favelado e nada acontece ao assassino pq não tem comoção popular nas favelas , afinal a tv, rádio etc não está ali pra noticiar.

comoção não é desculpa pra um trabalho ser feito, a justiça não pode se sentir pressionada a fazer isso ou aquilo por causa de comoção, pq não assumem e falam de uma vez que cadeia é pra pobre apenas heim ? seria mais bonito dizer isso.

dono da boate kiss e vocalista da banda são detidos

O empresário Elissandro Spohr, conhecido como Kiko, foi detido no hospital de Cruz Alta, onde recebeu tratamento devido à inalação de fumaça. 

O vocalista, Dalino Jaques, foi detido durante o velório de outro dos membros da banda, que morreu na tragédia. 

A prisão temporária, de cinco dias, foi decretada pelo juiz Regis Adil Bertolin. ( estas prisões não garantem nada viu, geralmente é só pra mostrar serviço, não ha garantias de nada e cada envolvido vai tentar se safar como puder.)

defesa da boate KISS diz que tudo estava em ordem e que foi uma fatalidade

Bombeiros combatem incêndio na boate Kiss, em Santa Maria

O escritório de advocacia Kümmel & Kümmel divulgou comunicado na noite de domingo (27) em nome da boate Kiss, local do incêndio em que pelo menos 233 pessoas morreram na madrugada de ontem. Na nota, a empresa Santo Entretenimento Ltda. manifesta o seu “maior sentimento de dor e de solidariedade em decorrência da lamentável tragédia” e a classifica como uma “fatalidade”.
“Somente Deus tem condições de levar o consolo e o conforto espiritual que desejamos a todos os familiares e ao povo santamariense, gaúcho e brasileiro”, diz a nota. A empresa lamenta a extensão da tragédia, “que excedeu a toda a normalidade e previsibilidade de qualquer atividade empresarial”.
 
Segundo o documento, a situação da empresa é regular e a boate tinha todos os equipamentos “previsíveis e necessários” para combater incêndios, conforme normas do Corpo de Bombeiros. A boate ainda informa que os equipamentos atendem “às necessidades da casa e de seus frequentadores”.

A nota ainda informa que a empresa já se colocou à disposição para fornecer documentos necessários para a apuração dos fatos e que todas as informações serão esclarecidas.

Em conversa com a Agência Brasil, o advogado Eduardo Kümmel informou que a nota divulgada ontem de noite em página atribuída à Kiss no Facebook não foi redigida pelos donos da empresa. O documento, assinado por um administrador chamado Armando Neto, afirmava que o quadro de funcionários tem a “mais alta qualificação técnica” e estava “devidamente treinado e preparado para qualquer situação de contingência”.

Ao tomar conhecimento da nota, a Agência Brasil entrou em contato com os telefones divulgados no comunicado na internet. Um dos números foi atendido por uma mulher que se disse funcionária da empresa. Ela garantiu que Armando Neto é gerente da boate e estaria disponível para falar em horário comercial a partir desta segunda-feira (28).

Kümmel não quis dar mais detalhes sobre a situação de seus clientes, inclusive sobre o teor dos esclarecimentos prestados à polícia e sobre a validade do alvará de funcionamento. O advogado disse que o contato com seus clientes é recente e que as estratégias de defesa ainda estão sendo definidas.
( o que faltou foi: comunicação entre os seguranças, câmeras tinha ? se tivesse alguém no comando avisaria os seguranças pelo rádio que estava acontecendo um incêndio.
eles não tinham visão do palco, pq não havia seguranças ali ?, ai um já avisava do fogo , e claro, só havia uma saída, quando deveria ter mais.
mais uma vez o BRASIL não aprende, já tinham acontecido tragédias semelhantes, ARGENTINA, RUSSIA etc, mas mania do brasileiro não aprender com os erros lá de fora, quer fazer do seu jeito, o jeitinho brasuka, olha no que deu.)