mensaleiros, o dia a dia na cadeia.

Banho frio, beliche com colchão de espuma e almoço servido em marmitex de alumínio e colher de plástico.

Essas são as condições da cadeia provisória em que estão os condenados no julgamento do mensalão que já começaram a cumprir pena.

Desde anteontem, os ex-integrantes da cúpula petista José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares e outros seis réus homens, entre eles o empresário Marcos Valério, estão num pequeno prédio sob controle da Polícia Federal dentro do Complexo Penitenciário da Papuda.

Já a banqueira Kátia Rabello e Simone Vasconcellos, ex-funcionária de Valério, ficaram em unidade da PF no centro de Brasília. Todos aguardam a definição da Justiça sobre os locais definitivos onde cumprirão pena.

Os nove homens foram acomodados em celas de seis metros quadrados com beliche de ferro e estrado de madeira e colchão de espuma. Cinco deles ficaram em uma mesma cela e quatro, em outra, segundo a Folha apurou.

Editoria de Arte/Folhapress

Nas celas também há uma pia, um cano com água fria que é usado para banhos e a chamada bacia turca no lugar da privada -a instalação sanitária fica rente ao chão.

No café da manhã a refeição para todos os presos foi pão com manteiga, café e leite. No almoço foi servido marmitex com arroz, feijão, carne, legumes e verduras. Eles fizeram a refeição usando colheres de plástico flexível.

CONSULTA

Em sua primeira noite na cela, Genoino foi atendido por um médico particular a pedido da família em torno das 2h. Pálido e “visivelmente cansado”, segundo laudo do cardiologista Daniel França Vasconcelos, o ex-presidente do PT relatou dores no peito e nas pernas (leia texto nesta página).

Genoino estava em pé e bastante inquieto quando o médico entrou na cela. Após uma hora e meia de consulta, com a pressão controlada por medicamentos, o petista conseguiu dormir ao menos três horas seguidas.

Para passar o tempo, ele tem se dedicado à leitura da biografia de Getúlio Vargas, presente do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu.

Em torno do meio-dia de ontem, Genoino recebeu a visita de um advogado de Brasília que representa o seu defensor, que o informou sobre o pedido feito ao Supremo Tribunal Federal para que possa ele cumprir pena em regime domiciliar em razão dos problemas de saúde.

“Sou um preso político e estou muito doente. Se morrer aqui, o povo livre deste país que ajudamos a construir saberá apontar os meus algozes”, disse o petista ao advogado. Ele relatou a visita à família, que reclama de não ter conseguido entregar nem uma carta ao deputado.

ALGEMAS

No périplo aéreo que 9 dos 11 presos fizeram a bordo de uma avião da PF anteontem, todos viajaram algemados. O procedimento é necessário devido a norma que trata do transporte aéreo de presos.

A aeronave veio a São Paulo para buscar Dirceu e Genoino. Depois, seguiu para Belo Horizonte, onde recolheu outros sete presos, e chegou a Brasília no fim da tarde.

O voo aconteceu em absoluto silêncio. Os condenados não conversaram e cada um viajou sentado ao lado de um policial federal. Não houve lanche e nem água foi oferecida aos presos.

APREENSÃO

Apesar de o prédio em que estão no momento ser totalmente separado das penitenciárias, aFolha apurou que os presos do mensalão ficaram bastante apreensivos com a possibilidade de serem enviados para o sistema comum da Papuda, onde ficam os presos do regime fechado.

A informação de que eles seriam misturados aos demais presos do complexo circulou entre os condenados na forma de boato, mas foi suficiente para que alguns deles solicitassem contato com seus advogados numa tentativa de evitar a situação.

Outro pedido dos presos foi relativo à necessidade de tomarem remédios. Por isso, alguns advogados, como os de Genoino e de Delúbio enviaram documentos ao STF e à Papuda para tentar liberar o ingresso dos medicamentos.

Delúbio recebeu ontem sua mulher no presídio. A visita foi curta e, apesar de ainda não estar tomando seus remédios para diabetes, ele afirmou que, “dentro do possível”, está bem.

O juiz de execução penal de Brasília, Ademar Silva Vasconcelos, deve formalizar hoje o ingresso dos condenados no sistema prisional.

Assim que isso acontecer, os advogados farão pedidos à Justiça para tentar transferir seus clientes para unidades prisionais em seus Estados de origem.

( se todos os presos comuns sofrem nas masmorras do BRASIL, dormindo até pelados ao relento, não seria diferente pra estes ai.

ta ruim ? melhora pra todos, o preso tendo pelo menos o minimo de condições , banho de agua fria, quantos nem água tem ? nem casa ? nada, o GENOINO mal foi preso e já querem que cumpra prisão domiciliar em casa, oras se fosse assim, todos os presos doentes tb deveriam cumprir, ai todos alegariam doenças.

mas resta saber quanto tempo ficarão presos ai quero ver.)

ministro da justiça prefere a morte do que ficar numa cadeia brasileira

Sérgio Lima 4.jun.2012/Folhapress

 O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse nesta terça-feira (13) que “preferia morrer” a ficar preso no sistema penitenciário brasileiro. A afirmação foi feita durante um almoço com um grupo de empresários em um hotel no Brooklin, na zona sul de São Paulo. “Do fundo do meu coração, se fosse para cumprir muitos anos em alguma prisão nossa, eu preferia morrer”, disse ministro. 

 O ministro também classificou como “medievais” as condições das prisões brasileiras. “Quem cometeu crime pequeno sai de lá criminoso maior”, completou. No encontro, organizado pelo Lide (Grupo de Líderes Empresariais) e que reuniu 300 empresários convidados por João Doria Jr., Cardozo também afirmou que o crescimento do crime organizado é possível apenas em associação com algum nível de corrupção no Estado. “Não existe crime organizado que cresça sem desmando, sem corrupção. 

 A violência gerada por organizações criminosas dificilmente se enraíza sem um certo grau de corrupção no Estado. Isso não é no Brasil, é no mundo. ( preso forma facção, estupra outros, tem celular, não trabalha , medieval é pouco senhor ministro 

cabo BRUNO, solto, e ai valeu a pena ?

O Cabo Bruno já morreu. O que resta agora é o cidadão Florisvaldo de Oliveira, um homem que sabe que errou, que pagou pelos seus erros e que deseja recomeçar a vida.

Após ser solto, cabo Bruno vai para a casa de parentes
Depoimento: Lenda do Maverick preto aterrorizava a zona sul
Com o tempo, policial virou justiceiro, diz major sobre Cabo Bruno

Um homem que, também, foi preso e condenado por vários crimes em um momento delicado da história política do país, quando havia grande insatisfação contra militares, então de saída do poder.

Isso é, em síntese, o que pensam o advogado do ex-policial militar, Fábio Tondati Ferreira Jorge, e a sua mulher, Dayse da Silva Oliveira.

Para o advogado, a decisão de soltar o ex-policial está “completamente dentro da lei”. “Era uma decisão esperada, ainda que tardia.”

Segundo ele, Bruno era “outra pessoa” no momento da prisão, em 1983 -quando os crimes atribuídos a ele tiveram grande repercussão.

“Na época, ele estava empolgado com a situação. A Polícia Militar também era outra”, afirma. “É como ele diz: o cabo Bruno morreu há anos. O que restou é o Florisvaldo.”

Jorge diz que o ex-policial “tem consciência de que cometeu algum crime”, mas afirma que também foi vítima do momento político.

A prisão deu no final da ditadura militar (1964-84), quando o país experimentava um movimento crescente por democracia e Justiça liderado por estudantes, sindicatos e partidos políticos.

“Quando o grupo de jurados era de empresários e pessoas mais velhas, ele era absolvido. Era tido como justiceiro. Quando era de estudantes e jovens, saía a condenação. Era a época de transição, em que os estudantes queriam acabar de vez com o militarismo no país”, disse.

Jorge afirmou que, com a saída da prisão, cabo Bruno teme represálias. “É lógico que ele tem algum receio [de que algo aconteça com ele devido aos crimes]. Mas é evangélico e acredita que essa situação é passado. Ele cometeu um erro e pagou”, disse.

Segundo a Folha apurou, no entanto, o ex-PM nunca fez questão de se desvincular do apelido de Cabo Bruno -era por esse nome que ele era chamado pelos presidiários.

SEGUNDA CHANCE

Moradora de Taubaté, pastora da Igreja Refúgio em Cristo e cantora gospel, a carioca Dayse, 45, é casada com Bruno há quatro anos. Ela o conheceu há sete, durante trabalho voluntário de evangelização na penitenciária.

Questionada sobre as mais de 50 mortes atribuídas ao marido, disse: “A gente sabe que nem cem anos pagariam o erro que ele cometeu. Deus e a Justiça estão dando outra chance a ele e a gente espera que a sociedade também dê.”

A Folha tentou ouvir Bruno, mas seu advogado disse que ele estava negociando uma entrevista por R$ 50 mil. (NATÁLIA CANCIAN, LAURA CAPRIGLIONE E LÉO ARCOVERDE)

Editoria de arte/Folhapress

 

( mania de preso querer ser evangélico né ? pô pq foi preso, pq não virou antes de ir em cana então ?, antes ficar que nem bobo pregando em praça do que querer evengelizar na cadeia. 

valeu a pena perder todos estes anos na cadeia ? adiantou matar tanta gente e nada da violência acabar, assim como os militares prometeram um pais justo e olha o que nos deixaram. 

pais que não tem educação, e povo bunda mole, cria este tipo de justiceiro e ainda hj tem gente que quer pegar em arma e fazer faroeste nas ruas, com a desculpa de que quer combater a violência.)

PM cobra mudanças urgentes nas leis

 

O coronel Roberval França, comandante-geral da Polícia Militar, veio a público defender a diminuição da maioridade penal e pedir a revisão dos modelos de avaliação para concessão de benefício de saídas temporárias aos presos.
A cobrança surgiu após os sucessivos casos de execução de policiais militares e ataques a bases e a ônibus em São Paulo. A ideia é mandar para a cadeia comum menores com idade de 16 anos ou mais. “É necessária uma revisão do nosso aparelhamento legal para maiores garantias ao exercício profissional do trabalho de polícia”, avalia o oficial.
A polícia suspeita que vários crimes foram praticados por menores de idade. Os ataques à polícia em 2012 também têm uma peculiaridade em relação aos ocorridos em 2006. Segundo um policial que investigou os ataques há seis anos, a cúpula do crime organizado falava em conferência telefônica e repassava ordens para fora das cadeias por celulares.
A polícia conseguiu monitorar e gravar várias dessas conversas. Neste ano, o secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, afirmou que os serviços de inteligência da polícia não detectaram tais conversas. Um delegado que monitora o crime organizado alertou para a nova forma de comunicação dos criminosos. “O papagaio [responsável pela transmissão da ordem da cadeia] tem feito o serviço no boca a boca. Podem ser presos beneficiados, familiares e até advogados a repassarem o ‘salve’. Os que cumprem a ordem, normalmente, são aqueles em dívida com os chefes do crime”, explica o policial.
Vítimas/ O coronel Roberval França também criticou a falta de apoio às famílias dos policiais vítimas. “Gostaria de lamentar publicamente a falta de qualquer moção de solidariedade das entidades de direitos humanos e da Defensoria Pública, que ignoram por completo o momento que a Polícia Militar está vivendo”, ressalta o chefe da PM paulista.
De janeiro até agora, a polícia registrou a morte de 39 policiais militares que estavam de folga. Dez delas foram confirmadas como execução e 14 em reação a roubo. Seis dos PMs estavam fazendo bico quando foram mortos, dois eram crimes passionais e um ocorreu por conta de uma de uma briga. Em todo o ano passado, 47 PMs foram mortos.
Os crimes tornaram-se frequentes depois de 28 de maio, quando a tropa de elite da PM, a Rota (Rondas Ostensivas Tobias Aguiar), matou seis suspeitos em um bar na região da Penha, zona leste. No dia 23, a Polícia Civil interceptou um carregamento de armas no ABC e investiga se o arsenal seria usado para ataques  contra a PM. Foram apreendidos um fuzil 7.62mm, metralhadora 9mm, duas pistolas .380 e .40 e um colete balístico.
Suspeitos  presos são ouvidos sobre as mortes de policiais militares
Os cinco suspeitos de envolvimento nos atentados e mortes de PMs,  presos no final de semana, prestaram depoimento no DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa). A polícia, porém, não divulgou o relato deles para não prejudicar as investigações. É certo, contudo, que um deles, Douglas de Brito Silva, teve participação direta na execução do soldado Osmar Santos Ferreira, no  dia 22, no Grajaú, Zona Sul.
O PM, fardado,  seguia para o trabalho em uma moto quando um Fox, ocupado por dois homens,  bateu na traseira da motocicleta, às 5h20. Assim que o policial caiu, os criminosos desceram e atiraram várias vezes contra ele. Impressões digitais de Douglas foram achadas no carro. Além disso, o suspeito tem passagens por roubo a residência, formação de quadrilha, tráfico e estava foragido do  Presídio de Reginópolis desde agosto de agosto de 2011, quando saiu para passar o Dia dos Pais com a família e não retornou.
O DHPP já identificou um dos suspeitos de matar o cabo Joaquim Cabral Carvalho, dia 23, em Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo. Há ainda três retratos falados dos homens que teriam executado o soldado Vaner Dias, no dia 20, na academia onde ele era instrutor de artes marciais, no Jardim Vila Formosa, Zona Leste.
Na noite de domingo, mais um PM foi assassinado. Augusto Petrônio Oliveira Daniel, 46 anos, estava em uma pizzaria na Vila Caiçara, Praia Grande, e tentou reagir quando um homem armado assaltou o estabelecimento.
– CONTRA
O sistema penitenciário é falido e não recupera’
Ariel de Castro, Comissão da Criança e do Adolescente “Muitos desses policiais mortos estavam fazendo bico. Bico é ilegal. O comando da PM tem primeiro de ver o que está errado na própria casa. O coronel nunca prestou solidariedade aos jovens que foram executados na periferia. Uma polícia eficaz é a que esclarece crimes e não a que executa. Investe-se muito pouco na investigação, que é atribuição da Polícia Civil.  O crime organizado tem feito menos alarde. Mas existe. E só existe porque tem participação de agentes do estado. Diminuir a maioridade penal para 16 anos é uma contradição. Se o crime organizado  dá ordens de dentro da cadeia, significa que o adolescente vai ser levado para o lugar de onde surgem as ordens, um sistema falido que não recupera ninguém. Dados oficiais dão conta de que os detentos  do sistema penitenciário paulista têm cerca de 60% de reincidência, ao passo que na Fundação Casa, onde os menores cumprem medidas socioeducativas, o índice de reincidência é de 12%. Hoje o sistema de proteção social não tem condições de acompanhamento constante. É preciso melhor investir assim do que em cadeias.”
– A FAVOR
Menor tem de ser responsabilizado,  sim 
Ari Friedenbach, advogado“Eu acho que a questão é urgente. A maioridade penal tem de ser  revista. O que venho propondo é a responsabilização do menor. É um pouco diferente do que pede o comandante da PM. A minha proposta é a responsabilização independentemente da idade do criminoso. Baixa-se a maioridade penal para 16 anos. E aí os de 14 e de 15 vão continuar matando e estuprando? A impunidade vai continuar. A medida tem de ser a emancipação do menor para responder pelo crime. Claro, deve-se criar um sistema de avaliação psicológica para saber se o autor do crime tem condições e sanidade  mental para responder por ele. É pouco provável que um menor não saiba o que está fazendo.  A ideia não é misturar um menor criminoso com presos comuns. Talvez deva-se construir uma unidade prisional na Fundação Casa. O cumprimento da pena tem de ser igual ao dos adultos. Uma das mudanças que deveria haver é o agravamento da pena quando se mata um policial no exercício da função.  Antes,  ele tinha orgulho. Hoje troca de roupa para não ser morto.  O governo tem de ser enérgico. Mas não só agora. Os cidadãos estão  sendo mortos todos os dias.( cadeia tem de ser pra vagabundo entrar e já ir trabalhando , assim não tem tempo pra besteiras, isso inclui o de menor tb.
já era tempo da PM se manifestar, policial tem de ter sua opinião formada a respeito das coisas, afinal é ele que se arrisca diariamente, a população é culpada em não colabora,vejam quantas ocorrências banais a PM tem de se meter, quando poderia focar na mais importante.
cadeia não recupera, pq o cara sai pior do que entrou, afinal fica o dia todo sem fazer nada e celular ? só aqui tem isso, lá fora bandido tem celular em paises adiantados e eficientes ? a começar pela educação e controle   de natalidade urgente senão não adianta.)

festa em cadeia no AM, e o povo onde tá ?

Alguns dos presidiários considerados mais perigosos do Amazonas apareceram esta semana, em fotos explícitas, no FaceBook. Eles participavam de festa com barril de chopp, churrasco e TV de tela de LED. As fotos foram postadas no perfil de Alessandro Barbosa da Fonseca, o Alê (Alle Barbosa), condenado em Parintins por tráfico de drogas e autor do projeto que leva artes marciais aos presidiários “Lutando pela vida”. O perfil foi depois retirado da rede social.

O juiz da Vara de Execuções Penais (VEP), Luís Carlos Valois, ao tomar conhecimento das fotos ficou escandalizado. “É um absurdo”, disse. Ato seguinte, Valois acionou o sub-secretário estadual de Justiça e Cidadania, coronel Bernardo Encarnação, responsável pelos presídios, e deu ordem para transferência de todos os envolvidos para o Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj).  

( seguinte, só vou por esta foto ai, pra não encher isso aqui de foto de homem peludo sem camisa, já que este blog é destinado a mulher gostosa, quem quiser ver as demais fotos da coisa  http://taxiemmovimento.blogspot.com.br/2012/03/fotos-da-festa-no-presidio-de.html  estas coisas o FACEBOOK não vê né ?, precisa denunciar pra que retirem isso da web, depois disso ,os caras foram transferidos para presídioas de segurança máxima.)