MC MELODY e o machismo e hipocrisia por trás do seu caso.

MC Melody e o pai, MC Belinho (Foto: Divulgação)

MC Melody tem 8 anos de idade e é alvo de um inquérito aberto pelo Ministério Público de São Paulo para investigação sobre “forte conteúdo erótico e de apelos sexuais” em músicas e coreografias de crianças e adolescentes músicos. De acordo com uma das representações do inquérito, ela “canta músicas obscenas, com alto teor sexual e faz poses extremamente sensuais, bem como trabalha como vocalista musical em carreira solo, dirigida por seu genitor”.

O pai de Melody, MC Belinho, de 27 anos, está arrependido. Mas acha que a filha “não estava fazendo nada de errado” e diz que ela “estuda, está matriculada e com vacina em dia, brinca normalmente, não fala palavrão”. Em entrevista ao G1 por telefone, afirma: “Se fosse um menininho, ninguém estaria ligando, a gente não seria tão perseguido e tão condenado. A gente entrou numa guerra constante”.

De acordo com ele, a carreira de Gabriella Abreu Severino, nome verdadeiro de Melody, “mudou totalmente de rumo” após a polêmica. “A gente agora está fazendo uma cantora pop mirim. Mais ou menos como Anitta, só que com umas letras ‘mirins’, sem sensualizar.”

Belinho conta que Melody sonha em ser cantora desde que tinha 1 ano de idade. Ele gosta de dizer que os primeiros vídeos da filha no YouTube eram de música gospel. “Vejo que ela tem talento, canta bem, é afinada, tem o dom. Eu pensava: ‘Quem sabe algum empresário vê, ela vai parar numa novela’. Isso aí é o sonho de qualquer pai.”

Leia, a seguir, os principais trechos da entrevista:

G1 – Como você pretende se defender no inquérito aberto pelo Ministério Público?
MC Belinho – Ainda não aconteceu a notificação, mas meus advogados estão a par. Minha defesa vai falar o que é real: a gente não violou nada, e minha filha estuda, está matriculada e com vacina em dia, brinca normalmente, não fala palavrão, é muito bem educada e leva uma vida de criança. Só que com o sonho de ser cantora desde um aninho de idade – e eu apoio esse sonho. Mas agora a gente mudou totalmente o rumo, e não só devido ao inquérito, mas para a aceitação do povo.

G1 – Mudou como?
MC Belinho – Minha filha não estava fazendo nada de errado, a não ser uma roupa ou outra, um jeito de dançar. Então, mudou a maneira de vestir, algumas letras. A gente agora está fazendo uma cantora pop mirim. Mais ou menos como Anitta, só que com umas letras “mirins”, sem sensualizar. Se falar que é “uma funkeira de oito anos de idade”, todo mundo fala “não acredito!”. Mas, se falar que é “uma cantora de oito anos de idade”, aí tudo bem. Vou aguardar o inquérito e pretendo, sim, entrar com pedido do juiz pra que ele autorize [a atividade artística]. A ideia é tentar um outro segmento, de repente de modo mais correto.

Se as pessoas estão falando que está errado, a gente vai mudar. Não adianta ser uma artista com talento mas sem a aceitação do público – e da lei também.”
MC Belinho, pai da MC Melody

G1 – Então quer dizer que o estilo antigo era errado?
MC Belinho – Se as pessoas estão falando que está errado, a gente vai mudar. Não adianta ser uma artista com talento mas sem a aceitação do público – e da lei também. Recebi ligações de outros artistas, todo mundo falando: “Sua filha é perfeita, só tenta mudar um pouco o estilo das roupas, da dança”. Agora vai ter uma coreógrafa. E os vídeos novos já são diferentes. A maneira correta é esta: direcionar mais para a faixa etária de 6 anos a 15 anos de idade.

Mas não estou ganhando nem R$ 1 com ela – quem sabe futuramente. Nunca vendi show dela. Primeiro, porque estou ciente de que precisa de autorização legal. Só que passei a encarar como carreira, e antes era uma brincadeira. E tem um escritório agora ajudando, minha filha está indo ao psicólogo.

G1 – Desde quando ela passa por psicólogo?
MC Belinho – Não que minha filha esteja precisando, mas ela já fez duas sessões. A gente está só averiguando mesmo. Eu, como pai, sei da cabeça da minha filha. Ela tem o talento, o dom.

Mas não estou ganhando nem R$ 1 com ela – quem sabe futuramente. Nunca vendi show dela. E tem um escritório agora ajudando, minha filha está indo ao psicólogo…”
MC Belinho, pai da MC Melody

G1 – A MC Melody já ganhou dinheiro como artista?
MC Belinho – Ela não é uma artista, nunca fez um show, nunca ganhou dinheiro, cachê, diferentemente dos outros MCs investigados. Como artista, minha filha só é visualizada na internet e nos meios de comunicação. Ela só participou de um show meu aqui um ano e meio atrás, na Zona Norte, em São Paulo. Era uma matinê, uma domingueira, às 18h, aberto para adolescentes, sem bebida alcoólica – normalmente, não entra maior de idade.

Não era um “batidão”, e estava a família inteira: bisavó, vó, mãe, a outra irmã dela. No intervalo desse show, viram ela cantando e falavam para mim: “Põe ela pra cantar”. Não teve maldade da minha parte. O vídeo não foi para expor a criança. Primeiramente, porque sou pai. Que pai vai querer o mal para sua própria filha?

G1 – Muita gente achou que você não pensou nisso ao publicar o vídeo.
MC Belinho – Se houve uma imagem errada, a gente corrigiu. Mas o que mais tem na internet, como todo mundo sabe, são crianças fazendo coisas muito piores que minha filha fez. Só que, como ela começou a aparecer muito, algumas pessoas maldosas se aproveitaram.

MC Melody e o pai, MC Belinho (Foto: Divulgação)

G1 – Você se arrepende de algo?
MC Belinho – Se for parar para pensar, me arrependo de… [Faz silêncio] Se fosse para voltar atrás, eu pensaria no que as pessoas poderiam achar do vídeo. Não é só minha filha que está sendo investigada, mas o no caso dela foi o mais polêmico, passou em vários países, porque ela tem só oito anos e porque é menina.

G1 – Acha que a MC Melody foi vítima de machismo?
MC Belinho – Não vou dizer que é machismo, mas isso contribuiu. Se fosse um menininho, ninguém estaria ligando, e a gente não seria tão perseguido, não seria tão condenado. Tem dois fatores principais, isso é real, as pessoas têm que aceitar: primeiro por ser funk; segundo, por ser menina.

G1 – E por que você diz que o funk é o outro motivo?
MC Belinho – Tem o lance do preconceito. Assim como já existiu com o samba, que hoje é bem visto. Muitas pessoas falam que, se minha filha cantasse sertanejo, axé ou pagode, não teria problema. Mas é bom as pessoas abrirem o olho: no sertanejo e no axé tem muita letra de duplo sentido. Muitas crianças dançaram “Lepo lepo” e não sabem o que significa.

Além disso, se for reparar, Sandy & Junior começou com “Maria Chiquinha”… O que a Maria Chiquinha foi fazer meio do mato? E depois teve É o Tchan. As crianças rebolavam até o chão, dançavam “Boquinha da garrafa”. Por que ninguém falou na época?

Se fosse um menininho, ninguém estaria ligando, e a gente não seria tão perseguido e condenado. Tem dois fatores principais: primeiro por ser funk; segundo, por ser menina.”
MC Belinho, pai da MC Melody

G1 – Qual a razão para essa ‘tolerância’, na sua opinião?
MC Belinho – Porque era axé, que não é tão discriminado. O funk tem o lado positivo, que é ostentação, consciente, mas tem o lado de muita coisa pesada, que é feito para adulto. E as crianças acabam ouvindo. Na periferia em São Paulo, no Rio, só rola funk. O funk é a linguagem da periferia. Não vou falar que tudo que existe no funk é correto e que concordo com criança cantando palavrão. Mas funk sustenta muita família.

G1 – A sua também?
MC Belinho – Eu cantei pagode muitos anos, sertanejo, reggae, axé na Bahia durante seis anos. Só que é o funk sustenta minha família. Eu sou MC. Só que, antes de MC, sou músico: sei tocar instrumento, sei ler partitura. É o que pretendo passar para minha filha. Pode ser que amanhã ela fale “decidi ser modelo” ou “decidi ser advogada”. Beleza. Eu, desde que tinha quatro anos, quis ser cantor. Sempre trabalhei com isso, me vejo nela. Puxa, era meu sonho e nunca desisti. Só que eu não tive pai para apoiar ou mãe para apoiar.

Parei minha carreira para dar atenção a isso que está acontecendo. Estou há quase dois meses sem fazer show, e vinha fazendo de 15 a 18 por mês. Cobro R$ 2 mil, R$ 2,5 mil por show. As pessoas deviam conhecer a nossa família. Não pretendo viver às custas da minha filha, mas pretendo que ela viva o sonho. Na verdade, por enquanto a polêmica só me prejudicou, não ganhei nada com isso.

Se eu fosse ganancioso, tinha fechado 200 shows no Brasil inteiro, e antes mesmo da polêmica. Tem muito pai querendo contratar para festas de 15 anos, fui procurado por dezenas de artistas, que falam: ‘Traz ela em casa, vamos fazer uma parada'”
MC Belinho, pai da MC Melody

G1 – Você e Melody lançaram um vídeo em que se diziam arrependidos e pediam desculpas. Mas e em particular, você chegou a pedir desculpas à sua filha?
MC Belinho – A música é desculpa para todo mundo, para geral. Então, sim, é para ela. E eu também me excedi em alguns momentos. Quando fiz um vídeo e falei “vocês são recalcados”, não falei para a população brasileira, para geral. Falei para quatro ou cinco que estavam usando o nome para ganhar “likes”. Só que não passei essa visão. Eu estava bravo, naquele momento de pai em fúria… Você ver sua filha blasfemada por um vagabundo qualquer.

G1 – Alguma coisa nessa história ofendeu você?
MC Belinho – Muitas coisas, cara. É minha filha, né? Pô, seu bem maior, e as pessoas vão falando coisas que não são verdade, tipo falar que a gente está ganhando rios de dinheiro, que ela está trabalhando na noite, fazendo bailes funk, dentre outras coisas.

Não que não pinte show. Se eu fosse ganancioso, tinha fechado 200 shows no Brasil inteiro, e antes mesmo da polêmica. Tem muito pai querendo contratar para festas de 15 anos, fui procurado por dezenas de artistas, que falam: “Traz ela em casa, vamos fazer uma parada”. Minha filha está no auge, entre aspas. É o centro das atenções, e as pessoas também aproveitam o gancho para ganhar “likes” fazendo vídeos com críticas.

Além disso, as pessoas falam: “Que pai é esse?”. Se ficassem uma hora comigo, iam ver que não é isso. Quase todas as noites eu faço minha filha dormir e ponho na cama. Imagina uma criança apegada com o pai, como a minha, e aí alguém fala em tirar essa filha do pai. O dano maior é esse. Não é mudar a carreira. Cuidei da minha filha desde pequenininha. As pessoas julgam muito sem saber.

( pois é, todos querem se apareler encima da menin, travestidos de defensores da infãncia e juventude, guardiões da moralidade e da virtude de uma criança de apenas 8 anos, mas ir pra rua atras dos que aliciam menores pra traficara, meninas exploradas para prostituição infantil feita até por mafiosos de fora ninguém vai né ? 

fácil fazer vídeo, contra um pai funkeiro, mas dizer que vai atras de bandidão perigoso que explora menores , não faz, ta o pai da menina prometeu mudanças, pronto e dai ? se el oi mal intepretado, basyta modificar as letras do que a filha canta, mudar as roupas que os politicamente ciurretos alegam ser sensual demais pra uma criança, mas vamos tras dos meninos tb ? vamos. 

ela foi a mais visada , justamente por ser menina, gozado que nos anos 80,90 nada se falava, na epoca da lambada, TCHAM, crianças tb dançavam sensualmente e ninguém dizia nada, ai veio a onda do politicamente cureto, com a internet então,passaram a patrulhar tudo, expondo na web com videos, blogs, etc tudo que não lhes agrada, claro com intenção de se aparecer e pq não tentar até abocanhar alguma grana, se o pai da MELODY oferecesse uma mala de dinheiro pra cada um que parasse de falar da sua filha, quem não toparia ?

quem quer ser realmente defensor das crianças que va nas ruas e declare guerra contra todo e qualquer um que as explore, seja rico, famoso, poderoso, o BRASIL tb assuma sua culpa nisso tudo, por não dar educação e condições de vida descente pra todos, tentar tapar sol com peneira não dá, controlar apenas a menina MELODY, não vai resolver todos os casos de pedofilia, exploração de crianças que tem por ai.

funcionária de presídio diz que tio de ANDRÉ tem culpa no caso ISABELLA NARDONI.

Casal Alexandre Nardoni e Ana Carolina são presos após a morte de Isabella, em 2008
Uma funcionária do sistema penitenciário de São Paulo declarou, na última terça-feira (2) ao Ministério Público, que o advogado Antônio Nardoni pode ter participação na morte de sua neta, Isabella Nardoni, de 5 anos, em crime ocorrido em 2008. A mulher diz ter ouvido a versão da madrasta da menina, Anna Carolina Jatobá, no presídio de Tremembé, onde ela cumpre pena. A informação foi divulgada no domingo (7) pelo programa “Fantástico”, da TV Globo.

Segundo a funcionária da penitenciária, Anna assumiu ter batido na menina em uma discussão no carro do casal, após eles terem saído de um supermercado. Após uma série de agressões de Alexandre Nardoni, a menina ficou inerte, e eles teriam imaginado que ela já estava morta. Então Anna ligou para o sogro Antônio para pedir ajuda. Ele então teria sugerido a simulação do acidente.

Mesmo após sua condenação por homicídio triplamente qualificado, em 2009, o casal Nardoni nunca assumiu a culpa pelo crime. No total, Nardoni foi condenado a 31 anos, 1 mês e dez dias de prisão e Jatobá a 26 anos e oito meses, ambos em regime fechado.

A funcionária de Tremembé, deu seu motivo para não ter revelado a informação nos últimos anos. “Queria denunciar no momento que ouvi, só não sabia um meio legal de denunciar sem me comprometer”. Ela ainda acredita que Anna Carolina Jatobá nunca expôs Antônio Nardoni porque ele estaria sustentando a família dela. “Ela recebe queijos, brincos, o colchão é melhor do que das outras presas”, disse.

Segundo a reportagem do “Fantástico”, a funcionária procurou o Ministério Público para dar seu depoimento. O procurador de Justiça Francisco Cembranelli, que foi promotor público nas investigações do caso, acredita que o novo depoimento é “convincente” e poderá reabrir o caso.

“Durante a investigação havia uma suspeita sim [de que Antônio fosse suspeito] mas não conseguimos trazer a responsabilidade para outras pessoas”, explicou Cembranelli.

O depoimento da nova testemunha será analisado nesta semana por uma promotora do Fórum de Santana. Anna Jatobá e Antônio Nardoni também poderão ser intimados a dar novos depoimentos.

Ouvido pelo Fantástico, Antônio Nardoni negou qualquer envolvimento no crime e classificou o depoimento de “mentira”. “Eu tenho a consciência tranquila”, afirmou.

( laudo americano diz que menina não foi asfixiada e dai ? nada mudou no caso, e agora vai ? o homem é advogado, conhece as artimanhas, vai enrolar isso ai por anoas e anos, é gastar grana do contribuinte a toa.

reabrir o caso, ai vem a mídia e vira um circo tudo de novo.)

laudo americano não deve alterar o caso ISABELLA NARDONI

São Paulo – O procurador de Justiça Francisco Cembranelli, que foi o promotor do caso Isabella Nardoni, afirma que um novo laudo sobre o assassinato da menina não será capaz de provocar uma reviravolta na condenação. O relatório, feito nos Estados Unidos a pedido do advogado de defesa do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, mostra que os ferimentos no pescoço de Isabella não teriam sido feitos por mãos. 

Cembranelli disse que a perícia contestada pelo novo laudo não é a única que coloca o casal na cena do crime. Isabella foi morta em 2008, aos 5 anos. Em 2010, o pai e a madrasta da menina foram condenados pelo assassinato. O procurador questiona a isenção do relatório feito pelo diretor do Instituto de Engenharia Biomédica da George Washington University, James K. Hahn, a pedido do advogado do casal, Roberto Podval. “Não tive acesso ao material, mas me parece que foi encomendado pelo advogado de defesa. Quando você contrata um parecer, a opinião é ao gosto do freguês, é o que o cliente espera para utilizar em sua defesa.” 

Segundo Cembranelli, a conclusão dos peritos de São Paulo sobre os ferimentos foi determinada por profissionais que “tiveram Isabella nas mãos durante 9 horas e não apenas por fotografias”. “Os peritos manusearam o corpo, fotografaram, deram depoimento na Justiça. Essa prova não foi feita por um cidadão que pegou o caso por fotografia, cinco anos depois, e comparou com um molde das mãos do casal.” 

O procurador afirma ainda que perícias brasileiras apontam que o arbusto do jardim estava intacto após a queda da menina. “É mentira que ela tenha arranhado o pescoço no arbusto (uma das possibilidades apontadas pelo laudo americano).” Sobre a possibilidade de a Justiça aceitar a análise de contestação das provas em habeas corpus, ele afirma que não vê probabilidade de o relatório ser aceito. 

“Não se costuma permitir a discussão do mérito em habeas corpus. Mas como no Brasil tudo é possível e os habeas corpus são interpostos a cada semana, tratando o mesmo tema, pode ser até que algum tribunal aceite discutir essa questão. O importante é que não vai alterar nada, temos outras provas.”

Provas

Entre os documentos levantados pelo Ministério Público está o GPS que coloca o casal no apartamento no momento em que a menina foi jogada, além de perícia nas roupas do casal e reagentes que indicaram sangue pelo apartamento. “Há ainda a reprodução simulada do fato, feita por uma equipe de 20 profissionais, no próprio edifício em que ocorreu o crime. Foram também ouvidas pelo menos 80 pessoas no processo que trouxeram toda a história de vida dos envolvidos e as testemunhas que ouviram no prédio ao lado o casal discutindo imediatamente após a menina ter sido jogada.” 

Ele diz ainda que o caso está sendo discutido no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Entre as questões levantadas pelos advogados estão a alegação de cerceamento de defesa e a divulgação do caso pela imprensa além do que deveria, o que poderia ter comprometido o entendimento do júri. “São questões periféricas que não têm a ver com o mérito”, ressaltou.

( imagine se todo bandido de caso importante, pedir que seja feita laudo de pericia nos EUA, alegando que o BRASIL é incompetente .

isso ai mostra que o pais não tem condições de fazer perícias ? ja imagino a troca, fazemos perícias lá ,em troca bandido americano vem ser julgado aqui  para ser absolvido em nossos tribunais que tal ?)

MIZAEL BISPO DE SOUZA, lucro num presídio militar sem falar da pena

 

O julgamento do caso Mércia Nakashima50 fotos

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14.mai.2013 – O policial reformado Mizael Bispo da Silva (à frente) ouve o juiz Leandro Bittencourt Cano (que não aparece na foto) ler a sentença que o condenou pelo assassinato da ex-namorada, a advogada Mércia Nakashima, em 23 de maio de 2010. O julgamento de Mizael foi concluído nesta quinta-feira (14), no Fórum de Guarulhos (região metropolitana de São Paulo) Leia mais Reprodução
Condenado a 22 anos pela morte da advogada Mércia Nakashima, o policial reformado Mizael Bispo de Souza tem direito de cumprir a pena no presídio militar Romão Gomes, na zona norte de São Paulo. O local, onde Mizael já está detido há mais de um ano, acolhe não só policiais militares na ativa, mas também os que se aposentaram ou mesmo que foram expulsos da corporação.

Reportagem do UOL publicada em fevereiro deste ano mostra que o local possui condições melhores às verificadas em presídios comuns, além de contar com oficina de churrasqueiras e criadouro de coelhos. No Romão Gomes, a oferta de trabalho, que permite ao detento reduzir a pena, é vasta.

Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Militar, caso Mizael seja exonerado da polícia, a permanência dele no presídio militar só pode ser impedida caso o diretor da penitenciária –atualmente o tenente-coronel Daniel Augusto Ramos– peça a transferência para outra cadeia que contenha uma ala isolada de presos comuns.
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Conheça a cadeia que recebe os policiais militares que são presos em São Paulo44 fotos

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Detento coloca churraqueiras recém-pintadas feitas na oficina para secar do lado de fora. Tudo o que é produzido no presídio é vendido, e o dinheiro dividido entre o interno, sua família, outros presos e o Estado. Para cada três dias trabalhados, o preso consegue redução de um dia em sua pena Leia mais Fernando Donasci/UOL
A exoneração de Mizael, segundo a assessoria da PM, só pode ocorrer pela via administrativa –processo que não tem relação com as questões enfrentadas pela Justiça comum. De acordo com o jurista Luiz Flávio Gomes, que foi juiz e promotor de Justiça em São Paulo, a exoneração do condenado só pode ocorrer quando o processo judicial transitar em julgado, isto é, quando não couber à defesa mais nenhum recurso.
“A partir daí, o juiz comunica a PM que tem que abrir um ato administrativo para exonerá-lo. Mas mesmo sendo exonerado, como foi PM, tem direito ao presídio Romão Gomes. Se for para um presídio comum, ele é morto em uma semana”, acrescenta o jurista.
Mizael foi reformado pela Polícia Militar após ter sofrido um choque de 3.000 volts em 1999, o que prejudicou o movimento de uma das mãos. Desde então, ele recebe uma pensão que atualmente é de cerca de R$ 3.000 mensais.

Segundo Gomes, Mizael continua a receber o montante até o processo transitar em julgado, o que não tem prazo para ocorrer. “A partir de então ele deixa de receber, conforme o juiz [Leandro Jorge Cano] deixou claro na sentença.” 

Mizael também é advogado e, segundo a OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo), pode ter o registro cassado. O policial reformado poderá progredir ao regime semiaberto a partir 2020.
 ( alem de pagar só mais um tempo, ainda vai para um presídio longe de presos comuns, entre seus colegas de farda, com certeza livre de agressões a não ser que arrume encrenca séria ali, mas deve ser difícil.)

MIZAEL vai ter cela especial, mordomias que nós pagaremos.

O juiz da Vara do Júri de Guarulhos, Leandro Jorge Bittencourt Cano, concedeu nesta terça-feira (28) a Mizael Bispo de Souza o direito de ficar recolhido em sala de Estado-Maior enquanto aguarda o julgamento pela morte da ex-namorada Mércia Nakashima, ocorrida em maio de 2010. Souza é acusado do crime.
  • Reprodução/Polícia Civil
    Ficha de Mizael Bispo de Souza na página de procurados da Polícia Civil de São Paulo
  • Miro Ribeiro/UOL
    Evandro Bezerra da Silva, acusado de ser o comparsa de Mizael
A decisão acatou parecer do promotor de Justiça Rodrigo Merli Antunes, de Guarulhos e estabelece que, caso não haja vaga, Mizael poderá ficar em prisão domiciliar “condicionada aos requisitos a serem estabelecidos pelo juízo”.
No parecer entregue ao juiz horas antes, o promotor havia pedido que se checasse se havia prisão domiciliar adequada ao policial aposentado e advogado, acusado de matar a ex-namorada.
O magistrado estabeleceu prazo de sete dias para que o Estado para cumpra a ordem judicial. A prerrogativa é assegurada desde o primeiro regulamento da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), aprovado pelo decreto nº 20.784, de 1931. O artigo 295 do Código de Processo Penal também prevê esse tipo de prisão especial.
Foragido há mais de um ano, Souza se entregou na última sexta-feira (24) no Fórum de Guarulhos e foi encaminhado ao presídio Romão Gomes, que abriga policiais militares. Ontem (27), seu advogado, Samir Haddad Junior, entrou com pedido para que o acusado permaneça detido em prisão domiciliar ou em sala de Estado-Maior, já que, quando o crime ocorreu, Bispo exercia a função de advogado.
A lei determina que advogados sejam detidos isolados em salas de Estado-Maior, celas especiais que ficam sob responsabilidade das Forças Armadas. Caso o Estado não possua um compartimento deste tipo, os detidos podem ficar em prisão domiciliar.
Citando decisões do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre o tema, o promotor pede que, antes de o juiz julgar o pedido da defesa de Mizael, verifique com a direção do presídio se não há no estabelecimento uma sala de Estado-Maior. Na avaliação de Antunes, a PM, que tem status de Força Auxiliar das Forças Armadas, pode ser compreendida como uma instituição ligada ao Exército.
O MP solicita também que a Justiça se certifique com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo se há no Estado alguma sala de Estado-Maior. Antunes pede que as autoridades de segurança e a Justiça se pautem “pelos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade” ao avaliarem se há cela adequada para Souza.
“Afinal de contas, de que adianta investigar, denunciar, apurar o fato, determinar a prisão, encetar diligências durante mais de um ano para localizar o foragido se, na sequência, o mandamos para casa?”, questiona o promotor.

Entenda o caso

Depois de desaparecer em 23 de maio de 2010 após sair da casa dos avós em Guarulhos, Mércia foi achada morta em 11 de junho em uma represa em Nazaré Paulista. O veículo onde ela estava havia sido localizado submerso um dia antes. Segundo a perícia, a advogada foi agredida, baleada, desmaiou e morreu afogada dentro do próprio carro no mesmo dia em que sumiu. Ela não sabia nadar.
Para o Ministério Público, Mizael matou a ex-namorada por ciúmes e o vigilante Evandro Bezerra da Silva o ajudou na fuga. Evandro, que chegou a acusar o comparsa e dizer que o ajudou a fugir, recuou e falou que mentiu e confessou um crime do qual não participou porque teria sido torturado.
Mizael é acusado de homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima) e ocultação de cadáver. Segundo o Ministério Público, ele matou a advogada por ciúmes, já que não aceitava o fim do relacionamento.
Já o vigia Evandro teria ajudado o advogado a cometer o assassinato. Ele responde pelos crimes de homicídio duplamente qualificado (emprego de meio insidioso ou cruel e mediante recurso que tornou impossível a defesa da vítima) e ocultação de cadáver. ( se o EVANDRO for preso, duvido que ele vá ter a mesma regalia, vai é ficar numa cela suja na companhia de outros detentos , vejam ai a diferênça .
e podem crer que tudo pode sobrar pra ele neste caso.)