festa do atropelamento de seis não tinha alvará, grande bosta.

Responsável pela chácara diz que autorizou aniversário para 150 pessoas. No entanto, cerca de 1,5 mil pessoas estiveram no local – Emidio Marques

Mais fotos…

A festa onde estavam os jovens que foram vítimas de atropelamento na manhã de domingo, nas margens da rodovia Raposo Tavares, antes do acidente, não tinha alvará da Prefeitura para realização. O evento, conhecido como rave e que se estende por toda a madrugada, aconteceu em uma chácara localizada na altura do km 108 da rodovia, alugada pelos organizadores. De acordo com o responsável pelo imóvel, que não quis ter o nome identificado, o espaço havia sido alugado para a realização de um aniversário, que teria a participação de 100 a 150 pessoas, e não para o referido evento, que chegou a receber 1,5 mil pessoas. O Cruzeiro do Sul tentou entrar em contato por telefone com a pessoa que teria assinado o contrato para a locação da chácara onde foi realizada a festa, mas não foi atendido até o fechamento desta matéria.

O secretário da Fazenda, Aurílio Caiado, informou ontem que o setor de Fiscalização da Prefeitura não tinha qualquer informação a respeito do evento ocorrido no final de semana e que levou grande quantidade de jovens a um local às margens da rodovia Raposo Tavares. Segundo ele, não houve nenhum tipo de denúncia e tampouco solicitação de licença para realização, o que caracteriza a clandestinidade da festa. Denominado de Neon Paint Party, o evento tem uma página na internet anunciando toda a programação, o local da festa e o preço dos convites.

O responsável pela chácara garantiu ao Cruzeiro que o espaço não é alugado para raves justamente porque ele sabe dos riscos desse tipo de festa e também da necessidade de um alvará específico. “Nós fomos enganados, pois num espaço que seria para receber até 150 pessoas para uma festa de aniversário, compareceram cerca de 1,6 mil. Não sabíamos da venda de convites e nem que a festa seria divulgada na internet”, relatou. O responsável informou que tem um contrato de locação que comprova que o uso do espaço ocorreu de forma diferente do que foi acordado.

Cumprimento da lei

Com base na lei municipal nº 9.125, de 12 de maio de 2010, de autoria do vereador Marinho Marte (PPS), que regulamenta a realização de eventos e festas de longa duração tais como raves, micaretas, shows, festivais e similares, os organizadores devem obter junto aos órgãos competentes alvará de licença, com o preenchimento de uma série de requisitos em relação à segurança e infraestrutura do espaço. Entre as exigências está a apresentação de auto de vistoria do Corpo de Bombeiros, laudo atestando que o local do evento atende a capacidade de público e cópia de ofício encaminhado à Polícia Civil, Militar e Vara da Criança e Juventude informando o local, data e horário da realização do evento. A multa pelo descumprimento das normas é de R$ 150 mil.

Caiado informou que a Área de Fiscalização da Prefeitura tem trabalhado em parceria com a Polícia Militar (por meio da Operação Delegada) e a Guarda Civil Municipal no sentido de se fazer cumprir as Leis Municipais 9.022/2009 e 9.125/2010, que estabelecem, respectivamente, regras específicas para exercício de atividades eventuais e realização de festas e eventos de longa duração em locais abertos ou fechados. Ele citou que em 2013, por intermédio de denúncias, a fiscalização interditou oito eventos do gênero por falta de licença e, em 2014, os fiscais já interditaram dois estabelecimentos também por descumprimento das exigências legais. “O setor de Fiscalização continuará vistoriando os estabelecimentos que cumprem a lei e solicitam da Prefeitura a licença para realização de eventos, bem como atuando mediante denúncias para coibir qualquer tipo de irregularidade”, citou. 

Concessionária e Rodoviária 

A concessionária CCR ViaOeste informou ontem, por meio de nota oficial, que a realização da festa rave em local próximo ao trecho rodoviário, sem avaliação ou planejamento prévio, foi um dos fatores que contribuíram para o acidente que resultou no atropelamento de doze jovens, com a morte de seis deles. A concessionária destacou que a Polícia Militar Rodoviária e a CCR ViaOeste não tinham conhecimento quanto a realização da festa e, de acordo com o Artigo 95 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), “nenhuma obra ou evento que possa perturbar ou interromper a livre circulação de veículos e pedestres, ou colocar em risco sua segurança, será iniciada sem permissão prévia do órgão ou entidade de trânsito com circunscrição sobre a via”, relatou.

Moradores reclamam

Moradores de um condomínio residencial próximo à Araçoiaba da Serra informaram ao Cruzeiro do Sul que as festas raves são comuns naquela região. Segundo uma moradora que preferiu ter o nome preservado, praticamente todos os finais de semana eles convivem com o barulho de músicas altas durante toda a noite. Ela disse que já chegou a acionar a Polícia Militar para reclamar, mas a informação que recebeu foi que sem o endereço do local não seria possível atender a ocorrência. “Ninguém sabe exatamente onde é que eles se reúnem, mas são em chácaras. Infelizmente precisou acontecer essa tragédia para que o problema viesse à tona.”  

( bem logicamente que os pais de hj nem sabem mais onde seus filhos vão, então o que seria um aniversário , na verdade era uma rave ?

olha por mim isso tem de ser feito em lugares bem afastados, alais tudo que é noturno, bailes funks, festas com bebida e drogas a lá vontê devem realmente serem liberados fora das cidades, ai cada um que se vire, se mate, se vai num lugar destes é pq gosta e quer, não querem saber de festas sadias movidas a refrigerantes e sucos naturais .) 

homem protesta por saúde de pendurando em outdoor em frente a STA CASA EM SOROCABA

Homem protesta contra a saúde pública – Aldo V. Silva

Mais fotos…

 

O músico Reinaldo Martins do Prado, de 52 anos, permaneceu por duas horas e meia pendurado na estrutura de um outdoor em frente à Santa Casa, na avenida São Paulo, como forma de protesto contra a atual situação da rede pública de atendimento na área de saúde. A manifestação aconteceu na manhã deste sábado e chamou a atenção de quem passava pelo local. Foi necessária a intervenção de oito soldados do Corpo de Bombeiros para retirá-lo do alto da torre. Na parte de baixo, outro manifestante, o comerciante que se identificou como Richard do Alambique, de 33 anos, também ficou pelo mesmo período acorrentado à base da placa de publicidade. 

Segundo Richard, a dupla chegou ao local por volta das 7h e com a ajuda de uma escada, emprestada por um amigo, Reinaldo subiu para colocar em prática o protesto que arquitetavam há pelo menos dois anos. No alto da estrutura do outdoor, ele estendeu uma bandeira do Brasil manchada de tinta vermelha e se pendurou utilizando equipamentos de rapel. Tinha uma atadura amarrada na cabeça e pernas, e ainda os braços “engessados”. “Estamos manifestando contra o descaso do Sistema Único de Saúde (SUS) em Sorocaba e no Brasil. Todos os dias ficamos sem médicos, sem pediatras. Nós, cidadãos, pagamos impostos e tratam o ser humano como lixo”, falou Richard, que também estava com o braço enfaixado.

O Corpo de Bombeiros demorou cerca de 30 minutos para retirar Reinaldo do alto da torre, também utilizando cordas e equipamentos de rapel. O manifestante não resistiu à saída, pois, segundo ele, o objetivo principal era esperar a chegada da imprensa para registrar seu protesto. Durante a operação, centenas de curiosos pararam pela avenida e saíram de dentro do hospital para ver de perto a ação.

Assim que chegou ao chão, Reinaldo foi amparado pelos Bombeiros, porém não precisou de atendimento médico. “Existe dinheiro para construir shoppings, para construir prédios de “cristal”, mas não tem dinheiro para fazer um prédio novo para a Santa Casa, por exemplo. A gente só precisa de saúde, a gente não precisa de shoppings centers. Tendo saúde a gente tem tudo”, desabafou, emocionado. O 2 de novembro, Dia de Finados, não foi coincidência. “O dia dos mortos é o dia da saúde desse País. Quantas pessoas estão morrendo? Doutores existem muitos. Mas não precisamos de doutores, precisamos é de médicos.”

Essa não foi a primeira vez que Reinaldo realiza protestos na cidade. Em dezembro de 2010 ele ficou conhecido como o “homem-cueca” ao participar, vestindo apenas roupas íntimas, de uma sessão extraordinária da Câmara Municipal para se manifestar contra o aumento dos salários dos vereadores. Em janeiro de 2012, protestou contra o corte de árvores do então Centro de Educação Infantil (CEI -1), na Vila Hortência, subindo em uma delas. Já em março do mesmo ano Reinaldo se acorrentou aos trilhos do trem, num trecho da linha férrea na Árvore Grande, contra a criação do Museu do Automóvel no antigo galpão de uma distribuidora de laranjas. Pelo protesto de ontem, Reinaldo pode ser processado por perturbação da ordem pública. 

( que perturbação da ordem pública ? , o homem não atrapalhou o trânsito, parou pra ver quem quis , ah já sei, perturbou os bombeiros é isso ? ,

já não se pode mais fazer protestos tudo é motivo pra perturbação da ordem, os poderosos mandam a policia baixar o porrete, tá difícil, e falando em shoppings o da zona norte ta infestado de bandidos, tão fazendo o que querem por lá, pq não dão uma olhada nisso ?) 

VOTORANTIM pode proibir os fogos de artifício, mas e a clandestinidade ?

O uso de fogos de artifício, sinalizadores, shows pirotécnicos com produtos inflamáveis em teatro, bares, boates, auditórios, campos de futebol, clubes e locais cobertos destinados a eventos deve ser proibido em Votorantim. Pelo menos é isso o que quer o vereador Eric Romero (PPS), que teve seu projeto aprovado na Câmara.

“A finalidade desta proposta é evitar tragédias como a ocorrida na casa de shows de  Santa Maria [cidade do Rio Grande do Sul] e a morte do garoto 14 anos que foi atingido no rosto por um sinalizador enquanto assistia uma partida de futebol, na Bolívia”, justifica o parlamentar. “Essas são situações que podem acontecer em qualquer localidade, inclusive em Votorantim”, complementa.

Ainda segundo Eric Romero, durante o jogo entre o Floresta e a Vila Garcia adolescentes utilizavam fogos de artifícios sem nenhum tipo de cuidado ou orientação, colocando em risco vida de outros participantes do evento. “Nossa intenção é coibir atitudes como estas e controlar a utilização desses artifícios”, acrescenta.

O parlamentar do PPS também ressaltou sobre a importância de promover a prevenção e a segurança em diversos eventos da cidade.

Além disso, continua ele, as regras devem  ser aplicadas também aos palcos existentes ou montados ao ar livre quando houver a realização de eventos que não tenham as devidas certidões de aprovação dos órgãos competentes, especialmente do Corpo de Bombeiros.

MULTA /Após sancionado pelo prefeito Erinaldo Alves da Silva (PSDB) e publicado no Diário Oficial, a lei prevê que os infratores responsáveis pelo evento e o proprietário do imóvel particular sofrerão algumas penalidades, incluindo a multa de 400 UFM’s (Unidades Fiscais do Município) que, atualmente,  equivalem R$ 1.232,88.

Em caso de reincidência o valor da infração será  dobrado, podendo ser interditada da  atividade e o fechamento do estabelecimento ou a cassação do alvará de autorização ou de licença.

MAIS

Projeto começou a ser discutido em fevereiro
O autor do projeto, vereador Eric Romero (PPS), apresentou a proposta em fevereiro, mas houve a necessidade de acrescentar uma emenda para que o projeto cumpra sua finalidade, ou seja, após a sanção do projeto pelo executivo, a lei entrará em vigor em 45 dias após sua publicação oficial.

Para a festa junina fogos são permitidos
No caso da tradicional Festa Junina de Votorantim não será impedido de utilizar os fogos, “pois os artifícios são manipulados por profissionais que obtém todos os requisitos exigidos pelos órgãos competentes, incluindo o Ministério da Defesa e o Corpo de Bombeiros”, esclarece Eric Romero.( melhora em partes, mas e a venda pra qualquer pessoa, o cara poderia comprar quantos fogos , se controlar ai apareçem os clandestinos que vendem o quanto a pessoa quiser.

como evitar isso ? o projeto é bom, SOROCABA tem de copiar.)

o dia seguinte do cara que subiu na torre em SOROCABA

A torre de alta tensão da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) Piratininga instalada ao lado da ponte Francisco Delloso, que foi palco de um ato imprudente praticado pelo pintor Reginaldo Domingues Rocha, 49 anos, na quinta-feira, passou por uma inspeção por volta das 12h de ontem. As equipes de técnicos e eletricistas da companhia fizeram a checagem de todos os equipamentos, para ver se nada havia sido danificado, após integrantes do Corpo de Bombeiros terem tirado o pintor de cima da estrutura metálica. 

Segundo informações da assessoria de imprensa da empresa, nada de irregular ou anormal foi constatado nas conexões de rede elétrica do local. A assessoria não passou demais informações a respeito do trabalho realizado no início da tarde de ontem. O caso também teve desdobramentos no meio policial, já que o delegado Luís Antônio Lara, do 5º Distrito Policial de Sorocaba, irá instaurar um inquérito policial, para apurar as motivações e circunstâncias que levaram o pintor a subir na torre e arriscar a sua própria vida. 

“A ocorrência já foi registrada e agora vai ser instaurado o inquérito. Nesse processo, ele e algumas testemunhas deverão ser ouvidas para tirarmos as conclusões, mas não há nada certo ainda”, explica o delegado, lembrando que Reginaldo Rocha não chegou a ser autuado, pois não se apresentou à delegacia desde o ocorrido.  No inquérito será tratada, também, a questão dos prejuízos causados à população de cinco cidades, incluindo Sorocaba, que ficaram cerca de uma hora sem o fornecimento de energia elétrica. “Vamos levantar isso com a CPFL para incluir no inquérito”, relata Lara.

Caso o pintor seja considerado culpado por sua atitude, ele poderá ser preso, ou ainda receber uma multa, que deverá ter seu valor estimado ao fim do inquérito. O ato de subir em uma torre de alta tensão é constituído como crime, segundo o artigo 265 do Código Penal, por atentar contra a segurança ou o funcionamento de serviço de água, luz, força ou calor, ou qualquer outro de utilidade pública.( isso aconteçe a anos e ninguém faz nada pra impedir oacesso a torres de transmissão, cobrar energia sabem, quanto ao sujeiro,m cadeia não resolve nada, alem de mais um a toa la dentro.) 

apuração das escolas de samba de SP termina em confusão

Carro alegórico é destruído por incêndio após tumulto no sambódromo de SP; veja mais

 Um tumulto durante a reta final da leitura das notas das escolas de samba do Carnaval de São Paulo nesta terça-feira (21) interrompeu a apuração do resultado da campeã de 2012. Um homem invadiu a área restrita dos jurados e rasgou os envelopes que continham as notas. Depois de terem sido dispersados pela polícia, manifestantes tomaram as pistas da Marginal Tietê.


No momento da confusão, a Mocidade Alegre estava a apenas uma nota 10 do título, enquanto as escolas Camisa Verde e Pérola Negra seriam rebaixadas. Nenhuma agremiação foi nomeada campeã.

Em meio ao tumulto, houve um incêndio nos carros alegóricos da Pérola Negra que estavam no pátio do Sambódromo. De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, o fogo teve início por volta das 18h e foi controlado em cerca de 10 minutos. Quatro viaturas foram enviadas ao local, mas não há informações sobre feridos.

Irritado, Edilson Casal, presidente da escola Pérola Negra, afirmou ao UOL que faria o mesmo com os carros de outras escolas. “Queimaram o meu, agora vou queimar o dos outros.”

Minutos após a confusão, o presidente da Liga das Escolas de Samba de São Paulo (Liga-SP) Paulo Sérgio Ferreira chegou a dizer que a apuração continuaria de onde parou. No início da noite, os presidentes das escolas e representantes da Liga fizeram uma reunião para definir as medidas para contornar a situação, que ainda não foram anunciadas.

Polêmica sobre a escolha dos jurados
A presidente da Mocidade Alegre, Solange Bichara Rezende, disse ao UOL que o tumulto não é com a escola de samba. “Os outros presidentes e diretores das outras escolas me ligaram para parabenizar”, disse ela. “A questão é como foi feita a escolha dos jurados este ano.”

APURAÇÃO INTERROMPIDA

  • Quando a confusão começou, a escola Mocidade Alegre estava na frente, seguida pela Rosas de Ouro e Vai-Vai. Faltavam apenas duas notas do último quesito, Comissão de Frente, para sair o resultado da vencedora do Carnaval

Em 2012, a seleção para jurados de Carnaval sofreu mudanças. Foi aberto concurso público para o cargo, o que causou a insatisfação de alguns membros de escola de samba.

Antes do início da apuração, houve uma reunião entre os diretores das escolas para discutir a substituição de última hora de um jurado, que teria se sentido mal às vésperas da primeira noite de desfiles, sexta-feira. A mundaça desagradou alguns diretores, mas o consenso ao final da reunião foi de que as notas do jurado substituo não seriam descartados. A apuração começou com cerca de vinte minutos de atraso.

Em entrevista à rádio CBN, um policial civil responsável pela segurança dentro do Sambódromo do Anhembi afirmou que o homem que invadiu a área dos jurados e rasgou os envelopes foi detido logo após o incidente e encaminhado à delegacia. O policial não informou se o homem pertencia a alguma escola de samba ou torcida organizada.

Segundo informações da Rede Globo, o invasor seria da escola Império de Casa Verde. Paulo Ferreira, vice-presidente da escola, esclareceu que não é ninguém da diretoria. “É uma pessoa com a camiseta da escola, não é da diretoria. Culpar a gente de tudo também não dá. Viemos em um carro com oito pessoas somente”.

Ferreira desabafou dizendo que “este foi o Carnaval dos erros. Tem gente que errou e tirou nota 10. E isso não dá pra admitir”. Ele se refere a duas alas da Vai-Vai que vieram sem chapéus e tiraram nota 10 no quesito ‘fantasia’. Ele ainda criticou a apuração com a presença de torcida: “Agora tem três escolas de time. Eles vêm aqui batem e xingam. Não dá. Isso aqui é Carnaval”

Após a confusão, os torcedores da Gaviões da Fiel foram retirados do local e caminharam para a pista local da marginal Tietê até a quadra da escola, que fica perto do Sambódromo. A pista já estava interditada pela CET na altura do Anhembi para a apuração. Não há trânsito no local, que está sendo monitorado pela tropa de choque da PM.

No momento do tumulto, a apuração estava em seu último quesito, Comissão de Frente. Se recebesse mais dez pontos, a Mocidade Alegre seria consagrada campeã, sem chances de ser ultrapassada no resultado final.

Rosas de Ouro estava em segundo lugar, seguida pela Vai-Vai. Camisa Verde e Branco e Pérola Negra seriam rebaixadas ao Grupo de Acesso.( isso ai deveria ser feito em local fechado somente com a presença dps presidentes das escolas de samba, a torcida acompanharia cada uma na quadra de sua  escola num telão.) 

Ao menos cinco pessoas foram presas na tarde desta terça-feira após a confusão que interrompeu a apuração do Carnaval de São Paulo. Segundo a polícia, um deles é o responsável por agredir o locutor e roubar as últimas notas.

Veja imagens da confusão no sambódromo
Veja como estava a apuração até a interrupção
Carro alegórico é incendiado após confusão
Pista local da marginal Tietê é bloqueada após confusão no sambódromo
Confusão interrompe apuração do Carnaval de SP

Editoria de Arte/Folhapress

Segundo o delegado da Deatur (delegacia do turista), Oswaldo Nico Gonçalves, foram presos Tiago Ciro Tadeu Faria, 29, da Império de Casa Verde, e Cauê Santos Ferreira, 20, da Gaviões da Fiel. Outras três pessoas foram presas, mas não tiveram os nomes divulgados.

Os dois serão indiciados sob suspeita de dano ao patrimônio público, e a polícia ainda avalia um indiciamento por suspeita de furto, já que cédulas de votação dos jurados desapareceram.

O delegado afirma que Faria é o homem que invadiu a área onde as notas eram lidas, agrediu o locutor com um chute, pegou e rasgou as notas. A polícia diz que ele é membro da diretoria da Império, mas o vice-presidente da escola, Paulo Ferreira, nega. “Ele nem estava na mesa com a gente”, disse.

A escola estava em 11º lugar até a interrupção, e não seria rebaixada para o Grupo de Acesso, a segunda divisão do Carnaval.

Ferreira disse que é contra a apuração do Carnaval em local aberto, e que, para ele, as notas deveriam ser divulgadas em teatro fechado, com a presença da imprensa e da diretoria das escolas.

“Isso aqui [apuração aberta] tem que acabar. Tem três torcidas de futebol envolvidas, isso não dá certo.”

Reprodução/TV Globo
Homem invade área onde notas eram lidas, pega e rasga documentos; veja mais fotos
Homem invade área onde notas eram lidas, pega e rasga documentos; veja mais fotos

CONFUSÃO

Uma confusão interrompeu a leitura das últimas notas das escolas de samba do Carnaval de São Paulo, no Anhembi (zona norte), na tarde desta terça-feira. Tudo começou quando um integrante de escola de samba invadiu a área onde as notas eram lidas, agrediu o locutor com um chute, pegou e rasgou os documentos com as notas. A confusão se espalhou, e a apuração terminou em vandalismo.

Presidentes das escolas estão reunidos e ainda não se sabe como ficará o resultado final do Carnaval.

Após o tumulto dentro do Anhembi, onde ocorria a apuração, torcedores invadiram parte da pista da marginal Tietê. Um carro alegórico foi queimado no pátio ao lado do sambódromo, onde estavam as alegorias usadas nos desfiles.

Policiais militares que estavam no local tentaram proteger os locutores e jurados, mas a confusão era generalizada. Integrantes de outras escolas também invadiram a área.

Depois, torcedores da Gaviões da Fiel invadiram a marginal Tietê, chutaram placas da cerca de proteção do pátio enquanto seguiam em direção à quadra da escola.

Enquanto isso, alegorias que estavam no estacionamento ao lado do sambódromo foram queimadas. 

TROCA

A apuração já havia começado com clima tenso, após um atraso de mais de 20 minutos. Representantes de cada escola foram convocados para uma reunião à porta fechadas, que tratou de uma troca de jurados.

Segundo a Liga Independente das Escolas de Samba, jurados dos quesitos samba-enredo e mestre-sala e porta-bandeira foram substituídos por suplentes na quinta-feira (16), um dia antes do início dos desfiles do Grupo Especial. Um dos jurados disse que não podia participar porque seria jurado no Rio, e o outro alegou motivos “emocionais”. Segundo a Liga, a troca foi informada por e-mail.

O presidente da Vai-Vai, Darly Silva, o Neguitão, reclamou da troca dos jurados e disse que isso deixou as escolas indignadas. “Nós não vamos aceitar isso. Estão roubando escolas, beneficiando essa daí [Mocidade], que só tira 10”, disse.

No momento da interrupção, a Mocidade Alegre liderava a apuração e era a única com notas 10 em todos os quesitos avaliados. Faltavam ser lidas as duas últimas notas do último quesito.

Instantes antes da confusão, Neguitão começou a protestar contra a apuração, e integrantes da Camisa se juntaram a ele, rompendo a barreira de segurança da área onde eram lidas as notas. Integrantes da Vai-Vai ameaçaram agredir fotógrafos que faziam imagens de Neguitão.

O diretor-executivo da Vai-Vai, Américo Alandriello Júnior, disse que Neguitão ficou revoltado, mas não incitou agressões. Ele “é uma pessoa muito tranquila, e comanda uma comunidade enorme em torno da escola. Ele jamais agrediria ninguém.”

Uma integrante da Camisa Verde e Branco identificada como Josélia gritou pouco depois da interrupção “Acabou o Carnaval de São Paulo. Não vai haver mais apuração. Não admitimos que as escolas sejam roubadas.” ( todo ano tem esta coisa de roubalheira, suspeitas, favores etc, jurados que não entendem de carnaval ou são comprados blá, blá, blá , carnaval precisa disso ?)