usuários de crack ocupam imóveis abandonados na zona norte de SOROCABA.

Grupos de dependentes de crack ocupam imóveis abandonados e terrenos com vegetação, em que montam barracas, e se transformam em territórios cujas regras são ditadas pela droga. Na zona norte de Sorocaba há pelos menos quatro lugares conhecidos como minicracolândias por moradores da vizinhança. Nas imediações é alta a incidência de roubos e furtos, praticados pelos viciados para poder comprar a droga e sustentar o vício.

 

Chamados de “noias”, os depedentes dormem, comem e consomem crack nesses locais. Policiais militares têm conhecimento dessas concentrações e fazem batidas, mas só podem levá-los para a delegacia sob acusação de algum crime ou quando alguém for procurado. A droga costuma ficar escondida e quando encontrada é em pequena quantidade, o que na maioria das vezes não configura tráfico.

 

Os quatro lugares da zona norte ocupados por viciados em crack são uma casa abandonada na avenida Ulisses Guimarães, próximo ao número 900, no Parque Laranjeiras; uma área verde entre o Parque Paineiras e Jardim Santa Paula, conhecida como “caverna”; um galpão abandonado na Vila Helena, próximo à Área de Transferência da avenida Ipanema; e outro terreno com vegetação entre a alameda Itaporanga e a avenida Ipanema, na Vila Nova Sorocaba.

 

No terreno da alameda Itaporanga, um grupo montou uma barraca sob árvores e ontem à tarde, por volta das 16h, PMs da 2ª Companhia foram verificar se um suspeito de roubo foi para lá. Havia cerca de dez homens na barraca, alguns com sinais de que haviam fumado crack. Não acharam o suspeito, mas ao pesquisar os antecedentes de todos descobriram um procurado da Justiça.

 

O procurado, com mandado de prisão por furto, expedido pela Justiça de Junqueirópolis, foi levado para a delegacia do plantão norte. Na delegacia, A. afirmou à reportagem que é viciado em crack e tem vontade de se libertar da droga, mas que nunca pôde ir para uma clínica de recuperação. Disse que tinha esperança de, ao ser preso, ser encaminhado para tratamento.

 

O que chama a atenção é que nos grupos de dependentes de crack da zona norte, a maioria é formada por adultos e geralmente com idade acima de 30 anos. Há casos de pessoas com 60 ou mais, dizem policiais. Em alguns dos grupos não são vistos adolescentes. O homem capturado ontem disse que ele e outros não permitem que jovens fumem crack nesses lugares e os mandam embora. “Não quero que fiquem viciados como eu”, segundo A. Ele contou que quando começou a se envolver com a droga, se trancava no banheiro para os filhos não o verem.

 

Os moradores vizinhos a essas áreas convivem com o problema, sem ver uma solução. Em pelo menos um desses lugares já houve reclamações. Apesar do monitoramento pela polícia, não há como coibir todos os roubos – geralmente de carteiras e celulares – ou furtos de objetos levados de quintais e áreas de serviços de casas em que os moradores estão ausentes. Além da criminalidade, existem questões sociais que se tornam aparentes nas ruas próximas a esses lugares, como prostituição, brigas e alcoolismo.

( os donos dos terrenos deveriam ser intimados ou dar um jeito ou vender o terreno, até mesmo serem desapropriados pela prefeitura.

tb existe a solução de s elibarara o crack fora das cidades, onde o usuário pode usar a vontade seu crack fornecido pelo estado.)

apocalipse now, criança morta o lado de pedras de crack

Os policiais que atenderam a ocorrência dacriança de dois anos encontrada morta ao lado de 190 pedras de crack e 150 cápsulas de cocaína, além de pedaços de drogas que seriam embalados, no bairro Padre Gabriel, em Cariacica (ES), ficaram chocados com a situação.

Segundo o sargento Corteletti da GAO, do 7 º Batalhão da Polícia Militar, os pais embalavam droga na mesma cama em que a criança dormia.

— Essa cena ficou gravada na nossa mente pelo o fato de um pai, que se diz pai, deixar uma criança em uma situação dessas.

Segundo a polícia, policiais em patrulha tentavam prender um jovem de 23 anos suspeito de tráfico de drogas. Ele fugiu e entrou na casa. Os agentes também entraram na residência e encontraram a criança morta. O rapaz conseguiu escapar.

O local era usado como laboratório de traficantes que distribuíam a droga no entorno da cidade. A mãe estava na casa e foi detida. A causa da morte não foi esclarecida. A polícia também não soube informar a quantos dias a criança estava sem vida. ( ai quando a gente fala em controle de natalidade nos chamam de nazistas.

a vagabunda, maldita, filha de uma cadela, é a famigerada e amaldiçoada DI MENOR , que pra engravidar não foi menor, foi detida e logo estará solta pra engravidar de novo, pois as malditas religiões ficam nesta merda de crescei e multiplicai-vos, e o estado nada faz contra esta irresponsabilidade de qualquer zé merda fazer filho.

ta ai ó olhem bem pra esta foto e a noticia, o que vcs acham disso ?)

ação anti crack em bairros de SOROCABA,adianta ?

Os bairros Aparecidinha, Vila Barão, Nova Esperança, Lopes de Oliveira, Ana Paula Eleutério (Habiteto), Parque São Bento, Parque das Laranjeiras e Vila Sabiá serão atendidos pelo programa Crack, é possível vencer, do governo federal, conforme estabelecido pelo comitê local de gestão do Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e outras drogas. O plano, em geral, tem como objetivo aumentar os serviços de tratamento e atenção aos usuários e seus familiares, reduzir a oferta de drogas ilícitas por meio do enfrentamento ao tráfico e às organizações criminosas e promover ações de educação, informação e capacitação. 

Sorocaba participou do primeiro grupo de municípios convidados a aderir ao plano e para desenvolver as ações criou um comitê formado por representantes das secretarias da Cidadania (Secid), Juventude (Sejuv), Educação (Sedu), Saúde (SES), Segurança Comunitária (Sesco) e Governo e Relações Institucionais (Sgri). O grupo, com base em informações de diversos setores, elaborou um diagnóstico e um plano de ação municipal, elencando oito áreas prioritárias, que são os bairros citados acima. Esses locais foram escolhidos considerando o número de ocorrências policiais, densidade demográfica, acesso a serviços públicos, dentre outros.

A Secid não mencionou detalhes sobre o plano de ação, incluindo quando começará a vigorar, e informou que a proposta do município está em processo de avaliação pelo governo federal e, posteriormente, terá orientações sobre a aprovação e os próximos passos para a implantação do plano em Sorocaba.
 
Meta para 2014

O programa Crack, é possível vencer reúne ações que envolvem diretamente as políticas de saúde, assistência social e segurança pública e, de forma complementar, de educação e garantia de direitos. As ações são organizadas em três eixos temáticos: prevenção, cuidado e autoridade. O governo federal disponibilizará recursos financeiros, assumindo contrapartidas e implementando os equipamentos de saúde, assistência social e segurança. A Secid explica que ainda não há um valor específico definido para Sorocaba, pois isso dependerá de quantas ações serão contempladas.

A meta é que até 2014 as redes tenham sido ampliadas, fortalecidas e, sobretudo, integradas, aumentando e melhorando a capacidade de acolhimento de usuários de drogas e apoio aos familiares, assim como a revitalização de espaços urbanos anteriormente ocupados com cenas de uso de crack, trazendo mais segurança às comunidades.
 
Política municipal

Desde junho de 2011, Sorocaba conta com uma Política Municipal sobre Drogas, denominada programa Entre Nós, que tem uma rede de atenção para acolhimento, prevenção, tratamento e reinserção social das pessoas em situação de vulnerabilidade e também que fazem uso indevido de álcool e outras drogas, com ou sem dependência. 

O programa é desenvolvido através de tratamento comunitário e trata-se de uma proposta de seguir orientações prescritas pela Secretaria Nacional Antidrogas (Senad). O “Entre Nós” conta, entre seus equipamentos, com os Centros de Atenção Psicossocial – Álcool e Drogas (Caps AD), o Ambulatório de Saúde Mental, as rodas de Terapia Comunitária, os Centro de Referência em Assistência Social (Cras), o Centro de Referência Especializado em Assistência Social (Creas), as unidades do Território Jovem, o Consultório de Rua, o Centro de Referência Especializado para a População em Situação de Rua (Centro POP), ONGs que prestam serviços a pessoas em situação de exclusão, além de convênios com comunidades terapêuticas por meio das Secretarias da Cidadania, Juventude e Saúde.

O Consultório de Rua, que começou em 2011 atendendo a 10 bairros, funciona atualmente de segunda à sexta-feira, das 14h às 20h, nos seguintes locais: Brigadeiro Tobias, Vitória Régia, Ana Paula Eleutério (Habiteto), Vila Sabiá e Jardim Ipiranga/Vila Helena.( conversei uma vez com uma pessoa que trabalha numa fundação casas, ela me disse, que se eles conseguirem evitar que um de menor volte a ser apreendido, pra eles já é uma vitória.

pra quem trabalha em clinica de recuperação tb é assim ? se conseguirem recuperar apenas uma pessoa ta bom demais ?  quantos conseguem se livrar da droga e quantos viciados entram na droga ? façam as contas.
não é mais fácil liberar e fornecer a droga num lugar afastado ? )

internação de viciados a força começa hj em SP

O programa de internação compulsória de viciados em drogas, do governo do Estado, começa hoje em São Paulo com expectativa de filas por causa da alta demanda de familiares em busca de tratamento forçado a parentes que não largam o vício.

 
 
A Folha esteve nos últimos dias no Cratod (Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas do Estado), no Bom Retiro, onde haverá um juiz, um promotor e um integrante da OAB para definir a necessidade de internação.
Ouviu de funcionários que, durante a semana passada, muitos parentes de viciados em crack entraram em contato. “Eles telefonaram para saber quando o juiz vai estar aqui. Só hoje [anteontem] foram cinco telefonemas”, disse um funcionário à reportagem.
O governo estadual diz que tem capacidade para atender a demanda e que há cerca de 700 leitos no Estado para isso. O viciado pode, por exemplo, ser levado para ser internado em outro Estado.
A internação compulsória está prevista na lei de psiquiatria. Para que ela ocorra é necessário que um médico assine um documento indicando que o usuário precisa ser internado, mesmo contra a vontade. A Justiça decide se isso deve ou não ser feito.
A criação do programa para esse tipo de medida ocorre um ano depois de uma intervenção policial na região da cracolândia, que visava coibir o tráfico e tentar levar usuários a tratamento. Não surtiu efeito — a venda da droga persiste e as ruas seguem tomadas por usuários.
Marlene Bergamo/Folhapress
Moradores de rua no centro, onde dependentes se concentram; Missão de Belém temem medido compulsória
Moradores de rua no centro, onde dependentes se concentram; Missão de Belém temem medido compulsória
PROTESTO
Um protesto organizado por meio de um fórum no Facebook acontecerá hoje em frente ao Cratod.
Entre os apoiadores da manifestação está padre Julio Lancelloti, defensor dos direitos dos moradores de rua.
“A internação compulsória é considerada o último recurso. É a exceção e não pode virar regra”, disse. O padre questiona se há capacidade para atender todos.
Ele, que se reuniu com entidades de atendimento a viciados durante a semana, disse que o temor de todos é o mesmo. “O que a gente prevê no dia 21 (hoje) é um número muito grande de mães querendo a internação involuntária dos filhos”, disse.
Na involuntária, um parente vai a um centro de atendimento e pede a internação. Um promotor tem 72 horas para analisar o caso, sem a necessidade de juiz. É diferente da compulsória, que depende do aval de médicos e que passará pelo magistrado, mesmo sem aval da família.

A Cracolândia persiste

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Eduardo Anizelli//Folhapress

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Usuários de crack se acumulam na região da cracolândia, no centro de São Paulo
OUTROS PAÍSES
Segundo Ronaldo Laranjeira, professor titular de psiquiatria da Unifesp, a internação compulsória é bastante aplicada no interior de São Paulo — a medida foi usada em 50% dos internos da clínica Bairral, em Itapira (a 164 km de São Paulo), diz ele.
A internação contra a vontade do dependente é comum na Europa e nos EUA. “Na Suécia, por exemplo, 30% das internações são involuntárias, lá chamadas de coercitivas. Tecnicamente falando, a experiência é boa, mas precisa haver estrutura para atender a demanda”, disse ele.
Laranjeira diz que, na Inglaterra, onde trabalhou, após um médico decidir pela internação compulsória, uma comissão de especialistas é acionada para endossar ou não a necessidade.
O psiquiatra Elko Perissinotti, do Hospital das Clínicas, teme que a medida possa se mostrar inócua.
Segundo ele, o índice de recuperação é muito baixo, não chega a 2%. “Muitos autores dizem que após o uso contínuo, a pessoa pode se tornar dependente crônica. Mesmo após um diagnóstico de suposta ‘cura’, a pessoa tem recaídas e volta para o mesmo estágio em que estava antes”, afirmou. ( é uma medida sem garantias, e tb demagógica e interesseira, já que visaria tirar o viciado da rua por causa da copa 2014, pro turista não ver.
 
já falei e falo quantas vezes for preciso, cria-se lugares afastados onde todo viciado pode curtir sua droga, fornecida pelo estado , sai mais barato do que repressão policial que não da resultado nenhum. 
 
afasta-o da população em geral e evita o surgimento de novos viciados.) 

policia vai usar arma de choque em viciados de crack

 As polícias do Brasil terão armas de choque e spray de pimenta para conter dependentes de crack. A distribuição desses dispositivos é uma das ações previstas no programa “Crack, é possível vencer”, do Ministério da Justiça.

A utilização de força policial, incluindo armas não letais, para o controle de dependentes é controversa. 

Uso de arma de choque contra viciados é abominável, diz professor
Arma de choque contra viciados garante segurança, diz psiquiatra do Rio

Em São Paulo, operação iniciada em janeiro por Estado e prefeitura foi criticada por especialistas, que defendiam foco maior em saúde.

A orientação para o uso de armas de choque, chamadas de taser, é da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública), ligada ao ministério.

Segundo nota da pasta, a intenção é que “os policiais tenham opções menos letais, principalmente para situações em que existem aglomerados de pessoas”.

A determinação foi motivada pela portaria 4.226, de 2010, do ministério e da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência. A orientação é que as armas sejam usadas só por policiais treinados.

 PROGRAMA

Até agora, 12 Estados estão no programa federal, totalizando R$ 62 milhões em recursos. O Rio recebeu mais recursos: R$ 9 milhões. O próximo a aderir deve ser São Paulo.

 

Além de armas, o programa prevê treinamento de policiais e a compra de câmeras para monitorar cracolândias.

No Rio, serão treinados 200 policiais. Os equipamentos, 250 armas de choque e 750 sprays de pimenta, já chegaram, segundo a Secretaria de Segurança do Rio.

Em nota, a pasta disse que as armas “serão usadas apenas em caso de extrema necessidade por agentes policiais” e que não há “qualquer estratégia repressiva de tratamento de choque para usuários”.

Os 150 homens da Força Nacional que desde maio ocupam o morro do Santo Amaro, zona sul, já usam armas de choque em ações contra viciados. ( mais barato é o estado fornecer as drogas num lugar isolado onde todos podem usar a vontade, longe da população. 

isso até a hora em que um viciado for fritado com excesso de armas de choque igual o brasileiro que foi eletrocutado pela policia australiana.)

BEIRA MAR, NEM , MARCINHO VP contra o crack ? acredite se quiser

 

AE

Fernandinho Beira-Mar teria topado gravar um vídeo contra o crack

 

 
Alguns dos principais chefes do tráfico no Rio de Janeiro, como Luiz Ferrnando da Costa, oFernandinho Beira-Mar , Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha , e Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP , teriam aceitado participar de uma campanha contra a venda de crack nas favelas do Rio de Janeiro.
O projeto, chamado de “Anjos Contra o Crack”, é organizado pela ONG Instituto Anjos da Liberdade. A presidente da instituição, a advogada Flávia Pinheiro Fróes, que defende vários criminosos, disse ao iG que foi até as penitenciárias federais de Campo Grande (MS) e Porto Velho (RO) e cadeias no Rio e estaduais onde os traficantes estão presos para conversar sobre a campanha e recebeu grande adesão. Ela disse ter pedido autorização da Justiça para que os detentos participem do projeto.
Segundo Flávia, a participação dos chefões do crime na campanha seria por meio de um vídeo onde eles gravariam mensagens de repúdio ao crack ou, então, uma foto para cartilhas que serão distribuídas na cidade.
De acordo com a advogada, um dos mais entusiasmados com a ideia é Fernandinho Beira-Mar, que está preso em Porto Velho. Segundo Flávia, ele aceitou gravar. Outro que teria topado fazer um vídeo é Marco Antônio Firmino da Silva, o My Thor, suspeito de ser um dos líderes do Comando Vermelho (CV).
 

 

Reproduçao TV Globo

O traficante Nem da Rocinha também aceitou colaborar com o projeto contra a venda de crack

 

 
Flávia afirmou que outro traficante, Márcio Lima da Silva, o Tola, vinculado ao Terceiro Comando Puro (TCP), preso no Rio, será uma espécie de “garoto-propaganda” da campanha porque foi usuário do crack e também topou gravar. Em relação ao traficante Nem da Rocinha, que está no presídio federal de Campo Grande (MS), a advogada ainda não sabe se ele aceitará gravar ou fazer foto.
“A nossa ideia é que os presos gravem mensagens dizendo que são contra o crack, que o crack faz mal. Buscamos adesão não só de líderes das favelas, mas também de outras pessoas que possuem carisma e influência dentro das comunidades. As imagens deles serão importantes: se já convencemos esses aqui, por que vocês não?”, disse.
Na Justiça do Mato Grosso do Sul, o pedido para a participação dos presos na campanha foi protocolado, mas ainda está sendo analisado. Em Rondônia, o juízo da 3ª Vara Federal não quis se manifestar. O Tribunal de Justiça do Rio informou que o assunto foi remetido para parecer do Ministério Público.
O Depen (Departamento do Sistema Penitenciário), órgão que administa os presídios federais, informou ainda não ter sido notificado sobre a iniciativa.
Traficante foragido gravou entrevista
A presidente da ONG afirmou que os Anjos da Liberdade produziu recentemente uma entrevista em vídeo com o traficante Marcelo Fernando Pinheiro Veiga, o Marcelo Piloto, que comanda a favela do Mandela, na zona norte do Rio, em que ele dá um depoimento sobre a questão do crack. Na gravação, o criminoso, que está em liberdade, afirmou que, com o consumo da droga, “as pessoas viram zumbis, começam a matar e roubar as próprias pessoas dentro de casa”.
“Vi que o crack não leva a nada, somente desgraça e destruição”, disse Piloto.
A polêmica em torno da venda do crack no Rio começou em junho quando apareceram cartazes e placas anunciando a proibição da comercialização da droga na favela do Jacarezinho, na zona norte do Rio, apontada como a maior cracolândia da cidade. Na época, a delegada Valéria Aragão, titular da Dcod (Delegacia de Combate às Drogas), afirmou que a iniciativa poderia ser uma estratégia de marketing dos traficantes para diminuir as operações policiais nas comunidades.
Flávia Pinheiro Fróes afirmou ao iG que os líderes do crime organizado alegaram ser contra o crack por causa dos problemas que os usuários causam nas comunidades.
“Eles reclamam que, por conta do crack, os usuários praticam roubos nas comunidades onde era proibido roubar”, explicou.
A campanha contra o crack da ONG conta com o apoio de desembargadores do Tribunal de Justiça do Rio e políticos, que chegaram a posar para fotos com a camisa da campanha;
Procurada pelo iG, a Secretaria de Segurança Pública do Rio informou que não iria se manifestar sobre o assunto.
Além da campanha contra o crack, o Instituto Anjos da Liberdade informou realizar um trabalho de ressocialização de presos oferecendo formação profissional para recuperá-los. De acordo com Flávia, entre os detentos que a ONG ajudou estão Cássio Monteiro das Neves, o Cássio da Mangueira, que cumpre pena em regime semiaberto e trabalha em uma fábrica em Cuiabá (MT), e Levy Batista da Penha, o Baby, que está em regime aberto e trabalha em uma firma de engenharia em Maceió (AL).
 

 

Divulgação/Rio de Paz

Placa na favela do Jacarezinho indica proibição da venda do crack

 

 
 
Rio de Paz
Ao tomar conhecimento da campanha do Instituto Anjos da Liberdade com a participação dos chefes do tráfico, o presidente da ONG Rio de Paz, Antônio Carlos Costa, disse
ser favorável. A Rio de Paz foi a responsável pela divulgação das fotos dos cartazes e placas que apareceram na favela do Jacarezinho proibindo a venda da droga.
“Nós que lidamos com a desgraça que é essa droga na vida de milhares de pessoas e causa sofrimento nas famílias, reagimos com contentamento desta campanha. Vender crack é vender a morte. É uma droga mortífera que leva a dependência rapidamente. Espero que eles (os traficantes) tenham compreendido isso e tenham compaixão”, disse.
Costa afirmou, no entanto, que é preciso que o poder público monitore a situação dos usuários de crack que, com o fim da venda da droga em algumas favelas, passem a migrar para outras regiões da cidade.
Questionado pelo iG se a campanha contra o crack poderia estimular o consumo de outras drogas, como a cocaína, Antônio disse que, pelo raciocínio lógico, o ideal para garantir o bem estar do ser humano seria que nenhum entorpecente ou bebida alcóolica, como a cachaça, fosse vendido. No entanto, ele entende essa campanha direta contra o crack.
“A cocaína, por exemplo, provoca uma destruição menos extravagante, silenciosa. No crack, há um escancaramento. A diferença entre as duas se compara a da cerveja com a cachaça. O efeito do crack é muito visível. O efeito no comportamento é diferente. Na cocaína, o usuário se sente dono da situação, dá a falsa sensação de estar andando das nuvens. O crack provoca um efeito avassalador. É uma droga que degrada, emagrece e é usada predominantemente por quem é pobre e provoca mendicância. A degradação física é vista a olho nu”, argumentou.( ahahahahaha, mas claro que pra isso acontecer, seria baratear a cocaína por ex, ai a molecada já começaria a usar o pó ao invés do crack, traficante não da ponto sem nó, este negócio de zumbi nas ruas não da mais,e eles começaram a ver isso.
mas e o OXI ? mais potente que o crack tb será proibido ? por isso que é mais fácil, liberar todas as drogas e o estado fornecer ao viciado em lugares afastados das cidades, ai sim, mas todos os traficantes do pais vão concordar com isso )

cracolândia, maioria acha que tudo está uma porcaria como antes


Foto: Frâncio de HolandaUsuários se aglomeram na Cracolândia Boa parte dos moradores de rua da região central de São Paulo acha que de nada adiantou a operação da Polícia Militar na Cracolândia. Pesquisa inédita da Secretaria Municipal de Assistência Social revela que 72,3% deles afirmam que a intervenção policial – que completa cinco meses neste domingo – não mudou suas vidas. Outros 17,2% acreditam que a situação piorou – sobretudo por causa da violência dos agentes de segurança – e o restante vê progresso ou não respondeu.


Mais sobre a cracolândia: Imagens: Antes e depois: Veja cenas da Cracolândia Um mês: Após 30 dias de operação, Cracolândia muda de endereço Entrevista: ‘Operação da Cracolândia é da PM’, diz chefe do Denarc Pai da Cracolândia: Tenta botar ordem no caos Vídeos: A voz de quem vive o cotidiano do crack e o tráfico ambulante na Cracolândia


A pesquisa foi feita com uma amostra de 380 pessoas, retirada do grupo de 6.675 pessoas que moram nas ruas e não são atendidos pelos albergues da Prefeitura. O estudo foi realizado de janeiro a março por pesquisadores da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo. Entre os moradores de rua que presenciaram a ação, 14,2% disseram ter sofrido alguma agressão policial. E 23,5% criticaram a investida da PM porque, segundo eles, a cracolândia apenas mudou de endereço.
Essa segregação é apontada como a principal consequência positiva da operação para os 10,5% dos entrevistados que aprovaram a ação. Eles destacaram também a diminuição da oferta de crack. “Como tem menos droga, fumo menos”, confirmou Robson da Silva, de 29 anos.
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Fora do centro, a operação continua a causar discussão. Para a defensora pública Daniela Skromov, é uma ação “apenas de limpeza, que não deu certo”. O prefeito Gilberto Kassab (PSD) afirmou que “se avançou muito”, mas reconhece que há muito por fazer. O Ministério Público ameaça ir à Justiça para contestar a operação, sob argumento de que tráfico e consumo persistem na região mesmo com a PM. Enquanto isso, o Complexo Prates – espaço de 11 mil m² construído pela Prefeitura para tratar os viciados – atende uma média de 180 pessoas por dia, 15% de sua capacidade. As informações são do jornal “O Estado de S. Paulo”. ( já falei, manda pra fora da cidade. um lugar afastado a, ali todos podem usar a vontade, o esatdo forneçe o crack, e quem quiser largar que peça ajuda.)