outra minicracolândia se forma na região central de SOROCABA.

Mais um ponto na região central de Sorocaba concentra usuários e o tráfico de entorpecentes, mas segundo a Polícia Militar, esse não é um problema para ser solucionado exclusivamente por tal corporação. Conhecido por abrigar moradores de rua, o cruzamento da avenida Dom Aguirre com a Ponte de Pinheiros, na região da Praça Dom Tadeu Strunck, também é considerada uma minicracolândia pelas pessoas que passam no local. Em plena luz do dia, da aquisição do dinheiro no semáforo à compra dos entorpecentes e seu consumo, tudo ocorre a poucos metros de distância e nas vistas de quem tiver interesse em observar. A Prefeitura deixou de responder com quais ações sociais atuará naquele local para resolver o problema e relatou sobre a atuação da Guarda Civil Municipal.

No domingo passado, o Cruzeiro do Sul mostrou haver outra minicracolândia a quatro quarteirões dali, em uma praça em frente à rodoviária. Naquela ocasião, a Polícia Militar (PM) negou que existisse na cidade qualquer local que concentrasse dependentes para o consumo de drogas. A nova versão da PM é que são “locais pontuais (…) que não apresentam indicadores relevantes de delitos.” Já sobre o tráfico praticado pelos que levam as drogas no local de consumo, o tenente-coronel Marcos Antonio Ramos alega que a responsabilidade de prender traficantes é das polícias Civil e Federal.

A maior parte das pessoas que foram ouvidas pela reportagem e trafegam pelo local disseram ficar inseguras com tal situação. Durante a tarde da última segunda-feira, a reportagem registrou a movimentação do tráfico que atende os dependentes à luz do dia sem qualquer incômodo. Entre os consumidores, há aqueles que compram a droga com o dinheiro das esmolas que recebem dos motoristas parados nos semáforos. Outros, habitualmente vestidos com roupas em melhor estado de conservação, chegam com o dinheiro em mãos, para adquirir e consumir naquele mesmo local público a sua porção de entorpecente. Parte dos usuários não disfarçam e acendem o seu cachimbo ao lado da ciclovia. Outros buscam abrigo no interior da tubulação de concreto existente sob a ponte, ou no quiosque com bicicletário construído pela Prefeitura, mas que nunca foi ativado.

Um homem que fumava o cachimbo próximo à ciclovia recebeu um casal que chegou com dinheiro e o levou para consumir a droga atrás do quiosque. Quando chegou a vez da mulher usar o cachimbo, a fim de garantir mais tranquilidade a ela, o mesmo homem que a recebeu criava uma barreira visual ao lado do rosto, para que a mulher consumisse o entorpecente sem mais preocupação em ser reconhecida. Um dos que saiu de dentro da tubulação de concreto sob a ponte, com um grupo de ao menos outras três pessoas, foi até a via, recebeu um pequeno pacote de outro pedestre, mostrou para os demais que se encontravam no ponto de consumo, e voltou a pedir esmolas aos motoristas.

Uma jovem que trabalha como caixa em um estabelecimento comercial nas imediações, A.F.R., 19 anos, declarou que os dependentes a procuram para trocar por cédulas as moedas que conquistaram pedindo esmolas nos semáforos. “Eles sempre querem notas de R$ 10. Tem dia que alguns chegam a arrecadar R$ 50”, afirmou. Ela passa por eles diariamente para ir e voltar do trabalho e afirma que permanecem naquele local durante todo o dia. Declara que apesar da persistência nunca deu dinheiro a eles, o que leva a fazer com que alguns a xinguem. Afirma que quando a polícia chega eles deixam o local, mas basta a viatura sair para que retornem.

O estudante A.P.N., 15 anos, diz que são praticamente sempre os mesmos. Os vê pedindo dinheiro e usando crack. Quando passa, o abordam pedindo um real, mas diante da negativa reduzem os valores, solicitando 50 centavos ou 20 centavos. Como nunca contribui, afirma ter mais medo de ser agredido quando passa no período noturno, por volta das 21h30. Outra estudante, T.R.T., 23 anos, costuma passar pelo local às 19h e às 23h. Segundo ela, consomem cocaína e crack e é comum vê-los brigando entre si.

Polícia Militar


Em atenção aos questionamentos da reportagem desse periódico, esclarecemos que o 7º BPMI é a Unidade responsável pelo policiamento ostensivo em toda a cidade de Sorocaba, e vem realizando essa atividade com sucesso e grande eficiência.
A missão da Polícia Militar é proteger pessoas, preservar vidas, combater o crime e fazer cumprir a lei.
Diariamente são estudados os delitos ocorridos e os locais de maior incidência criminal, através de ferramentas de TI, como Infocrim, Copom on line, Fotocrim, entre outras, e por informações colhidas da própria sociedade, como nas reuniões de Conseg, disque denúncia 181, entre outras.

O policiamento ostensivo é direcionado a estes locais buscando a redução criminal, e caso o delito ocorra, aumentam as chances de prisão visto a proximidade do policial com o autor do crime.

No que se refere aos locais mencionados pelo repórter, são locais pontuais com a presença de usuários de entorpecentes, os quais pedem dinheiro nos semáforos para conseguir comprar o entorpecente que será utilizado logo a seguir. Não apresentam indicadores relevantes de delitos.

Cumpre esclarecer que a legislação atual não prevê a aplicação de pena privativa de liberdade aos usuários de entorpecente. As penas previstas são advertência sobre as consequências do uso de entorpecentes, prestação de serviços a comunidade e comparecimento a programa ou curso educativo. 

A própria legislação vigente prevê a necessidade de reinserção social dos usuários. 

A própria sociedade entendeu que o usuário é uma vítima e deve ser tratada pelo sistema de saúde, e não pela área policial.

Desta forma, fica claro que o usuário de entorpecente não pode ser o mote principal e prioritário no direcionamento das viaturas policiais.

Somente com a junção de todos os atores responsáveis é que será possível reduzir o problema apontado. Atribuir a uma única instituição essa responsabilidade é desconhecer as causas e soluções do problema ou se está agindo de má fé.

O problema se inicia com a desestruturação familiar, afinal, a prevenção no que se refere ao uso de entorpecente se inicia ainda na família. Famílias bem estruturadas tem menos chance de ter filhos envolvidos com entorpecente.

A educação também é fundamental na minimização deste problema. Escola em período integral, escola profissionalizante, matérias voltadas à prevenção, entre outras medidas seriam bem vindas.

Nesta seara, o 7º Batalhão disponibiliza o Proerd, programa de combate ao uso das drogas voltado a jovens, e que desde 1997 até 2013 já formou 150.224 crianças. 

Também temos que mencionar a saúde pública, pois, como já mencionado anteriormente, o usuário deve ser tratado como doente, e não criminoso. 

Não podemos deixar de destacar que os usuários mencionados pelo repórter, conseguem seu dinheiro pedindo esmola em semáforos. Os que dão dinheiro aos mesmos, achando que os estão ajudando, na verdade estão colaborando com a permanência deles nas ruas, em situação cada vez mais vulnerável.

Ainda nas imediações dessas localidades temos a distribuição gratuita de alimentação, através de algumas igrejas e ONGs, que atraem para o centro muitos dos usuários.

Finalizando o raciocínio, temos a figura do traficante. A responsabilidade para prender os traficantes é de competência da Policia Civil e da Policia Federal. 

Mesmo não sendo esta a missão da Policia Militar, este Batalhão apreendeu uma quantidade relevante de entorpecentes, conforme números abaixo.

Somente neste ano, o COPOM atendeu a 480.293 chamadas pelo número de emergência 190, que foram efetivamente atendidas pela PM e os policiais militares realizaram mais de setenta mil abordagens a pessoas, que resultaram em 893 presos em flagrante e 411 adolescentes apreendidos por ato infracional.

Esmiuçando um pouco esses números, tivemos 239 pessoas presas por tráfico, resultando na apreensão de mais de duas toneladas de maconha e setenta e sete quilos de cocaína e crack.

Somente na área central de Sorocaba, neste ano, foram presas cento e trinta e quatro pessoas e vinte e nove adolescentes infratores por delitos diversos, além de dezoito condenados recapturados. Nessa região, foram apreendidos um quilo e setecentos gramas de maconha, quase um quilo entre cocaína e crack e seis armas de fogo.

Semanalmente são presas média de três pessoas por porte de entorpecente. Como alegar que a Policia Militar não está presente ou se furta a tentar resolver o problema? A parte dela é feita, com prontas respostas em toda a cidade.

São presas em Sorocaba, por dia, uma média de cinco pessoas, o que equivaleria a quase lotar a capacidade máxima prevista nos três estabelecimentos prisionais e nas Fundações Casa, existentes em Sorocaba, em apenas um ano. 

Ocorre que a legislação branda não mantém estes criminosos encarcerados, recolocando-os nas ruas imediatamente ou em pouco tempo após sua prisão, os quais, em grande parte, voltam a reincidir em seus delitos, agravando a sensação de insegurança da sociedade. E esta sociedade passou, inconscientemente ou conscientemente, a atribuir à Polícia Militar a responsabilidade exclusiva de trazer solução a um problema que é mundial. Se o problema fosse de fácil solução, potências mundiais como os EUA já o teriam exterminado em suas cidades, no tanto, gastam anualmente bilhões de dólares para tão somente controlá-lo. 

A atribuição da responsabilidade tão somente à PM evidencia uma visão míope da problemática, não levando em consideração todos os verdadeiros responsáveis pela sua solução. Isto gerará consequências no futuro, quando então, provavelmente não teremos mais tempo hábil de solucionar os problemas, tais as dimensões que tomarão se não tratá-lo de forma ampla. 

Apesar disso, a Polícia Militar continuará cumprindo a missão de combater a criminalidade em Sorocaba, retirando do convívio da sociedade, pelo tempo que a lei permitir, as pessoas flagradas no cometimento das infrações penais. 

(MARCOS ANTONIO RAMOS – TENENTE CORONEL PM COMANDANTE)

 
( já de a ideia de como resolver, batem cabeça pq querem)

SOROCABA conta com minicracolândias, se liga ai gente



O município de Sorocaba tem pelo menos dez pontos de reunião para o consumo de entorpecentes, que começam a ser conhecidos como “minicracolândias”, em uma referência à área que concentrava viciados em São Paulo. Essa realidade levou os vereadores a convidarem os secretários municipais da Saúde e do Desenvolvimento Social para dar explicações sobre a situação e ações adotadas para resolver ou amenizar o problema. Os secretários Armando Raggio (Saúde), Edith Di Giorgi (Social) e membros de suas equipes confirmaram que responderão pessoalmente ao questionamento dos vereadores no início da tarde de hoje, em encontro aberto ao público no plenário do Legislativo. Eles serão ouvidos ao término da sessão de Câmara, o que deve ocorrer por volta do meio-dia. Na tarde de ontem, a reportagem esteve em duas das dez minicracolândias indicadas pelo vereador Rodrigo Manga (PP): uma no bairro Barcelona e outra nas margens da rodovia Raposo Tavares (SP-270), na região da Vila Zacarias. Usuários de maconha confirmaram a constante presença de viciados em crack durante todo o dia na linha de trem, no Barcelona, independente do horário. Um menino de 17 anos de idade assumiu que consome maconha há cinco anos, mas que os usuários de crack proliferam, já que a “pedra” é oferecida até no centro da cidade. “Vou passando e perguntam se quero crack”, declarou o garoto sobre o comércio que ocorreria nas imediações do viaduto Jânio Quadros.O vereador Rodrigo Manga (PP) disse que deseja ouvir dos secretários municipais uma data, um compromisso de prazo, para o início do funcionamento dos serviços que contribuirão para reduzir o problema. O vereador defende a criação de mais duas unidades de Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps AD) 3 para serviços de atenção extra-hospitalar e à assistência a dependentes químicos durante 24 horas por dia.

Manga ressalta necessidade da Prefeitura instalar um Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod) para internações de viciados com a autorização de familiares. O vereador afirmou que em Sorocaba há uma garota de 19 anos entregou o filho recém-nascido à família para voltar à cracolândia. Acrescentou que mulheres no vício em Sorocaba chegam a se prostituir por R$ 3 para poderem consumir o crack. (Colaborou Míriam Bonora)

Pontos de consumo de drogas

Linha Férrea no bairro Barcelona (avenida Paraguai, entre as ruas Bolívia e João Tomé de Souza);
Rodovia Raposo Tavares, km 97 Vila Zacarias;
Rua Professor Armando Rizzo Jardim Hungarês (atrás do Sabe Tudo);
Rua Edson Harder Jardim Maria Antônio Prado (matagal);
Rua Serafim de Souza Vila Helena (atrás da cabeceira da pista do aeroporto de Sorocaba);
Rua José Bello Parque Laranjeiras (próximo à Escola Municipal Prof. Paulo Fernando Nóbrega Tortello);
Pontilhão da avenida Humberto de Campos (prédio abandonado);
Casa abandonada na avenida Humberto de Campos, em frente à Zoonoses;
Linha Férrea Jardim Nova Esperança;
Proximidades da Escola Estadual Prof. Rafael Orsi Filho Conjunto Habitacional Júlio de Mesquita Filho (rua Vinte, rua Nicolau Tibechereny, avenida Professor Flávio Fazano).

( por enquanto são minis e ai? , vai deixar formar  BIGS ?)

vem ai o BBB das cracolândias

A cracolândia da região central de São Paulo passará a partir de maio a ser monitorada por 220 câmeras, que funcionarão 24 horas por dia e serão operadas a partir de micro-ônibus com monitores.

A localização das câmeras, sem fio, será definida pelas secretarias de Segurança Pública dos Estados.

O mesmo acontecerá no Rio com a cracolândia do Parque União, na Avenida Brasil, zona norte.

As duas cidades serão as primeiras a receber os equipamentos que fazem parte do programa federal de combate à explosão do tráfico da droga, que se espalhou pelas cidades brasileiras.

Ainda este ano, as câmeras serão instaladas em mais 68 cidades, todas com mais de 200 mil habitantes.

A ordem dos municípios nos quais os equipamentos serão instalados ainda está sendo definida pelo Ministério da Justiça.

Os equipamentos serão doados pelo governo federal, mas serão operados pelas policias estaduais.

Editoria de arte/Folhapress

AÇÕES PONTUAIS

A ideia do ministério é mudar a formato de combate ao tráfico, deixando de lado as grandes operações e priorizando ações policiais pontuais, a partir da identificação de traficantes por meio das câmeras.

As ações governamentais permanentes nessas áreas passarão a ser apenas de profissionais de saúde e de assistência social, segundo o Ministério da Justiça.

“Tudo o que foi feito até agora não deu certo. Então resolvemos mudar. Não quero mais essa história de policial interferindo na cena”, afirmou a secretária nacional de Segurança Pública.

Na próxima semana, Regina Miki se reúne com representantes do governo de São Paulo para fechar detalhes do acordo para implementar o programa no Estado.

Cada kit –conjunto formado por um micro-ônibus com monitores e 20 câmeras– custa R$ 1,5 milhão. São Paulo será a cidade que mais receberá unidades de vigilância. Serão 11 no total. O Rio de Janeiro receberá nove.

A extensão do programa federal às demais cidades deve acontecer até o fim de 2014.

As câmeras serão móveis, podendo ser retiradas de um local e transferidas para outro, caso se verifique a migração da cracolândia.

“Elas são excelente ferramenta de investigação e vão auxiliar no combate ao tráfico de crack”, afirma Walmor Fernandes, diretor da Divisão de Segurança da empresa MTel, responsável pela instalação da tecnologia nos veículos e pela manutenção dos aparelhos em parte do país.

Imagens da cracolândia

BANCO DE DADOS

“Sou favorável ao monitoramento desde que tenhamos inteligência por trás disso. Não basta apenas olhar as imagens”, analisa o ex-secretário Nacional de Segurança Pública Ricardo Balestreri.

Segundo Balestreri, o levantamento precisa criar um banco de dados que possa ser usado para a identificação e prisão dos traficantes.

“Caso contrário, continuaremos jogando dinheiro fora”, afirma.( pra mim liberavam todas as drogas, sendo o estado a fornecer em ougares afastados.

as câmeras seriam apenas pra controlar o fluxo dos nóias, evitando que eles adentrassem o perímetro urbano pra fazer uma eventual besteira.)

cracolândia, maioria acha que tudo está uma porcaria como antes


Foto: Frâncio de HolandaUsuários se aglomeram na Cracolândia Boa parte dos moradores de rua da região central de São Paulo acha que de nada adiantou a operação da Polícia Militar na Cracolândia. Pesquisa inédita da Secretaria Municipal de Assistência Social revela que 72,3% deles afirmam que a intervenção policial – que completa cinco meses neste domingo – não mudou suas vidas. Outros 17,2% acreditam que a situação piorou – sobretudo por causa da violência dos agentes de segurança – e o restante vê progresso ou não respondeu.


Mais sobre a cracolândia: Imagens: Antes e depois: Veja cenas da Cracolândia Um mês: Após 30 dias de operação, Cracolândia muda de endereço Entrevista: ‘Operação da Cracolândia é da PM’, diz chefe do Denarc Pai da Cracolândia: Tenta botar ordem no caos Vídeos: A voz de quem vive o cotidiano do crack e o tráfico ambulante na Cracolândia


A pesquisa foi feita com uma amostra de 380 pessoas, retirada do grupo de 6.675 pessoas que moram nas ruas e não são atendidos pelos albergues da Prefeitura. O estudo foi realizado de janeiro a março por pesquisadores da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo. Entre os moradores de rua que presenciaram a ação, 14,2% disseram ter sofrido alguma agressão policial. E 23,5% criticaram a investida da PM porque, segundo eles, a cracolândia apenas mudou de endereço.
Essa segregação é apontada como a principal consequência positiva da operação para os 10,5% dos entrevistados que aprovaram a ação. Eles destacaram também a diminuição da oferta de crack. “Como tem menos droga, fumo menos”, confirmou Robson da Silva, de 29 anos.
Leia também:

 “Drogas são o maior problema de São Paulo”, diz secretária da Justiça O problema: Em meio à epidemia de crack, Brasil fracassa em tratamento para dependentes Ministério Público: Promotoria considera ‘desastrosa’ ação na Cracolândia e abre inquérito Ação de todos: Alckmin diz que Cracolândia precisa “da ajuda de todos”
Fora do centro, a operação continua a causar discussão. Para a defensora pública Daniela Skromov, é uma ação “apenas de limpeza, que não deu certo”. O prefeito Gilberto Kassab (PSD) afirmou que “se avançou muito”, mas reconhece que há muito por fazer. O Ministério Público ameaça ir à Justiça para contestar a operação, sob argumento de que tráfico e consumo persistem na região mesmo com a PM. Enquanto isso, o Complexo Prates – espaço de 11 mil m² construído pela Prefeitura para tratar os viciados – atende uma média de 180 pessoas por dia, 15% de sua capacidade. As informações são do jornal “O Estado de S. Paulo”. ( já falei, manda pra fora da cidade. um lugar afastado a, ali todos podem usar a vontade, o esatdo forneçe o crack, e quem quiser largar que peça ajuda.)

policia desmonta o que poderia vir a ser uma cracolândia em SOROCABA

No momento da abordagem 14 pessoas estavam na casa, inclusive uma adolescente, de 17 anos, e o filho, com pouco menos de um ano de vida -Por: Emidio Marques
Mais fotos…  ( veja ai mais fotos do local)


O imóvel da rua Padre Madureira, no Além-Ponte – que foi alvo de críticas por parte de moradores e comerciantes da região porque estaria se tornando numa “cracolândia” – foi desocupado e interditado na tarde de ontem, numa operação conjunta entre as polícias Civil e Militar, Guarda Civil Municipal (GCM) e Prefeitura Municipal, representada por agentes das secretarias da Cidadania (Secid), da Saúde (SES), Segurança Comunitária (Sesco) e do Conselho Tutelar. O descontentamento dos reclamantes pela presença de estranhos e usuários de drogas no local foi divulgado com exclusividade pelo jornal Cruzeiro do Sul. No momento da abordagem havia 14 pessoas – entre as quais um bebê de 11 meses e um menino de 11 anos de idade – vivendo em condições precárias, inclusive de higiene. Ontem mesmo a Prefeitura realizou a lacração do imóvel por meio de tapumes. O proprietário e o inquilino da área também foram notificados a manter a segurança do local.

A chegada dos policiais e dos agentes municipais surpreendeu a todos que lá estavam. A ação integrada resultou no encaminhamento das pessoas e dos animais que lá viviam. Duas famílias, além de uma moça natural do Ceará e um rapaz da Bahia, foram removidos para o Centro de Referência em Assistência Social (Creas). Três mulheres naturais do Paraná, que se prostituíam, foram para uma pensão. Já um homem, de Salto de Pirapora, resolveu voltar para sua cidade de origem, onde tem casa e família. As duas crianças, cada uma de uma família, foram encaminhadas para o Conselho Tutelar. Os cães, um macho e a fêmea “Vilma”, com seus oito filhotes, foram levados para o canil municipal.
Apesar da denúncia sobre “cracolândia” feita pela sociedade civil, por meio de moradores da rua Padre Madureira, Vila Arruda, Árvore Grande, Vila Haro, Além-Ponte e Jardim Pelegrino, no local não foi encontrado indício de tráfico, mas sim de uso de drogas: foram apreendidos seis cachimbos para utilização de crack e uma pequena porção de maconha.

Os setores de fiscalização de imóveis e da vigilância sanitária emitiram notificações ao proprietário e inquilino da área, visando o comprometimento de manter o terreno em condições seguras. O proprietário já havia sido notificado no último dia 24 e um processo sobre a situação reclamada foi instaurado em setembro do ano passado. Ontem, o inquilino – que enviou ao local uma representante que não quis falar com a imprensa – foi notificado novamente.

Para o subcomandante da GCM, Benedito Zanin, o problema constatado era mais social que policial, destacando que algumas daquelas pessoas “já são conhecidos moradores de rua que aproveitam essas oportunidades para invadir”. O capitão Ubiratã Marques da Silva, comandante da 4ª Companhia da Polícia Militar, disse que a operação foi “uma resposta dos órgãos competentes para melhorar não só as condições dos comerciantes e moradores que estavam incomodados com a situação, mas também dos próprios invasores”.

Dramas sociais 
O cheiro forte de sujeira e os poucos móveis em situação lastimável de conservação sinalizavam a precariedade à que todas as pessoas que moravam no imóvel vinham se sujeitando, ou por não terem para onde ir, ou porque já se acostumaram a viver assim. Um dos casos mais alarmantes foi o da jovem de 17 anos com o filho de apenas 11 meses. Ela contou residir no Jardim Novo Eldorado e que só havia ido até o local atrás da mãe, prostituta, a fim de conseguir dinheiro para comprar um botijão de gás. Mas a versão não convenceu as autoridades e ela, a criança, a mãe e um irmão de 18 anos, que admitiu viver ali, foram para o Creas.

Mirian Alves de Andrade, 39 anos, veio de Itapeva com a família (um filho de 11 anos, o marido e uma sobrinha) há pouco mais de um mês, em busca de trabalho. Porém só ela conseguiu emprego num hipermercado, mas foi demitida após voltar de viagem à cidade de origem, onde havia passado o Natal. Sem dinheiro para continuar pagando uma pensão a R$ 50 por dia, a família invadiu o local há 14 dias. Questionada se não temia pela presença de pessoas estranhas, ela respondeu que sim, mas que era a única solução para se abrigar.

Alexandre Aparecido Izidora, 37 anos, de Salto de Pirapora, diz que preferia viver em Sorocaba, não importa de que forma. Para se manter, “olhava os carros na frente do Banco do Brasil”, ganhando entre R$ 30 e R$ 40 por dia. Como quem carrega toda a vida em apenas uma sacola, Alexandre abandonou o local sem reclamar, apenas lamentando o fato de ter que voltar para sua cidade natal.( não adianta gente tem de se fazer algo, pra que ele não cresça,. depois o dono quer retomar o imovel e ai pra tirar esta gente ia ser um problemão  , ah mas tiraram a moça com o filho de 1 ano.
 ah quem mandou arrumar pra cabeça, cadê o pai da criança ?  pois é cada um que se ajeite, pq do jeito que tava não dava não, se não fosse o problema das drogas não tinha acontecido isso ai tão cedo.)

o apocalipse das grávidas da cracolândia

A operação da Polícia Militar iniciada em 3 de janeiro na região da cracolândia (centro de São Paulo) expôs o drama de dezenas de mulheres que consomem a droga com seus filhos na barriga. Segundo a PM e a prefeitura, são pelo menos 20 que perambulam pela região.

Veja imagem das grávidas da região da cracolândia  ( veja vc o que alguns fingem, não ver.)

O impacto do crack na gestação tem sido objeto de vários estudos, mas ainda há controvérsia sobre os efeitos a longo prazo na criança. A questão é: como separar as sequelas da droga de outros fatores também presentes na vida da gestante dependente, como alcoolismo, tabagismo e desnutrição?

De acordo com o texto, os bebês dessas mulheres tendem a nascer prematuros e com atraso de desenvolvimento. Também têm mais chances de apresentar sequelas neurológicas, retardo mental, deficit de aprendizagem e hiperatividade.
Estudo da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) com dez grávidas que vivem na cracolândia, obtido com exclusividade pela Folha, mostra que apenas duas estão fazendo o pré-natal. Seis grávidas fumavam até dez pedras por dia. As demais chegavam a consumir 20 pedras.
Editoria de Arte/Folhapress

( cadê os defensores da vida agora ? onde está a turma que bate no peito pra falar que e contra o aborto, que é anti cristão fazer isso e todo aquele bla´, blá, blá ?

isso ninguém quer ver não é ? gostaria de saber se eles vissem isso o que diriam ? ah não estamos nem ai não é problema nosso , mas se meter em assuntos do estado sabem, qualquer tentativa de planejamento familiar, controle de natalidade lá vão eles pra impedir.

não pode camisinha, não pode pilula, pilula do dia seguinte já é aborto, tem uma ong inglesa que esteriliza viciadas em drogas pra que não façam filhos nestas condições, mas ai já falam que isso é nazismo, que interfere no direito delas, mas e isso ai ? deixemos isso aconteçer, pq não podemos interferir no vuco vuco dos viciados, mas o que será destaa crianças depois ?)

o pai da cracolândia

“Isso aqui é um lugar tão esquecido que nem o PCC vem para cá”, disse o pernambucano Ronaldo da Silva, 53 anos, enquanto lançava um olhar abrangente sobre a esquina das ruas Helvétia e Barão de Piracicaba, na Cracolândia. “Aqui eu sou a disciplina”.
Mestre de obras aposentado, ex-presidiário sobrevivente do massacre do Carandiru, Ronaldo é conhecido pelo nome de batismo por pouca gente. Na Cracolândia, ele é chamado de Pai.
“Pai, quer comprar?”, ofereceu um rapaz der aproximadamente 20 anos, mostrando várias pedras de crack na mão.
“Pai, tem pedra?”, perguntou outro.
“Pai, desculpa por aquele dia. Eu tinha tomado muita cachaça”, explica uma moça.
Com experiência de quem viveu 20 anos sob o rígido código moral dos presidiários, Ronaldo avocou para si a missão de tentar estabelecer um mínimo de ordem no caos da Cracolândia.
Do alto da autoridade e respeito conquistados ao longo de quatro anos ele distribuiu afagos e reprimendas, arbitra disputas por drogas ou dinheiro, aconselha em casos de desavenças conjugais, orienta os demais usuários sobre direitos frente à truculência policial e também sobre os riscos do roubo e do tráfico, estimula a solidariedade, exerce a política da boa vizinhança com moradores e comerciantes, encaminha pedidos de empregos e internações.
“Já tirei um monte de gente deste lugar. Tem uns meninos e meninas que não tem nada a ver com a droga e acabam aqui por equívoco ou por brigas familiares”, explicou. “Agora, se neguinho folgar, meto a mão na cara de qualquer um”.
“Ele é o nosso pai. É o único que debate. É um conselheiro”, resumiu Jailton Mota Santos, companheiro de Ronaldo desde os primórdios da Cracolândia.
Como qualquer pai de família, ele tenta acumular respeito por meio do exemplo. Todas as manhãs pega um vassourão deixado por garis da prefeitura e varre as calçadas da rua Helvétia.
Além disso, Ronaldo ganhou a confiança dos colegas em vários enfrentamentos com as autoridades, alguns deles com conseqüências dolorosas.
“Esse aí é meu pai pelo jeito de proceder e pelo carinho. Fui eu que cuidei quando os guardas quase acabaram com a vida dele”, diz Mauro Sandro Tavares da Silva.
Chapéu de camurça, óculos escuros modelo Porche Carrera, bandeira do Corinthians amarrada sobre as costas, Ronaldo atravessa a Cracolândia brandindo um martelo.
“Este martelo é uma arma?”, perguntou ele ao repórter. Pode ser. “Pois para mim é só uma ferramenta de trabalho. Acabei de ganhar um troco instalando uma porta numa pensão. Mas se a polícia aparecer vai levar o martelo, minha ferramenta de trabalho, achando que é uma arma”, explicou.
Apesar do respeito, Ronaldo está ciente dos riscos da vida que escolheu. “Pode ser que na madrugada alguém apareça aqui, me dê um enquadro, me leve daqui e acabe com a minha vida”.  
http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/sp/pai-da-cracolandia-tenta-botar-ordem-no-caos/n1597574636578.html ( no link tem mais fotos do pai da cracolândia,  bem então beleza, cria -se lugares onde eles podem usar o crack fornecido pelo estado.
o pai ai leva todos pra lá e pronto, bota ordem e ninguém mais fica na rua e tb evitar que novos viciados apareçam )