ex militar se arrepende e confessa crimes na ditadura PINOCHET no CHILE

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Pinochet era comandante do Exército e liderou o golpe de Estado que derrubou do poder e provocou a morte do presidente Salvador Allende, em setembro de 1973.

Os chilenos se surpreenderam por uma ligação a um programa de rádio em que um ex-militar relatou, com detalhes, os crimes que cometera durante a ditadura militar no país (1973-1990).

Tudo começou no último dia 9 de dezembro, com uma insuspeita chamada ao programa popular El Chacotero Sentimental (“O piadista sentimental”, em tradução livre), da rádio Coração, de Santiago.

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O ouvinte ligou para falar sobre um romance e logo começou a confessar mortes de presos políticos pouco após o golpe de Estado do general Augusto Pinochet.

O homem sugere usar uma identidade falsa ao hesitar a informar seu nome, que diz ser Alberto. Começa a falar sobre a atração que sentia por uma italiana que conhecera aos 18 anos, e da relação que não conseguiu concretizar porque teve que cumprir serviço militar obrigatório.

Em tom descontraído, ele começa a contar ao apresentador Roberto Artiagoitía como participou do assassinato de presos políticos depois do golpe que derrubou o governo de Salvador Allende (1908-1973).

Ele continua o relato, animado ao falar sobre a italiana, e diz que havia integrado um pelotão especial em que “levávamos vários desses sujeitos ao pampa (do norte do país) e metíamos uma bala na cabeça deles, dinamitávamos e ‘paf’, não sobrava nem a sombra”.

Diz ter escrito um livro sobre seu período como militar chamado “Desperdício militar obrigatório” – a polícia depois descobriu um blog anônimo com afirmações do mesmo teor, que associou a “Alberto”. Afirma ainda que os desaparecidos na ditadura não foram localizados porque “estão totalmente desintegrados”.

Dois dias depois, a polícia prendeu “Alberto”, na verdade Guillermo Reyes Rammsy, taxista de 62 anos e morador de Valparaíso, a 116 km de Santiago.

‘Bom soldado’

Os crimes que Rammsy confessou ocorreram no norte de Chile, região em que ele prestou serviço militar obrigatório.

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Image captionO apresentador Roberto Artiagoitía, conhecido como El Rumpy, disse que o relato do ex-militar foi ‘arrepiante’

“Chorei na primeira vez, mas o tenente dizia: ‘Bom soldado, bom soldado, soldado valente’. Logo, ‘pum, pum’ outra vez. Na segunda vez eu gostei, curti, era melhor que maconha.”

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Questionado pelo apresentador, o ex-militar disse considerar que não merece punição. Justificou-se dizendo que “foi obrigado” a cometer os crimes, porque se não tivesse cumprido ordens teria sido morto pelos militares.

Sobre a italiana que citou na ligação, ele conta ainda que participou da morte do marido da mulher, e que acabou contando a ela quando ambos tiveram um romance anos depois.

Estima-se que cerca de 3 mil pessoas tenham sido mortas durante a ditadura de Pinochet.

‘Minha especialidade era ser franco-atirador’

O apresentador Roberto Artiagoitía, conhecido como El Rumpy, afirmou ao jornalLas Últimas Noticias que o relato do ex-militar foi “arrepiante e de muita frieza”.

Rammsy disse que durante o golpe foi transferido de Iquique, no norte do Chile, a Santiago.

“Soube quão má pode ser uma pessoa. Matei mais de dez pessoas, minha especialidade era ser franco-atirador”, afirmou no ar.

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Organizações de direitos humanos ainda lutam por justiça aos mortos e desaparecidos durante a última ditadura chilena

A polícia começou a investigação na rádio, onde requisitou a gravação e detalhes das declarações.

O mandado de prisão foi emitido pelo juiz especial para processos de direitos humanos Mario Carroza. Após a detenção, o ex-militar foi interrogado pelo juiz na presença de um advogado.

O juiz decretou prisão domiciliar e denunciou o ex-militar por dois homicídios registrados no centro de presos políticos de Pisagua, no norte do país. O magistrado disse ainda que considerará a atitude de colaboração do militar ao julgar o caso.

( e vc meu amigo ainda quer a volta dos militares ? quer eleger BOLSONARO presidente ? o tal militar chileno depois de anos resolve confessar tudo que fez.

arrependimento, crise consciência, depressão, doença grave, vai morrer e ai resolve contar tudo, afinal qual foi ? imagine se  a moda pega ? haja tatas confissões e lugares pra pessoa desabafar. 

 

15 mortos até agora ( isso se não for mais) policia corre atras, prefeito barata tonta, BRASIL falido.

acorda SOROCABA

O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), foi acionado para apoiar a Delegacia de Investigações Gerais (DIG), no esclarecimento dos assassinatos registrados na onda de violência em Sorocaba, que em pouco mais de 24 horas resultou na morte de 11 pessoas e cinco feridos. A medida foi tomada pelo delegado Júlio Gustavo Vieira Guebert, diretor do Departamento de Polícia Judiciária do Interior (Deinter-7), devido ao número de casos em tão pouco tempo. Mas segundo ele, a investigação continua a ser comandada pela DIG. Não há prazo para o DHPP deixar a cidade. 

As diretrizes do reforço por parte do DHPP foram decididas em reunião ocorrida ontem à tarde na sede do Deinter-7, e que contou inclusive com a presença da delegada Elisabete Sato, diretora do Departamento. Além dos delegados assistentes do Deinter-7, também estiveram presentes os três delegados da DIG, e a equipe vinda de São Paulo, composta por mais dois delegados e vários investigadores. 

De acordo com Júlio Guebert, a cidade nunca viveu antes uma onda de violência dessa proporção, e que por isso foi pedido o apoio do DHPP, cuja especialidade é homicídio, vindo a somar com os policiais civis chefiados pelo delegado José Humberto Urban Filho, titular da DIG. O delegado seccional Marcelo Carriel, também destacou que a ajuda do DHPP se fez necessária devido à complexidade da situação, visando assim agilizar os trabalhos de investigação. Ele também frisou que “não é o Deinter-7, não é a DIG, não é o DHPP, é a Polícia Civil como um todo trabalhando para o esclarecimentos dos crimes”. 

Nem Guebert e nem Carriel quiseram comentar as linhas de investigação. A delegada Elisabete Sato limitou-se em dizer que existe a possibilidade dos vários casos estarem interligados. “Só poderemos afirmar categoricamente quando estiverem devidamente investigados”, comentou. 

Os trabalhos começaram ontem mesmo, no início da noite, com as equipes do DHPP e DIG, acompanhadas do diretor do Deinter-7, visitando a casa da rua Francisco Bueno de Camargo, 872, na Vila Nova Sorocaba, onde Cleyton Alessander Ravira, 33, Vinícius Rafael de Souza, 30 anos, e Jonatas Ribeiro Gomes, 21 anos, foram executados com tiros na cabeça e tórax. Uma tenente da Corregedoria da Polícia Militar, de São Paulo, também integra a equipe de apoio às investigações locais. A tenente, que preferiu não ser identificada na matéria, falou que não poderia se manifestar a respeito das investigações, ressaltando porém que a Polícia Militar sempre trabalha em apoio à Polícia Civil. 

Reunião com Pannunzio 

O delegado diretor do Deinter-7, Júlio Gustavo Vieira Guebert, considerou proveitosa a reunião que teve ontem com o prefeito Antonio Carlos Pannunzio, no Paço Municipal. De acordo com ele, o prefeito convocou uma reunião com ele e o delegado seccional Marcelo Carriel, a fim de se inteirar sobre a onda de violência em Sorocaba, bem como cobrar providências e também se colocar à disposição para ajudar no que for preciso. Sem falar sobre as investigações em andamento, Júlio Guebert também não revelou o conteúdo da conversa mantida com o chefe do Executivo.

 

( agora de manhã no meu bairro, duas viaturas passam, com tudo pelas ruas , por causa desta bosta de copa, agora correm atras pra tentar deixar tudo limpinho, afinal receberemos ARGÉLIA aqui .)

a bagunça nacional em torno do RG, festa para malandros e criminósos em geral.

A lei criada em 1997 para unificar a emissão de carteiras de identidade no país nunca saiu do papel, omissão do governo federal que permite a uma mesma pessoa ter um RG em cada Estado.

Ou seja: um mesmo nome, mas 27 documentos com numerações diferentes.

Ministério da Justiça não se pronuncia sobre cadastro nacional
Reportagem sobre RG foi acompanhada pela área jurídica da Folha
Certidão e paciência para enfrentar filas são os pré-requisitos para tirar o RG

E essa mesma pessoa pode ainda tirar facilmente um RG com a própria foto e outro nome, prática que serve de base a uma série de crimes.

A Folha encontrou essas brechas em apuração iniciada em janeiro deste ano.

O mesmo repórter, com RG original de SP, viajou a oito capitais e, em cada uma delas, fez uma nova carteira.

  Editoria de arte/Folhapress  
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Foi assim em Vitória, Campo Grande, Maceió, João Pessoa, Natal, Rio Branco, Porto Velho e Porto Alegre.

Ter um RG em cada Estado é possível porque a emissão dos documentos é estadual, e os institutos de identificação não trocam informações.

Previsto em lei desde 1997 para corrigir essa falha, um cadastro nacional de identidades, que deveria armazenar eletronicamente dados de todas as pessoas, nunca saiu do papel, embora tenha sido anunciado pelo ex-presidente Lula em dezembro de 2010.

Atualmente o único requisito para fazer um RG é a apresentação da certidão de nascimento ou de casamento.

A falta de um sistema que reconheça digitais coletadas em outros Estados permitiu ao repórter fazer em Belo Horizonte um RG com sua foto e suas digitais, mas com o nome de um colega do jornal.

Expedido por órgão oficial, o documento com o nome incorreto é válido e revela a brecha. Basta que o fraudador tenha certidão de nascimento ou casamento.

Para corrigir as falhas existentes, o governo federal anunciou em 2010 a implantação do RIC (Registro de Identidade Civil), um cartão com chip para substituir o atual RG em até dez anos.

O projeto, porém, empacou. Um contrato com a Casa da Moeda para emissão de 2 milhões de RICs, ao custo de R$ 90 milhões, fracassou. Foram produzidos apenas 14 mil cartões, e só 52 estão válidos.

O RIC teve de ser “redesenhado” em 2012. Foi previsto um custo de R$ 6 bilhões em 12 anos. Decisões sobre onde ficará o cadastro nacional de identidades e qual tecnologia será usada nunca foram tomadas, porque aguardam decisão do Palácio do Planalto.

( ai está a bagunça generalizada, quer dizer que qualquer malandro pode ter vários RGS com o nome que quiser a mesma foto e cometer crimes a vontade, até que finalmente seja pego ao acaso e ainda tentarem descobrir quem realmente ele é.)

mães denunciam ROTA por morte de seus filhos e mandam outros sumirem da cidade.

A onda de violência na periferia de São Paulo mudou radicalmente a vida da faxineira Maria (nome fictício), de 43 anos. Um de seus filhos, de 17, foi morto em julho por agentes das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), durante ação em uma favela na região de Sapopemba, zona leste. Após outro filho ser ameaçado por policiais e ficar sabendo que teria sido incluído em uma lista de futuras vítimas, ela mandou o rapaz morar em outra cidade.

A situação de Maria não é única. Só na zona leste paulistana há pelo menos dez perseguidos, segundo informações do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe).

Leia também: Com medo de ataque, policial militar mata 2 por engano em SP

 

Futura Press

Policial atirou contra dois homens na Rua Gaia, em São Mateus (10/11)

 

A situação se repete na Região Metropolitana de São Paulo. Há dois meses, o filho mais velho de Maria, de 24 anos, pegou algumas peças de roupa e saiu de casa na surdina, no meio da madrugada. Só assim, segundo ela, policiais da Rota pararam de ir até sua residência para amedrontá-la.

“Já tinham espancado ele no meio da rua e falado que só não mataram porque tinha muita gente”, afirma Maria. “Depois, eles vinham aqui no meio da noite, colocavam farol na minha cara e falavam que tinham achado uma moto do meu filho. Ele ficava escondido e eu falava que ele não tinha moto nenhuma, mas eles sempre voltavam.”

O primeiro filho foi morto em um barraco, com duas pessoas. Policiais da Rota alegaram que o trio trocou tiros. Na favela, porém, todos dizem que só os PMs atiraram. Afirmam que os boinas pretas cumpriram a promessa que fizeram uma semana antes: matariam a todos se encontrassem gente usando drogas.

Testemunhas dizem ter visto, depois dos tiros, PMs chegando com uma sacola com armas e drogas, que depois foram apresentadas como sendo dos mortos.

Ao ver o carro cinza da Rota pelas ruas da região, Maria fica em pânico. “Não paro de tremer. Ainda tenho dois filhos pequenos vivendo comigo e tenho medo de deixá-los sozinhos e eles virem aqui.”

Tristeza

Em casa, Maria tenta preencher o vazio deixado pelo filho mais novo assistindo a um DVD com fotos dele, feito pela namorada. “Podia ser tudo mentira. Aquele corpo ser um boneco de cera e ele aparecer no carro da reportagem de vocês”, suspira, emocionada.

A educadora Sônia (nome fictício), de 42 anos, também relata perseguição por parte de PMs da Rota. Segundo ela, o filho já foi detido por tráfico de drogas, mas hoje trabalha como motorista e não teria dado nenhum motivo para ser procurado por policiais. “Abordaram o vizinho e disseram para ele que meu filho estava em uma lista. Depois, ficaram rondando a minha casa”, relata Sônia. “Tentei convencê-lo a sair de casa, mas meu filho diz que não deve e que vai ficar.”

A conselheira do Condepe Cheila Ollala acompanha a situação de várias pessoas que estão sendo perseguidas pela polícia, assim como os filhos de Maria e de Sônia. “Temos outro caso de um menino que teve de sair da cidade pelo mesmo motivo”, diz, sem dar detalhes sobre a vítima. O critério para entrar na tal lista da morte seria ter no histórico pessoal qualquer problema com a Justiça.

O advogado Ariel de Castro Alves, vice-presidente da Comissão Nacional da Criança e do Adolescente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), diz que foi procurado por mães da região do ABC paulista. “A perseguição de pessoas por parte de policiais, simplesmente porque têm antecedentes criminais, pode configurar os crimes de abuso de autoridade e ameaça”, diz.

A PM afirma que as denúncias são graves e pede para que as vítimas se apresentem à sede da Corregedoria para prestar queixa. ( quem ta matando, amanhã vai estar velho demais, e ai vai ver que tudo continua como está.

que o digam matadores do passado, policiais já aposentados que tiveram participação em execuções sumárias, adiantou alguma coisa, acham que matando quem tem ficha limpa, vai amedrontar os bandidos de verdade ?

as mães se apresentarem na sede da corregedoria pra quê ? ficarem marcadas e depois sofrerem retaliações ? )