calor faz ladrão roubar ventilador

O calor está tão forte, que em vez de joias, dinheiro ou eletroeletrônicos, um ventilador foi o único alvo de um ladrão no bairro do Éden, segunda-feira à tarde. Isso porque, depois de invadir uma casa que estava sem seus moradores, o acusado se preocupou em pegar apenas o aparelho. O rapaz, identificado como sendo Diego Richard dos Santos, 23, acabou preso, tendo agora que suportar a alta temperatura em companhia de outros presos no Centro de Detenção Provisória (CDP), no bairro Aparecidinha.

A ocorrência teve início por volta das 11h quando, mediante uma denúncia anônima passada por um popular aos soldados Alexandre e Nascimento, do policiamento ciclístico, Diego, que também reside no Éden e seria conhecido por furtos realizados no bairro, teria invadido, pelo telhado, uma casa da rua José Mustafá. Com a chegada dos soldados, que tiveram o apoio do sargento Celestrin e cabo Braga, todos da 4ª Companhia, Diego foi flagrado no corredor interno, já de posse do ventilador, tentando pular o muro.

De acordo com os policiais militares, Diego teria dito que sua intenção seria trocar o aparelho por pedras de crack. Ele foi levado ao Plantão Norte, sendo autuado em flagrante pelo delegado Wagner Pimentel Valcazara, e levado ao CDP.

( ele trocaria mesmo, ou usaria o aprelho devido ao calor ? se bem que o vicio do crack é mais forte, nem sentiria calor de tão noiado que ia ficar.) 

ÉDEN E CAJURU, insegurança toma conta , e a distância só píora


A sensação de insegurança nos bairros Éden e Cajuru, em Sorocaba, é cada vez mais preocupante para moradores e comerciantes daquela região. Há casos de estabelecimentos assaltados mais de uma vez ao luz do dia. A situação intimida comerciantes, que não sabem como reagir e que alegam que o policiamento nesses bairros é precário. Além do medo de assaltos, a morte do Policial Militar durante uma tentativa de roubo a padaria no Cajuru, no último sábado, agravou a situação. 

Proprietária de padaria no bairro do Éden, Sueli Sheila da Silva, 38, contou que seu estabelecimento foi assaltado oito vezes. “Não há como se prevenir, tento fechar mais cedo – o atendimento que ia até as 22h, hoje fica até as 21h -, mas de todas as vezes que fui assaltada, apenas uma foi à noite, todas as outras foram no período da manhã, entre 10h e 11h, com clientes no balcão.” Ela comentou que nessas ocasiões a viatura da Polícia Militar demorou horas para chegar no local. “Não tenho o que falar do serviço, os policiais são sempre atenciosos e sei que não é culpa deles, e sim da falta de carros e mais policiais disponíveis”, alegou. Sueli e outros comerciantes pretendem levar o problema até as autoridades, exigindo mais segurança. 

Outro comerciante no bairro, Adolfo Iossi Manetta, 38, disse que a falta de segurança preocupa tanto os comerciantes, que a maioria opta por terceirizar o serviço. “Quem pode sempre contrata um segurança para vigiar a loja ou estabelecimento ou instala alarmes e câmeras.” Proprietário de uma frutaria, ele revelou ter visto a farmácia ao lado ser assaltada sete vezes. “Sempre é tudo muito rápido, uma das vezes o rapaz que assaltou a farmácia ainda passou aqui, comprou frutas e depois foi lá assaltar. É tão fácil para eles, acho que nem tem medo de serem pegos.” 

Policiamento e fechamento 
Proprietário de um restaurante no Cajuru, que preferiu ter seu nome preservado, afirmou ter sido assaltado duas vezes em menos de três meses. “Só tem uma viatura para o Cajuru, Éden e Aparecidinha, por isso o policiamento é devagar, além de ser tranquilo para quem quiser assaltar, afinal sabem que não há policiais perto”. A Polícia Militar foi procurada para dar mais detalhes sobre o policiamento nos dois bairros, mas até o fechamento desta edição não houve retorno.

Para evitar incidentes, o dono do restaurante citado resolveu fechar as portas e atende os clientes antigos via encomenda por telefone. “Claro que fechar as portas fará com que eu perca dinheiro, afetando minha renda no final do mês, mas foi a única solução que eu encontrei”, desabafa. Comerciantes da rua Mário Monteiro de Carvalho, mesma via da padaria onde o policial militar Kleber de Salles Coelho, 32, foi morto no sábado passado, ainda estão indignados. Eles também não quiseram se identificar, por temer represálias. Além de “chocados” com o crime, têm medo que mais crimes do tipo se repitam. ( estes bairros são distantes, será que vale a pena pertencerem a SOROCABA ?

emancipados, eles poderiam investir sua grana em segurança particular ao invés de IPTU e demais impostos que não dão em nada.)