funcionária de presídio diz que tio de ANDRÉ tem culpa no caso ISABELLA NARDONI.

Casal Alexandre Nardoni e Ana Carolina são presos após a morte de Isabella, em 2008
Uma funcionária do sistema penitenciário de São Paulo declarou, na última terça-feira (2) ao Ministério Público, que o advogado Antônio Nardoni pode ter participação na morte de sua neta, Isabella Nardoni, de 5 anos, em crime ocorrido em 2008. A mulher diz ter ouvido a versão da madrasta da menina, Anna Carolina Jatobá, no presídio de Tremembé, onde ela cumpre pena. A informação foi divulgada no domingo (7) pelo programa “Fantástico”, da TV Globo.

Segundo a funcionária da penitenciária, Anna assumiu ter batido na menina em uma discussão no carro do casal, após eles terem saído de um supermercado. Após uma série de agressões de Alexandre Nardoni, a menina ficou inerte, e eles teriam imaginado que ela já estava morta. Então Anna ligou para o sogro Antônio para pedir ajuda. Ele então teria sugerido a simulação do acidente.

Mesmo após sua condenação por homicídio triplamente qualificado, em 2009, o casal Nardoni nunca assumiu a culpa pelo crime. No total, Nardoni foi condenado a 31 anos, 1 mês e dez dias de prisão e Jatobá a 26 anos e oito meses, ambos em regime fechado.

A funcionária de Tremembé, deu seu motivo para não ter revelado a informação nos últimos anos. “Queria denunciar no momento que ouvi, só não sabia um meio legal de denunciar sem me comprometer”. Ela ainda acredita que Anna Carolina Jatobá nunca expôs Antônio Nardoni porque ele estaria sustentando a família dela. “Ela recebe queijos, brincos, o colchão é melhor do que das outras presas”, disse.

Segundo a reportagem do “Fantástico”, a funcionária procurou o Ministério Público para dar seu depoimento. O procurador de Justiça Francisco Cembranelli, que foi promotor público nas investigações do caso, acredita que o novo depoimento é “convincente” e poderá reabrir o caso.

“Durante a investigação havia uma suspeita sim [de que Antônio fosse suspeito] mas não conseguimos trazer a responsabilidade para outras pessoas”, explicou Cembranelli.

O depoimento da nova testemunha será analisado nesta semana por uma promotora do Fórum de Santana. Anna Jatobá e Antônio Nardoni também poderão ser intimados a dar novos depoimentos.

Ouvido pelo Fantástico, Antônio Nardoni negou qualquer envolvimento no crime e classificou o depoimento de “mentira”. “Eu tenho a consciência tranquila”, afirmou.

( laudo americano diz que menina não foi asfixiada e dai ? nada mudou no caso, e agora vai ? o homem é advogado, conhece as artimanhas, vai enrolar isso ai por anoas e anos, é gastar grana do contribuinte a toa.

reabrir o caso, ai vem a mídia e vira um circo tudo de novo.)

laudo americano não deve alterar o caso ISABELLA NARDONI

São Paulo – O procurador de Justiça Francisco Cembranelli, que foi o promotor do caso Isabella Nardoni, afirma que um novo laudo sobre o assassinato da menina não será capaz de provocar uma reviravolta na condenação. O relatório, feito nos Estados Unidos a pedido do advogado de defesa do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, mostra que os ferimentos no pescoço de Isabella não teriam sido feitos por mãos. 

Cembranelli disse que a perícia contestada pelo novo laudo não é a única que coloca o casal na cena do crime. Isabella foi morta em 2008, aos 5 anos. Em 2010, o pai e a madrasta da menina foram condenados pelo assassinato. O procurador questiona a isenção do relatório feito pelo diretor do Instituto de Engenharia Biomédica da George Washington University, James K. Hahn, a pedido do advogado do casal, Roberto Podval. “Não tive acesso ao material, mas me parece que foi encomendado pelo advogado de defesa. Quando você contrata um parecer, a opinião é ao gosto do freguês, é o que o cliente espera para utilizar em sua defesa.” 

Segundo Cembranelli, a conclusão dos peritos de São Paulo sobre os ferimentos foi determinada por profissionais que “tiveram Isabella nas mãos durante 9 horas e não apenas por fotografias”. “Os peritos manusearam o corpo, fotografaram, deram depoimento na Justiça. Essa prova não foi feita por um cidadão que pegou o caso por fotografia, cinco anos depois, e comparou com um molde das mãos do casal.” 

O procurador afirma ainda que perícias brasileiras apontam que o arbusto do jardim estava intacto após a queda da menina. “É mentira que ela tenha arranhado o pescoço no arbusto (uma das possibilidades apontadas pelo laudo americano).” Sobre a possibilidade de a Justiça aceitar a análise de contestação das provas em habeas corpus, ele afirma que não vê probabilidade de o relatório ser aceito. 

“Não se costuma permitir a discussão do mérito em habeas corpus. Mas como no Brasil tudo é possível e os habeas corpus são interpostos a cada semana, tratando o mesmo tema, pode ser até que algum tribunal aceite discutir essa questão. O importante é que não vai alterar nada, temos outras provas.”

Provas

Entre os documentos levantados pelo Ministério Público está o GPS que coloca o casal no apartamento no momento em que a menina foi jogada, além de perícia nas roupas do casal e reagentes que indicaram sangue pelo apartamento. “Há ainda a reprodução simulada do fato, feita por uma equipe de 20 profissionais, no próprio edifício em que ocorreu o crime. Foram também ouvidas pelo menos 80 pessoas no processo que trouxeram toda a história de vida dos envolvidos e as testemunhas que ouviram no prédio ao lado o casal discutindo imediatamente após a menina ter sido jogada.” 

Ele diz ainda que o caso está sendo discutido no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Entre as questões levantadas pelos advogados estão a alegação de cerceamento de defesa e a divulgação do caso pela imprensa além do que deveria, o que poderia ter comprometido o entendimento do júri. “São questões periféricas que não têm a ver com o mérito”, ressaltou.

( imagine se todo bandido de caso importante, pedir que seja feita laudo de pericia nos EUA, alegando que o BRASIL é incompetente .

isso ai mostra que o pais não tem condições de fazer perícias ? ja imagino a troca, fazemos perícias lá ,em troca bandido americano vem ser julgado aqui  para ser absolvido em nossos tribunais que tal ?)