caso do estupro coletivo no RJ, mais duvidas do que certezas




Em conversa pelo WhatsApp, delegado desqualifica vítima de estupro coletivo

Durante uma conversa num grupo de WhatsApp, obtida pelo EXTRA, o delegado Alessandro Thiers, titular da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI), desqualifica a jovem que denunciou um estupro coletivo a ele. No texto, o policial – afastado do caso neste domingo, após um pedido da então advogada da vítima, Eloisa Samy – afirma que não houve estupro.


“Alguns esclarecimentos sobre os fatos”, começa ele, para em seguida dizer que o “termo de declaração da adolescente foi filmado”. E vai além, afirmando: não houve estupro. Ele ainda comenta a entrevista da jovem ao “Fantástico”, na qual ela contou detalhes sobre como se sentiu após o estupro coletivo: “No ‘Fantástico’ era outra pessoa. Sabe que temos fortes indícios de que não existiu estupro”.



O delegado ainda faz referência ao estado das partes íntimas da jovem no vídeo.


O policial prossegue: “Ela teve relação consentida com uma pessoa e não usou drogas ou álcool nesse dia, conforme ela e as pessoas que estavam com ela declararam. O relato de abuso que ela fala no ‘Fantástico’, ela relata que foi há tempos atrás e inclusive que os autores não foram mortos pelo chefe do tráfico local (Da Russa) por pedido da adolescente. O único crime seria a divulgação do vídeo”.


Sobre o número de pessoas que, segundo a jovem, a estupraram, Thiers diz que ele é alusão a um funk: “Os 33 no vídeo foi alusão a um funk onde diz mais de 20 engravidou (sic), onde o autor do vídeo diz que engravidou mais de 30 em alusão ao funk para tirar onda de ‘comedor'”.


O delegado ainda diz que “tem o envolvimento claro da adolescente com pessoas ligadas ao tráfico, tendo a mãe inclusive declarado que a filha é a todo o momento aliciada e que bastaria saber atirar para trabalhar no tráfico”.


Ainda de acordo com Thiers, “a advogada, que acompanhou os termos junto com a mãe, pediu à adolescente que parasse de responder perguntas quando estava sendo questionada se conhece pessoas ligadas ao tráfico local, conforme declarado pela mãe e pela própria adolescente, alegando que essas respostas poderiam incriminá-la, mas a intenção era tentar ver se ela reconhecia algum dos alegados ’33’ que estariam no quarto”.


O delegado diz que “diversas pessoas, inclusive a própria adolescente, confirmaram que a mesma frequentava a comunidade da Barão (o morro na Praça Seca, na Zona Oeste do Rio, onde a jovem contou que crime ocorreu), inclusive com contato direto e íntimo com traficantes da área”.


E, no fim, Thiers insinua que a adolescente pode ter sido influenciada por Elisa Quadros, a Sininho – ativista acusada de envolvimento com uma série de protestos violentos ocorridos no Rio em 2014 -, já que Eloisa defende outros ativistas. “Por fim, tem que ser melhor investigado a participação de Eloisa Samy e Sininho influenciando a adolescente a apresentar da versão de estupro coletivo na polícia”.

( a mídia é marrom mesmo, só da espço pra este caso e o do PIAUI, onde uma de 17 foi estuprada por 5, sendo 4 de menor ? foi na sexta dia 27 .

ah pq é PIAUI ? então se este suposto estupro dos 33 fosse no AMAZONAS,ACRE, RORAIMA, AMAPÁ, ou em qualquer cidade do interior do fifó do JUDAS no norte nordeste, teria sido noticiado em todo pais, haveria comoção nacional ? 

a advogada que defendia a adolescente foi dispensada pela família, por causa da garota  ter demorado demais em pedir auxílio a policia, não tem laudo que comprove estupro coletivo.

ha mais dúvidas do que certeza.)

laudo americano não deve alterar o caso ISABELLA NARDONI

São Paulo – O procurador de Justiça Francisco Cembranelli, que foi o promotor do caso Isabella Nardoni, afirma que um novo laudo sobre o assassinato da menina não será capaz de provocar uma reviravolta na condenação. O relatório, feito nos Estados Unidos a pedido do advogado de defesa do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, mostra que os ferimentos no pescoço de Isabella não teriam sido feitos por mãos. 

Cembranelli disse que a perícia contestada pelo novo laudo não é a única que coloca o casal na cena do crime. Isabella foi morta em 2008, aos 5 anos. Em 2010, o pai e a madrasta da menina foram condenados pelo assassinato. O procurador questiona a isenção do relatório feito pelo diretor do Instituto de Engenharia Biomédica da George Washington University, James K. Hahn, a pedido do advogado do casal, Roberto Podval. “Não tive acesso ao material, mas me parece que foi encomendado pelo advogado de defesa. Quando você contrata um parecer, a opinião é ao gosto do freguês, é o que o cliente espera para utilizar em sua defesa.” 

Segundo Cembranelli, a conclusão dos peritos de São Paulo sobre os ferimentos foi determinada por profissionais que “tiveram Isabella nas mãos durante 9 horas e não apenas por fotografias”. “Os peritos manusearam o corpo, fotografaram, deram depoimento na Justiça. Essa prova não foi feita por um cidadão que pegou o caso por fotografia, cinco anos depois, e comparou com um molde das mãos do casal.” 

O procurador afirma ainda que perícias brasileiras apontam que o arbusto do jardim estava intacto após a queda da menina. “É mentira que ela tenha arranhado o pescoço no arbusto (uma das possibilidades apontadas pelo laudo americano).” Sobre a possibilidade de a Justiça aceitar a análise de contestação das provas em habeas corpus, ele afirma que não vê probabilidade de o relatório ser aceito. 

“Não se costuma permitir a discussão do mérito em habeas corpus. Mas como no Brasil tudo é possível e os habeas corpus são interpostos a cada semana, tratando o mesmo tema, pode ser até que algum tribunal aceite discutir essa questão. O importante é que não vai alterar nada, temos outras provas.”

Provas

Entre os documentos levantados pelo Ministério Público está o GPS que coloca o casal no apartamento no momento em que a menina foi jogada, além de perícia nas roupas do casal e reagentes que indicaram sangue pelo apartamento. “Há ainda a reprodução simulada do fato, feita por uma equipe de 20 profissionais, no próprio edifício em que ocorreu o crime. Foram também ouvidas pelo menos 80 pessoas no processo que trouxeram toda a história de vida dos envolvidos e as testemunhas que ouviram no prédio ao lado o casal discutindo imediatamente após a menina ter sido jogada.” 

Ele diz ainda que o caso está sendo discutido no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Entre as questões levantadas pelos advogados estão a alegação de cerceamento de defesa e a divulgação do caso pela imprensa além do que deveria, o que poderia ter comprometido o entendimento do júri. “São questões periféricas que não têm a ver com o mérito”, ressaltou.

( imagine se todo bandido de caso importante, pedir que seja feita laudo de pericia nos EUA, alegando que o BRASIL é incompetente .

isso ai mostra que o pais não tem condições de fazer perícias ? ja imagino a troca, fazemos perícias lá ,em troca bandido americano vem ser julgado aqui  para ser absolvido em nossos tribunais que tal ?)

motorista que atropelou casal não estava embriagado

O motorista que atropelou e matou um casal no Jardim Novo Mundo, próximo à fábrica da Coca-Cola, não estava embriagado, conforme laudo de médico do Instituto Médico Legal (IML) que realizou o exame clínico de embriaguez. Henrique Leonardo dos Santos, 20 anos, continuava preso no Centro de Detenção Provisória (CDP) ontem à tarde.
 
O atropelamento fatal aconteceu às 21h45 do dia 4 de fevereiro, na rua Antônio Aparecido Ferraz. Morreram o motorista de caminhão Luiz Augusto do Nascimento, 63, e sua mulher Aída de Araújo Almeida, 62. O casal morava em Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, e esperava para carregar uma carga de refrigerantes.
 
Henrique não tinha carteira de habilitação e conforme relato de policiais militares ele estava aparentemente embriagado. O próprio Henrique teria dito que bebeu uma garrafa de um litro de cerveja antes de sair de casa com o carro do pai, um Palio, para buscar a irmã. Essa informação consta do histórico do boletim de ocorrência.
 
Em interrogatório, Henrique disse que havia várias carretas estacionadas e uma delas com a traseira mais para dentro da rua. Segundo ele, desviou, mas bateu em outro carro que vinha em sentido contrário. Daí perdeu o controle do Palio e invadiu a calçada, atropelando o casal.
 
Logo depois do atropelamento, Henrique não concordou em soprar no bafômetro nem em ceder amostra de sangue para o exame de dosagem alcoólica. Foi submetido porém ao exame clínico, em que o médico avalia reflexos, coordenação motora e outros tipos de alteração do comportamento.
 
O resultado do exame, que será incluído no inquérito a cargo do 4º Distrito Policial, foi negativo para embriaguez. A acusação contra ele é de duplo homicídio culposo (sem intenção) com agravante de dirigir sem habilitação. Henrique foi preso em flagrante e a fiança para poder responder em liberdade foi estipulada em R$ 24.880,00. ( então ao que tudo indica foi fatalidade, mas então só ele vai responder ? a tal carreta que ele desviou, não responde por nada ? , tem de ver a que velocidade ele tava.)