BEIRA MAR, NEM , MARCINHO VP contra o crack ? acredite se quiser

 

AE

Fernandinho Beira-Mar teria topado gravar um vídeo contra o crack

 

 
Alguns dos principais chefes do tráfico no Rio de Janeiro, como Luiz Ferrnando da Costa, oFernandinho Beira-Mar , Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha , e Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP , teriam aceitado participar de uma campanha contra a venda de crack nas favelas do Rio de Janeiro.
O projeto, chamado de “Anjos Contra o Crack”, é organizado pela ONG Instituto Anjos da Liberdade. A presidente da instituição, a advogada Flávia Pinheiro Fróes, que defende vários criminosos, disse ao iG que foi até as penitenciárias federais de Campo Grande (MS) e Porto Velho (RO) e cadeias no Rio e estaduais onde os traficantes estão presos para conversar sobre a campanha e recebeu grande adesão. Ela disse ter pedido autorização da Justiça para que os detentos participem do projeto.
Segundo Flávia, a participação dos chefões do crime na campanha seria por meio de um vídeo onde eles gravariam mensagens de repúdio ao crack ou, então, uma foto para cartilhas que serão distribuídas na cidade.
De acordo com a advogada, um dos mais entusiasmados com a ideia é Fernandinho Beira-Mar, que está preso em Porto Velho. Segundo Flávia, ele aceitou gravar. Outro que teria topado fazer um vídeo é Marco Antônio Firmino da Silva, o My Thor, suspeito de ser um dos líderes do Comando Vermelho (CV).
 

 

Reproduçao TV Globo

O traficante Nem da Rocinha também aceitou colaborar com o projeto contra a venda de crack

 

 
Flávia afirmou que outro traficante, Márcio Lima da Silva, o Tola, vinculado ao Terceiro Comando Puro (TCP), preso no Rio, será uma espécie de “garoto-propaganda” da campanha porque foi usuário do crack e também topou gravar. Em relação ao traficante Nem da Rocinha, que está no presídio federal de Campo Grande (MS), a advogada ainda não sabe se ele aceitará gravar ou fazer foto.
“A nossa ideia é que os presos gravem mensagens dizendo que são contra o crack, que o crack faz mal. Buscamos adesão não só de líderes das favelas, mas também de outras pessoas que possuem carisma e influência dentro das comunidades. As imagens deles serão importantes: se já convencemos esses aqui, por que vocês não?”, disse.
Na Justiça do Mato Grosso do Sul, o pedido para a participação dos presos na campanha foi protocolado, mas ainda está sendo analisado. Em Rondônia, o juízo da 3ª Vara Federal não quis se manifestar. O Tribunal de Justiça do Rio informou que o assunto foi remetido para parecer do Ministério Público.
O Depen (Departamento do Sistema Penitenciário), órgão que administa os presídios federais, informou ainda não ter sido notificado sobre a iniciativa.
Traficante foragido gravou entrevista
A presidente da ONG afirmou que os Anjos da Liberdade produziu recentemente uma entrevista em vídeo com o traficante Marcelo Fernando Pinheiro Veiga, o Marcelo Piloto, que comanda a favela do Mandela, na zona norte do Rio, em que ele dá um depoimento sobre a questão do crack. Na gravação, o criminoso, que está em liberdade, afirmou que, com o consumo da droga, “as pessoas viram zumbis, começam a matar e roubar as próprias pessoas dentro de casa”.
“Vi que o crack não leva a nada, somente desgraça e destruição”, disse Piloto.
A polêmica em torno da venda do crack no Rio começou em junho quando apareceram cartazes e placas anunciando a proibição da comercialização da droga na favela do Jacarezinho, na zona norte do Rio, apontada como a maior cracolândia da cidade. Na época, a delegada Valéria Aragão, titular da Dcod (Delegacia de Combate às Drogas), afirmou que a iniciativa poderia ser uma estratégia de marketing dos traficantes para diminuir as operações policiais nas comunidades.
Flávia Pinheiro Fróes afirmou ao iG que os líderes do crime organizado alegaram ser contra o crack por causa dos problemas que os usuários causam nas comunidades.
“Eles reclamam que, por conta do crack, os usuários praticam roubos nas comunidades onde era proibido roubar”, explicou.
A campanha contra o crack da ONG conta com o apoio de desembargadores do Tribunal de Justiça do Rio e políticos, que chegaram a posar para fotos com a camisa da campanha;
Procurada pelo iG, a Secretaria de Segurança Pública do Rio informou que não iria se manifestar sobre o assunto.
Além da campanha contra o crack, o Instituto Anjos da Liberdade informou realizar um trabalho de ressocialização de presos oferecendo formação profissional para recuperá-los. De acordo com Flávia, entre os detentos que a ONG ajudou estão Cássio Monteiro das Neves, o Cássio da Mangueira, que cumpre pena em regime semiaberto e trabalha em uma fábrica em Cuiabá (MT), e Levy Batista da Penha, o Baby, que está em regime aberto e trabalha em uma firma de engenharia em Maceió (AL).
 

 

Divulgação/Rio de Paz

Placa na favela do Jacarezinho indica proibição da venda do crack

 

 
 
Rio de Paz
Ao tomar conhecimento da campanha do Instituto Anjos da Liberdade com a participação dos chefes do tráfico, o presidente da ONG Rio de Paz, Antônio Carlos Costa, disse
ser favorável. A Rio de Paz foi a responsável pela divulgação das fotos dos cartazes e placas que apareceram na favela do Jacarezinho proibindo a venda da droga.
“Nós que lidamos com a desgraça que é essa droga na vida de milhares de pessoas e causa sofrimento nas famílias, reagimos com contentamento desta campanha. Vender crack é vender a morte. É uma droga mortífera que leva a dependência rapidamente. Espero que eles (os traficantes) tenham compreendido isso e tenham compaixão”, disse.
Costa afirmou, no entanto, que é preciso que o poder público monitore a situação dos usuários de crack que, com o fim da venda da droga em algumas favelas, passem a migrar para outras regiões da cidade.
Questionado pelo iG se a campanha contra o crack poderia estimular o consumo de outras drogas, como a cocaína, Antônio disse que, pelo raciocínio lógico, o ideal para garantir o bem estar do ser humano seria que nenhum entorpecente ou bebida alcóolica, como a cachaça, fosse vendido. No entanto, ele entende essa campanha direta contra o crack.
“A cocaína, por exemplo, provoca uma destruição menos extravagante, silenciosa. No crack, há um escancaramento. A diferença entre as duas se compara a da cerveja com a cachaça. O efeito do crack é muito visível. O efeito no comportamento é diferente. Na cocaína, o usuário se sente dono da situação, dá a falsa sensação de estar andando das nuvens. O crack provoca um efeito avassalador. É uma droga que degrada, emagrece e é usada predominantemente por quem é pobre e provoca mendicância. A degradação física é vista a olho nu”, argumentou.( ahahahahaha, mas claro que pra isso acontecer, seria baratear a cocaína por ex, ai a molecada já começaria a usar o pó ao invés do crack, traficante não da ponto sem nó, este negócio de zumbi nas ruas não da mais,e eles começaram a ver isso.
mas e o OXI ? mais potente que o crack tb será proibido ? por isso que é mais fácil, liberar todas as drogas e o estado fornecer ao viciado em lugares afastados das cidades, ai sim, mas todos os traficantes do pais vão concordar com isso )

procura-se a xerifa da ROCINHA DANÚBIA DE SOUZA RANGEL

Reprodução

Os setores de inteligência das forças policiais do Rio de Janeiro tentam descobrir a partir de denúncias anônimas o esconderijo de Danúbia de Souza Rangel, 27, namorada do ex-chefe do tráfico de drogas na Rocinha, Antônio Bonfim Lopes, o Nem, preso na semana passada. Na manhã desta quinta-feira (17), agentes do Bope (Batalhão de Operações Especiais) checaram uma informação recebida pelo Disque-Denúncia sobre um local na zona norte da cidade, porém nada encontraram.

Segundo a polícia, o comando da operação “Choque de Paz”, que ocupou as favelas da Rocinha, do Vidigal e da Chácara do Céu neste fim de semana, já está investigando outras denúncias sobre possíveis esconderijos da “xerifa da Rocinha”, como ela gostava de ser chamada na comunidade.

O nome de Danúbia consta em uma investigação da Polinter, concluída em 2009, sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro do tráfico. Porém, não há mandado de prisão contra a namorada de Nem.

A “xerifa da Rocinha” era temida na comunidade por conta de seu temperamento explosivo e ciumento. Segundo moradores que conversavam em um restaurante da Via Ápia na tarde desta quarta-feira (16), Danúbia odiava ser chamada de “viúva negra” (em alusão ao fato de que ela já foi namorada de dois traficantes mortos), e teria ordenado há alguns meses o espancamento de uma jovem da favela que supostamente mencionou o apelido.

A polícia trabalha com a hipótese de que a namorada de Nem teria mudado o visual a fim de facilitar a fuga da Rocinha. Há informações de que ela estaria com os cabelos pretos e curtos, e não loira como mostram todas as fotos nas quais a xerifa da Rocinha aparece esbanjando joias de ouro e outros artigos de luxo.

Na última quinta-feira (10), quando Nem foi transferido para presídio de Bangu, Danúbia foi vista na porta da Polícia Federal, chorando, ao lado do advogado do traficante.

De acordo com as investigações, Danúbia fugiu com as duas filhas do casal, Beatriz e Yasmin, antes do anúncio da ocupação policial.

Luxo e ostentação

Nem nunca poupou esforços para dar uma vida repleta de luxo e ostentação para a namorada, que já teve relacionamentos com outros dois traficantes mortos, conhecidos como Mandioca (de quem teve um filho) e Marcélio, ambos do Complexo da Maré, na zona norte do Rio. Em seu perfil numa rede social, Danúbia postava inúmeras fotos nas quais aparece com joias de ouro, roupas de marca, bebidas importadas, entre outras.

Além da extravagância da rotina de primeira dama do narcotráfico na Rocinha, a polícia acredita que todos esses gastos serviam para lavar o dinheiro do crime organizado.

Danúbia e Nem moravam em uma luxuosa casa em uma localidade conhecida como Cachopa – é necessário subir uma ladeira bastante íngreme para chegar ao imóvel. Segundo vizinhos, ambos só circulavam pela favela pilotando motos de última geração.

A residência possui deque com piscina, churrasqueira de alvenaria, banheira de hidromassagem, cômodos amplos, um terraço com vista panorâmica da favela (incluindo a Pedra da Gávea), entre outras características que destoam da realidade socioeconômica dos barracos no entorno. Em uma das paredes da casa, havia um banner com fotos sensuais da ex-primeira dama do narcotráfico da Rocinha.

Não foram poucas as transformações estéticas de Danúbia. Com o dinheiro do tráfico, ela fez pelo menos três cirurgias plásticas, sendo uma aplicação de silicone nos seios, além de visitas semanais a salões de beleza na Barra da Tijuca, bairro nobre da zona oeste do Rio. Segundo moradores, ela se exercitava regularmente em uma grande academia situada na próxima comunidade.

O corpo atlético sempre atraiu olhares velados dos homens da favela, que sabiam que qualquer reação mais instintiva poderia significar uma sentença de morte. Das várias histórias comentadas por moradores –que aos poucos se acostumam com o fim da lei do silêncio que era imposta pelo narcotráfico–, há informações sobre um homem que teria sido espancado a mando de Nem porque foi visto em uma pizzaria na companhia de Danúbia.

Em uma das fotos postadas na rede social da “xerifa da Rocinha”, ela aparece em um bar situado no segundo andar do casarão do casal, cercada por várias garrafas de uísque, vodka e outras bebidas alcoólicas.

Danúbia, que nunca escondeu a obsessão por uísque, dizia para todos que a sua marca favorita é “The Macallan” — apenas uma loja do Rio de Janeiro comercializa tal bebida, que custa cerca de R$ 900 a garrafa.

Há imagens que mostram a ex-primeira dama do tráfico na Rocinha em passeios de lancha e helicóptero, este último em Natal, no Rio Grande do Norte, feito na companhia do namorado. Outras fotos mostram Danúbia na companhia de celebridades, tais como a cantora Cláudia Leitte e a atriz Juliana Paes.

Lavagem de dinheiro

Em abril desse ano, agentes da Polinter em parceria com o Núcleo de Lavagem de Dinheiro da Polícia Civil desencadearam uma megaoperação para reprimir atividades ilícitas na favela, porém não conseguiram cumprir os mandados de prisão expedidos contra supostos laranjas de Nem. A namorada do ex-chefe do tráfico na Rocinha era uma das pessoas investigadas.

Além dela, foram citados no inquérito o líder comunitário Vanderlan Barros, conhecido como Feijão, o irmão dele, Telmo Oliveira Barros. Na época, os policiais chegaram a apreender um caminhão de gelo da empresa administrada por Feijão dentro de um estacionamento na estrada da Gávea.

Nesta quarta-feira (16), Vanderlan Barros foi detido por policiais militares durante patrulhamento na Rocinha. No entanto, após ser levado para a 15ª Delegacia de Polícia (Gávea), os policiais foram informados de que o mandado de prisão contra ele tinha sido revogado pela Justiça.

A modelo Luana Rodrigues de Sousa, 20 anos, que está desaparecida desde o dia 9 de maio 

A modelo Luana Rodrigues de Sousa, 20 anos, que está desaparecida desde o dia 9 de maio

Após se entregar à polícia, Ronaldo Patrício da Silva, suspeito pela morte da modelo Luana Rodrigues de Sousa –desaparecida no dia 9 de maio, na favela da Rocinha, zona sul do Rio de Janeiro–, afirmou ser inocente. Ronaldo acrescentou que estava sendo pressionado pelo traficante Antonio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, líder da favela preso na semana passada, a assumir a autoria do crime.

O acusado, que não possui antecedentes criminais e alegou ser mototaxista, confirmou que conhecia Luana, mas afirmou que não foi responsável pelo seu desaparecimento e morte. Segundo seu relato, o autor do crime seria outro Ronaldo: um homem conhecido como “Ronaldinho”, que seria namorado da vítima. Este homem também estaria ligado ao tráfico de drogas, razão pela qual Ronaldo Patrício afirma ter sofrido pressão dos traficantes da favela.  

O suspeito disse ainda possuir provas de que Luana estava relacionada com “Ronaldinho” e alegou que a família da modelo sustentaria sua versão.

http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2011/11/17/xerifa-da-rocinha-e-procurada-pela-policia-do-rio-namorada-de-nem-esbanjava-joias-em-rede-social.jhtm ( se ela ainda estiver no RJ, da pra revirar tudo e achá-la, se ela ja se enrocou com algum lider de milícia ,ai demora mais, pois as areas dominadas por elas ainda não reçebem visitas da policia e exército .)

ROCINHA está ocupada, e depois ?

Bope distribui folheto nas comunidades da Rocinha, Vidigal e Chácara do Céu

O secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, afirmou que a operação de ocupação realizada neste domingo acabou com o “jugo do fuzil” na favela da Rocinha. Ele se referia ao controle dos traficantes sobre os moradores da comunidade.

Veja galeria de imagens da ocupação
Polícia vasculha casa de luxo de traficante
Helicóptero da polícia lança panfleto pedindo denúncia
Cabral diz que ocupação devolveu a paz à Rocinha
Após ocupação da Rocinha, 13 armas são apreendidas

A ocupação é o primeiro passo para a instalação de uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) na comunidade –a 19ª do Rio. A Rocinha é uma das maiores do Estado, e sua pacificação é considerada chave para a política de segurança da gestão de Sérgio Cabral.

A ocupação foi feita durante a madrugada. Acessos foram bloqueados às 2h30, e os policiais começaram a entrar na Rocinha por volta das 4h. Em entrevista, o chefe do Estado Maior da Polícia Militar do Rio, coronel Pinheiro Neto, afirmou as favelas da Rocinha e Vidigal estavam sob domínio da polícia às 6h

Durante a ocupação não foram disparados tiros, e a situação é tranquila na região.

Após a ocupação, 13 armas –12 fuzis e uma metralhadora– foram apreendidas. Um foragido da Justiça foi recapturado.

  Marcelo Sayo/Efe  
Blindado circula pelas ruas da Rocinha após ocupação da favela pelas forças de segurança
Blindado circula pelas ruas da Rocinha após ocupação da favela pelas forças de segurança

http://noticias.terra.com.br/brasil/fotos/0,,OI176912-EI306,00-Veja+fotos+da+ocupacao+da+Rocinha+no+Rio+de+Janeiro.html ( mais fotos da ocupação e tb mais luxo dos traficantes.)

( eu queria saber por ex: onde os noias do RJ, estão arranjando sua droga, ja que as areas onde eles compravam foram ocupadas , ou ainda tem ?, ou estão superlotando onde ainda não foi ocupado ?, especiamente areas de milícias.)

traficante NEM, metade do meu ganho,ia para policiais corruptos

traficante Nem na Penitenciária de Segurança Máxima Bangu I (Foto: Divulgação)

RIO – Num longo depoimento na sede da Polícia Federal na madrugada de quinta-feira, acompanhado por um grupo restrito de policiais federais, o traficante Antônio Bonfim Lopes, o Nem, chefe do tráfico na Rocinha, preso na quarta-feira na Lagoa , afirmou que metade de tudo que faturava com a venda de drogas era entregue a policiais civis e militares da banda podre. A propina gorda seria entregue a numerosos agentes públicos. O traficante deu detalhes, inclusive datas, de casos de extorsão. Ainda no depoimento, o criminoso afirmou que, devido às constantes extorsões, em alguns períodos seu faturamento era zero. Segundo algumas estimativas da Polícia Civil, não confirmadas no depoimento, o bandido faturava mais de R$ 100 milhões por ano.

– Metade do dinheiro que eu ganhava era para o “arrego” (gíria para propina) – afirmou Nem.

” Metade do dinheiro que eu ganhava era para o “arrego” (gíria para propina) “

O secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, disse em entrevista ao “RJ-TV”, da TV Globo, que gostaria muito que Nem falasse mesmo o que sabe, por conhecer “a arquitetura do tráfico de drogas e como são os meandros da corrupção”.

– Ele tem uma prestação de contas muito séria e importante a fazer à sociedade fluminense. Ele tem que prestar contas sobre a corrupção de agentes públicos. Eu acho que isso faria com que fosse dado um passo importante no combate à criminalidade – disse Beltrame, por telefone, de Berlim, onde está apresentando os projetos na área de segurança para a Copa e as Olimpíadas.

O bandido contou no depoimento que uma parte do seu lucro com a venda de drogas era gasta em assistencialismo na Rocinha, com pagamento de enterros, fornecimento de cestas básicas, compra de remédios e realização de obras.

– Quando me pediam, eu comprava tijolos e financiava a construção de casas na comunidade – disse.

PF diz que monitora outros traficantes O delegado Victor Hugo Poubel, coordenador da Delegacia de Combate ao Crime Organizado da PF, garantiu que as informações passadas pelo bandido serão investigadas em inquérito. Poubel afirmou também que outras prisões podem ocorrer nos próximos dias e que a PF tem acompanhado a movimentação dos bandidos do Rio, em especial os da Rocinha.

– Nossos policiais da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) estão monitorando a movimentação de bandidos que porventura tentem fugir da Favela da Rocinha. Estamos trabalhando intensamente, com apoio da Secretaria de Segurança, numa troca constante de dados de inteligência – afirmou Poubel.

Durante a operação de quarta-feira na Gávea , quando o traficante Anderson Rosa Mendonça, o Coelho, chefe do tráfico no São Carlos e sócio de Nem, e seu braço direito Sandro Luiz de Paula Amorim, o Lindinho ou Peixe, foram presos pela PF, os agentes apreenderam pelo menos dez celulares. No verso dos aparelhos havia a etiqueta “arrego”. Coelho, no momento da prisão, estava sendo escoltado por três policiais civis, sendo dois da Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos de Cargas (Carlos Renato Rodrigues Tenório e Wagner de Souza Neves) e um da Delegacia de Repressão a Crimes Contra a Saúde Pública (Carlos Daniel Ferreira Dias). O grupo também contava com dois ex-PMs: José Faustino Silva e Flávio Melo dos Santos.

– Parece que cada celular tinha uma função. Achamos curioso: no verso de pelo menos dez dos aparelhos havia essa referência ao “arrego”. Supomos que os traficantes usavam os celulares só para receber ligações da banda pobre e providenciar a propina – afirmou o delegado Fábio Andrade, da DRE da PF.

Coelho era um dos bandidos mais importantes da estrutura atual da Favela da Rocinha. Ele teria instalado vários laboratórios para refinar cocaína, trazendo da Bolívia pasta-base da droga. Além de controlar parte do complexo de São Carlos, atualmente ocupado por uma Unidade de Polícia Pacificadora, o criminoso foi encarregado de assumir também o comando das favelas de Macaé, após a morte do traficante Roupinol, ocorrida em 2010. Desde 2005, policiais federais investigavam o pagamento de propina a policiais da banda podre no Rio.

Nem chegou ao Complexo Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste do Rio, na tarde de quinta-feira. O comboio que levou o traficante e outros bandidos presos no entorno da favela da Rocinha, na noite de quarta-feira, passou pelas principais vias expressas da cidade. De acordo com a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária, o traficante teve o cabelo cortado, seguindo o mesmo procedimento que aconteceu com Alexander Mendes da Silva, o Polegar da Mangueira, preso em setembro no Paraguai. Ele também passou a usar uniforme padrão: camisa verde, calça jeans e tênis azul.

FOTOS: Veja imagens da prisão de Nem

INFOGRÁFICO: Veja como foi a captura de Nem

LEIA MAIS: Nem comanda uma holding criminosa que fatura R$ 10 milhões por mês

REPERCUSSÃO: Jornais estrangeiros noticiam a prisão do chefe do tráfico na Rocinha

Em Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), Nem terá direito a apenas duas horas de banho de sol por dia. Nas outras 22 horas, deve ficar confinado numa cela individual. O Bangu 1 possui quatro galerias com 12 celas individuais. Há alguns anos, uma das galerias já era destinada a presos no RDD. Considerado o presídio mais seguro do Estado, Bangu 1 abrigava presos de alta periculosidade – líderes de facções de tráficos de drogas.

A possibilidade de ocupação da favela da Rocinha por forças policiais neste fim de semana ficou mais forte com um comunicado da Aeronáutica divulgado nesta quinta-feira. Segundo a Força Armada, o espaço aéreo sobre a comunidade será fechado entre as 2h do domingo e a tarde da próxima segunda-feira. Segundo o RJ-TV, da TV Globo, está prevista a utilização de helicópteros com sensores e câmeras na operação de tomada da favela pelas forças de pacificação da polícia. Também nesta quinta-feira, o governador Sérgio Cabral afirmou que a ocupação da Rocinha, na Zona Oeste do Rio, será concluída até domingo.

– É mais um passo importante na política de pacificação das comunidades para oferecer paz, dessa vez aos moradores da Rocinha e do Vidigal, que se somam às demais comunidades pacificadas. Até o final dessa semana, nós teremos concluído esse processo – disse ele ao site G1, da TV Globo.

Desde a semana passada, a polícia vem apertando o cerco no entorno da favela. No último dia 3, agentes da polícia civil fecharam uma clínica de aborto e uma fábrica, numa operação que envolveu cerca de 65 policiais das Delegacias de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM), de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD), do Consumidor (DECON), de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA), de Combate às Drogas (DCOD) e da Polinter. Também participam da operação agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE), da Coordenadoria de Informações e Inteligência Policial (CINPOL), da 14ª DP (Leblon) e da 15ª DP (Gávea). Na ocasião, os policiais também encontraram 22 motos roubadas, que foram encaminhadas para o Pátio Legal da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA), em Deodoro.( apesar disso, DONA DANUBIA  aprimeira dama, passeava até de helicoptero pela cidade, então compensa mais vc ser policial e reçeber arrego, ser traficante, correndo risco, ter de dormir com um olho aberto outro fechado ?

agora vamos ver, afinal domingo a ocupação não deve achar mais nada  na ROCINHA , sem falar que mesmo ocupadas as favelas ainda tem bandido circulando por dentro .)