MIZAEL BISPO DE SOUZA, lucro num presídio militar sem falar da pena

 

O julgamento do caso Mércia Nakashima50 fotos

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14.mai.2013 – O policial reformado Mizael Bispo da Silva (à frente) ouve o juiz Leandro Bittencourt Cano (que não aparece na foto) ler a sentença que o condenou pelo assassinato da ex-namorada, a advogada Mércia Nakashima, em 23 de maio de 2010. O julgamento de Mizael foi concluído nesta quinta-feira (14), no Fórum de Guarulhos (região metropolitana de São Paulo) Leia mais Reprodução
Condenado a 22 anos pela morte da advogada Mércia Nakashima, o policial reformado Mizael Bispo de Souza tem direito de cumprir a pena no presídio militar Romão Gomes, na zona norte de São Paulo. O local, onde Mizael já está detido há mais de um ano, acolhe não só policiais militares na ativa, mas também os que se aposentaram ou mesmo que foram expulsos da corporação.

Reportagem do UOL publicada em fevereiro deste ano mostra que o local possui condições melhores às verificadas em presídios comuns, além de contar com oficina de churrasqueiras e criadouro de coelhos. No Romão Gomes, a oferta de trabalho, que permite ao detento reduzir a pena, é vasta.

Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Militar, caso Mizael seja exonerado da polícia, a permanência dele no presídio militar só pode ser impedida caso o diretor da penitenciária –atualmente o tenente-coronel Daniel Augusto Ramos– peça a transferência para outra cadeia que contenha uma ala isolada de presos comuns.
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Conheça a cadeia que recebe os policiais militares que são presos em São Paulo44 fotos

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Detento coloca churraqueiras recém-pintadas feitas na oficina para secar do lado de fora. Tudo o que é produzido no presídio é vendido, e o dinheiro dividido entre o interno, sua família, outros presos e o Estado. Para cada três dias trabalhados, o preso consegue redução de um dia em sua pena Leia mais Fernando Donasci/UOL
A exoneração de Mizael, segundo a assessoria da PM, só pode ocorrer pela via administrativa –processo que não tem relação com as questões enfrentadas pela Justiça comum. De acordo com o jurista Luiz Flávio Gomes, que foi juiz e promotor de Justiça em São Paulo, a exoneração do condenado só pode ocorrer quando o processo judicial transitar em julgado, isto é, quando não couber à defesa mais nenhum recurso.
“A partir daí, o juiz comunica a PM que tem que abrir um ato administrativo para exonerá-lo. Mas mesmo sendo exonerado, como foi PM, tem direito ao presídio Romão Gomes. Se for para um presídio comum, ele é morto em uma semana”, acrescenta o jurista.
Mizael foi reformado pela Polícia Militar após ter sofrido um choque de 3.000 volts em 1999, o que prejudicou o movimento de uma das mãos. Desde então, ele recebe uma pensão que atualmente é de cerca de R$ 3.000 mensais.

Segundo Gomes, Mizael continua a receber o montante até o processo transitar em julgado, o que não tem prazo para ocorrer. “A partir de então ele deixa de receber, conforme o juiz [Leandro Jorge Cano] deixou claro na sentença.” 

Mizael também é advogado e, segundo a OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo), pode ter o registro cassado. O policial reformado poderá progredir ao regime semiaberto a partir 2020.
 ( alem de pagar só mais um tempo, ainda vai para um presídio longe de presos comuns, entre seus colegas de farda, com certeza livre de agressões a não ser que arrume encrenca séria ali, mas deve ser difícil.)

morador de rua esfomeado, mata jacaré em SOROCABA, pequeno é fácil né zé ruela ?

 
 Na véspera do Dia do Rio Sorocaba, comemorado nesta quinta-feira, um dos três jacarés de papo amarelo que nele vivia, foi morto, golpeado por uma barra de ferro. O responsável pelo crime ambiental ocorrido por volta das 16h30 no Piscinão do Jardim Abaeté, o morador de rua Fabrício Martins Nunes, de 29 anos, quase foi linchado por pessoas do bairro que tinham o réptil na conta de um animal de estimação. Fabrício aproveitou-se do momento em que o animal tomava sol para espancá-lo até a morte.

“Eu cheguei a ver ele (o jacaré) bem pequeno. Era a alegria da criançada. Todo mundo vinha aqui para conhecê-lo”, lamentou o mecânico Cláudio Roberto Lucchesi. O técnico da Secretaria do Meio Ambiente, Welber Centeio Smith, esteve no local e disse que a perda foi “irreparável”. “Tratava-se de uma espécie em extinção. Era um dos símbolos do rio e sua permanência aqui comprovava que os níveis de poluição caíram drasticamente, ou seja, a água tem, sim, muita qualidade”.

O prefeito Vitor Lippi (PSDB) também pediu para ser informado do ocorrido. Na semana passada, em Marselha, na França, quando participou do Fórum Mundial da Água, Lippi fez uma palestra para representantes de vários países, onde explicou o projeto do Município. Para ilustrar sua intervenção, usou uma foto do jacaré morto nesta quarta-feira. Fabrício Martins estava alcoolizado e, conforme testemunhas, deixou o local contando o que fez. “Ele passou por mim e disse, rindo, que deu mas bordoadas no bicho”, comentou Jadilson Gomes. 

A confusão chamou a atenção da Guarda Civil Municipal Elisete, que mora nas imediações. Assim que soube, ela correu atrás de Fabrício e o deteve na avenida Arthur Bernardes. A detenção foi apoiada por outros guardas que mantiveram Fabrício na viatura. Ele teve de ser conduzido logo ao plantão policial da zona norte onde foi autuado. Ele possuía antecedentes por furto e porte de arma, mas como cumpriu pena, não ficou preso. A ação de Fabrício foi enquadrada no que dispõe o artigo 29, da Lei 9605/98, que prevê pena de detenção de um seis meses a um ano e multa para quem matar, perseguir, caçar, ou utilizar espécimes da fauna silvestre. Esse prazo pode ser aumentado da metade, se o crime for cometido contra espécie rara, ou considerada ameaçada de extinção (caso do jacaré de papo amarelo). 

A espécie

Réptil em fase adulta, com idade estimada de três anos, o jacaré de papo amarelo morto ontem, tinha 1,5 m de comprimento. Poderia chegar até a três metros. Conforme o biólogo Welber Smith, ele é típico da região, e vive em rios calmos, lagos e lagoas. Não é um animal arredio; ao contrário, podia ficar bom tempo aquecendo-se ao sol. Tanto assim que criou um elo com a comunidade do entorno do Piscinão do Jardim Abaeté.

Encontra-se em perigo de extinção por causa de fatores como a poluição de rios e lagos por esgotos, agrotóxicos e metais pesados; assoreamento, aterramento de lagoas, drenagem dos brejos; devastação da restinga pela exploração imobiliária, e caça pois sua carne é muito saborosa e sua pele utilizada para calçados e vestimentas. Os jacarés, ainda de acordo com o técnico da Secretaria do Meio Ambiente, são ecologicamente importantes porque fazem o controle biológico de outras espécies animais ao se alimentarem daqueles indivíduos mais fracos, velhos e doentes, que não conseguem escapar de seu ataque. Também controlam a população de insetos e dos caramujos transmissores de doenças como a esquistossomose (barriga-d’água). O réptil foi submetido a autópsia no Parque Zoológico Quinzinho de Barros e será empalhado para fins de pesquisas. ( deveriam pegar um pedaço do animal e fazer este zé ruela, canalha, corno, veado, comer na marra até passar mal e vomitar.


se fosse jacaré grande,e ele passava longe né ? ta com fome ? vai catar latinha, papelão, se vira, este ai abaixo, se ele conseguir matar, ele pode comê-lo inteirinho a vontade)