coronel reformado do exército é assassinado por conta de seu passado obscuro.

Paulo Malhães, em depoimeno na Comissão da Verdae Foto: Pedro Kirilos / O Globo
Bernardo Costa
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O coronel reformado do Exército Paulo Malhães foi encontrado morto na manhã desta sexta-feira dentro de sua casa, num sítio do bairro Marapicu, zona rural de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O militar da reserva teve atuação de destaque na repressão política durante a ditadura militar. No mês passado, em depoimento à Comissão Nacional da Verdade, ele assumiu ter participado de torturas, mortes e desaparecimentos de presos políticos – entre eles o ex-deputado Rubens Paiva.

 

O quarto onde Malhães foi assassinado
O quarto onde Malhães foi assassinado Foto: Luiz Roberto Lima / Extra

 

Segundo investigadores da Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense, que acabam de realizar uma perícia no local, três homens invadiram a residência de Paulo Malhães na tarde desta quinta-feira. Ele ficou em poder dos bandidos de 13h às 22h, segundo o relato de testemunhas, entre elas a viúva do ex-coronel, Cristina Batista Malhães:

– Eu fiquei amarrada e trancada no quarto, enquanto os bandidos reviravam a casa toda em busca de armas e munição. Não era segredo que ele era colecionador de armas – disse Cristina, enquanto era conduzida para a Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) para prestar depoimento.

 

O corpo do ex-militar é retirado do sítio
O corpo do ex-militar é retirado do sítio Foto: Luiz Roberto Lima / Extra

 

O caseiro também foi conduzido para a delegacia. Ele também ficou trancado em outro cômodo da casa, amarrado.

Segundo o delegado Fábio Salvadoretti, da Divisão de Homicídios, não havia marcas de tiros no corpo de Paulo Malhães, apenas sinais de asfixia.

– A princípio, ele foi morto por asfixia. O corpo estava deitado no chão do quarto, de bruços, com o rosto prensado a um travesseiro. Ao que tudo indica ele foi morto com a obstrução das vias aéreas.

A perícia foi feita no local. Policiais apreenderam na casa um rifle e uma garrucha antigas e colheram impressões digitais, que serão analisadas.

 

Policiais da Divisão de Homicídios cercam o local
Policiais da Divisão de Homicídios cercam o local Foto: Luiz Roberto Lima / Extra

 

Família surpresa

De acordo com parentes de Malhães, ele morava no sítio há cerca de 30 anos. Um genro do coronel, que se identificou apenas como Nelson, disse que a família não tem ideia do que pode ter motivado a morte do militar. Ainda segundo o genro, os familiares desconheciam sua atuação durante a ditadura.

– Aquilo foi uma surpresa para a gente. Não sabíamos que ele tinha sido um torturador. Ficamos sabendo pela televisão, e depois disso nunca nos sentimos à vontade para perguntar. Ele sempre foi muito reservado, e nunca comentou nada. Também não sabíamos se estava sendo ameaçado – relatou Nelson.

Também estão no sítio, junto com o genro, duas irmãs de Malhães e um filho do militar. A família deve se reunir no fim da tarde desta sexta-feira para fazer uma nota para a imprensa sobre o caso.

 

Malhães morava há 30 anos no sítio em que foi encontrado morto
Malhães morava há 30 anos no sítio em que foi encontrado morto Foto: Luiz Roberto Lima / Extra

 

Revelações sobre torturas

Em depoimento à Comissão Nacional da Verdade (CNV), há exatamente um mês, Malhães confessou ter se envolvido em torturas, mortes e ocultação de corpo de vítimas da ditadura. Foi a primeira vez que o coronel assumiu, em público, que fez parte da equipe de repressão que operou, nos anos 1970, na Casa da Morte, que funcionava em Petrópolis, na Região Serrana do Rio.

Em seus relatos, Malhães detalhou como a repressão fazia para impedir a identificação daqueles que eram mortos. De acordo com o coronel reformado, os dentes da pessoa eram quebrados e os dedos, cortados. Assim, não era possível fazer a identificação pela arcada dentária e as digitais, já que na época não havia exame de DNA.

O militar admitiu ainda, em seu depoimento, ter recebido uma ordem de seu comando para ocultar o corpo do ex-deputado Rubens Paiva. Mas Malhães alegou, no entanto, que a operação foi executada por outro oficial do Centro de Informações do Exército (CIE).

— Eu deveria ter feito, sim, mas tive outra missão. Eu disse (à imprensa) que foi eu porque acho uma história muito triste quando uma família leva 38 anos para saber o paradeiro de uma pessoa. Não estou sendo sentimental, não — declarou à época.

( depois de velho é isso ai, bate o arrependimento, o coronel poderia não ter dito nada e se recusado a colaborar com a tal comissão, que por enquanto só v~e o lado dos militares , falta interrogar tb a esquerda , mas ai seria difícil, até a DILMA teria de falar, mas vcs acham que ela vai ?

com certeza ai foi queima de arquivo, vingança por ele ter falado, roubaram a casa pra dirfarçar e notem que o homem tinha armas , mas elas não o salvaram.

quem dera se todos se arrependessem publicamente, ou se arrependem só no pensamento mesmo ? depois que ta velho acabado, ai pensa em tudo que fez de errado e ai ? que os jovens de hj pensem no que fazem, os militares que ainda estão na ativa pensem muito, isso vale pra todos, desde o simples vigia de uma rua, passando pelo policial militar ou civil, até chegar nos mais graúdos .)

 

mulher de bombeiro nega participação do marido em sexo a 3 num quartel de bombeiros em NOVA IGUAÇU

quartel-bombeiro-tv

A mulher do sargento do 4º Grupamento de Bombeiros Militar que ficou 23 dias preso por suspeita de permitir orgia no quartel de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, negou a participação do marido no esquema de organização da “festinha”, em junho de 2012. Um cabo é acusado de praticar sexo com um casal que conheceu na internet dentro do quartel, sob a conivência do sargento.

De acordo com Patrícia Cardoso, o cabo que teria feito sexo com um casal em uma viatura da corporação bolou tudo sozinho e agiu pelas costas do comando. As fotos do encontro vazaram em um site de conteúdo adulto.

— Eu sei da inocência do meu marido. Assim que saiu essa história, em junho do ano passado, ele conversou comigo. Eu sei que ele jamais permitiria isso. Ele não sujaria a farda que ele tanto ama e nem desrespeitaria os nossos dois filhos. Foi tudo organizado pelo cabo. Ele agiu sozinho e enganou todo mundo.

A mulher do sargento contou que o cabo teria aproveitado uma saída de rotina para encontrar o casal na rua e entrar, de forma sorrateira, para o quartel.

— Eles sempre saem para comprar lanche à noite, isso é normal. Então, meu marido disse que ele [cabo] afirmou que ia comprar lanche, mas enganou todo mundo e ainda entrou com o casal.

O juiz militar Marcius da Costa Ferreira aceitou denúncia do Ministério Público Militar do Rio de Janeiro contra o cabo e o sargento. Eles foram acusados de praticar ou permitir a prática de ato libidinoso em local sujeito à administração militar — pena de seis meses a um ano —, com agravantes de abuso de poder ou violação de dever inerente a cargo e quando o ofendido estava sob a imediata proteção da autoridade.

O primeiro interrogatório está marcado para 13 de maio, na Auditoria de Justiça Militar, na Gamboa, zona portuária do Rio de Janeiro.

( esta é a unica imagem que se tem dos fatos, já que não consegui achar as demais fotos, se alguém souber, pode me informar aqui, que mostrarei.

a coisa toda veio a tona, devido a uma tenente ter visto as fotos na net e denunciado tudo, agora resta apurar mesmo se o cabo agiu sozinho, mas pra que investigar a fundo ?  se pode expulsar dois só pra dizer que o corpo de bombeiros é sério né ?

vale o conselho,se vc vai fazer coisas deste tipo, não fotografe nem filme, pois se cai na net, pode explodir do seu lado, quem postou na web e pq  ? colocou num site adulto achando que ninguém do quartel poderia ver ? alias como esta tenente descobriu  isso ?) 

assédio termina em morte em baile de carnaval no RJ


A rejeição ao assédio de um rapaz, situação corriqueira em tempos de carnaval, serviu de motivação para matar. Ana Elizabeth de Oliveira, de 21 anos, foi assassinada com um tiro na cabeça na madrugada desta Quarta-Feira de Cinzas, no baile da Praça Miguel Couto, em Nova Iguaçu, por ter discutido e trocado empurrões com um jovem, que exagerou na dose durante a investida. Depois de sacar a arma e atirar, o rapaz deixou a cena do crime ao se misturar no meio de uma multidão de foliões.
O crime ocorreu por volta das 4h. A vítima estava no baile, com a prima e um amigo, quando começou a ser assediada pelo rapaz, que teria passado a mão na moça e a encostado na parede. Ela reagiu e tentou afastá-lo. Depois de trocar empurrões, o rapaz sacou uma arma e deu um tiro, à queima-roupa, na testa de Ana Elizabeth. A prima dela e outras duas testemunhas viram tudo. À tarde, prestaram depoimento na 58ª DP (Posse), que investiga o caso.
— A vítima estava pulando carnaval quando o rapaz começou a assediá-la. Ela não gostou e o empurrou. Ele sacou a arma, atirou e fugiu. As testemunhas dizem que não conheciam o assassino. Mas vamos ouvir outras pessoas para tentar chegar ao autor. Foi um crime bárbaro — disse o delegado Marcus Henrique de Oliveira Alves, titular da 58ª DP.
Retrato falado
 

 

Polícia Civil divulgou o retrato falado de acusado de matar uma jovem em baile de carnaval em Nova Iguaçu
Polícia Civil divulgou o retrato falado de acusado de matar uma jovem em baile de carnaval em Nova Iguaçu Foto: Divulgação Polícia Civil

 

 
A Polícia Civil divulgou o retrato falado do acusado após ouvir o depoimento da prima da vítima, na Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). O suspeito estava de boné, camisa listrada e tinha entre 23 e 27 anos. A polícia, agora, tentará obter imagens de câmeras de vigilância no local do crime para tentar identificar o autor do crime.
Garota cuidava de quatro irmãos
Ana Elizabeth era a filha mais velha de uma mulher que sustenta a família sozinha, trabalhando como acompanhante de um idoso em Botafogo, na Zona Sul do Rio. Quando a mãe estava trabalhando, ela cuidava da casa e dos quatro irmãos: um adolescente de 15 anos, duas meninas de 12 e 10 anos e um garoto com apenas 2 anos de idade.
A garota, que era torcedora fanática do Fluminense, também gostava de sair com os amigos e os primos para dançar. Frequentou todos os bailes de carnaval na Praça Miguel Couto, em Nova Iguaçu, próximo à casa onde morava.
Nos últimos dias de folia, só costumava voltar para casa quando já estava amanhecendo, sempre com um grupo de amigos. Segundo uma prima de 19 anos, ela estava se relacionando com um músico de um grupo de pagode há cerca de três meses.
— Ele foi embora mais cedo, porque estava cansado. A minha prima ficou. Mais tarde, um amigo comprou três cervejas e convidou ela para ir embora. Ela disse que queria ficar. Ela adorava dançar e estava sempre alegre, brincando com todo mundo — lembrou a prima.
Família pede justiça
“Te dei 1 toko(sic)? não seja brasileiro, desista!!!”. A frase consta no perfil da página de relacionamentos de Ana Elizabeth e soa como uma espécie de explicação ao que aconteceu com a garota no baile de carnaval, instantes antes de morrer.
— Sabe como é. Carnaval, todo mundo tenta azarar todo mundo. O cara alisou. Ela fez com a cabeça que não, mas ele continuou. Ela falou: “você está maluco?”. Eles se empurraram e ele decidiu atirar — contou uma familiar, que não se identificou.
No bairro Grama, onde ela morava, familiares estavam consternados.
— Todo mundo aqui está revoltado. Ela era uma menina feliz, que não fazia mal a ninguém. Não merecia isso — desabafou Rita Regina da Conceição, de 78 anos, madrinha da vítima.
A faxineira Luzia Rita da Cunha, de 55 anos, tia de Ana Elizabeth, espera que justiça seja feita.
— Ela era uma pessoa muito querida. Aí, aparece um cara abusado e faz uma coisa dessas. Isso não pode ficar assim — disse. ( se o baile era em lugar fechado como o cara entra armado ? é conhecido ?, é bam bam bam do pedaço ?, então basta interrogar os responsáveis, que eles podem até conheçer o meliante.

anda armado pra q ? se defender de bandido ou já é um ? se não era criminoso agora é , na certa vai dizer que a moça o ameaçou com uma faca ou canivete, e ele atirou pra se defender , sempre assim , vão tentar culpar a moça por algo.)

motorista que atropelou casal não estava embriagado

O motorista que atropelou e matou um casal no Jardim Novo Mundo, próximo à fábrica da Coca-Cola, não estava embriagado, conforme laudo de médico do Instituto Médico Legal (IML) que realizou o exame clínico de embriaguez. Henrique Leonardo dos Santos, 20 anos, continuava preso no Centro de Detenção Provisória (CDP) ontem à tarde.
 
O atropelamento fatal aconteceu às 21h45 do dia 4 de fevereiro, na rua Antônio Aparecido Ferraz. Morreram o motorista de caminhão Luiz Augusto do Nascimento, 63, e sua mulher Aída de Araújo Almeida, 62. O casal morava em Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, e esperava para carregar uma carga de refrigerantes.
 
Henrique não tinha carteira de habilitação e conforme relato de policiais militares ele estava aparentemente embriagado. O próprio Henrique teria dito que bebeu uma garrafa de um litro de cerveja antes de sair de casa com o carro do pai, um Palio, para buscar a irmã. Essa informação consta do histórico do boletim de ocorrência.
 
Em interrogatório, Henrique disse que havia várias carretas estacionadas e uma delas com a traseira mais para dentro da rua. Segundo ele, desviou, mas bateu em outro carro que vinha em sentido contrário. Daí perdeu o controle do Palio e invadiu a calçada, atropelando o casal.
 
Logo depois do atropelamento, Henrique não concordou em soprar no bafômetro nem em ceder amostra de sangue para o exame de dosagem alcoólica. Foi submetido porém ao exame clínico, em que o médico avalia reflexos, coordenação motora e outros tipos de alteração do comportamento.
 
O resultado do exame, que será incluído no inquérito a cargo do 4º Distrito Policial, foi negativo para embriaguez. A acusação contra ele é de duplo homicídio culposo (sem intenção) com agravante de dirigir sem habilitação. Henrique foi preso em flagrante e a fiança para poder responder em liberdade foi estipulada em R$ 24.880,00. ( então ao que tudo indica foi fatalidade, mas então só ele vai responder ? a tal carreta que ele desviou, não responde por nada ? , tem de ver a que velocidade ele tava.)