SP ignora a lei e continua com visita íntima

  • Internos no pátio do presídio de Franco da Rocha (Grande São Paulo)Internos no pátio do presídio de Franco da Rocha (Grande São Paulo)

A lei que proíbe a revista íntima nas unidades prisionais de São Paulo existe desde 2014, mas ainda não é cumprida no sistema penitenciário, no entendimento do Ministério Público estadual. Um relatório nacional da Secretaria de Direitos Humanos, da Presidência da República, divulgado no fim de 2016, aponta que “o procedimento de revista íntima ainda ocorre mesmo que possua uma proibição legal” em ao menos uma prisão na capital paulista.

Além disso, a Promotoria de Justiça de Direitos Humanos investiga denúncias de violações de direitos em unidades prisionais paulistas. De acordo com os promotores, apesar de proibido pela lei 15.552, visitantes de presos são obrigados a tirar a roupa e a fazer sequências de agachamentos, com o objetivo de verificar se carregam dentro do corpo objetos ilícitos, como drogas, por exemplo. A lei nomeia esse procedimento de “revista íntima”, enquanto a promotoria se refere à prática como “revista vexatória”. 

Um documento entregue à Corregedoria Geral da Justiça em julho de 2016, assinado por promotores e defensores públicos estaduais, afirma que a realização da revista vexatória (expressão usada no texto) é confirmada “por todas as direções de unidades prisionais do Estado de São Paulo, com exceção daquelas que possuem scanners corporais”.

Parentes de presos, três mulheres ouvidas pela reportagem contaram, sob a condição de anonimato, que, a cada visita, elas ficam nuas e têm de se agachar três vezes de frente e de costasElas afirmaram que não reclamam porque temem que os familiares detidos sofram retaliações.

A apuração das denúncias foi iniciada em agosto de 2014. Apesar dos indícios coletados desde então, em queixas feitas à promotoria e visitas feitas a unidades prisionais por integrantes do Núcleo Especializado de Situação Carcerária da Defensoria Pública, a SAP (Secretaria da Administração Penitenciária) não reconhece que a revista íntima seja mantida. Mas justifica que, para poder identificar se visitantes levam objetos ilícitos dentro do corpo, seria necessário instalar scanners corporais (equipamentos de varredura visual detalhada) nas unidades prisionais.

Segundo a secretaria, esses aparelhos têm alto valor de mercado, ao custo de R$ 18 mil mensais cada, valor que o Estado não teria como arcar.

Em parceria com o Núcleo Especializado de Situação Carcerária, o Ministério Público pediu à Corregedoria Geral da Justiça no meio do ano passado que determinasse a todos os juízes corregedores de unidades prisionais que reconhecessem “a autoaplicação da lei e sua preponderância sobre qualquer medida normativa do Poder Executivo”, proibindo a realização de revista íntima em todos os estabelecimentos prisionais do Estado.

A corregedoria tenta, há cinco meses, esclarecer a situação com a SAP. Ofícios foram enviados à secretaria desde agosto de 2016, e até a segunda semana de janeiro de 2017 não havia retorno por parte do governo do Estado.

A reportagem do UOL fez três tentativas de obter da Secretaria da Administração Penitenciária esclarecimentos específicos sobre a imposição de desnudamento e agachamentos a visitantes, mas não teve resposta exata para este questionamento.

A secretaria informou, sem citar o termo “íntima” (como está na lei), que “a revista em visitantes de presos é rigorosa, no entanto, não é constrangedora nem vexatória”. Conforme mensagem enviada à reportagem, a secretaria afirma que “o rigor na revista se faz necessário, com o objetivo de evitar a entrada de drogas e celulares nas prisões, ocultados em seus próprios corpos (partes íntimas). Informamos que todos os finais de semana ocorre a prisão de visitantes, que tentam introduzir drogas nos presídios.”

Também não houve posicionamento da SAP sobre as afirmações dos promotores de Justiça e defensores públicos quanto ao não cumprimento da lei em todo o Estado, assim como não houve resposta sobre o motivo de a SAP ainda não ter respondido à Corregedoria Geral de Justiça.

O que diz a lei

A lei 15.552 foi publicada no “Diário Oficial” há quase dois anos e meio, em 13 de agosto de 2014, e “proíbe a revista íntima dos visitantes nos estabelecimentos prisionais” de São Paulo.

Conforme publicado em seu texto, é considerado revista íntima “todo procedimento que obrigue o visitante a despir-se; fazer agachamentos ou dar saltos; submeter-se a exames clínicos invasivos”.

Também fica determinado que todo visitante será submetido à revista mecânica, “por meio da utilização de equipamentos capazes de garantir segurança ao estabelecimento prisional, tais como: ‘scanners’ corporais; detectores de metais; aparelhos de raio-X; outras tecnologias que preservem a integridade física, psicológica e moral do visitante revistado”.

Durante a revista nos aparelhos, se houver suspeita de que o visitante esteja portando objetos ou substâncias ilícitas, deve ser feita uma nova revista, de preferência com equipamento diferente. Se a suspeita persistir, o visitante poderá ser barrado. Caso ainda insista na visita, será encaminhado a um ambulatório onde um médico realizará os procedimentos adequados para averiguar a suspeita.

Se o visitante for flagrado com objetos ilícitos, “será encaminhado à delegacia de polícia para as providências cabíveis”.

Como previsto no artigo 6º, “as despesas resultantes da execução desta lei correrão à conta de dotações orçamentárias próprias”.

O prazo para a regulamentação da lei era de 180 dias a partir de sua publicação e venceu em fevereiro de 2015.

Reprodução/Assembleia Legislativa de São Paulo

Detalhe da lei 15.552, que proíbe a revista íntima em presídios paulistas

O que a investigação constata

A Promotoria de Justiça de Direitos Humanos começou a receber, em agosto de 2014, queixas sobre humilhações praticadas em unidades prisionais como a de Franco da Rocha (na Grande São Paulo). Também chamou a atenção dos promotores uma denúncia citada em reportagem da “Folha de S.Paulo” sobre abusos sofridos por visitantes de presos.

Os primeiros relatos tratavam de casos ocorridos antes da sanção da lei pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), mas novos exemplos surgiram mesmo depois de a proibição da revista íntima entrar em vigor.

No mês em que a lei foi publicada, alguns presídios na região oeste do Estado resguardaram os visitantes de tirar a roupa e de fazer agachamentos, mas muita gente foi barrada ao passar vestida por detectores de metal, e o contato com os parentes presos não pôde ser feito.

Na época, o governador Alckmin afirmou em entrevista que scanners corporais seriam alugados e que a revista íntima seria abolida quando estes entrassem em operação nos presídios do Estado onde fossem mais necessários.

A promotoria, então, quis saber da SAP (Secretaria da Administração Penitenciária) mais detalhes sobre o uso de scanners prometido pelo governador.

Em janeiro de 2015, a SAP respondeu que os equipamentos disponíveis nos presídios – detectores de metais e raio-X – “são instrumentos destinados a coibir o ingresso de serras, armas, aparelhos de telefonia celular” e também para a “inspeção de materiais trazidos pelos visitantes”. De acordo com a secretaria, estes equipamentos “não apresentam tecnologia capaz de identificar drogas introduzidas nos corpos dos visitantes”.

A SAP afirmou ainda que scanners corporais eram necessários nos estabelecimentos destinados ao cumprimento de pena em regime fechado e que estudos sobre a viabilidade de sua implantação mostravam que não seria possível compra-los, por conta de seu alto valor de manutenção, sendo a locação a alternativa adequada.

Reprodução/Band

Scanner corporal usado em prisão no Rio de Janeiro

R$ 18 mil por equipamento

A solução apresentada pela secretaria no início de 2015 foi gastar R$ 18 mil por mês com cada scanner corporal, em um sistema de aluguel dos equipamentos. Considerando o número de presos na época (218.165) sob sua custódia, seriam necessários, de acordo com a SAP, 189 equipamentos para atender a lei estadual, com despesa de R$ 3,4 milhões ao mês.

“Como os contratos dessa natureza geralmente são firmados por um período mínimo de 30 meses, esta secretaria teria de dispor da importância de R$ 102.060.000,00”, informou ao MP.

A SAP justificou que, em agosto de 2014, enviou ao Ministério da Justiça um pedido de repasse de verbas para poder arcar com o aluguel dos scanners, que foi negado pelo governo federal.

Segundo estudos feitos pela secretaria, cada scanner seria usado para a realização de até 300 visitas, com duração de 40 segundos por pessoa. Sendo assim, seriam necessários de 1 a 3 scanners por unidade prisional.

Em novembro de 2014, um segundo pedido de verbas foi feito ao Ministério da Justiça, desta vez para o aluguel de 54 equipamentos de varredura corporal, num total de cerca de R$ 29 milhões. Conforme a solicitação feita pela SAP, eles seriam instalados em 25 unidades prisionais de regime fechado na região metropolitana de São Paulo, em duas penitenciárias de segurança máxima (nas cidades de Avaré e Presidente Venceslau) e em um centro de readaptação penitenciária em Presidente Bernardes.

A SAP explicou à promotoria que ainda não tinha recebido resposta do governo federal, mas que havia aberto um processo de licitação para a implantação de cinco scanners nos Centros de Detenção Provisória de Pinheiros, na capital.

Inquérito Civil

Após o recebimento pela promotoria de mais relatos sobre o descumprimento da lei, foi instaurado um inquérito civil público em agosto de 2015, e no fim daquele ano, houve uma reunião com representantes da Secretaria da Administração Penitenciária.

A SAP negou a prática de “revista vexatória” (expressão usada nos documentos pela promotoria), informou que seus pedidos de verbas ao governo federal não tinham sido atendidos e que cinco scanners corporais haviam sido instalados nos Centros de Detenção Provisória de Pinheiros, na capital. No entanto, disse que não existia um projeto para a implantação de scanners corporais no restante dos presídios do Estado.

Em 2016, a Promotoria de Justiça de Direitos Humanos reuniu novos indícios de que revistas com desnudamento e agachamentos continuavam em prática. O Núcleo Especializado de Situação Carcerária da Defensoria Pública apresentou casos em, ao menos, estes municípios paulistas: Americana, Taquarituba, Valparaíso, Álvaro de Carvalho, Guarulhos, Dracena, São Bernardo do Campo, Suzano, Franco da Rocha, Piracicaba e São Paulo.

A Pastoral Carcerária também confirmou que recebia denúncias sobre práticas abusivas semelhantes.

Um relatório nacional da Secretaria de Direitos Humanos, da Presidência da República, divulgado no fim de 2016, aponta que “o procedimento de revista íntima ainda ocorre mesmo que possua uma proibição legal” na Penitenciária Feminina de Sant’Ana, na capital.

“Esse procedimento consiste em desnudar-se e agachar-se três vezes de frente, depois três vezes de costas. Informou-se que só é utilizado o espelho [para verificar as partes íntimas] em caso de suspeita ou de denúncia”, descreve o relatório, que sugere à direção da unidade prisional que “adote de imediato a lei estadual que põe fim à revista íntima aos visitantes e que resulta numa prática vexatória e violadora de direitos humanos”.

Orientação geral a juízes corregedores

Em ação conjunta com o Núcleo Especializado de Situação Carcerária da Defensoria Pública, a promotoria encaminhou à Corregedoria Geral de Justiça um pedido para que determinasse a todos os juízes corregedores de unidades prisionais do Estado que reconhecessem que a lei deve ser aplicada automaticamente e que predomina sobre qualquer medida normativa do Poder Executivo.

O documento afirma que a realização da revista vexatória (expressão usada no texto) é confirmada “por todas as direções de unidades prisionais do Estado de São Paulo, com exceção daquelas que possuem scanners corporais (Centros de Detenção Provisória de Pinheiros e Penitenciária 2 de Presidente Venceslau) e daquelas em que foi concedida ordem judicial para cessação da prática ilegal (Penitenciárias 1 e 2 de Itirapina e Penitenciária de Dracena)”. 

Entre outubro de 2014 e maio de 2016, defensores públicos visitaram os 41 Centros de Detenção Provisória do Estado, cerca de metade das unidades prisionais femininas e ainda diversas outras masculinas, onde “foi possível confirmar que a revista vexatória é prática disseminada em todas as unidades prisionais paulistas”.

De acordo com o inquérito civil em curso no Ministério Público, a SAP ainda não respondeu aos pedidos de informações feitos pela corregedoria a partir de agosto de 2016.

Decisões na Justiça a favor da lei

Pelo menos em duas regiões do Estado de São Paulo a Justiça já autorizou visitantes a ingressarem em presídios sem passar pelo procedimento de tirar a roupa e agachar repetidas vezes.

Em Tupi Paulista (680 km da capital), uma mulher, parente de um preso, denunciou humilhações à Defensoria Pública e conseguiu autorização da Corregedoria Geral da Justiça para fazer a visita sem passar por revista íntima, em outubro de 2016.

Na região de Rio Claro (190 km da capital), a Defensoria Pública conseguiu cinco mandados de segurança individuais, no primeiro semestre de 2015, para que parentes de presos fossem liberados da revista íntima.

Em junho de 2015, a Justiça concordou com uma ação civil pública movida pela defensoria e liberou da revista íntima todos os visitantes das Penitenciárias 1 e 2 de Itirapina.

Autor da ação, o defensor público Vinícius da Paz Leite diz que a lei 15.552 não condiciona o fim da revista íntima à compra de equipamentos.

“A Corregedoria do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo deveria unificar esse entendimento em nível estadual, responsabilizar o Estado e determinar que cessem as revistas vexatórias em todos os presídios, esse é o ideal”, afirma.

A SAP não respondeu aos pedidos da reportagem por comentários sobre a viabilidade de abolir revistas íntimas sem a utilização de scanners corporais nem sobre a condição de eliminar a revista íntima com a compra desses aparelhos.

( mas só fazem isso com pobres, vejam se os que parentes dos políticos presos na lava jato passam por isso por ex ?

a filha do JOSÉ DIRCEU, não passa por isso e entra direto , furando a fila de visitas , isso é apenas um caso heim ?)

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jovem, bonita, policia age rápido em seu assassinato


Crime aconteceu em Del Castilho, na Zona Norte. Ana Beatriz foi atingida com um tiro na cabeça após tentativa de assalto

Rio – A Polícia Civil prendeu um homem dois menores de 17 anos, acusados de fazerem parte do arrastão que culminou na morte da jovem Ana Beatriz Pereira Frade, de 17 anos, na manhã desse sábado, na Zona Norte do Rio. O crime aconteceu por volta das 6h da manhã, em um viaduto próximo à saída 4 da Linha Amarela, em Del Castilho.

Segundo o delegado Roberto Ramos, da 44ª DP (Inhaúma), os três foram encontrados  na comunidade Fernão Cardim na manhã deste domingo. Na operação, Douglas Paiva Santos Ventura da Silva, de 18 anos, foi preso e dois menores de 17 anos foram apreendidos. Os três indivíduos vão responder pelo crime de associação criminosa.


O corpo de Ana Beatriz é velado, desde o começo da manhã deste domingo, no Cemitério Municipal de Petrópolis, na Região Serrana. Ana Beatriz estava no carro da família, a caminho do aeroporto do Galeão para fazer uma surpresa para a mãe. O padrasto teria tentado furar o bloqueio feito por bandidos, quando então os criminosos atiraram contra o carro, atingindo a cabeça da adolescente, que não resistiu ao ferimento e morreu.

( ai vcs podem ver a diferênça, se fosse uma mulher mais velha, feia, da classe c, d ou até e, este crime passaria a toa, se fosse uma idosa tb.

mas uma jovem de 17 anos, loirinha , bonita repercutiu, infelizmente é assim, a resposta em prender assassinos é rápida em se tratando da idade, classe e beleza da pessoa, claro que nção garante quanto tempo os assassinos fiquem presos, a jovem não é de família das mais ricas e poderosas do pais, ou os assassinos poderiam morrer na cadeia e fundação casas.

mas fica a resposta do pq este caso foi resolvido rápido, se é que os 3 presos realmente foram os assassinos, tem isso tb, podem ser laranjas, mas isso nem sairia nos jornais se a vitima não fosse desta aparência jovial )

mãe teria doado o pequeno ÍCARO para o casal que foi preso.

 

A Polícia Civil de Sorocaba revelou, durante entrevista coletiva que está sendo realizada nesta sexta-feira (17), que o bebê que supostamente tinha sido sequestrado em um hipermercado, na noite da última quarta-feira (15), na verdade, foi oferecido pela mãe, na internet, ao casal que estava com ele em Bragança Paulista. 

De acordo com as informações da polícia, Kaith Monique Pereira de Souza, de 19 anos, a mãe de Ícaro Augusto, entregou o menino e teria, inclusive, assinado documentos concordando com a doação, papéis estes que foram reconhecidos em cartório. Ela teria simulado que não tinha condições de criar a criança e que seus familiares não a apoiavam.

Depois de o filho ter sido entregue ao casal, a mãe resolveu comunicar à polícia o falso sequestro da criança, para, assim, dar uma satisfação sobre o sumiço da criança para a família. A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) vai instaurar inquério e ela deve responder por falsa comunicação de crime. 

Localizado na noite desta quinta-feira (16), o menino foi trazido de volta à Sorocaba e está sob a responsabilidade do Conselho Tutelar.

A polícia começou a suspeitar do sequestro a partir de contradições da mãe durante o depoimento dela. Segundo o delegado, ela mudou várias vezes a versão dos fatos e se mostrou nervosa. A partir de então, a investigação seguiu por outro caminho.

O caso

De acordo com as informações de um boletim de ocorrência registrado na manhã desta quinta-feira (16), um bebê de um ano e oito meses teria sido raptado na noite desta quarta-feira (15), em Sorocaba. De acordo com informações do boletim, a criança e a mãe, de 19 anos, foram vítimas da ação, em frente a um hipermercado, próximo à Avenida Brasil, na zona norte da cidade. Após o crime, a mãe ainda teria sido estuprada por um terceiro criminoso.

( pelo jeito é mais uma daquelas mãe solteira, cuja aventura de uma noite, resultou em gravidez e o pai cloaro não assumiu, e falou que não era dele .

ACERTEI ?  )

 

mensaleiros, o dia a dia na cadeia.

Banho frio, beliche com colchão de espuma e almoço servido em marmitex de alumínio e colher de plástico.

Essas são as condições da cadeia provisória em que estão os condenados no julgamento do mensalão que já começaram a cumprir pena.

Desde anteontem, os ex-integrantes da cúpula petista José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares e outros seis réus homens, entre eles o empresário Marcos Valério, estão num pequeno prédio sob controle da Polícia Federal dentro do Complexo Penitenciário da Papuda.

Já a banqueira Kátia Rabello e Simone Vasconcellos, ex-funcionária de Valério, ficaram em unidade da PF no centro de Brasília. Todos aguardam a definição da Justiça sobre os locais definitivos onde cumprirão pena.

Os nove homens foram acomodados em celas de seis metros quadrados com beliche de ferro e estrado de madeira e colchão de espuma. Cinco deles ficaram em uma mesma cela e quatro, em outra, segundo a Folha apurou.

Editoria de Arte/Folhapress

Nas celas também há uma pia, um cano com água fria que é usado para banhos e a chamada bacia turca no lugar da privada -a instalação sanitária fica rente ao chão.

No café da manhã a refeição para todos os presos foi pão com manteiga, café e leite. No almoço foi servido marmitex com arroz, feijão, carne, legumes e verduras. Eles fizeram a refeição usando colheres de plástico flexível.

CONSULTA

Em sua primeira noite na cela, Genoino foi atendido por um médico particular a pedido da família em torno das 2h. Pálido e “visivelmente cansado”, segundo laudo do cardiologista Daniel França Vasconcelos, o ex-presidente do PT relatou dores no peito e nas pernas (leia texto nesta página).

Genoino estava em pé e bastante inquieto quando o médico entrou na cela. Após uma hora e meia de consulta, com a pressão controlada por medicamentos, o petista conseguiu dormir ao menos três horas seguidas.

Para passar o tempo, ele tem se dedicado à leitura da biografia de Getúlio Vargas, presente do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu.

Em torno do meio-dia de ontem, Genoino recebeu a visita de um advogado de Brasília que representa o seu defensor, que o informou sobre o pedido feito ao Supremo Tribunal Federal para que possa ele cumprir pena em regime domiciliar em razão dos problemas de saúde.

“Sou um preso político e estou muito doente. Se morrer aqui, o povo livre deste país que ajudamos a construir saberá apontar os meus algozes”, disse o petista ao advogado. Ele relatou a visita à família, que reclama de não ter conseguido entregar nem uma carta ao deputado.

ALGEMAS

No périplo aéreo que 9 dos 11 presos fizeram a bordo de uma avião da PF anteontem, todos viajaram algemados. O procedimento é necessário devido a norma que trata do transporte aéreo de presos.

A aeronave veio a São Paulo para buscar Dirceu e Genoino. Depois, seguiu para Belo Horizonte, onde recolheu outros sete presos, e chegou a Brasília no fim da tarde.

O voo aconteceu em absoluto silêncio. Os condenados não conversaram e cada um viajou sentado ao lado de um policial federal. Não houve lanche e nem água foi oferecida aos presos.

APREENSÃO

Apesar de o prédio em que estão no momento ser totalmente separado das penitenciárias, aFolha apurou que os presos do mensalão ficaram bastante apreensivos com a possibilidade de serem enviados para o sistema comum da Papuda, onde ficam os presos do regime fechado.

A informação de que eles seriam misturados aos demais presos do complexo circulou entre os condenados na forma de boato, mas foi suficiente para que alguns deles solicitassem contato com seus advogados numa tentativa de evitar a situação.

Outro pedido dos presos foi relativo à necessidade de tomarem remédios. Por isso, alguns advogados, como os de Genoino e de Delúbio enviaram documentos ao STF e à Papuda para tentar liberar o ingresso dos medicamentos.

Delúbio recebeu ontem sua mulher no presídio. A visita foi curta e, apesar de ainda não estar tomando seus remédios para diabetes, ele afirmou que, “dentro do possível”, está bem.

O juiz de execução penal de Brasília, Ademar Silva Vasconcelos, deve formalizar hoje o ingresso dos condenados no sistema prisional.

Assim que isso acontecer, os advogados farão pedidos à Justiça para tentar transferir seus clientes para unidades prisionais em seus Estados de origem.

( se todos os presos comuns sofrem nas masmorras do BRASIL, dormindo até pelados ao relento, não seria diferente pra estes ai.

ta ruim ? melhora pra todos, o preso tendo pelo menos o minimo de condições , banho de agua fria, quantos nem água tem ? nem casa ? nada, o GENOINO mal foi preso e já querem que cumpra prisão domiciliar em casa, oras se fosse assim, todos os presos doentes tb deveriam cumprir, ai todos alegariam doenças.

mas resta saber quanto tempo ficarão presos ai quero ver.)

caso JOAQUIM, mãe a padrasto em cana e o espetáculo da mídia.

Agora surge a versão que a morte do menino Joaquim possa ter sido acidental por excesso de insulina ou esquecimento em aplicá-la…

primeiramente nunca se pode esqueçer de medicar um filho doente, a cada momento surge um fato, a mãe era ameaçada de morte pelo padrasto que não aceitava o fato do menino ser de outro, tinha ciúmes do pai da criança etc e tal.

Imagens de duas câmeras de segurança, o rastro seguido por um cão farejador e os depoimentos da mãe do menino Joaquim Ponte Marques, de 3 anos, encontrado morto em um rio neste domingo, 10, após seis dias de desaparecimento, reforçam as suspeitas da Polícia Civil de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, sobre o envolvimento do padrasto Guilherme Rayme Longo, de 28 anos, no crime. Longo e a mãe de Joaquim, a psicóloga Natália Mingone Ponte, de 29 anos, estão presos.

A principal suspeita da polícia é uma possível superdosagem de insulina na criança, que era diabética. Em depoimento prestado após a prisão, no domingo, a mãe mudou a versão sobre o relacionamento com Longo e revelou ameaças e conflitos envolvendo a criança. De acordo com o que Natália afirmou ao delegado Paulo de Castro, o companheiro disse que chegou a autoaplicar duas doses da insulina usada pelo menino.

Joaquim desapareceu de casa na madrugada do dia 4. O casal afirmou para a polícia, no dia do desaparecimento, que eles estavam na residência onde moram há quatro meses e que ela foi dormir e o padrasto ficou acordado para pôr a criança na cama, por volta da meia-noite.

Longo, usuário de drogas, declarou que saiu naquela madrugada para comprar cocaína, ficou fora por cerca de 40 minutos, não encontrou a droga e voltou para casa, de acordo com a polícia. “Ele disse que encontrou o portão aberto, mas entrou e não deu conta do sumiço da criança”, afirmou o delegado. Segundo a versão do casal, a mãe percebeu o desaparecimento por volta das 7 horas, quando foi aplicar uma dose de insulina na criança. O casal acompanhou as buscas da polícia durante toda semana.

Corpo

O corpo do menino foi encontrado no domingo boiando no Rio Pardo, em Barretos. Exame feito pelo Instituto Médico-Legal (IML) comprovou que Joaquim foi jogado no rio já sem vida, pois não havia água nos pulmões.

A mãe, que conheceu Longo na clínica de recuperação onde ele estava internado, defendeu a inocência do companheiro até a prisão, no domingo. Nos novos depoimentos, colhidos na noite do domingo e na tarde desta segunda-feira, Natália revelou que o casal brigava e que o companheiro via a criança como um empecilho na vida deles.

Nos depoimentos, Natália afirma que Longo tratava a criança como “um pedacinho do Arthur”, o pai biológico da criança, Arthur Paes. E que ela pensava em se separar, mas teria sofrido ameaças. “Se você for embora, eu te acho até no inferno”, teria dito o padrasto.

Um cão farejador da polícia identificou rastros do padrasto em um trajeto de sua casa até um ponto na beira do Rio Pardo, onde a polícia acredita que a criança tenha sido jogada. Imagens de duas câmeras de segurança obtidas pela polícia, e mantidas em sigilo, mostram sem identificar uma pessoa passando pelo local com um pano escuro e voltando sem nada.

Natália e Guilherme estão em prisão temporária, decretada desde este domingo, depois que o corpo de Joaquim foi encontrado no Rio Pardo, próximo a um rancho, em Barretos. Há hematomas no corpo. “Não podemos atribuir sem o laudo da criminalística esses hematomas no corpo a uma agressão. Eles podem ter ocorrido depois que o corpo foi jogado no rio”, explica o delegado.

A polícia também não descarta a participação da mãe na morte da criança. “Ela ainda é suspeita”, disse o delegado. O advogado de Longo, Antonio Carlos de Oliveira, não teve acesso ao inquérito policial e disse que não poderia comentar o caso. Ele vai pedir à Justiça acesso aos documentos.( claro que mesmo que a mãe possa supostamente ser inocente, vão enfiar os dois na cadeia, pra que prender um se podem prender dois ?

agora levar um cara viciado em drogas pra casa é viagem demais, e o cara não aceitar o menino pelo fato de não ser dele, é sinal pra qualquer mulher mandar o cara passear.

agora mais um caso pra ser explorado a exaustão com informações a conta gotas pela mídia.)

dois curintianos que estiveram presos na BOLÍVIA, participam de briga entre CURINTIA E VASCO em BRASÓLIA.

 

O corintiano Cleuter Barretos Barros, sócio da torcida Gaviões da Fiel, que esteve preso na Bolívia acusado pela morte do jovem Kevin Espada foi o segundo identificado na briga entre torcedores do Corinthians e do Vasco no último domingo (25), no Estádio Mané Garrincha, em Brasília.

A edição do jornal O Estado de S.Paulo desta quarta-feira (28) publicou análise realizada por peritos nas imagens da confusão no DF e comparou com imagens do torcedor na prisão, em Oruro. O estudo foi feito pela ABPC (Associação Brasiliense de Peritos em Criminalística).

“Considerando as convergências encontradas nos exames quanto às características consideradas individualizadoras da face e a inobservância de divergências classificadas como incompatíveis, conclui-se que as imagens padrão referentes a Cleuter correspondem à mesma pessoa que aparece nas imagens da briga vestindo agasalho de cor cinza, tendo os dizeres “NEW YORK” na parte frontal”, diz o trecho da análise publicado pelo jornal.

De acordo com o Estado, Cleuter Barros é conhecido como “Manaus” na Gaviões da Fiel, por causa de sua cidade de origem. Líder da torcida na capital do Amazonas, o torcedor foi a São Paulo para participar da organização do desfile da escola de samba da Gaviões no Carnaval e passou a dormir na sede da torcida.

Nas imagens, prossegue a reportagem, é possível ver que Barros foi um dos primeiros a partir para o confronto com os torcedores do Vasco e ficou o tempo todo no meio da confusão, que aconteceu no intervalo e necessitou da ação de policiais com spray de pimenta e cassetetes para conter a briga.

Barros chegou a ser apontado na Bolívia como o autor do disparo de sinalizador que matou Kevin Espada em fevereiro deste ano, na partida do Corinthians contra o San José, pela Copa Libertadores. Com ele, foram encontrados três sinalizadores, sendo que um deles idêntico ao que atingiu o garoto boliviano. O corintiano passou cinco meses e meio na cadeia e foi solto por falta de provas.

O primeiro torcedor que estava preso em Oruro e acabou identificado na briga no Mané Garrincha foi Leandro Silva de Oliveira. O jornal Lance! também identificou um vereador de Francisco Morato, Raimundo César Faustino (PT), conhecido como Capá, como um dos participantes da confusão.  ( 5 meses na cadeia , não foram suficientes pra  estes dois né ?

 
la na BOLÍVIA, falaram que estavam sequestrados, que choraram inocência etc e agora isso, soltos de volta ao futebol, aprontam isso .
 
podem ser inocentes no caso do KEVIN ESPADA , mas agóra não tem o que alegar,  ou vão dizer que estavam se defendendo de ataques vascaínos ? as imagens mostram que eles invadiram o espaço destinado aos torcedores do VASCO para brigar, afinal não tinha divisória.
 
já passou do tempo de darem uma lição de vez nestes baderneiros .
 
Cleuter aparece na imagem à esquerda, de jaqueta cinza com a estampa "NEW YORK"