la fora tb tem protestos contra DILMA

Em paralelo à grande mobilização contra o governo da presidente Dilma Rousseff, que acontece neste domingo (15) em diversas cidades brasileiras, o movimento Vem Pra Rua convocou protestos em vários países. Europa, América do Norte e Oceania tem manifestações programadas.

Na Europa, Londres e Lisboa devem reunir o maior número de brasileiros. Paris não tem nenhum protesto previsto. Nos Estados Unidos, as maiores aglomerações do movimento devem acontecer em Nova York e Miami. Sidney, na Austrália, também aderiu ao movimento. Na América do Sul, Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, e Assunção, no Paraguai, participam do protesto.

As convocações são feitas através da página do movimento Vem Pra Rua no Facebook e no Twitter. Como tem feito para as manifestações no Brasil, o grupo publicou fotos com os locais e os horários dos protestos no exterior.

“Dia 15/03, não só no Brasil, mas no mundo inteiro!”, diz uma mensagem publicada na página do Facebook do Vem Pra Rua. “Motivos para o dia 15/03 não faltam. Seja qual for o seu, vem pra rua. Venha demonstrar sua insatisfação com a situação atual do Brasil”, diz uma publicação no Twitter. O grupo também criou uma hashtag, #VemPraRua para endossar o movimento na internet.

Confira a lista das manifestações pelo mundo :

Europa

Bruxelas (Bélgica): 9h, na Rue du Trône, 108

Zurique (Suíça): 11h, em frente à Zurich Hauptbahnhof

Londres (Inglaterra): 12h na Trafalgar Square

Lisboa (Portugal): 15h Praça Luis de Camões

América do Norte

Miami (EUA): 12h, TorchofFriendship Bayside, Downtown Miami

Nova York (EUA): 11h, Union Square, SW Corner

Orlando (EUA): 13h, 5403 International Dr, Banco do Brasil

São Francisco (EUA): 11h, Market St, Just Herman Plaza

Vancouver (Canadá): 15h ancouver Art Gallery

© Fournis par RFI

América do Sul

Santa Cruz de la Sierra (Bolívia): 15h, Plaza del Estudiante

Assunção (Paraguai): 9h, nos arredores da Embaixada brasileira, na Avenida Mariscal López

Oceania

Sidney (Austrália): 16h, Martin Palace

conheça 3 movimentos sociais e seus ideais pra este dia 15.

São Paulo – Liberais, intervencionistas, empresários, estudantes. O perfil dos grupos que lideram os protestos contra o governo previstos para este domingo é diverso. Até mesmo oimpeachment da presidente Dilma Rousseff não é um ponto de consenso entre os movimentos. Dos três principais grupos, um – o Vem pra Rua – não defende a proposta.

Além dos três movimentos listados nesta reportagem, outros – incluindo grupos que defendem uma intervenção militar no país – também estarão nas manifestações deste domingo.

Em comum, está o fato de que eles usam as redes sociais para propagar suas ideias e a oposição ao governo Dilma. Dos três principais, todos negam envolvimento com qualquer partido político. 

Veja as principais bandeiras dos três principais movimentos: 

 Movimento Vem Pra Rua 

Dos três principais movimentos que estão por trás dos protestos de domingo, o Movimento Vem Pra Rua é o único que, por enquanto, não defende o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

“O impeachment é um processo político e jurídico. Se você não tiver uma tese política que seja provada pelo STF e pela Constituição, você não consegue continuar o processo”, afirma o consultor Rogério Chequer, porta-voz do movimento.

Cerca de 450 pessoas estão envolvidas diretamente com o movimento em todo o Brasil, de acordo com Chequer. O grupo também não apoia a intervenção militar. O grupo defende a redução do tamanho do estado, independência dos três poderes, ética na política, reconhecimento dos crimes nas estatais.

Como se financia: Doações de membros e conhecidos.

Quanto vai gastar com as manifestações do dia 15: só em São Paulo, serão 10 mil reais.

Movimento Brasil Livre

De orientação liberal, o Movimento Brasil Livre é liderado majoritariamente por jovens na casa dos 20 anos que se uniram para organizar os protestos de novembro passado. Para o grupo, o Brasil, hoje, não vive uma democracia.

“Quando você desvia dinheiro público para parlamentares para submeter o legislativo ao executivo, você acaba com a República”, afirma Kim Kataguiri.

Nos próximos dias, os líderes do movimento pretendem entregar um pedido formal de impeachment ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). “Ainda que a Dilma não esteja envolvida, só o fato de existir um esquema dessa magnitude, já caracteriza omissão”, afirma.

Ao todo, o MBL tem 500 coordenadores em todo o Brasil que defendem um Estado mínimo, separação dos três poderes, fim dos subsídios diretos e indiretos para Ditaduras.

Como se financia: Doações de membros e conhecidos.

Quanto vai gastar com as manifestações do dia 15: só em São Paulo, serão 10 mil reais. 

Revoltados On Line

Com o discurso mais duro dos três principais movimentos e o deputado Jair Bolsonaro (PP) como ícone, o Revoltados Online tem o impeachment da presidente Dilma e do vice, Michel Temer, como sua principal bandeira.

“Ela foi negligente com o país com a refinaria de Pasadena. A outra é que é crime de lésa-patria enviar dinheiro para países como Cuba sem a aprovação do Congresso Nacional”, afirma Marcello Reis, criador da página do Revoltados Online no Facebook. Segundo ele, o governo do PT estaria implantando um regime socialista no Brasil.

© Oswaldo Corneti/Fotos Públicas

Reis defende também o fim das urnas eletrônicas nas eleições e, portanto, a volta do voto de papel; a consolidação de um regime parlamentarista no Brasil e a existência de apenas cinco partidos no país – “um de centro, direita, extrema direita, esquerda e extrema esquerda”.

Na semana passada, o Revoltados Online organizou outras duas manifestações no Rio de Janeiro e, na sexta-feira, em São Paulo. No Rio, 40 pessoas compareceram ao protesto.

Como se financia: vendendo um kit pró-impeachment (que vem com camiseta, boné e 5 adesivos) que custa  a partir de 175 reais. Em janeiro, foram vendidas mil unidades

Quanto vai gastar com os protestos do dia 15:  20 mil reais (levando em consideração os gastos com os protestos da última terça-feira e sexta-feira)

( pra mim o mais incoerente é o revoltados, pois tem como ícone  BOLSONARO ?  e extrema direita, extrema esquerda como partidos ? .

mas não apostaria em nenhum dos três, acho que temos de ter outro modelo.)

DILMALA é vaiada em centro da construção em SP, pede pra sair meu.

 

o mais entranho é que os militontos não estavam presentes para defendê-la , ou então se poupando pra domingo ?

e vão sair de suas casas da periferia só pra ir em defesa dela e confrontar os manifestantes ? ah vai te lanche com suquinho de novo ? 

petistas são quer nem carrapato não querem sair de jeito nenhum, grudam e não largam, DILMA deveria aproveitar e ja ir pegando uma vaga em CUBA,  ou não quer ir pq os caras estão de conversinha com os EUA ? e VENEZUELA, lá nem ter mercadorias pra ela fazer suas comprinhas, como fez no URUGUAY.

bem vamos ver dia 15, afinal em futebol, cerveja pra atrapalhar.)

HABITETO vira palco de guerra em SOROCABA.

  Morte de dois rapazes pela PM teria gerado o conflito – PEDRO NEGRÃO

Após um confronto que durou cerca de cinco horas entre policiais e moradores no Conjunto Habitacional Ana Paula Eleotério (Habiteto) na madrugada desta sexta-feira, a situação no bairro é de tensão. Sete viaturas estão no local, sendo três da Polícia Militar, três da Força Tática e uma da Guarda Civil Municipal.
 
Segundo o sargento Jidjá Marques, do 1º Pelotão da Força Tática, as viaturas ficarão no bairro por tempo indeterminado. “O clima está calmo. Tudo sob controle”, afirma. Porém, é possível encontrar os sinais de destruição deixados pelos confrontos que ocorreram durante a madrugada. Os carros que foram incendiados já foram retirados do local e ninguém ficou ferido.
 
O confronto começou após um protesto contra a morte de dois jovens, que trocaram tiros com policiais militares no Jardim dos Eucaliptos, na zona norte. Alguns moradores do bairro dizem a dupla teria sido executada. Por outro lado, a Polícia Militar alega que os dois rapazes teriam a intenção de matar o segurança do estabelecimento – uma retaliação da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), por conta do isolamento de um dos líderes da no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), na Penitenciária de Presidente Bernardes.
 
Logo que a manifestação começou a avenida foi tomada por dezenas de viaturas da Polícia Militar, com policiais fortemente armados. Uma equipe protegida por escudos tentava se aproximar do local onde carros eram queimados. No entanto, rojões e outros artefatos explosivos eram lançados contra os policiais.
 
A aproximadamente 300 metros da linha de confronto, uma barreira foi formada pela PM para evitar que moradores que chegavam do trabalho pudessem entrar se aproximar da praça de guerra. Após alguns minutos, a polícia começou a agir e efetuar disparos de tiros de borracha e lançar bombas de efeito moral contra os manifestantes.

Moradores do Conjunto Habitacional Ana Paula Eleutério (Habiteto) fizeram um protesto no início da noite de ontem, na avenida Itavuvu, principal via de acesso ao bairro, que foi interditada por volta das 18h30. O protesto seria contra a morte de dois jovens, que trocaram tiros com policiais militares no Jardim dos Eucaliptos, na zona norte. Alguns moradores do bairro dizem a dupla teria sido executada. Por outro lado, a Polícia Militar alega que os dois rapazes teriam a intenção de matar o segurança do estabelecimento – uma retaliação da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), por conta do isolamento de um dos líderes da no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), na Penitenciária de Presidente Bernardes.

Logo que a manifestação começou a avenida foi tomada por dezenas de viaturas da Polícia Militar, com policiais fortemente armados. Uma equipe protegida por escudos tentava se aproximar do local onde carros eram queimados. No entanto, rojões e outros artefatos explosivos eram lançados contra os policiais. 

A aproximadamente 300 metros da linha de confronto, uma barreira foi formada pela PM para evitar que moradores que chegavam do trabalho pudessem entrar se aproximar da praça de guerra. Neste ponto, a imprensa também foi barrada e não pôde acompanhar de perto o que estava acontecendo. A equipe do Cruzeiro do Sul ficou ao lado das viaturas do Corpo de Bombeiros e começou a assistir, de longe, a ação policial. 

Após alguns minutos, a Polícia Militar começou a agir e efetuar disparos de tiros de borracha e lançar bombas de efeito moral contra os manifestantes. O clima ficou tenso e o inesperado aconteceu. De repente, iniciou-se uma troca de tiros. 
Com pouca visibilidade, não era possível identificar de onde vinham os disparos, que eram respondidos pela polícia. Algumas balas atingiram as viaturas policiais ao lado do caminhão do Corpo de Bombeiros. 

Um policial que estava a menos de 10 metros da equipe de reportagem caiu no chão. Inicialmente, parecia que ele havia sido atingido, já que seus companheiros o colocaram rapidamente dentro de uma viatura. Alguns segundos depois, outra rajada de tiros foi disparada. Todos tentaram se proteger atrás dos veículos. Neste instante, aproximadamente 100 moradores que aguardavam para passar e chegar em casa, voltaram correndo em direção ao centro da cidade. Muitos ligavam para casa para saber informações de familiares. 
“Minha mulher e meu filho estão em casa. Eu não tenho ideia do que está acontecendo lá”, comentou um morador desesperado. 

Em seguida, o número de viaturas que já era grande começou a aumentar. Duas unidades do Samu chegaram ao local, o que levava a crer que haviam feridos no local.

Era visível a tensão entre os policiais. “Os tiros passaram muito perto. Acertaram aquela árvore”, comentou um dos oficiais do Corpo de Bombeiros, que também buscou abrigo embaixo da viatura. Neste instante, a equipe do Cruzeiro do Sul foi orientada a se retirar.
Ao se afastar ainda mais a linha de confronto, a reportagem pôde acompanhar apenas o que ocorreu em um terceiro bloqueio montado a mais de um quilômetro do local de tensão. 

Depois de mais de duas horas sem saber o que estava acontecendo no bairro, finalmente, um comandante da Guarda Civil Municipal, que também prestava apoio à operação da PM, informou que apesar da intensa troca de tiros ninguém havia se ferido gravemente. Segundo o GCM, o Subinspector Bonésio Chagas, o policial militar teria caído porque um tiro atingiu o escudo que ele carregava. “Certamente, ele se desequilibrou por conta do impacto. Mas acabei de conversar com o comandante da operação e ele garantiu que ninguém (nem morador e nem policial) foi ferido”, informou Chagas. 

Já passava das 23 horas e a situação continuava inalterada no ponto de conflito. “Pelo que conversei com o comando da PM, o bloqueio deve continuar por mais algumas horas e não está descartada nova troca de tiros. Por isso, vamos manter o bloqueio neste ponto”, informou o comandante da GCM. 

Enquanto isso, centenas de moradores aguardavam para chegar em casa. “Eu trabalho na Toyota e moro no Habiteto. Não consegui chegar a empresa e pelo jeito não vou para casa hoje”, informou André Fontanele, que havia realizado um trabalho no centro da cidade e tentava levar o carro para a empresa, antes de voltar para casa. 

Já no final da noite, uma moradora ligou para o Cruzeiro do Sul para informar que a PM estava entrando no bairro. Mas com medo de ser identificada, ela desligou o telefone antes dar qualquer informação. 
Até o fechamento desta edição, a tensão ainda prosseguia no bairro.

( pode ser aquela velha pratica já manjada, que os bandidos mandam a população protestarem e se aproveitam pra tb atacar e badernar,

usam todos como escudo, se escondem atras do povo humilde que mora ali , e claro que a PM de SOROCABA não deve ter treinamento pra isso .

se for isso , dificilmente pegarão os responsáveis pelo incitamento a baderna, e o povo fica a mercê dos dois lados.)

SP vai gastar grana em blindados jogando água no povo pra reprimir seus direitos,

Blindado com canhão poderá disparar água, gás lacrimogêneo e tinta a até 60 metros

Blindado com canhão poderá disparar água, gás lacrimogêneo e tinta a até 60 metros

As ações da Polícia Militar do Estado de São Paulo no controle de manifestações vão contar com 14 veículos blindados, entre eles quatro caminhões equipados com canhões de água para dispersar multidões. O processo de licitação internacional, que foi aberto em dezembro e está em andamento, estima um gasto de até US$ 15 milhões com a frota, o equivalente a cerca de R$ 35 milhões.

Segundo a PM, cada veículo com jato de água deverá custar US$ 808.476 (R$ 1,8 milhão). Com capacidade para atingir pessoas que estejam a até 60 metros de distância, o canhão permitirá combinações de água com gás lacrimogêneo e tinta, que poderá ajudar na identificação posterior de manifestantes.

Além desses veículos, foram licitados seis blindados de grande porte para até 24 policiais (US$ 1,5 milhão ou R$ 3,6 milhões cada um), que também serão destinados ao “controle de distúrbios civis”, e quatro veículos de porte médio para transportar de 8 a 12 PMs em “ações táticas e operações especiais” (US$ 595.719 ou R$ 1,3 milhão cada um).

“Distúrbio civil é quando há quebra da ordem. Por exemplo, quando colocam fogo em carro ou na via pública, quando destroem o patrimônio público ou privado”, disse o capitão Sérgio Marques, porta-voz da PM. Segundo ele, todos os 14 blindados poderão ser usados no controle de protestos.

“No deslocamento de um ponto a outro, o policial da tropa de choque vai estar protegido de pedrada, coquetel molotov. O intuito maior é proteger as pessoas, PMs e cidadãos, desde que não seja anônimo nem violento. A partir do momento em que há quebra da ordem pública, são usados os meios necessários para que a ordem seja restabelecida.”

Para o cientista político Guaracy Mingardi, analista criminal e membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a compra dos blindados é “um exagero que tem a ver com a mentalidade militar”. Segundo ele, o que acontece no Brasil não é distúrbio civil.

“Temos, sim, bagunça e quebra-quebra, mas não temos distúrbios civis. O que está acontecendo na Ucrânia e na Venezuela é distúrbio civil. E o que acontece no Brasil pode acabar virando um distúrbio civil se nós apelarmos para a violência. O uso da força não adianta”, afirmou o analista.

Segundo Mingardi, a PM não está sabendo identificar manifestantes não pacíficos e erra ao tratar todos da mesma forma. “A função da polícia é identificar o criminoso e indiciá-lo. Esse trabalho está sendo feito, mas de forma lenta, os protestos começaram há nove meses. Isso mostra que estão mais preocupados com a manutenção da ordem do que com o combate à criminalidade. A PM precisa parar de pensar de forma militarizada e começar a pensar como polícia, ou seja, punir quem é criminoso. Vivemos em uma democracia e todos têm o direito de se manifestar.”

O coronel da reserva da PM José Vicente da Silva, ex-secretário nacional de segurança, defende a compra dos blindados. Ele afirma que a manutenção da democracia depende da manutenção da ordem. “Todos precisam cumprir a lei. O Estado tem permissão para usar a força porque o uso da força é necessário para a defesa da democracia”, disse.

De acordo com Silva, o uso de instrumentos como o canhão de água “retarda o uso eventual de armas letais”. “Do revólver para baixo tudo é permitido, desde que restrito às condições técnicas e legais que a polícia precisa atender. Esses veículos evitam o uso de balas de borracha, por exemplo. São muito eficientes, ajudam a dissolver a multidão sem que haja combate corpo a corpo, e são usados no mundo inteiro. O importante é que se respeite a escala gradual de força”, afirmou o coronel, que ministra cursos de estratégia policial para a PM.

O processo de compra dos blindados foi acelerado após as manifestações de junho, mas a PM afirma que essa é uma necessidade antiga. “É uma demanda anterior aos protestos de junho, mas o processo é lento. Já havia o interesse da PM em adquirir esses veículos, pela própria segurança do efetivo e também pelo uso de métodos menos letais”, disse o porta-voz Marques.

Copa do Mundo

A ideia é que os 14 veículos estejam à disposição da corporação durante a Copa do Mundo, em junho, quando protestos contra a realização do mundial deverão tomar as ruas, mas o processo pode não ter sido finalizado até lá. Isso porque a empresa vencedora da licitação terá até 210 dias para entregar os veículos, contados a partir da data da assinatura do contrato. “Não temos como acelerar o processo e não temos como fazer previsão, porque trata-se de um pregão internacional”, afirmou o capitão Marques.

Para Esther Solano Gallego, professora de relações internacionais da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e pesquisadora do movimento black bloc, a aquisição dos blindados, “praticamente um instrumento de guerra”, é preocupante, pois revela falta de disposição para o diálogo e contribui para o aumento da tensão entre as partes.

“O clima de violência está aumentando dos dois lados, tanto por parte dos manifestantes quanto da polícia, e não vemos estratégias de diálogo, apenas métodos punitivos. Os ânimos estão inflamados e, quando chegar a Copa, estaremos há um ano esquentando esse clima nas ruas. Os riscos de um fato trágico são altos, e é isso que preocupa”, afirmou.

Dos R$ 189,1 bilhões previstos no Orçamento 2014 do Estado de São Paulo, R$ 17,8 bilhões são destinados à Secretaria da Segurança Pública –para efeito de comparação, R$ 18,8 bilhões vão para a Saúde e R$ 27 bilhões para a Educação. Dentro do montante para segurança, a previsão é gastar R$ 381,8 milhões com reaparelhamento da polícia, que inclui a aquisição de veículos, armas, munições e equipamentos de proteção individual e de informática. 

( preferem gastar dinheiro nisso, ao invés de por ex , aplicar esta grana em hospitais padrões FIFA.

o BRASIL sofre com onda de calor , falta de água em alguns lugares, racionamento e termos de ver este líquido precioso sendo desperdiçado pra repressão  , só pra fazer festa pra gringo e os brazukas fanáticos por futebol.)

ANA PAULA MACIEL, e seus relatos de horror na RÚSSIA.

Em 25 de outubro, dentro de uma cela na gelada Murmansk (Rússia), a brasileira Ana Paula Maciel, 31, ativista do Greenpeace, escreveu em um diário: “Ontem eu pensava qual seria a forma mais rápida de acabar com tudo isso, sou bióloga e sei muitas formas de acabar com a agonia de um ser vivo”.

Durante os dois meses de prisão, Ana Paula, libertada na semana passada, escreveu detalhes da agonia que viveu, em um diário cujos trechos principais estão abaixo.

‘Não me arrependo do que fiz”, diz brasileira que foi presa na Rússia’
‘É muito bom vê-la e abraçá-la’, diz mãe de ativista brasileira ao chegar à Rússia

Acusada de vandalismo e pirataria por ter participado de um grupo que tentou barrar a exploração de petróleo no Ártico, ela não pode deixar a Rússia até o julgamento, que não tem data marcada. Ontem, a gaúcha Ana Paula reencontrou-se com a mãe, Rosângela, que a visitou em São Petersburgo.

26/9 – A primeira audiência

Nos acusaram de pirataria, com penas de até 15 anos, mesmo com o presidente deles [Putin] dizendo que não somos piratas. Agora sozinha na cela rezo para que minha mãe reze por nós. A pior parte de ser forte é que ninguém pergunta se você está bem. Vou manter esse diário até quando eu possa ter caneta.

29/9 – Justiça decreta prisão preventiva de dois meses

A última vez que vi no relógio eram dez horas [da noite], agora já não sei, é tarde. Me trouxeram um purê de batatas com beterraba, delicioso, pena que estava frio. A corte foi cansativa e cheia de emoções. Encontrei uma página em branco num livro e escrevi: “Save the Arctic” [Salvem o Ártico]. Não sei se isso vai me trazer problemas […] O banho é só duas vezes por semana, às 18h trazem a janta.

30/9 – Primeiro dia com a prisão decretada

Vieram me chamar para caminhar, pelo menos ar fresco. É sempre nessa caixa de concreto, 5 por 5 [metros], uma caixa de paredes sem sol. Quando me chamaram, acho que me senti como a Lilica e Laila [cachorras dela], quando vamos passear. Acabei de escutar notícia na rádio sobre nós. Acabei de jantar, deve ser seis horas, mais ou menos. “Greenpeace”, “Arctic Sunrise” [navio em que foram presos], “Murmansk”, foi o que entendi, o resto era em russo.

7/10 – As regras da prisão

Meu Deus, quando tudo isso vai acabar? Acordei cedo e não voltei a dormir. O regulamento parece aqueles manuais traduzidos por chineses, não dá para entender nada. Entendi que tinha que limpar a cela, embora tenha tirado toneladas de sujeira, não parece que limpei.

25/10 – Desabafo

Acho que os investigadores deveriam ter peso na consciência de fazerem inocentes passarem pelo terror psicológico da prisão. Estou cansada das inspeções, de sorrir para os guardas, de mostrar respeito pelas pessoas que não respeito. Cansada de andar com as mãos nas costas, das caixas escuras onde nos transportam, das algemas, de ser vigiada pelo olho da porta. Ontem eu pensava qual seria a forma mais rápida de acabar com tudo isso, sou bióloga e sei muitas formas de acabar com a agonia de um ser vivo, formas quase indolores e bem rápidas, o problema é que sou muito forte e corajosa.

Para se matar, é preciso coragem, mas para viver é preciso ainda mais. Na corte, me senti como uma atriz no teatro, porque a decisão já estava tomada antes mesmo de eu sair da prisão, desse buraco imundo, cheio de ratos e fantasmas.

12/11 – Transferência para São Petersburgo

Chegamos perto da uma da tarde, uma e meia já estávamos sendo transferidos para a nova prisão. O transporte de trem levou 27 horas. Não havia colchão e era bem difícil ir ao banheiro. Fomos para a cela, onde tenho duas companheiras. Somente queremos que isso acabe, por favor.

13/11 – Sem dormir

É proibido dormir depois das seis da manhã. […] Quero ver a regra, porque punir as pessoas por dormir é contra os direitos humanos. Minha companheira de cela já me disse que elas tomam um banho uma vez por semana. Hoje vieram perguntar se quero tomar banho de novo. Se elas não podem ir, eu não vou, afinal, qual a diferença entre nós? […] Peguei o papel com as regras do horário e clarifiquei com eles [guardas] que não era contra a lei dormir e que sempre vou tomar banho. Pedi para garantir os mesmos direitos para minhas companheiras.

20/11 – A inesperada saída

Nada de especial aconteceu [no mesmo dia é libertada].

( vcs conhecem aquela expressão é fácil tirar o pobre da loima , difícil é tirar a lama dele ? 

então, tiraram a antiga URSS da RÚSSIA  e das demais ex republicas, mas não tiraram a mente de muita gente  que ainda prefere viver naqueles tempos, pois um pais autoritário onde vc não pode se expressar claramente correndo o risco de ser preso.

o próprio PUTIN disse que eles não eram piratas, mas então ele não apita nada lá, faz o que no governo então ?)

PM robocop X manifestantes em SOROCABA no 7 de setembro

Mais fotos… ( clique e vejam as fotos da bárbarie)

Um protesto no Dia da Independência do Brasil, no Centro de Sorocaba, na tarde deste sábado (7), terminou em enfrentamento entre manifestantes e a Polícia Militar e a detenção de seis pessoas – um deles adolescente. A confusão ocorreu quando manifestantes interditaram a avenida Dom Aguirre e a Polícia Militar deteve uma pessoa ligada ao movimento punk. Os outros manifestantes que já caminhavam em direção à Prefeitura de Sorocaba retornaram e houve a confusão. Manifestantes acusaram a Polícia Militar de agir com violência, com chutes, empurrões, gás pimenta e agressões com cassetetes. Dois manifestantes ficaram feridos com machucados no rosto e na cabeça, fruto de golpes de cassetete. O capitão da Polícia Militar, Rogério Lima, que comandou a operação, disse que foi necessário o emprego da força diante da baderna instaurada, com ameaças aos motoristas, ofensas aos policiais e agressões com pedaços de madeira e também skates. Segundo a PM, quatro policiais saíram feridos diante de agressões.

A concentração começou na Praça do Canhão e aproximadamente 80 manifestantes estavam no local, com bandeiras do Brasil e máscaras. Uma bandeira do Brasil foi pichada no local, pouco antes dos manifestantes começarem a descer a rua Souza Pereira, no Centro. Parte das pessoas que estavam na praça preferiram não seguir a manifestação. Um grupo de aproximadamente 50 pessoas, alguns mascarados, com bandeiras do movimento punk e do anarquismo, começou a interditar a rua Souza Pereira. Já na esquina com a Leopoldo Machado ocorreu o primeiro conflito, entre manifestantes e a Guarda Civil Municipal (GCM). Dois manifestantes pararam um ônibus e tinham uma lata de spray nas mãos. Antes disso, um manifestante com máscara pichou a porta metálica de um estabelecimento comercial. Um dos mascarados disse ao jornal Cruzeiro do Sul que a manifestação era contra a corrupção e o péssimo serviço público prestado na área da saúde e educação.

A Polícia Militar chegou neste momento e começou acompanhar a movimentação. Manifestantes pegaram um conteiner e arrastaram até o cruzamento com na rua Leopoldo Machado. Novamente o clima ficou tenso e manifestantes gritavam palavras de ordem contra a Polícia Militar, inclusive com alguns insultos. Parte do manifestantes chegou até a avenida Dom Aguirre, embaixo da ponte Francisco Delosso e interditou o trânsito. Policiais acompanhavam no gramado, na calçada da rua Leopoldo Machado. Um dos manifestantes, de cabelo moicano, discutiu com um motorista e chegou a acertar o veículo com o cabo de uma bandeira vermelha e negra, símbolo do anarquismo. Enquanto parte dos manifestantes se dirigia à Prefeitura de Sorocaba, pela avenida Dom Aguirre, a Polícia Militar abordou o manifestante e o clima voltou a ficar tenso. Os outros manifestantes voltaram para impedir a prisão do colega e o enfrentamento começou.

A Polícia Militar usou cassetetes e dois manifestantes acabaram atingidos. Uma das manifestantes foi em direção ao namorado que era imobilizado por policiais e tentou impedir sua prisão, já que ele estava ensanguentado, com ferimento na cabeça. Ela levou um chute e um empurrão do policial, caindo no canteiro central da avenida.

O gás de pimenta foi lançado pelo menos em duas ocasiões.

Neste momento, três manifestantes já estavam presos e os outros voltaram a ofender os policiais. O “não violência” foi gritado várias vezes.

Um manifestante chutou e bateu numa das bicicletas públicas, estacionada na estação da Integrabike, da Prefeitura de Sorocaba. Ele foi seguido, imobilizado e detido na ponte Francisco Delosso.

Outro manifestante também foi preso e imobilizado, após gritar palavras contra os PMs. Uma manifestante gritou palavrões calão no momento em que o capitão da PM, Rogério Lima, dava entrevista a imprensa. “Mentiroso, mentiroso, polícia despreparada”, gritou.”Tenho que fazer mais prisões”, disse o PM à imprensa, ao interromper a entrevista. “Essa moça de cabelo vermelho está presa”, disse o capitão aos seus comandados. A manifestante tentou fugir, mas foi detida pela PM e assim como os demais levada para a viatura.

O manifestante Iago Silva, de 18 anos, que estava sem máscaras, foi um dos que levou um golpe de cassetete no rosto. Com ferimentos abaixo do olho esquerdo, ele estava revoltado. “Estava no meio da avenida gritando palavras de ordem e ele (PM) veio na minha direção para me agredir. Levei pancadas com o cassetete no rosto e na parte de traz da cabeça”, disse ele, que estava com o rosto ensanguentado.

Outro integrante do movimento punk, que não quis se identificar, foi conversar com o comando e queixou-se da atuação da PM. O capitão da PM, Rogério Lima, disse que foi necessário fazer o uso de força e detenção de pessoas diante de uma baderna iniciada por um grupo de anarquista. “Sem dúvida era necessário chegar a esse ponto e tenho policiais feridos. Eu mesmo estou ferido nas mãos, teve paulada, começaram a bater em veículos e quebraram bicicletas públicas.”

O capitão argumentou que foram detidas seis pessoas e foi utilizado uma força moderada, com uso de cassetete e imobilização para algemamento. “Tenho quatro policiais com ferimentos superficiais que levaram pauladas e skatadas na hora do confronto. Os manifestantes foram presos por desacato, agressão, ameaça contra policiais e pessoas que estavam no local.”

Dez viaturas da PM e três da GCM estavam no local. Parte dos manifestantes deitaram na rua Leopoldo Machado, quando o trânsito já estava parado e protestaram contra a ação da PM. O estudante Luis Gustavo de Lima Cuter, de 17 anos, desaprovou tanto a ação da PM como a do grupo de punks. Só que para ele, a atuação da PM foi decepcionante, já que os policiais representam o Estado e têm o dever de defender à população. “Eles têm que proteger e não agredir os jovens como fizeram hoje. Eles deitaram os punks na rua com agressões e nós deitamos na rua pacificamente para protestar”, criticou.

 ( dizem que foram 100 policia contra 50 manifestantes, bem se foi isso precisava toda esta violência ? a ordem é bater mesmo, afinal PM é robocop do estado, apenas cumpre ordens.)