FEMEN protesta em LONDRES

Mulheres que fazem parte do grupo feminista ucraniano Femen foram detidas pela polícia nesta quinta-feira (2) ao realizar um protesto com os seios à mostra em Londres. (Foto: Will Oliver/AFP)Mulheres que fazem parte do grupo feminista ucraniano Femen foram detidas pela polícia nesta quinta-feira (2) ao realizar um protesto com os seios à mostra em Londres. (Foto: Will Oliver/AFP)

As mulheres realizaram uma 'maratona islâmica' protestar contra os regimes islâmicos. (Foto: Will Oliver/AFP)As mulheres realizaram uma ‘maratona islâmica’ para protestar contra os regimes islâmicos. (Foto: Will Oliver/AFP)
O motivo de o protesto ser realizado na capital britânica é que, segundo o Femen, esses regimes islâmicos têm o apoio do Comitê Olímpico Internacional. (Foto: Will Oliver/AFP)O motivo de o protesto ser realizado na capital britânica é que, segundo o Femen, esses regimes islâmicos têm o apoio do Comitê Olímpico Internacional. (Foto: Will Oliver/AFP)
Mulher membro do Femen é coberta por policiais após ser detida em Londres. (Foto: Will Oliver/AFP)
Mulher membro do Femen é coberta por policiais após ser detida em Londres.

FEMEN protesta na eurocopa

Ativistas nuas do grupo Femen são detidas após manifestação contra prostituição feminina em frente ao Estádio Olímpico de Kiev, na Ucrânia, neste domingo (24) (Foto: Gleb Garanich/Reuters)

Ativistas nuas do grupo Femen são detidas após manifestação contra prostituição feminina em frente ao Estádio Olímpico de Kiev, na Ucrânia, neste domingo (24) (Foto: Gleb Garanich/Reuters)

Seguranças precisaram carregar umas das manifestantes que protestava no local em que será disputada a partida de futebol entre Inglaterra e Itália, pela Eurocopa (Foto: Gleb Garanich/Reuters)Seguranças precisaram carregar umas das manifestantes que protestava no local em que será disputada a partida de futebol entre Inglaterra e Itália, pela Eurocopa

FEMEN já conta com uma brasileira

“Já posso tirar?”, pergunta, sorrindo, a jovem de 19 anos, enquanto despe a parte de cima da roupa em pleno vão livre do Masp (Museu de Arte de São Paulo), na avenida Paulista. Quem está na boca da cena -cabelos loiros, pele bem branca, batom vermelho-tomate nos lábios, seminua antes mesmo do ‘pode’ da reportagem- é Sara Winter (sobrenome fictício, “para não envolver a família”). Sara é a primeira integrante do grupo Femen no Brasil. Nascida em São Carlos (interior de SP), a estudante de cinema foi recém-aceita no coletivo feminista que hoje conta com quase 400 militantes espalhadas pelo mundo. O grupo surgiu na Ucrânia, em 2008, e tem como principal objetivo combater o patriarcado em todas suas formas. “No início, os protestos eram com roupa, mas não adiantava nada. Quando elas começaram a exibir os seios, aí decolou”, constata Sara.

GRIFE
Hoje, o Femen é uma grife global. Suas ações (denominadas “ataques” pelas executoras) aparecem na mídia dia sim, dia não. As ativistas estão geralmente com fantasias minúsculas, grinaldas e fazendo topless. Via de regra, acabam presas.

Embora o foco seja lutar contra o machismo, as Femen se debruçam sobre quaisquer outros temas polêmicos. Dizem dar “uma visão feminina” à pauta do momento.
Já mostraram os peitos na Itália (contra o ex-primeiro ministro Silvio Berlusconi), na Suíça (contra o Fórum Econômico Mundial), na França (contra o ex-diretor do FMI Dominique Strauss-Khan), na Rússia (contra o presidente Vladimir Putin) e na Turquia (contra a violência doméstica).
Agora, voltam-se com força total para sua cidade de origem, Kiev, contra a organização da Eurocopa na Ucrânia. O torneio serve, na visão delas, ao turismo sexual.
É para lá que Sara embarca neste mês. Ela conseguiu uma doação de R$ 2 mil do grupo ucraniano e ainda tenta angariar mais dinheiro pela internet. A ideia é passar por um treinamento “na marra”, em ações diretas para capturar a taça da Euro e, se possível, destruí-la.

Zanone Fraissat/Folhapress
Sara Winter (sobrenome fictício, "para não envolver a família"), a primeira integrante do grupo Femen no Brasil
Sara Winter (sobrenome fictício, “para não envolver a família”), a primeira integrante do grupo Femen no Brasil
COPA E GRETCHEN
 
Não será seu primeiro “ataque”. No mês passado, a são-carlense tentou invadir o show da Gretchen (“denigre a imagem da mulher brasileira”) na Virada Cultural. Acabou interceptada por um segurança. Sem perder o ânimo, convenceu a organização a fazer um discurso após o show.
“Não queremos destruir esse tipo de mulher que a Gretchen representa, só queremos mostrar que a mulher brasileira não é só isso”, afirma.
Sara também trabalha no médio prazo. Até 2014, espera arregimentar mais de 20 meninas para organizar ataques à organização da Copa do Mundo no Brasil.
“O alvo aqui também vai ser o combater ao turismo sexual”, discursa.
AUTONOMIA
Mas, será que manifestações envolvendo nudez podem surpreender alguém no país do Carnaval?
“Com certeza! As pessoas acreditam que, por estarmos no Brasil, os protestos com peito nu não vão chocar, mas é só lembrar que vivemos num país de maioria católica para ver que não é bem assim”, diz a jovem.
O fato de as Femen que aparecem na mídia serem jovens magras, loiras e bem-depiladas as torna alvo de críticas de outras feministas. Há quem as acuse de serem obedientes à cartilha da indústria da beleza. Ou que suas performances apenas alimentam uma mídia ávida por nudez.
Segundo Sara, não há padrão de beleza para entrar grupo. “E eu sinceramente acho que boa parte das pessoas entende a nossa mensagem”, diz.
Há outros motivos para estarem nuas, como a demonstração de autonomia sobre o próprio corpo. Em resumo, “se um homem pode andar por aí sem camisa, por que a mulher não pode?”
Ao fim da entrevista, após pintar os seios de verde-amarelo, a Femen são-carlense desabafa um arrependimento: já foi agredida por um ex, e não procurou a polícia.
“Eu era muito dependente dele, morava na casa dele. Tinha medo. Hoje, eu não pensaria duas vezes. Tem que denunciar.“( é isso ai galera , é a mulher indo a luta)

FEMEN protesta contra eleições russas

Uma das ativistas foi arrastada para fora do local de votação em Moscou  Foto: Reuters

http://noticias.uol.com.br/album/120304femenrussia_album.htm?abrefoto=3 Policiais prendem uma ativista ucraniana do grupo Femen em um posto de votação em Moscou, capital da Rússia, neste domingo (4). No corpo da ativista é possível ler “Eu roubo para Putin”. Os russos escolhem neste domingo o substituto de Dmitri Medvédev. Entre os cinco candidatos, o atual primeiro-ministro Vladimir Putin é o favorito    ( veja mais fotos no link) 

é hj , manifestações contra a corrupção no pais

Milhares de internautas estão tentando organizar, por meio das redes sociais, um grande protesto contra a corrupção nesta quarta-feira (7), Dia da Independência, em todas as capitais e também em cidades do interior.

O blog “Brasil+Ético” tenta reunir todas as manifestações programadas para ocorrer no país –clique aqui para ver o calendário. No Facebook, cerca de 300 eventos do tipo, alguns deles com milhares de presenças confirmadas, foram criados.

Os maiores atos devem acontecer em Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro.

Em Brasília, o protesto está marcado para as 10h, no Museu Nacional, onde será realizado o tradicional desfile da Independência. Há manifestações convocadas para a Praça dos Três Poderes e para o Congresso Nacional.

Em São Paulo, o ato está marcado para começar às 9h, no vão livre do Masp, na avenida Paulista. No Rio de Janeiro, a manifestação foi convocada para a avenida Rio Branco, no centro, também a partir de 9h.

O brasiliense Giderclay Zeballos, um dos criadores da comunidade mais popular do Facebook, afirma que o grupo surgiu da mobilização de cidadãos comuns diante das denúncias de corrupção, como as recentes ocorridas nos ministérios dos Transportes, do Turismo e da Agricultura. “A corrupção virou uma doença no Brasil. Sentimos que temos que fazer alguma coisa”, afirma Zeballos.

Segundo ele, os próprios organizadores estão arrecadando com amigos e parentes recursos para a compra de material para a manifestação, como faixas e tintas.

O grupo pede que os participantes levem spray, apitos, balões e tinta para pintar o rosto durante a marcha. “Não carregue bandeira de nenhum partido, a bandeira que devemos carregar é apenas a do Brasil, que é o nosso interesse comum”, diz texto na página do evento.

Em geral, o tom é patriótico, e pede-se aos possíveis participantes que vão aos atos trajando roupas pretas, simbolizando o luto.

Não há uma pauta clara de reivindicações, mas, em comum, todos os eventos e grupos criticam a absolvição da deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF) e o voto secreto, e apoiam a “faxina” de Dilma Rousseff nos ministérios. Outros temas que aparecem são a instalação da CPI da Corrupção e pedidos para que a corrupção se torne crime hediondo.

As manifestações também estão sendo divulgadas via Orkut e Twitter. Na rede de microblogs, as hashtags utilizadas são #todoscontraacorrupcao, #LutopeloBrasil, #setembronegro, entre outras.

Entidades manifestam apoio

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) manifestaram apoio à Marcha contra a Corrupção.

As entidades dizem que a manifestação será uma oportunidade para buscar apoio popular a causas como o fim do voto secreto no Congresso Nacional, a redução de cargos comissionados, a transparência dos gastos públicos e a declaração imediata da constitucionalidade da Lei da Ficha Limpa, que aguarda julgamento definitivo no Supremo Tribunal Federal (STF).

Para o senador Pedro Simon (PSDB-RS), que participou de encontro com as entidades, o movimento não deverá se perder no tempo, como aconteceu com outras mobilizações sociais como a dos “caras pintadas”. O parlamentar explicou que a Frente Suprapartidária Anticorrupção, criada por nove senadores, organizou uma lista de projetos prioritários apoiados pela sociedade.

“A diferença é que, desta vez, vamos trabalhar com fatos concretos, com uma série de leis importantes para, por exemplo, terminar com a impunidade e a verba pública de campanha e criar a fidelidade partidária. A sociedade organizada vai lutar e cobrar a aprovação desses projetos”, disse Simon. ( pena que as emissoras, não devem mostrar, afinal não é interesses delas, mas VAMOS LA GALERA, É NOIS, O PODER DA WEB)