policia prende o quarto envolvido no crime da dentista queimada

Um quarto suspeito pelo envolvimento na morte da dentista Cinthya Magaly Moutinho de Souza, 46, foi preso na madrugada desta segunda-feira (29) na casa de parentes, em Itapevi, na região metropolitana de São Paulo, de acordo com a Polícia Militar. Segundo a PM, trata-se de Tiago de Jesus Pereira, 25, que aparece de óculos no retrato falado divulgado na sexta-feira (26). Ele foi levado para o 2º DP de São Bernardo do Campo (ABC Paulista).

De acordo com o delegado seccional de São Bernardo do Campo, Waldomiro Bueno Filho, o suspeito nega participação no crime, mas confessou ter cometido outros assaltos do tipo. Seus comparsas, detidos na madrugada de sábado, 27, confessaram o crime, disse o delegado-geral da Polícia Civil, Luiz Maurício Blazeck, em entrevista coletiva.

Um menor de 17 admitiu ter ateado fogo na dentista com um isqueiro, depois de o grupo ter molhado o corpo da dentista com álcool. Jônatas Cassiano Araújo, de 21 anos, e Victor Miguel Souza Silva, de 24, foram presos na comunidade Santa Cruz, em Diadema (SP).
Retrato falado de Tiago de Jesus Pereira, 25

Vitor Miguel, que já tem passagem pela polícia, seria o “cabeça” do grupo. Segundo o delegado, a polícia conseguiu recuperar a arma do crime e um anel da dentista, que estava na carteira de um dos detidos.

Outros dois adolescentes de 17 anos foram apreendidos com os suspeitos –um deles dava abrigo aos criminosos– e também aguardam decisão da Vara da Infância e Juventude. Os três adolescentes já tiveram passagem pela polícia por porte de drogas.

O grupo também é investigado por participação em outros assaltos a consultórios. De acordo com a polícia, um deles se passava por paciente para avaliar a segurança dos estabelecimentos.

O assalto
Os criminosos invadiram a clínica odontológica de Cinthya e dois deles roubaram o cartão de crédito da vítima para fazer um saque em um caixa eletrônico. Após constatarem que a dentista só tinha R$ 30 na conta, eles retornaram ao consultório, atearam fogo em seu corpo e fugiram.

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Cinthya atendia uma paciente –cujo nome não foi divulgado– quando os criminosos apertaram a campainha. Um dos bandidos disse que precisava de atendimento odontológico, e a dentista abriu o portão, quando mais dois criminosos invadiram o local. O consultório de Cinthya funcionava nos fundos de sua casa.

A paciente ficou com os olhos vendados durante todo o assalto e teve a bolsa, o celular e dinheiro roubados.

A paciente, segundo a investigação, conseguiu ouvir a dentista gritando “não façam isso” e pedindo socorro. “Ela tentou apagar o fogo quando os bandidos fugiram, mas não foi possível. A dentista morreu em menos de três minutos”, disse o delegado seccional de São Bernardo, Waldomiro Bueno Filho.

O consultório de Cinthya funcionava nos fundos de sua casa. Ela morava com os pais e uma irmã, que tem deficiência mental. O pai dela, Viriato Gomes de Souza, 70, afirmou que ela não costumava ficar sozinha em casa no horário do almoço.

“Ela ia buscar a irmã na escola, mas, como tinha uma paciente, eu fui com a minha mulher.” Quando o pai chegou à rua, viu a movimentação na frente de casa. Foi avisado pelos vizinhos da morte da filha. “Quis entrar, tentei reanimá-la, mas já não dava para fazer nada”, disse.

Emocionado, ele diz não saber o motivo de tamanha brutalidade. “Ela era uma pessoa boa, sem inimigos. Agora, a gente não sabe o que vai fazer da vida, se continuará morando lá. Espero que ninguém precise passar pela dor que estou passando”, afirmou.

O corpo de Cinthya foi enterrado nesta sexta-feira (26) no Cemitério Municipal de São Bernardo do Campo. O caixão foi comprado mediante doações dos vizinhos e amigos da vítimas, que se sensibilizaram com a situação da família.( quando quer ,a policia sabe dar a devida resposta, em pouco tempo caíram os envolvidos, resta saber quanto tempo ficarão presos.)

assédio termina em morte em baile de carnaval no RJ


A rejeição ao assédio de um rapaz, situação corriqueira em tempos de carnaval, serviu de motivação para matar. Ana Elizabeth de Oliveira, de 21 anos, foi assassinada com um tiro na cabeça na madrugada desta Quarta-Feira de Cinzas, no baile da Praça Miguel Couto, em Nova Iguaçu, por ter discutido e trocado empurrões com um jovem, que exagerou na dose durante a investida. Depois de sacar a arma e atirar, o rapaz deixou a cena do crime ao se misturar no meio de uma multidão de foliões.
O crime ocorreu por volta das 4h. A vítima estava no baile, com a prima e um amigo, quando começou a ser assediada pelo rapaz, que teria passado a mão na moça e a encostado na parede. Ela reagiu e tentou afastá-lo. Depois de trocar empurrões, o rapaz sacou uma arma e deu um tiro, à queima-roupa, na testa de Ana Elizabeth. A prima dela e outras duas testemunhas viram tudo. À tarde, prestaram depoimento na 58ª DP (Posse), que investiga o caso.
— A vítima estava pulando carnaval quando o rapaz começou a assediá-la. Ela não gostou e o empurrou. Ele sacou a arma, atirou e fugiu. As testemunhas dizem que não conheciam o assassino. Mas vamos ouvir outras pessoas para tentar chegar ao autor. Foi um crime bárbaro — disse o delegado Marcus Henrique de Oliveira Alves, titular da 58ª DP.
Retrato falado
 

 

Polícia Civil divulgou o retrato falado de acusado de matar uma jovem em baile de carnaval em Nova Iguaçu
Polícia Civil divulgou o retrato falado de acusado de matar uma jovem em baile de carnaval em Nova Iguaçu Foto: Divulgação Polícia Civil

 

 
A Polícia Civil divulgou o retrato falado do acusado após ouvir o depoimento da prima da vítima, na Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). O suspeito estava de boné, camisa listrada e tinha entre 23 e 27 anos. A polícia, agora, tentará obter imagens de câmeras de vigilância no local do crime para tentar identificar o autor do crime.
Garota cuidava de quatro irmãos
Ana Elizabeth era a filha mais velha de uma mulher que sustenta a família sozinha, trabalhando como acompanhante de um idoso em Botafogo, na Zona Sul do Rio. Quando a mãe estava trabalhando, ela cuidava da casa e dos quatro irmãos: um adolescente de 15 anos, duas meninas de 12 e 10 anos e um garoto com apenas 2 anos de idade.
A garota, que era torcedora fanática do Fluminense, também gostava de sair com os amigos e os primos para dançar. Frequentou todos os bailes de carnaval na Praça Miguel Couto, em Nova Iguaçu, próximo à casa onde morava.
Nos últimos dias de folia, só costumava voltar para casa quando já estava amanhecendo, sempre com um grupo de amigos. Segundo uma prima de 19 anos, ela estava se relacionando com um músico de um grupo de pagode há cerca de três meses.
— Ele foi embora mais cedo, porque estava cansado. A minha prima ficou. Mais tarde, um amigo comprou três cervejas e convidou ela para ir embora. Ela disse que queria ficar. Ela adorava dançar e estava sempre alegre, brincando com todo mundo — lembrou a prima.
Família pede justiça
“Te dei 1 toko(sic)? não seja brasileiro, desista!!!”. A frase consta no perfil da página de relacionamentos de Ana Elizabeth e soa como uma espécie de explicação ao que aconteceu com a garota no baile de carnaval, instantes antes de morrer.
— Sabe como é. Carnaval, todo mundo tenta azarar todo mundo. O cara alisou. Ela fez com a cabeça que não, mas ele continuou. Ela falou: “você está maluco?”. Eles se empurraram e ele decidiu atirar — contou uma familiar, que não se identificou.
No bairro Grama, onde ela morava, familiares estavam consternados.
— Todo mundo aqui está revoltado. Ela era uma menina feliz, que não fazia mal a ninguém. Não merecia isso — desabafou Rita Regina da Conceição, de 78 anos, madrinha da vítima.
A faxineira Luzia Rita da Cunha, de 55 anos, tia de Ana Elizabeth, espera que justiça seja feita.
— Ela era uma pessoa muito querida. Aí, aparece um cara abusado e faz uma coisa dessas. Isso não pode ficar assim — disse. ( se o baile era em lugar fechado como o cara entra armado ? é conhecido ?, é bam bam bam do pedaço ?, então basta interrogar os responsáveis, que eles podem até conheçer o meliante.

anda armado pra q ? se defender de bandido ou já é um ? se não era criminoso agora é , na certa vai dizer que a moça o ameaçou com uma faca ou canivete, e ele atirou pra se defender , sempre assim , vão tentar culpar a moça por algo.)