ANA PAULA MACIEL, e seus relatos de horror na RÚSSIA.

Em 25 de outubro, dentro de uma cela na gelada Murmansk (Rússia), a brasileira Ana Paula Maciel, 31, ativista do Greenpeace, escreveu em um diário: “Ontem eu pensava qual seria a forma mais rápida de acabar com tudo isso, sou bióloga e sei muitas formas de acabar com a agonia de um ser vivo”.

Durante os dois meses de prisão, Ana Paula, libertada na semana passada, escreveu detalhes da agonia que viveu, em um diário cujos trechos principais estão abaixo.

‘Não me arrependo do que fiz”, diz brasileira que foi presa na Rússia’
‘É muito bom vê-la e abraçá-la’, diz mãe de ativista brasileira ao chegar à Rússia

Acusada de vandalismo e pirataria por ter participado de um grupo que tentou barrar a exploração de petróleo no Ártico, ela não pode deixar a Rússia até o julgamento, que não tem data marcada. Ontem, a gaúcha Ana Paula reencontrou-se com a mãe, Rosângela, que a visitou em São Petersburgo.

26/9 – A primeira audiência

Nos acusaram de pirataria, com penas de até 15 anos, mesmo com o presidente deles [Putin] dizendo que não somos piratas. Agora sozinha na cela rezo para que minha mãe reze por nós. A pior parte de ser forte é que ninguém pergunta se você está bem. Vou manter esse diário até quando eu possa ter caneta.

29/9 – Justiça decreta prisão preventiva de dois meses

A última vez que vi no relógio eram dez horas [da noite], agora já não sei, é tarde. Me trouxeram um purê de batatas com beterraba, delicioso, pena que estava frio. A corte foi cansativa e cheia de emoções. Encontrei uma página em branco num livro e escrevi: “Save the Arctic” [Salvem o Ártico]. Não sei se isso vai me trazer problemas […] O banho é só duas vezes por semana, às 18h trazem a janta.

30/9 – Primeiro dia com a prisão decretada

Vieram me chamar para caminhar, pelo menos ar fresco. É sempre nessa caixa de concreto, 5 por 5 [metros], uma caixa de paredes sem sol. Quando me chamaram, acho que me senti como a Lilica e Laila [cachorras dela], quando vamos passear. Acabei de escutar notícia na rádio sobre nós. Acabei de jantar, deve ser seis horas, mais ou menos. “Greenpeace”, “Arctic Sunrise” [navio em que foram presos], “Murmansk”, foi o que entendi, o resto era em russo.

7/10 – As regras da prisão

Meu Deus, quando tudo isso vai acabar? Acordei cedo e não voltei a dormir. O regulamento parece aqueles manuais traduzidos por chineses, não dá para entender nada. Entendi que tinha que limpar a cela, embora tenha tirado toneladas de sujeira, não parece que limpei.

25/10 – Desabafo

Acho que os investigadores deveriam ter peso na consciência de fazerem inocentes passarem pelo terror psicológico da prisão. Estou cansada das inspeções, de sorrir para os guardas, de mostrar respeito pelas pessoas que não respeito. Cansada de andar com as mãos nas costas, das caixas escuras onde nos transportam, das algemas, de ser vigiada pelo olho da porta. Ontem eu pensava qual seria a forma mais rápida de acabar com tudo isso, sou bióloga e sei muitas formas de acabar com a agonia de um ser vivo, formas quase indolores e bem rápidas, o problema é que sou muito forte e corajosa.

Para se matar, é preciso coragem, mas para viver é preciso ainda mais. Na corte, me senti como uma atriz no teatro, porque a decisão já estava tomada antes mesmo de eu sair da prisão, desse buraco imundo, cheio de ratos e fantasmas.

12/11 – Transferência para São Petersburgo

Chegamos perto da uma da tarde, uma e meia já estávamos sendo transferidos para a nova prisão. O transporte de trem levou 27 horas. Não havia colchão e era bem difícil ir ao banheiro. Fomos para a cela, onde tenho duas companheiras. Somente queremos que isso acabe, por favor.

13/11 – Sem dormir

É proibido dormir depois das seis da manhã. […] Quero ver a regra, porque punir as pessoas por dormir é contra os direitos humanos. Minha companheira de cela já me disse que elas tomam um banho uma vez por semana. Hoje vieram perguntar se quero tomar banho de novo. Se elas não podem ir, eu não vou, afinal, qual a diferença entre nós? […] Peguei o papel com as regras do horário e clarifiquei com eles [guardas] que não era contra a lei dormir e que sempre vou tomar banho. Pedi para garantir os mesmos direitos para minhas companheiras.

20/11 – A inesperada saída

Nada de especial aconteceu [no mesmo dia é libertada].

( vcs conhecem aquela expressão é fácil tirar o pobre da loima , difícil é tirar a lama dele ? 

então, tiraram a antiga URSS da RÚSSIA  e das demais ex republicas, mas não tiraram a mente de muita gente  que ainda prefere viver naqueles tempos, pois um pais autoritário onde vc não pode se expressar claramente correndo o risco de ser preso.

o próprio PUTIN disse que eles não eram piratas, mas então ele não apita nada lá, faz o que no governo então ?)

apenas uma das PUSSY RIOT foi solta, prisão besta e arbitrária.

Maria Alyokhina, Yekaterina Samutsevich e Nadezhda no Tribunal em Moscou / NATALIA KOLESNIKOVA / AFPMaria Alyokhina, Yekaterina Samutsevich e Nadezhda no Tribunal em MoscouNATALIA KOLESNIKOVA / AFP

Veja também
Um tribunal libertou uma das cantoras do grupo punk russo Pussy Riot, mas confirmou as penas de dois anos de detenção para as outras duas, condenadas por “incitação ao ódio religioso” depois que intepretaramuma “oração punk” contra Vladimir Putin em uma catedral de Moscou.
O presidente do tribunal de apelação municipal de Moscou ordenou a libertação de Yekaterina Samutsevich, de 30 anos, depois de comutar a pena de dois anos de prisão por uma condicional. As penas das outras duas jovens, Nadezhda Tolokonnikova, de 22 anos e Maria Alyokhina, de 24 anos, permaneceram inalteradas após o julgamento em apelação.O julgamento em apelação começou em 1º de outubro, mas o tribunal adiou o processo depois que Yekaterina Samutsevich anunciou que havia rompido a relação com os advogados por divergências sobre a estratégia de defesa.“Não queríamos ofender os fiéis”, declarou Samutsevich em uma área protegida por vidro, ao lado das outras duas acusadas. “Se isto aconteceu, pedimos desculpas. Nossa ação foi política. Devo responder pelo que eu fiz”, completou, de maneira tranquila.

“Nós três somos inocentes, estamos na prisão por nossas opiniões políticas”, declarou Alyokhina, que pediu, assim como Samutsevich, a anulação do julgamento em primeira instância e liberdade.

A terceira, Tolokonnikova, declarou que também estava disposta a pedir desculpas se ofendeu alguém, mas que o “arrependimento é impossível, pois seria reconhecer que nossa ação é antirreligiosa, o que não é o caso”.

Entenda o caso
No dia 17 de agosto, os três membros primeiramente foram condenados por um tribunal de Moscou a dois anos de reclusão por vandalismo e incitação ao ódio religioso.

Três dias depois, a polícia russa anunciou que estava procurando as duas outras integrantes do grupo que também subiram ao altar da catedral de Cristo Salvador de Moscou no dia 22 de fevereiro para cantar uma ‘oração’ de protesto contra Putin. Em seguida, o grupo anunciou que essas duas pessoas tinham fugido da Rússia para escapar da justiça.

O julgamento das Pussy Riot recebeu uma chuva de críticas no exterior e sua condenação foi classificada de “desproporcional”. Elas receberam o apoio de diversas personalidades, como Paul McCartney, Madonna, Sting e Yoko Ono, a viúva de John Lennon.

Várias manifestações foram realizadas em várias capitais europeias para denunciar o processo, de Paris a Bruxelas, passando por Londres e Barcelona. ( pq só soltaram uma ? até mesmo o presidente achou que elas não deveriam serem julgadas tão pesadamente, mas ele não tem autoridade ? quem manda lá então ?)

integrantes do grupo russo PUSSY RIOT pegam 2 anos de cana

Três integrantes do grupo de punk russo Pussy Riot foram consideradas culpadas de vandalismo pelo tribunal de Khamovniki na sexta-feira (17). Elas foram sentenciadas a dois anos de prisão. As três poderiam ser condenadas a até sete anos na prisão, e os promotores pediam três anos.
Na audiência, a juíza Marina Syrova, que está sob proteção policial e não teve seu rosto divulgado, disse que as integrantes do Pussy Riot cometeram “ações provocativas e humilhantes em um templo religioso, afetando um grande circulo de fiéis”.
  • Tatyana Makeyeva/Reuters
    Ex-campeão mundial de xadrez Garry Kasparov é detido em frente ao tribunal de Moscou durante protesto pró-Pussy Riot  (17/8/12)
Para a juíza, as integrantes do Pussy Riot também cometeram uma “clara falta de respeito em direção aos frequentadores e sacerdotes do templo, humilharam e ofenderam profundamente os sentimentos e os referentes religiosos dos fiéis ortodoxos”.

“Não se consideram culpadas, não se arrependem (…). Qualificam suas ações como uma expressão política de forma artística”, falou Syrova.


Nadejda Tolokonnikova, de 22 anos, Ekaterina Samutsevich, de 30, e Maria Alejina, de 24, estão em prisão preventiva há cerca de cinco meses.
As integrantes da banda respondem pelas acusações de “vandalismo” e “incitação ao ódio religioso” por terem cantado no dia 21 de fevereiro uma “oração punk” na catedral do Cristo Salvador de Moscou, pedindo à Virgem Maria que “expulsasse” o presidente Vladimir Putin do poder.
 
Virgem, mãe de Deus, expulse Putin”, dizia a canção, a qual acusava o patriarca da Igreja Ortodoxa Russa, Kirill, de acreditar no Presidente da Rússia e não em Deus.
Três das integrantes do grupo envolvidas na ação foram presas alguns dias depois: as outras duas participantes da ação não foram identificadas.

Uma das acusadas, Yekaterina, declarou que se tivessem cantado “Mãe de Deus, proteja Putin” não teriam sido processadas.
O trio se desculpou anteriormente aos religiosos ortodoxos por qualquer ofensa, e disseram que o protesto era contra o líder da igreja ortodoxa russa e seu apoio à reeleição de Putin no início do ano.
Após a sentença, a Igreja Ortodoxa Russa pediu que as autoridades mostrem “clemência” com as três integrantes do grupo.
“Sem questionar a legitimidade da decisão judicial, pedimos que as autoridades estatais mostrem clemência nos quadros da lei”, afirmou o conselho de mais alto escalão da Igreja em um comunicado citado pela agência de notícias estatal RIA Novosti.
Foto 13 de 34 – Pessoas usam máscaras em frente à embaixada russa em Berlim (17/8/12) Thomas Peter/Reuters
Os músicos Paul McCartneyMadonna, Sting, Peter Gabriel, Björk, além da banda Red Hot Chili Peppers , demonstraram apoio ao grupo feminino e pediram por sua liberação. Entretanto, os músicos russos preferiram o silêncio e parecem intrigados com o apoio recebido no exterior.
Em uma carta escrita de dentro da prisão, Tolokonnikova disse que Vladimir Putin não poderia derrotar um movimento crescente de oposição. Ela diz também que o julgamento do Pussy Riot uniu forças dispares contra aqueles que “ameaçam a destruição das libertadoras e emancipatórias forças da Rússia”
Antes da audiência de hoje, o advogado de defesa Nikolai Polozov disse que as mulheres tinham “esperança de serem absolvidas, mas elas estão prontas para continuar a lutar.”
 
O governo dos Estados Unidos chegou a pedir nesta sexta (17) que a Rússia revise a sentença contra as integrantes do grupo.
“Os Estados Unidos estão preocupados pelo veredicto e as sentenças desproporcionais ditadas por um tribunal de Moscou contra as integrantes do grupo Pussy Riot e seu impacto negativo sobre a liberdade de expressão na Rússia”, disse em comunicado a porta-voz do Departamento de Estado, Victoria Nuland.A porta-voz solicitou que as autoridades russas “revisem” o caso e garantam que “o direito à liberdade de expressão esteja consagrado” no país.

* Com informações das agências internacionais
Pussy Riot lança “Putin Lights Up The Fire”:

( 2 anos ao invés de 7, mesmo assim, a RUSSIA não tem realmente democracia) 

modelo russa joga cocô de cachorro em carro de socialite, se a moda pega

Uma modelo russa deu uma lição inesquecível em uma dona de cachorro muito mal educada. Maria Ivakova, de 26 anos, pegou seu celular e filmou uma mulher em um carro de luxo que havia acabado de deixar seu cão fazer cocô na rua e não se preocupou de limpar. Ivakova pediu, gentilmente, que ela saísse do automóvel para retirar os excrementos da rua. A senhora se recusou, uma discussão se iniciou e o caso terminou com as fezes sendo atiradas pela modelo na direção da dona do bichinho.
Mulher toma susto ao ser surpreendida pelo cocô atirado em sua direção (Foto: Reprodução)Mulher toma susto ao ser surpreendida pelo cocô atirado em sua direção (Foto: Reprodução)
O vídeo se tornou um viral no YouTube e já soma mais de dois milhões de visualizações em pouquíssimo tempo. Maria é uma das principais divulgadoras de um projeto chamado “Limpe o cocô do seu amigo”.
É por isso que ela decidiu gravar a situação. A filmagem começa com a modelo explicando a sua atitude e falando que este fato é muito comum. Depois, ela se vira para a mulher, que não está entendendo nada, e diz que ela é a culpada. Irritada, a dona do cão diz: “desligue essa câmera”.
Ivakova responde: “Limpe o cocô e depois eu desligo”.
“Se você está tão irritada com essa feze, limpe você”, retruca a mulher, de dentro do carro. O bate-boca continua por alguns segundos e a modelo, então, se abaixa e cata as fezes. Ao que tudo indica, ela está sendo apenas gentil e tendo um pouco de consciência, certo? Mas na verdade ela está preparando é um ataque. Sem pudor, ela atira tudo na direção da motorista e ainda grita: “Bom apetite” antes de sair correndo dando gargalhadas.
O vídeo está em russo, mas as cenas são engraçadas de qualquer forma. Confira abaixo:

jovem faz top less em plena rua e é presa na RUSSIA

Uma mulher foi presa em Pervouralsk, na Rússia, após fazer topless em uma rua e caminhar em meio aos carros que passavam pelo local. Após a chegada dos policiais, a mulher tentou fugir, mas foi perseguida e capturada. 

( ela estaria alcoolizada , quer ver o vídeo ? http://www.pervo.ru/pervouralsk/somings/12949-segodnya-v-centre-pervouralska-lovili-goluyu-devushku-video.html  será que o FEMEN já estaria interessa em tê-la em seu quadro de militância?)

FEMEN protesta contra eleições russas

Uma das ativistas foi arrastada para fora do local de votação em Moscou  Foto: Reuters

http://noticias.uol.com.br/album/120304femenrussia_album.htm?abrefoto=3 Policiais prendem uma ativista ucraniana do grupo Femen em um posto de votação em Moscou, capital da Rússia, neste domingo (4). No corpo da ativista é possível ler “Eu roubo para Putin”. Os russos escolhem neste domingo o substituto de Dmitri Medvédev. Entre os cinco candidatos, o atual primeiro-ministro Vladimir Putin é o favorito    ( veja mais fotos no link)