ação anti crack em bairros de SOROCABA,adianta ?

Os bairros Aparecidinha, Vila Barão, Nova Esperança, Lopes de Oliveira, Ana Paula Eleutério (Habiteto), Parque São Bento, Parque das Laranjeiras e Vila Sabiá serão atendidos pelo programa Crack, é possível vencer, do governo federal, conforme estabelecido pelo comitê local de gestão do Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e outras drogas. O plano, em geral, tem como objetivo aumentar os serviços de tratamento e atenção aos usuários e seus familiares, reduzir a oferta de drogas ilícitas por meio do enfrentamento ao tráfico e às organizações criminosas e promover ações de educação, informação e capacitação. 

Sorocaba participou do primeiro grupo de municípios convidados a aderir ao plano e para desenvolver as ações criou um comitê formado por representantes das secretarias da Cidadania (Secid), Juventude (Sejuv), Educação (Sedu), Saúde (SES), Segurança Comunitária (Sesco) e Governo e Relações Institucionais (Sgri). O grupo, com base em informações de diversos setores, elaborou um diagnóstico e um plano de ação municipal, elencando oito áreas prioritárias, que são os bairros citados acima. Esses locais foram escolhidos considerando o número de ocorrências policiais, densidade demográfica, acesso a serviços públicos, dentre outros.

A Secid não mencionou detalhes sobre o plano de ação, incluindo quando começará a vigorar, e informou que a proposta do município está em processo de avaliação pelo governo federal e, posteriormente, terá orientações sobre a aprovação e os próximos passos para a implantação do plano em Sorocaba.
 
Meta para 2014

O programa Crack, é possível vencer reúne ações que envolvem diretamente as políticas de saúde, assistência social e segurança pública e, de forma complementar, de educação e garantia de direitos. As ações são organizadas em três eixos temáticos: prevenção, cuidado e autoridade. O governo federal disponibilizará recursos financeiros, assumindo contrapartidas e implementando os equipamentos de saúde, assistência social e segurança. A Secid explica que ainda não há um valor específico definido para Sorocaba, pois isso dependerá de quantas ações serão contempladas.

A meta é que até 2014 as redes tenham sido ampliadas, fortalecidas e, sobretudo, integradas, aumentando e melhorando a capacidade de acolhimento de usuários de drogas e apoio aos familiares, assim como a revitalização de espaços urbanos anteriormente ocupados com cenas de uso de crack, trazendo mais segurança às comunidades.
 
Política municipal

Desde junho de 2011, Sorocaba conta com uma Política Municipal sobre Drogas, denominada programa Entre Nós, que tem uma rede de atenção para acolhimento, prevenção, tratamento e reinserção social das pessoas em situação de vulnerabilidade e também que fazem uso indevido de álcool e outras drogas, com ou sem dependência. 

O programa é desenvolvido através de tratamento comunitário e trata-se de uma proposta de seguir orientações prescritas pela Secretaria Nacional Antidrogas (Senad). O “Entre Nós” conta, entre seus equipamentos, com os Centros de Atenção Psicossocial – Álcool e Drogas (Caps AD), o Ambulatório de Saúde Mental, as rodas de Terapia Comunitária, os Centro de Referência em Assistência Social (Cras), o Centro de Referência Especializado em Assistência Social (Creas), as unidades do Território Jovem, o Consultório de Rua, o Centro de Referência Especializado para a População em Situação de Rua (Centro POP), ONGs que prestam serviços a pessoas em situação de exclusão, além de convênios com comunidades terapêuticas por meio das Secretarias da Cidadania, Juventude e Saúde.

O Consultório de Rua, que começou em 2011 atendendo a 10 bairros, funciona atualmente de segunda à sexta-feira, das 14h às 20h, nos seguintes locais: Brigadeiro Tobias, Vitória Régia, Ana Paula Eleutério (Habiteto), Vila Sabiá e Jardim Ipiranga/Vila Helena.( conversei uma vez com uma pessoa que trabalha numa fundação casas, ela me disse, que se eles conseguirem evitar que um de menor volte a ser apreendido, pra eles já é uma vitória.

pra quem trabalha em clinica de recuperação tb é assim ? se conseguirem recuperar apenas uma pessoa ta bom demais ?  quantos conseguem se livrar da droga e quantos viciados entram na droga ? façam as contas.
não é mais fácil liberar e fornecer a droga num lugar afastado ? )

policia desmonta o que poderia vir a ser uma cracolândia em SOROCABA

No momento da abordagem 14 pessoas estavam na casa, inclusive uma adolescente, de 17 anos, e o filho, com pouco menos de um ano de vida -Por: Emidio Marques
Mais fotos…  ( veja ai mais fotos do local)


O imóvel da rua Padre Madureira, no Além-Ponte – que foi alvo de críticas por parte de moradores e comerciantes da região porque estaria se tornando numa “cracolândia” – foi desocupado e interditado na tarde de ontem, numa operação conjunta entre as polícias Civil e Militar, Guarda Civil Municipal (GCM) e Prefeitura Municipal, representada por agentes das secretarias da Cidadania (Secid), da Saúde (SES), Segurança Comunitária (Sesco) e do Conselho Tutelar. O descontentamento dos reclamantes pela presença de estranhos e usuários de drogas no local foi divulgado com exclusividade pelo jornal Cruzeiro do Sul. No momento da abordagem havia 14 pessoas – entre as quais um bebê de 11 meses e um menino de 11 anos de idade – vivendo em condições precárias, inclusive de higiene. Ontem mesmo a Prefeitura realizou a lacração do imóvel por meio de tapumes. O proprietário e o inquilino da área também foram notificados a manter a segurança do local.

A chegada dos policiais e dos agentes municipais surpreendeu a todos que lá estavam. A ação integrada resultou no encaminhamento das pessoas e dos animais que lá viviam. Duas famílias, além de uma moça natural do Ceará e um rapaz da Bahia, foram removidos para o Centro de Referência em Assistência Social (Creas). Três mulheres naturais do Paraná, que se prostituíam, foram para uma pensão. Já um homem, de Salto de Pirapora, resolveu voltar para sua cidade de origem, onde tem casa e família. As duas crianças, cada uma de uma família, foram encaminhadas para o Conselho Tutelar. Os cães, um macho e a fêmea “Vilma”, com seus oito filhotes, foram levados para o canil municipal.
Apesar da denúncia sobre “cracolândia” feita pela sociedade civil, por meio de moradores da rua Padre Madureira, Vila Arruda, Árvore Grande, Vila Haro, Além-Ponte e Jardim Pelegrino, no local não foi encontrado indício de tráfico, mas sim de uso de drogas: foram apreendidos seis cachimbos para utilização de crack e uma pequena porção de maconha.

Os setores de fiscalização de imóveis e da vigilância sanitária emitiram notificações ao proprietário e inquilino da área, visando o comprometimento de manter o terreno em condições seguras. O proprietário já havia sido notificado no último dia 24 e um processo sobre a situação reclamada foi instaurado em setembro do ano passado. Ontem, o inquilino – que enviou ao local uma representante que não quis falar com a imprensa – foi notificado novamente.

Para o subcomandante da GCM, Benedito Zanin, o problema constatado era mais social que policial, destacando que algumas daquelas pessoas “já são conhecidos moradores de rua que aproveitam essas oportunidades para invadir”. O capitão Ubiratã Marques da Silva, comandante da 4ª Companhia da Polícia Militar, disse que a operação foi “uma resposta dos órgãos competentes para melhorar não só as condições dos comerciantes e moradores que estavam incomodados com a situação, mas também dos próprios invasores”.

Dramas sociais 
O cheiro forte de sujeira e os poucos móveis em situação lastimável de conservação sinalizavam a precariedade à que todas as pessoas que moravam no imóvel vinham se sujeitando, ou por não terem para onde ir, ou porque já se acostumaram a viver assim. Um dos casos mais alarmantes foi o da jovem de 17 anos com o filho de apenas 11 meses. Ela contou residir no Jardim Novo Eldorado e que só havia ido até o local atrás da mãe, prostituta, a fim de conseguir dinheiro para comprar um botijão de gás. Mas a versão não convenceu as autoridades e ela, a criança, a mãe e um irmão de 18 anos, que admitiu viver ali, foram para o Creas.

Mirian Alves de Andrade, 39 anos, veio de Itapeva com a família (um filho de 11 anos, o marido e uma sobrinha) há pouco mais de um mês, em busca de trabalho. Porém só ela conseguiu emprego num hipermercado, mas foi demitida após voltar de viagem à cidade de origem, onde havia passado o Natal. Sem dinheiro para continuar pagando uma pensão a R$ 50 por dia, a família invadiu o local há 14 dias. Questionada se não temia pela presença de pessoas estranhas, ela respondeu que sim, mas que era a única solução para se abrigar.

Alexandre Aparecido Izidora, 37 anos, de Salto de Pirapora, diz que preferia viver em Sorocaba, não importa de que forma. Para se manter, “olhava os carros na frente do Banco do Brasil”, ganhando entre R$ 30 e R$ 40 por dia. Como quem carrega toda a vida em apenas uma sacola, Alexandre abandonou o local sem reclamar, apenas lamentando o fato de ter que voltar para sua cidade natal.( não adianta gente tem de se fazer algo, pra que ele não cresça,. depois o dono quer retomar o imovel e ai pra tirar esta gente ia ser um problemão  , ah mas tiraram a moça com o filho de 1 ano.
 ah quem mandou arrumar pra cabeça, cadê o pai da criança ?  pois é cada um que se ajeite, pq do jeito que tava não dava não, se não fosse o problema das drogas não tinha acontecido isso ai tão cedo.)