aborrecentes transformam ônibus em SOROCABA em território sem lei

 

Uma adolescente retira da bolsa um frasco de lança-perfume, despeja parte do conteúdo em uma lata de refrigerante tirada do lixo e passa a compartilhar a droga com duas amigas. Instantes depois, acende um cigarro de maconha e também passa a dividi-lo. A cena foi registrada dentro de um ônibus do transporte coletivo de Sorocaba, na noite do dia 12 de dezembro, diante dos passageiros da linha 65-Campolim. Parte da situação pode ser comprovada em um vídeo gravado por uma passageira, que prefere não ser identificada. Segundo a autora das imagens, o consumo de drogas no interior do coletivo tornou-se frequente, ao menos aos finais de semana à noite. A reclamação confirma informações da Polícia Militar, que admite ter recebido da própria empresa que opera a linha do Campolim, no final do ano passado, denúncias sobre drogas nos ônibus. O Sindicato que representa os motoristas também confirma o problema e declara receber frequentemente relatos de situações semelhantes. A Urbes, por sua vez, afirma que não possui reclamações formais de passageiros, mas que fiscalizações já constataram situações do tipo.

Nas imagens enviadas à redação do jornal Cruzeiro do Sul, é possível observar que as meninas, com idades aproximadas entre 13 e 14 anos, assopram o orifício da lata, de modo a expulsar o ar do interior dela para inalar o odor do entorpecente. Na data do vídeo, a denunciante afirma ter presenciado também as mesmas meninas manuseando o que seria um cigarro de maconha, consumido sem cerimônias na presença de outros passageiros, no fundo do ônibus. Uma delas, inclusive, oferece o cigarro a um adolescente no assento da frente: “Você fuma?”, pergunta, com o cigarro na mão. Após a resposta negativa, ela ironiza: “Não acredito!”. De acordo com a passageira que gravou o vídeo, o garoto pareceu desconcertado e desceu no ponto seguinte.

A mulher conta que sai do trabalho às 23h e na volta para a casa é obrigada, junto com os demais passageiros, a suportar baderna promovida pelos jovens, alguns portando entorpecentes. Ainda conforme o relato dela, além do consumo de drogas, a bagunça inclui gritaria e música a partir do alto-falante de celulares.

Da última vez que presenciou a situação, discretamente a mulher acionou a câmera do celular e registrou o que acontecia ao seu lado. Segundo a autora das imagens, a princípio, a intenção era mostrar os vídeos somente ao filho de 14 anos, que vinha lhe pedindo permissão para ir com os amigos à mesma casa noturna que as adolescentes flagradas frequentavam. A passageira diz ter ouvido entre as garotas que elas mentiram aos pais para ir a uma boate no Parque Campolim. Entre as conversas que testemunhou, as meninas referiam-se ao conteúdo do frasco despejado na lata como “lança”. “Tenho um diálogo legal com meu filho. Ele vinha me pedindo para ir nesse lugar com colegas da escola. Expliquei que só por estar em companhia de pessoas com droga, ele pode ter problema. Gravei para que ele mesmo entendesse minha preocupação. Se já estavam assim no ônibus, imagine só quando chegassem ao lugar”, conclui.

PM realiza operações

A Polícia Militar divulgou que nos meses de setembro e outubro de 2014 recebeu pela STU informação de que nos sábados à noite estariam ocorrendo atos de vandalismo e uso de drogas por jovens, no interior dos coletivos, em especial na linha que serve ao Campolim. Segundo a PM, após o recebimento da denúncia, foram realizadas operações que consistiam na abordagem dos ocupantes que estavam em atitudes suspeitas, além de ações policiais na região da Praça Carlos Alberto Souza. As ações, segundo a polícia, culminaram na redução significativa das ocorrências tanto na região do bairro, quanto no interior dos ônibus, sendo que no mês de dezembro não houve relatos (que chegaram à polícia) de incidentes envolvendo coletivos, tanto por parte da empresa quanto por parte dos usuários. A polícia afirma ainda que o bairro continua sendo alvo de operações e orienta os passageiros a registrarem denúncia pelos telefones 190 ou 181, na eventualidade de presenciarem o uso de drogas ou outros crimes nos ônibus.

Motorista não deve interferir, orienta sindicato

Por meio de sua assessoria, o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Sorocaba e Região confirmou que “sempre recebe denúncias” envolvendo a referida linha, especialmente de ocorrências nos sábados à noite. A entidade esclareceu que orienta os motoristas a acionarem a Guarda Civil Municipal (GCM), Polícia Militar ou avisar seus superiores nos terminais, em situações que representem risco à integridade dos profissionais. “Não é função do motorista agir na função que é da polícia. Até porque o motorista e o agente de bordo podem receber represálias. Por causa disso, há situações em que não é possível sequer acionar a polícia de imediato”, observa o sindicato, que disse notificar a Urbes formalmente quando recebe várias denúncias sobre a mesma linha.

Ainda conforme o Sindicato, ocorrências como o consumo de drogas no interior dos coletivos estão relacionadas com a ausência dos agentes de bordo, profissionais que conforme a entidade ajudam a coibir práticas criminosas nos ônibus.

De acordo com a Urbes, esses profissionais devem inibir ocorrências do tipo, entretanto não são aptos a reprimir. Cabem aos agentes fornecer informações referentes ao transporte coletivo, auxiliar pessoas com mobilidade reduzida, organizar filas, auxiliar no embarque e desembarque de passageiros, manusear equipamento de acessibilidade, conferir credenciais, zelar pela limpeza dos ônibus, inibir o comércio irregular de vendedores ambulantes no interior dos ônibus, inibir ações de vandalismo, bem como tentar inibir o uso de bebidas alcoólicas ou de entorpecentes.

A Urbes esclarece que nos casos em que uma primeira abordagem verbal para inibir a ação não surta o efeito desejado, ou em situações em que a integridade física do funcionário é ameaçada, a orientação é para que eles solicitem apoio imediato.

Câmeras de segurança

A Urbes Trânsito e Transportes, informou que solicitaria à STU, empresa operadora da linha que atende o Campolim, as imagens captadas por câmeras de segurança no interior dos ônibus, na noite em que o flagrante foi gravado pela passageira. Se confirmasse a irregularidade, entregaria o material à polícia. As denúncias, segundo a Urbes, são encaminhadas à Polícia Militar. “Nessa linha (Campolim), especificamente, a PM tem atuado no sentido de manter a ordem”, informa o órgão, por meio de nota. A Urbes diz ainda que sua fiscalização também realiza intervenções a fim de coibir tais práticas, inclusive com o apoio da GCM e da PM, quando necessário.

( estes aborrecentes, deveriam ter a cara mostrada na tv, assim todos saberem que é  drogadito e baderneiro(a) , ninguém faz nada mesmo, pois são os malditos de menor nesta bosta de pais.

sendo que deveriam levar umas porradas e seerm jogados pra fora do coletivo)

ataques a coletivos levam medo a SOROCABA


Ônibus incendiado deixou marcas de medo nos moradores do Jardim São Marcos 

O clima em alguns bairros de Sorocaba é de medo entre as pessoas que usam transporte público, depois que três ônibus foram atacados nos últimos dias – um deles foi incendiado e crianças tiveram os corpos encharcados com gasolina.

O primeiro ataque foi no Jardim Itanguá, seguido logo depois por outro no bairro Ouro Fino e no Jardim São Marcos. 

A polícia investiga se os ataques estão relacionados aos 15 homicídios registrados na cidade entre domingo e quarta-feira passada. 

“Isso dá muito medo, lógico, a gente não tem segurança nenhuma. Imagina se acontece uma tragédia e alguém pegar fogo mesmo?”, questiona dona de casa M. L., 69 anos.  

Ela mora há 10 anos no bairro Ouro Fino, onde, por volta de 21h30 de quarta-feira, um  ônibus que trafegava por uma avenida do bairro foi atacado por um trio de bandidos segurando galões de gasolina. 

Haviam muitos passageiros dentro do veículo, inclusive crianças – três irmãs, de 3, 4 e 12 anos e uma prima de 8 ficaram encharcadas de gasolina. Elas estavam acompanhadas de uma tia. A família e as outras pessoas, além do motorista, conseguiram descer às pressas. O ônibus não chegou a ser incendiado, pois a polícia estava no bairro, cuidando da outra ocorrência, essa sim consumada, no ponto final do ônibus Central Parque, no Jardim São Marcos,  onde o veículo foi totalmente destruído pelas chamas. As marcas e sujeira ainda são visíveis no local.

Sujeira do crime/ A pensionista Maria Helena de Moraes Bruder, 66 anos, mora em frente ao local onde o ônibus foi incendiado, na rua Clara Goldman. “Estávamos vendo TV quando percebemos as chamas. O ônibus pegando fogo impediu que a gente saísse, pois ficamos acuados com ele bem na frente de casa. Foi um clima de pânico por 40 minutos, até os bombeiros aparecerem”, conta ela, que agora faz questão de ir buscar a neta no serviço.

“O ônibus da firma deixa ela na esquina logo após a meia-noite. São  pouco mais de 50 metros, mas tenho que ir buscá-la. O clima de segurança estragou“, afirma a avó, que ontem limpava a sujeira deixada pelo incêndio na frente de casa.

Duro é ter coragem de sair de casa para ir trabalhar à noite

A acompanhante Cícera Ireida do Nascimento, 55 anos, também mora em frente ao local onde foi atacado o ônibus no Jardim São Marcos, e teme pela segurança, já que trabalha de noite e tem que pegar ônibus às 21h. 

“Estou com medo até agora, até dor de estômago me deu isso”, afirma a mulher, que estava em frente à sua casa na tarde de ontem cortando alguns arbustos de uma árvore que ficou queimada pelas chamas. 

Apesar do medo, sorocabanos têm visto viaturas da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), a tropa de elite da PM, pelas ruas.

( agora todo mudo ta em pânico, mas daqui a pouco começa a copa , ai todos esquecem, a mídia não fala mais nisso e pronto.)

oxente, SOROCABA terá ônibus vindos de PERNAMBUCO,mas são usados vice ?

Placa dos ônibus indica a origem de Camaragibe (PE) – Luiz Setti

Os usuários do transporte coletivo em Sorocaba já são atendidos por cinco “novos” ônibus vindos do Recife. Na verdade são veículos usados, que circulam em baixa velocidade por desregulagem na potência dos motores e não têm ainda o lacre das placas, que indicam a origem de Camaragibe (PE). Com problemas mecânicos, alguns ônibus passam nos pontos com atraso.

Os veículos incorporados à frota da empresa Consórcio Sorocaba são articulados, com capacidade de transportar mais passageiros. A Urbes Trânsito e Transportes confirma que cinco desses ônibus estão atendendo à linha Parque São Bento desde a segunda-feira e outros três articulados entrarão em circulação em data a ser definida. Todos eles já eram usados no transporte coletivo em cidades da Grande Recife (PE) e vieram rodando desde o Estado de Pernambuco até Sorocaba, por quase 3 mil km.

O comboio chegou à cidade na noite de 3 de julho, ainda com a pintura usada no Sistema Estrutural Integrado (SEI), empresa da capital do Estado. Os ônibus entraram pela rodovia José Ermírio Moraes (Castelinho), escoltados por um carro da Urbes e seguiram vagarosamente pela avenida Dom Aguirre. Após receberem o novo grafismo (layout) da frota sorocabana, estão atendendo aos usuários do sistema. A Urbes confirma que alguns desses ônibus necessitam de regulagens mecânicas para andarem mais rápido, mas negou que houve escolta.

Um dos ônibus flagrados sem lacre na placa é identificado pelo número 1220 e tem placas KKG-3941, da cidade Camaragibe (PE). A outra suposta irregularidade está no carro de número 1219, que segundo a passageira Marinalva de Souza, o motorista afirmou que trafegava sem o espelho retrovisor, quando ela teve a bolsa presa na porta no momento do embarque. 

Questionada sobre a falta de fiscalização e inspeção dos “novos” ônibus da frota, a Urbes informou que a responsabilidade das condições de trafegabilidade é de seus proprietários e a fiscalização de trânsito, sob este aspecto, é de competência estadual. Segundo informações da empresa concessionária para a Urbes, a transferência da documentação está em andamento e deve se efetivar na próxima segunda-feira, pois estão legalizados nas cidades de Pernambuco. “A informação da operadora é que durante a manutenção e pintura dos mesmos os lacres devem ter sido danificados”, respondeu a Urbes, acrescentando que após contato do Cruzeiro do Sul determinou a retirada desses veículos de circulação até a regularização. Sobre o acidente pela suposta falta de retrovisor, a Urbes informou que iria apurar.

Esses ônibus estão sendo colocados em circulação pelo consórcio ConSor, grupo de empresas que detém a concessão do lote 1 do transporte coletivo urbano em Sorocaba. Uma das empresas que integram o ConSor, a Rodoviária Metropolitana, atua em cidades de Pernambuco. A versão da Urbes é que a ConSor propôs ampliar e renovar parte de sua frota operacional objetivando ampliar a oferta a seus usuários e que os veículos que foram trazidos para Sorocaba pertenciam a empresas do grupo e estão sendo alocados para a ConSor.
 
Ao todo serão 16 ônibus, oito deles do tipo articulado e outros oito do tipo Padron. Os onze que ainda não estão transportando os passageiros encontram-se em preparação. Para a Urbes, os ônibus estão em bom estado de conservação, contudo alguns ajustes já estão sendo providenciados, inclusive, com relação aos motores (regulagem de potência). A atual frota que atende o transporte coletivo urbano em Sorocaba é de 402 ônibus.

Os articulados foram fabricados em 2008, modelo 2009, ou seja, tem pelo menos quatro anos de uso em cidades de uma região metropolitana, enquanto a idade média da frota sorocabana é inferior a 2,8 anos. Mas diferente de todos os outros ônibus que circulam em Sorocaba, apesar desses terem sido pintados nos últimos dias, desrespeitam a regra que obriga que o ano de fabricação conste na lateral do veículo. A Urbes informa que notificou a ConSor para inserir o ano de fabricação, conforme exigência e informou que a idade do ônibus está em conformidade com as exigências do transporte coletivo em Sorocaba. 

Explicou que os veículos do tipo convencional podem ter idade máxima de oito anos, enquanto para os especiais como articulado ou então o Padron, admite-se dez anos. O articulado tem capacidade para transportar 53 passageiros sentados e 87 em pé. Em reportagem publicada em junho do ano passado a Urbes informava que um ônibus convencional tem 11m de cumprimento enquanto o Padron, 12,5m e capacidade para 10 passageiros a mais e o especial, com 15 metros, capacidade para 26 passageiros a mais que o Padron.

No Recife, frota tem que ter ar-condicionado

Em Recife, região metropolitana de onde vieram os articulados, os ônibus precisam ser novos, ter ar-condicionado e cadeira com ajuste de altura, segundo divulgado pelo site da Rádio Jornal de Pernambuco, em 16 de janeiro deste ano. Essas são algumas da exigências para as empresas que devem assumir a concessão do transporte daquela região de Pernambuco no início de 2014. “Quem não cumprir o contrato pode ser impedido de permanecer no sistema”, está na notícia. 

Em Sorocaba, no final de 2012, o então prefeito e atual presidente do Parque Tecnológico, Vitor Lippi (PSDB) ressaltava a significativa melhoria no sistema de transporte com a entrada da ConSor com 41 ônibus zero-quilômetro, em 31 de outubro do ano passado e com a renovação da frota da STU. Comemorava publicamente a idade média da frota, em 1,69 ano. 

A alegria do prefeito era manifestada na manhã de 9 de dezembro, quando entregava 10 ônibus 0km no estacionamento do Paço Municipal, em companhia de Renato Gianolla, presidente da Urbes. Os veículos eram anunciados para atender a linha Campolim que apresentava aumento no volume de passageiros, em razão do período de compras de final de ano. ( vixi, será que vai prestar vai ?

mas tb economizar ao invés de busão novo, tb de que adianta novos veículos pra uma população que não para de aumentar, logo serão superlotados de cabras tb.

que saudades dos perueiros, que foram vitimas da ditadura AMARY/URBES,a empresa sozinha não da não, precisa de concorrência .

aproveitando o ensejo, lanço a campanha, VOLTA PERUEIROS.)

seguindo a cartilha do governo, PANNUNZIO tb baixa a tarifa aqui.

Na véspera do quarto protesto anunciado para o fim da tarde de hoje, o prefeito Antonio Carlos Pannunzio (PSDB) anunciou, às 19h de ontem, a redução da tarifa do transporte público urbano de Sorocaba – justamente um dos itens da reivindicação dos organizadores das manifestações. O valor do passe social baixou de R$ 3,15 para R$ 2,95, o vale transporte de R$ 3,35 para R$ 3,15, o passe estudante de R$ 1,55 para R$ 1,50 e o domingão legal de R$ 1,25 para R$ 1,00. Ou seja: na prática, a passagem do ônibus volta para o preço que era praticado antes do aumento. Os novos valores, segundo Pannunzio, passam a valer a partir da zero hora de amanhã.
O prefeito reconheceu que a redução da tarifa é uma decisão inédita em Sorocaba pelo menos nos últimos 30 anos. Ele tomou essa medida depois de se reunir com grupos de jovens, na segunda-feira e ontem, e com o seu secretariado. O procedimento consistiu em baixar decreto, que estará publicado hoje no átrio da Prefeitura, que revoga o decreto anterior que aumentou o passe social para R$ 3,15. Este valor havia entrado em vigor no último dia 6. 

A tarifa recebe subsídios do orçamento municipal. Antes do aumento dos valores, o subsídio para a tarifa era calculado pela Prefeitura em R$ 15 milhões ao ano. A partir do aumento da tarifa que começou a valer no dia 6 deste mês, passou a R$ 18 milhões/ano. Agora, com a redução dos valores, chegará perto de R$ 30 milhões. Pannunzio adiantou que este aumento no subsídio pode ter consequências em cortes em outras áreas do orçamento. “Terei que cortar em alguma coisa, investimentos poderão ser cortados, vamos estudar”, disse.

Pannunzio também levou em conta o impacto que deverá ocorrer no transporte público com o anúncio do governo federal de desonerar impostos de itens que compõem os custos do setor. Ele explicou que os novos valores da tarifa passarão a ser praticados a partir de amanhã porque o sistema de catracas e bilhetagem está programado com os valores até agora vigentes. Um dia é o tempo necessário para a reprogramação de valores. Para comparação, ele lembrou que na capital de São Paulo a redução da tarifa valerá a partir da próxima segunda-feira.
 
Influência dos jovens

Nas reuniões com os jovens, Pannunzio disse ter recebido deles reclamação de que não têm sido ouvidos, no que concordou com eles. “Ouvi as razões do movimento, endosso todas as razões da indignação”, disse.

Pannunzio admitiu que a manifestação de protesto dos jovens, que na segunda-feira atingiu dimensões gigantes em grande parte do Brasil e ganhou repercussão internacional, influiu na sua decisão de baixar a tarifa. Ele fez um discurso de apoio aos jovens que protestaram nas passeatas. Disse que é a “juventude clamando moralidade da administração pública, contra o fim da impunidade neste país, ninguém fica insensível a isto”.

Ele afirmou que tem certeza de que a manifestação programada para o fim da tarde de hoje será pacífica: “O que eles estão clamando eu assino embaixo, e tamo junto.” Ele acha que a redução da tarifa não vai esvaziar os protestos de hoje porque o transporte é só um dos itens das manifestações: “As outras razões são mais fortes do que a questão tarifária.” Na sua avaliação, os outros itens dos protestos dos jovens alcançam a dimensão de “santa indignação”. 

Ele também acrescentou que seu filho, Eduardo Pannunzio, participou das manifestações em São Paulo. E Eduardo lhe enviou mensagem que o sensibilizou. Na mensagem, segundo o prefeito, Eduardo disse que se sentiu “orgulhoso” de ver a população nas ruas, ao invés de ficar omissa nos assuntos que provocam indignação popular.

No início da noite de ontem, Pannunzio deu uma série de entrevistas. Referindo-se ao aumento da tarifa que entrou em vigor no dia 6 deste mês, disse que teve razões para decretá-lo. Analisando esse retrospecto, declarou que o aumento não poderia ter sido dado se a opção fosse aumentar o subsídio: “Em última análise, quem paga o aumento é o povo.” E admitiu que, para a decisão de reduzir os valores, como ontem, é preciso ter “coragem”. Ele também fez uma comparação: “A tarifa de ônibus foi a faísca que provocou os protestos.”

Recordou, finalmente, que no seu primeiro mandato de 1989 a 1992 houve ocasiões em o reajuste da tarifa ocorreu mais de uma vez ao ano, porque os níveis de inflação da época eram astronômicos, atingiam 20% a 30% ao mês.
 
Vereadores

O vereador Marinho Marte (PPS) disse que preparou decreto legislativo revogando os termos do decreto que aumentou a tarifa. O vereador Izidio de Brito Correia (PT) afirmou que o aumento da tarifa não poderia ter ocorrido porque, segundo ele, a presidente Dilma Rousseff (PT) há um mês anunciou a desoneração de insumos do transporte: “E aí os prefeitos acabaram fazendo o reajuste.” Sobre as manifestações populares, Izidio disse que elas são “legítimas” e pregou a necessidade de o País rever a questão da mobilidade urbana nos níveis de governo municipal, estadual e federal. “É uma população que estava dormindo, é um despertar geral que serve para os legisladores repensarem as políticas públicas para o nosso país”, disse Izidio. Os dois vereadores estavam no SBT ontem, no momento em que Pannunzio concedia entrevista. ( politico acha que povo é trouxa.

o prefeito de SP HADDAD já disse que vai cortar investimentos de outros setores pra manter a tarifa baixa,  claro que a URBES vai mandar gente embora, vai deixar de investir, a qualidade será a mesma, já que SOROCABA não para de aumentar a população, com certeza botarão a culpa nisso pra justificar o péssimo atendimento.
o negócio é arrancar esta corja do poder, chega deles, manifestações hj pra chutar todos pra fora.)

quinta feira ferve em SOROCABA, URBES X MANIFESTANTES contra aumento da passagem

No início da movimentação, o grupo desceu pela rua São Bento e seguiu até a rua Alváro Soares, sentido terminal – Por: Thiago Consiglio/Cortesia
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O terceiro e maior protesto contra o aumento da tarifa de ônibus para R$ 3,15 e passe livre para estudantes parou ontem as principais ruas do centro de Sorocaba. O manifesto prejudicou o trânsito e culminou com dois momentos de tumulto, um no terminal Santo Antônio e outro na praça Coronel Fernando Prestes. O objetivo era invadir o terminal, mas foram impedidos por barreiras da Guarda Civil Municipal (GCM) com reforço da Força Tática da Polícia Militar. Os jovens tentaram usar três entradas para ocupar o terminal, mas em todas elas encontraram barreiras de guardas e policiais e também grades. Após o término do protesto e dispersão dos manifestantes, dois deles, identificados como W.M., de 15 anos, e J., de 17 anos, foram detidos por policiais militares por portarem (segundo os PMs) duas pedras e um soco inglês.O protesto começou às 15h10 com passeata que começou na praça Frei Baraúna e percorreu as principais ruas do centro (São Bento, 15 de Novembro, Souza Pereira, Álvaro Soares). Como era horário de pico, o trânsito ficou lento. Durante a passeata, organizadores calcularam os participantes em 200 a 300 pessoas. A GCM avaliou em 130 pessoas. Uma hora depois, chegaram ao terminal Santo Antônio. Quarenta guardas municipais, com apoio da PM, formaram barreiras que impediram a entrada dos jovens pela via de acesso usada pelos ônibus. O tumulto começou quando entraram no corredor que leva às bilheterias e ao conjunto de catracas que dá entrada ao terminal. Na correria, jovens chutaram a parede da bilheteria e o tapume da obra de um shopping. Funcionários da Urbes fecharam a bilheteria enquanto os jovens passavam. Os vidros da bilheteria foram pichados com a inscrição R$ 3,15. No conjunto de catracas, manifestantes e guardas ficaram frente a frente, e os jovens gritavam palavra de ordem na cara deles.

Frustrados na primeira tentativa de invadir o terminal, os jovens correram para a segunda entrada de ônibus, na avenida Afonso Vergueiro, mas também foram impedidos pela barreira de GCMs e viaturas da Força Tática. Houve mais uma tentativa, em outra entrada dos ônibus na Afonso Vergueiro, mas novamente foram detidos pela bloqueio de guardas. Houve bate-coca com dois passageiros que reclamaram do protesto porque ele era a causa de atraso nos horários dos ônibus. Os jovens permaneceram na praça da bandeira, onde fecharam o trânsito da Afonso Vergueiro nos dois sentidos. Hostilizaram uma equipe de cinegrafista e repórter da TV TEM, chegando a tapar a lente da câmera com um pano. Tentaram impedir o avanço de um ônibus, outro momento de tensão. Formaram uma roda ocupando as duas pistas da Afonso Vergueiro. Insistiram para falar com um representante da Urbes, mas não conseguiram.

Nesse momento, já era por volta das 20h e os líderes do protesto procuraram uma forma de terminar a manifestação. Temiam perder o controle dos ânimos. Jovens picharam ônibus que estavam estacionados ao longo da avenida. A reportagem do Cruzeiro do Sul presenciou três jovens conversando sobre a possibilidade de atearem fogo a ônibus, e a intenção não foi levada adiante. Alguns líderes avaliaram que, se ficassem ali, iriam “tomar borrachada” da polícia. O professor Guilherme Riscali propôs que todos subissem até a praça Coronel Fernando Prestes, onde encerrariam o protesto. Inicialmente, ele não encontrou apoio nessa ideia. Mas depois, apoiado por outros líderes, conseguiram fazer com que os manifestantes subissem até a praça Coronel Fernando Prestes.

Na caminhada, pela rua Padre Luiz, um grupo tentou queimar o colchão que foi encontrado na calçada e pertenceria a um morador de rua. Rapidamente, os líderes, preocupados em evitar tumulto, apagaram o fogo. Uma pedra foi ateada contra o ponto de ônibus existente atrás da Catedral, mas não acertou o alvo. Para surpresa de todos, um novo tumulto ocorreu na chegada à praça Coronel Fernando Prestes, quando um policial militar se encontrou por instantes, sozinho, no meio de vários jovens. O policial foi protegido pela chegada de outros PMs e o momento de tensão foi contido em meio a empurrões.

Após a dispersão, às 21h05, os dois adolescentes detidos foram acompanhados por pelo menos 15 testemunhas, participantes do protesto. Eles ficaram indignados com a detenção dos jovens, que foram levados à delegacia da avenida General Carneiro.
 
Apoio e críticas

As pessoas que estavam fora do protesto se dividiram entre apoiar os jovens, de um lado, e criticá-los, de outro. “A criançada não pensa muito em quem está prejudicando”, disse o técnico de enfermagem Márcio (não deu nome completo), de 38 anos, que completou: “Tem pessoas que vêm do serviço depois de trabalhar 12 horas, pegar criança em creche.” O aposentado Miguel C. Neto, de 65 anos, apoiou os jovens: “Será que Sorocaba está acordando? Eu nunca vi essas coisas. Porque Sorocaba morreu e esqueceu de deitar. Eu sou da época em que as pessoas brigavam, hoje não fazem nada.”

( vem cá,  alguém achava que o terminal não ia ser fechado pela GCM e força tática ? uma afinal tiveram tempo de agir e já previam pra onde a manifestação iria , a URBES não é boba.

manifestação tem de ser ordeira e pacífica, quem usa de baderna , depredação e até queimar ônibus perde a razão, isso é coisa de bandido, maloqueiro de periferia, depois quer busão pra trabalhar e outras coisas ai não tem , pq ? ah foi queimado.

quer mostrar força ? não ande de ônibus, hj tem balada não tem ? então de milhares de jovens usarem o coletivo pra ir na bagunça de que adianta protestar ?

a URBES da aquela desculpa de sempre, ah subiram os insumos, como óleo diesel, aumento do combustível, folha de pagamentos dos funcionários, enfim as despesas de uma empresa , mas o salário do trabalhador não acompanha isso, é coisa de anos e anos, desde 1500.)

manifestantes x aumento do ônibus em SOROCABA.

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Em meio a protestos marcados por badernas e excessos, a nova tarifa do transporte coletivo de Sorocaba, reajustada em 5,49% e com isso agora fixada em R$ 3,15, começou a vigorar ontem. Estudantes secundaristas, universitários e representantes de movimentos sociais como o “Domínio Público” e o “Linha 7” ocuparam a via de acesso ao Terminal Santo Antonio e, ali, buscaram conscientizar os usuários.

Com faixas, narizes de palhaço e apitos eles ocuparam a rua e impediram a passagem dos ônibus. Dessa forma, muitos carros saíram com atraso. A Guarda Civil Municipal (GCM) e a Polícia Militar (PM) acompanharam à distância o movimento, mas não houve necessidade de intervenção. Representantes de entidades que convocaram o ato disseram que muitos dos jovens que lá estavam souberam da mobilização pela rede social Facebook.

“Não temos controle sobre quem veio até aqui. Nossa intenção foi protestar contra uma situação vergonhosa que se arrasta há 16 anos. Temos, sim, críticas, pontos discordantes, mas não compactuamos com o que algumas pessoas fazem”, disse Igor Tanaka. Entre tantas palavras de ordem sobraram até ofensas de ordem pessoal dirigidas ao prefeito Antonio Carlos Pannunzio (PSDB) e ao presidente da Urbes, Renato Gianolla.

Um dos gritos ouvidos que mais chamaram a atenção repetia a frase “puxa, mas que vergonha! O busão está mais caro do que a maconha!”. Além do barulho, os manifestantes também desferiram chutes e socos na divisória de metal colocada sobre a calçada pela empresa que constrói o Shopping Pátio Cianê. A confusão que por pouco não provoca um confronto entre polícia e participantes da atividade foi, mesmo assim, apoiada por quem anda de ônibus.

Anderson Luiz Ramos disse que considera um absurdo ter de pagar tão caro por um transporte ruim como o oferecido na cidade. “Para ajudar, agora os motoristas deram de sair com pressa do local de parada e quase provocam acidentes. Eu tenho problema na perna e, esses dias, por pouco não me machuquei. A gente reclama e ainda ouve desaforos. Mas, não dá para concordar com essa bandalheira de subir o ônibus. Nosso salário não chegou a tanto. Pobre só sai perdendo mesmo”.

A aposentada Nilza Meira de Souza, 72, apesar de não pagar passagem, disse estar condoída com o drama daqueles que ainda pagam. “Eu só tenho esse benefício por causa da idade. Mesmo assim, viajo mal acomodada, sem conforto nenhum, como se estivesse numa lata de sardinha. Nem a lei que garante o assento preferencial eles cumprem. Tenho de, nessa altura da vida, pedir para ocupar uma cadeira. É demais”, reclamou.

Roseli Aparecida Santos era mais uma entre muitos inconformados. “É triste conviver com isso. Na eleição, prometem tanta coisa, dizem que vão olhar pela gente. Depois, é o mesmo sofrimento de sempre. Imagine eu que tenho de pagar por mim e uma irmã. Nem fiz as contas, mas, com certeza, vai pesar no final do mês. Isso sem falar que não vale o preço cobrado. Como passageiros, somos levados como lixo. Aliás, acho que até lixo é melhor acomodado”.

Nervosa e revoltada, Selma Rodrigues conversou com a reportagem caminhando apressada. “Nem me peça para falar o que eu tenho vontade, porque senão vou dizer desaforo. Eu estou por conta com esse governo. A saúde é uma droga, falta creche, a violência aumenta a cada dia. A cidade está paralisada, a dengue aumenta a cada dia. Para ajudar, a passagem aumenta. Olha, eu vou parar por aqui para não explodir. É uma vergonha, uma roubalheira!”.

Com o aumento que entrou em vigor ontem, a tarifa social passou de R$ 2,95 para R$ 3,15; o vale-transporte de R$ 3,15 para R$ 3,35 e a tarifa estudante, de R$1,50 para R$ 1,55. Para praticar a mudança de valores, a Urbes considerou a elevação dos custos operacionais do transporte, diante do aumento salarial e benefícios concedidos aos motoristas (variação de 9,74%) e, ainda, a reposição da variação de preços de insumos que compõem tais custos, como combustíveis e lubrificantes (15,91%), materiais de rodagem (10,51%), capital imobilizado e veículos (6,48%) e despesas administrativas e operacionais (7,99%).
 
Também foram considerados os impactos das medidas do Governo Federal, que desoneraram os custos dos encargos de INSS incidentes sobre a folha de pagamento (5,17%), e a desoneração das alíquotas do PIS e do Cofins (3,65%), que passaram a vigorar a partir de 1º de junho.( primeiramente protesto com baderna não combina, manifestar sim, mas na ordem, depois não venha  gritar que a policia excedeu.

afinal policial já é estressado por natureza, com tanta coisa pra lidar, a turma reclama, mas e na hora de ir ao cinema, baladas etc, pegam o busão , então só andem se for realmente necessário, qualquer pum já pega ônibus. 

demora, anda super lotado ? bem SOROCABA cresce sem controle populacional, e a frota de carros só aumenta, qualquer zé ruela agora quer ter carro, isso ninguém fala né ?)

o caos do transporte publico em SOROCABA

Todos os passageiros de ônibus ouvidos ontem pelo Cruzeiro do Sul discordaram da avaliação do presidente da Urbes, Renato Gianolla, de que a empresa pública atualmente já não registra problemas com fila nos terminais urbanos de Sorocaba. Esta declaração de Gianolla foi dada anteontem, por escrito, como resposta a questões encaminhadas pelo jornal sobre reportagem publicada no domingo e que mostrou reclamações de passageiros com problemas como filas para compra de cartões e para embarque nas plataformas dos terminais, lotação dos ônibus, atrasos nas viagens provocados pelo trânsito lento. “Eles (Urbes) estão precisando de óculos”, ironizou a funcionária pública Geanete Santos de Oliveira Bonan, de 45 anos, que todos os dias pega três ônibus para se deslocar do bairro onde mora, Júlio de Mesquita Filho, até o trabalho na região do Parque São Bento. Segundo ela, a avaliação da Urbes é uma “hipocrisia”.

Ontem, às 18h, todas as plataformas do terminal Santo Antonio tinham filas. Do alto do viaduto dos Ferroviários, numa visão panorâmica, avistava-se a junção das filas próximas e paralelas formando uma multidão compacta na plataforma dos ônibus da Vila Barão/Jardim Rodrigo, Central Parque, Progresso, Sol Nascente. Uma leitora do jornal, identificada como Juliana Santos, enviou carta por e-mail reclamando da fila do ônibus Expresso às 6h30. “A fila estava imensa, acredito que a Urbes não sabe o significado da palavra Expresso, pois Expresso não condiz com uma fila daquele tamanho”, criticou Juliana, cobrando: “A Urbes precisa resolver, ou seja, disponibilizar mais ônibus urgente nessa linha, pois infelizmente tem pessoas assim como eu obrigadas a utilizar esse serviço precário e de má qualidade oferecido pela Urbes.”

Doze horas depois, às 18h30, a assistente de Recursos Humanos Ana Cláudia Cardozo dos Santos, de 21 anos, também discordou da avaliação da Urbes de que atualmente não registra problemas com filas nos terminais. Foi direta: “Mentira. Hoje está tranquilo. Ontem (anteontem) a fila passava das catracas”, disse, referindo-se à fila para a compra de cartões e créditos da tarifa nos guichês de entrada do terminal Santo Antonio. Na sua opinião, esse tipo de avaliação foi feito por Gianolla “porque ele não está aqui (no terminal) para ver, não precisa do transporte público.”
A reportagem procurou a assessoria de Gianolla ontem, às 20h40, e a resposta foi de que a Urbes poderá se manifestar a partir de perguntas que lhe sejam enviadas por e-mail.

“Tem dia que a fila chega aqui perto da entrada” (do terminal Santo Antonio), disse Henrique Reginaldo Bueno, de 29 anos, confirmando a descrição feita por Juliana. A esposa de Henrique, Renata Bento de Farias, de 21 anos, disse que a fila para comprar cartões e créditos da tarifa é utilizada também para o cadastro de quem quer aderir ao cartão e isso complica o ritmo do atendimento. O balconista Erisvan Pereira Ribeiro, de 25 anos, também reagiu de forma crítica à avaliação da Urbes sobre as filas: “Boca para falar, quem não depende de transporte tem”. Ele comprou ontem seis cartões unitários de três pontos diferentes, todos no terminal Santo Antônio: dois no guichê da Urbes e mais quatro de credenciados da empresa. Ele também criticou a restrição à venda de cartões unitários limitados a duas unidades. “Tenho direito à escolha da opção que quero”, disse.

“O problema com as filas continua, sim”, afirmou o estudante Leandro Souza, de 22 anos, morador do Jardim São Guilherme e que ontem estava numa fila interna para comprar cartões. Ele utiliza o passe estudante e tem direito a 50 unidades, mas elas não são suficientes para todo o mês porque faz dois cursos em regiões diferentes da cidade. “Eu toda vez peguei fila, não tive ainda a sorte de chegar e não pegar fila”, disse uma mulher que se identificou apenas como Isabel, também na fila de compra de cartões. No mesmo lugar, o estudante Lucas Dallorto, de 16 anos, descreveu: “À tarde e em dia útil, vira um caos aqui, já demorei 45 minutos na fila pra carregar meu cartão.”

“Acabo perdendo o ônibus porque tenho que enfrentar fila para carregar o cartão”, disse a atendente de clínica Tatiane Gomes, de 19 anos, que fica 10 a 15 minutos na espera. Em outra fila do mesmo terminal, o soldador Valdemar Rodrigues Honorato, de 59 anos, disse que chega a ficar 20 a 30 minutos na fila para comprar cartão. “Não tem um horário que não tenha fila, tá um transtorno”, reclamou a estudante Lorena Maria Santos, de 18 anos, moradora do bairro Ouro Fino.

“Eu acho que deveria ter mais postos pra carregar cartão nos bairros”, disse uma mulher chamada Arlete (preferiu não dizer o nome completo). Ela contou que antes da adoção dos cartões nem passava no terminal: “Agora eu tenho que vir aqui porque no bairro não carrega (o cartão).”
Segundo a Urbes, além das bilheterias dos terminais urbanos e das cinco unidades da Casa do Cidadão, existem cerca de 150 postos e mais 50 ambulantes autorizados para comercialização do Passe Social.

 ( aqui no meu bairro tb ta complicado comprar passe, eles sumiram, só acha na casa do cidadão, quem estiver vendendo é acima do preço da URBES, bem claro que tudo isso não acompanha o crescimento desordenado da cidade, o caos da superpopulação e a frota de carros que não para de cresçer tb.

e vai piorar . com a vinda da TOYOTA pra cá, mais gente virá pra SOROCABA atrás da ilusão de um emprego, só se tiver muita qualificação pra conseguir.)